quinta-feira, 26 de julho de 2012

Harmonia Cósmica


*** Harmonia Cósmica ***

Introdução

----- O Mundo de Hoje -----

A nossa intenção é mostrar o que já conhecemos tanto: o rápido progresso porque passa o mundo, com o avanço da ciência e da tecnologia.
Já não tem mais sentido dizer-se que o homem foi até a lua. Já se sabe muito de Marte e de outros planetas recém-descobertos. Na medicina nem se fala com a longevidade, o que permitiu ao homem viver mais, com transplantes ou sem eles.
Era mais ou menos de trinta em trinta anos os períodos de invenções e descobertas.
Hoje, no espaço de cinco anos já se tem tanta coisa nova...

Todavia, apesar de tantas mudanças no mundo exterior, o homem continua ignorando o seu mundo interior. Seu comportamento ainda não é normal, no sentido ético, político, religioso etc. Ele permanece o mesmo, num mundo tão diferente.

Daí, o assunto. Harmonia Cósmica, o equilíbrio entre o homem e o homem, entre o homem e a natureza, entre o homem e seu Criador.

I. COSMOS - o espaço físico, sideral, corpo visível do mundo, bem como a sua alma invisível (seu mistério insondável).

 Kosmos é palavra grega que corresponde ao termo latino mundus. Kosmos quer dizer belo (veja cosmético). Mundus quer dizer puro, o oposto de imundus, impuro.

Os gênios, descobridores e filósofos dos primeiros tempos: Copérnico sistema héliocentrismo - (1543); Galileu Galilei (adotou o sistema de Copérnico, o que lhe custou a vida – 1610); Colombo, Cabral e outros.

Até então só o Mundo Exterior era objeto de estudo e de indagações.

III.UNIVERSO vem de UNO = Essência una, infinita do cosmos = Deus, Divindade, Absoluto, Inteligência, Infinito, Causa Prima, o Transcendente, Tao, Braman, Pai, Justiça...

- Verticalidade da cruz –

- Verso = Existências múltiplas do cosmos = os finitos, as criaturas, os efeitos individuais, tudo o que existe no mundo.                                                                                                                                                            
- Horizontalidade da cruz -

IV.  Harmonia Cósmica é o perfeito equilíbrio, a compreensão total entre o homem e seu Criador, o homem e a natureza, o homem e o homem.

O contrário, a Des+(h)armonia: ausência de sintonia, fora do tom, fora do compasso (trompa de harmonia), desequilíbrio, in+felicidade.

NENHUM HOMEM PODE REALMENTE SER FELIZ
ENQUANTO NÃO SE TORNAR UM SER TOTAL.

 --- CIDADÃO DO INFINITO! ---
                  
                   6. Universo = Deus) + verso (mundo), por extensão. Expressões que se semelham: Infinito / finito, Criador / criatura, Essência /
 existências; necessidade / contingências, Amor / amor...


        
Macrocosmo sideral - o mundo que nos cerca e seu dinamismo

         Microcosmo hominal - o homem e seu equilíbrio interno (homeóstase).

VI.  A Mística e a Ética:

Agora, não só Mundo Exterior, o Cosmos,
Agora a criatura, o ser humano, o antropos, o Homem.

VII. Autoconhecimento e a Auto-realização. Mística e Ética

- Autoconhecimento - a Experiência Mística: - Ninguém pode ser feliz, sem autoconhecer-se. Sem saber quem é. Autoconhecimento é a experiência mística que nos leva a "amar a Deus sobre todas as coisas" (1º Mandamento).
Perguntas capitais:
Quem sou eu? / De onde vim? / Para onde vou? / Qual o meu plano de vida? / Qual a minha natureza? / Como vim estar aqui, nesse trabalho, nessa faculdade? Trata-se de profunda reflexão sobre si mesmo! Sobre mim mesmo. Sobre você mesmo. Um exame de consciência. Lembrar de Sócrates. “Conhece-te a ti mesmo”.
Está em alta o problema da “auto-ajuda”, “Como saber escolher”, “O que plantar...”
As mudanças, a conversão, “a historia da águia.”

- Auto-realização – a Vivência Ética: - Amar o próximo como a si mesmo (2º Mandamento). Consiste em viver bem com o seu semelhante, em todos os níveis da vida; seja na família, no trabalho, em qualquer lugar. Viver bem, tratar bem, conviver em harmonia com todos, proporcionando ambiente para a solidariedade, para a fraternidade e a justiça. Ser bom, incondicionalmente bom, sem espera de retorno. Só posso auto-realizar-me em função do outro, de quem me escuta, de quem me vê, de quem me ama, porque ninguém pode ser feliz sozinho.
***  O agir segue o ser  ***
O autoconhecimento consiste na experiência mística (Quem sou eu?). a auto-realização consiste na vivência ética (como devo comportar-me diante do outro?)

VIII.  Há três (3) classes de homens:

·        Não cumpro a vontade de Deus, porque não gosto.
·        Cumpro a vontade de Deus, embora não goste.
·        Cumpro a vontade de Deus, porque gosto.


1ª Classe: os agnósticos, os materialistas, os profanos, os analfabetos de Deus: Eles preferem cumprir a sua vontade a cumprir a vontade de Deus. Para eles, Deus pode ser uma palavra sagrada ou uma bonita idéia, nunca uma Realidade objetiva, um Ser Criador Incriado, que criou todas as coisas. E ignorante da sua infelicidade, analfabeto da espiritualidade. Não vivem, vegetam (comem, dormem, bebem), só crêem na sua vontade própria individual.  E preferível a mais dolorosa infelicidade do homem pensante a pobre  felicidade do homem que nunca pensou...”
                  
2ª Classe: O homem ético sabe da existência de Deus e da vontade divina que governa o mundo. O seu eu, a sua crença baseia-se numa  espécie de fé sem raiz, sem segurança. Esforça-se para ser religioso e o e a sua maneira. Para fazer a vontade de Deus, tem ele de contrariar a sua vontade. Daí o heroísmo, o sacrifício, a renuncia em fazer a vontade de Deus. São homens que cultivam a Ética, primam pela virtuosidade; são heroicamente virtuosos, são “santos”. A grande maioria dos “ homens bons” deste século que esta terminando pertencem a esta categoria. O homem ético-ascético, normalmente, menospreza o resto da humanidade, que não tem a coragem de agir como eles. A misericórdia, a humildade, o espírito de solidariedade com os excluídos são qualidades que o homem ético não cultiva.  Pelo contrario, o sua heróica superioridade moral os enche de orgulho e de vaidade. E a Ética sem a mística; o homem moral-social sem Deus. “Não há maior prejuízo para o verdadeiro cristianismo do que a Ética praticada à custa da espiritualidade”. Impera, ainda, a lei, a norma de conduta. A Moral. Epistola de São João 2, 3 -11.

3ª Classe: - O homem espiritual  consegue realizar a síntese da felicidade. Faz coincidir sua vontade com a vontade de Deus. Sente um imenso prazer, um gosto, uma delicia para ele fazer a vontade do Pai. Ele não deve amar a Deus; ele quer, espontaneamente, amar a Deus e fazer sua  vontade. Eis aqui solucionados todos os problemas da vida; centralizar a vontade do homem e a vontade de Deus numa só vontade. São Paulo: “Já não sou em quem vive...”.  Sócrates, quando condenado a beber cicuta, minimizou sua morte e enalteceu a sua inocência. Tertuliano afirmou que “a alma humana e Cristina por sua própria natureza”. Jesus Cristo nos disse que o Reino de Deus esta dentro de cada um de nos. E Deus imanente, presente, vivo, dentro dos homens bons e dos homens maus.  
        
O homem espiritual não se considera divino, muito menos se tem na conta de melhor e mais importante que os demais. A sua alegria, que e interior, sobretudo, nasce da certeza da sua identidade com Deus.

De H.  Rohden:
"Não faças depender a tua felicidade de algo que não dependa de ti".
“Na corda bamba” – A história dos dois ladrões de Osho

*** O desencontro entre o Criador e a criatura ***
A perda da imagem e semelhança de Deus. (o poder, o intelecto mal posto, a ambição, o ódio, a inveja...) O homem ausente do Projeto de Deus, querendo viver seu próprio plano. Ler Gênesis 1, 1-5. 26-28. 31. A criação.

O Eu divino, Deus (Transcendente) que governa o mundo e idêntico ao Deus (Imanente) que habita em cada um de nos. O centro do mundo e o centro do homem são concêntricos em Deus, simbolizado pela cruz. A harmonia cósmica, que e a felicidade, consiste em sintonizar o homem com o seu Criador, de modo consciente, como o mundo o faz, de modo inconsciente.

Lembrete importante: Deus deu ao homem: INTELIGENCIA, LIBERDADE e VONTADE e o criou a sua imagem e semelhança. Livre Arbítrio Deus só deu ao homem.

10.  Introspecção.  Reflexão pessoal: Que sou eu? Por que eu sou o que sou? Donde venho? Para onde vou? Por que estou aqui?
                  
É erro grave identificar-se o nosso EU crístico com o nosso ego humano, físico, mental e emocional. Não somos o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções. Somos a nossa alma, o nosso Eu interno, imortal, divino. Eu sou o Deus imanente, interno em mim.
                  
Para se encontrar a FELICIDADE ou estar em HARMONIA com o Universo, não e necessário fazer  “alguma coisa  mas ser alguém. Não existe fórmula magica para se entrar em comunhão com Deus, estar em harmonia com Ele. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” ( João 14, 6).

O caminho único para alguém entrar em verdadeira comunhão - harmonia - com Deus e despojar-se do “homem velho” e vestir-se do “homem novo”, tornando-se, assim, uma nova criatura em Cristo. A vida espiritual não e a “continuação de alguma coisa que já existe, mas um mundo novo, um novo inicio”  um novo fiat criador, uma vida totalmente nova, original. Nisso consiste a Felicidade, a Harmonia com o Cosmos.

(João 3, 1-15) - Nicodemos e Jesus Cristo - o Renascimento. Mateus 9, 16-17-  “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim  (Gal 2, 20).
                  
A felicidade, a harmonia cósmica, o equilíbrio pessoal está em você. Segure nas mãos de Deus e entre em sintonia com Ele.
Deus os abençoe!

Wanda e Tatai
02.04.2005/24.07.2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Venham até a borda

Venham até a borda



Wanda e Tatai

Comentário:

Venham até a borda

Podemos cair

Venham até a borda

É muito alta!

VENHAM ATÉ A BORDA!

E eles foram. -

Então ele empurrou

E eles voaram.


Em A Matriz Divina, como introdução, Gregg Braden, autor, inicia seu belíssimo livro sobre a Teoria da Física Quântica com o poema acima, do poeta inglês, Christopher Logue.

Lemos o livro, profundo, apaixonante, e quem somos nós para comentá-lo, tal o conteúdo e explicações da teoria quântica, iniciada por Max Planck em 1944.

O autor, a um só tempo, físico e religioso, lidando com a matéria e o espírito, nos brinda com uma linguagem simples, didática e nos faz perceber, a existência de Deus de forma natural, sem rodeios, mesmo usando de termos, aqui e ali, propriamente da física em si mesma.

Lida Gregg Braden com átomos, ondas partículas, hologramas, fótons, elétrons que não sabemos lidar com esses conhecimentos da Física Quântica Tentamos compreender e alguma coisa ficou ao nosso alcance, devido a exemplos do autor de assuntos do cotidiano: história, família, profissão etc.

Dentro dos vinte princípios de A Matriz Divina, o seu primeiro princípio nos dá o conceito dessa Matriz, que é o começo de todas as coisas. O principio de tudo.

1º Princípio: A Matriz Divina é o receptáculo que contém o universo, a ponte que interliga tudo e o espelho que mostra todas as nossas criações.

A um só e mesmo tempo, A Matriz Divina é o

a) receptáculo, abrigo, refúgio, esconderijo do universo.

Lugar onde o universo se esconde. Lugar desconhecido.

 
b) a ponte que interliga tudo.

No universo, tudo está ligado com tudo.

Além de interligadas,

todas as coisas dependem de todas as coisas.

Interagem sempre, são unidade.


c) e o espelho que mostra todas as nossas criações.

Nada fica escondido de A Matriz Divina.

Ela é o Grande Espelho onde tudo pode ser visto, sem segredo.

Para tanto, “basta ter olhos para ver,

Ouvidos para ouvir, coração para entender”.

A Matriz Divina está em todas as coisas; todas as coisas estão em A Matriz Divina. Quaisquer que sejam as coisas, materiais, ou espirituais, é certa e normal a Presença dessa Matriz Divina.

Com menos ciência e mais coração, chamemos A Matriz Divina de Pai, Paizinho, Abba Pai.

Só mesmo lendo o livro todo, pode-se ter a idéia do profundo conhecimento do autor e das belezas do universo, sobretudo da presença do ser humano em tudo isso e sua força, suas possibilidades reais em tornar o nosso mundo mais afetivo, mais solidário, mais humano, mais divino. Como o quis e quer Jesus Cristo.

Todavia, como dissemos acima, nosso intuito é comentar o lindo poema de Christofer Logue, que está na introdução de A Matriz Divina.

A fim de não voltarmos ao inicio, eis o poema a ser lido e comentado e refletido.

Venham até a borda

Podemos cair

Venham até a borda

É muito alta!

VENHAM ATÉ A BORDA!

E eles foram. -

Então ele empurrou

E eles voaram

Voltamos a dizer. Este poema, lido, refletido e entendido por dentro, no interior de cada um de nós, nos ajuda, sobretudo, quando as coisas não andam bem.

Precisamos acreditar, necessitamos apostar na vida. Nada é impossível para aquele que tem f. Aos desafios,

Vamos à borda.

Comecemos, juntos, a entender o poema de Christopher Logue.

Vemos, na primeira estrofe, um convite. Um chamado a subir a um lugar de difícil acesso. Segundo Aurélio, borda significa a extremidade de uma superfície; beira.

Em seguida ao chamado, uma advertência, uma espécie de aviso: podemos cair.

O convite se repete e, com ele, nova advertência, desta vez sobre nossa capacidade, sobre nossos anseios, sobre nossos medos: é muita alta!

A essa altura, uma dúvida, uma pergunta nossa:

- Quem nos convida, quem nos chama a ir até a borda?

- Quem nos adverte que podemos cair e que a borda é alta!?

Agora, já é problema nosso, de nossa reflexão em procurar saber de nós mesmos o que nos preocupa, o que nos aflige a toda hora; ou em determinados momentos. Quais os nossos desejos, nossas aspirações. Qual a nossa vontade.

Mais profundamente. Que sentido pretendemos dar a nossa existência?

E o chamado passa a ser um imperativo de vida. Vem como uma ordem, em letras maiúsculas:

VENHAM ATÉ A BORDA!



Decididos, dispostos, corajosos ou não, na hora da necessidade, cada um sabe de si: E eles foram.


E eles  foram. E eles voaram!

A nosso ver, eles deram o passo inicial. Foram à borda, estão na borda, cada pessoa com suas aptidões, sua fé, suas expectativas de vida. O importante é que saíram do lugar, se locomoveram, mudaram alguma coisa em seus modos de ser, de agir.

Completando essa etapa do chamado e da subida à borda, o momento culminante da nossa vida; a vida de todos nós:

E ele empurrou.

Por que perguntar, a quem perguntar, de que adianta perguntar:

- Quem os empurrou? De onde veio o empurrão?

A rigor, perguntas difíceis de ser respondidas. Há mistérios na vida de cada pessoa que não podem ser explicados. São minutos, dias, anos, a vida inteira para serem descobertos os mistérios desse empurrão.

Nós o chamamos de Empurrão divino.

Só a fé, o silêncio, a oração, a certeza da Presença de Deus transcendente e imanente em cada um de nós explicam como se deu esse empurrão em todos aqueles que vão até a borda.

E eles voaram!

Para aqueles que acreditam; para aqueles que têm fé aconteceu o milagre: eles voaram. Ouviram e atenderam o chamado; atingiram a culminância esperada.

Os sinais dos tempos nos indicam o chamado, o convite para irmos até a borda. Basta ficar atentos e escutarmos e olharmos o mundo: os sonhos, os livros, as visões, a natureza inteira, a voz do Vento. Todos esses elementos estão sempre falando conosco. No silêncio, então, ouvimos e enxergamos muito melhor.

O próprio autor de A Matriz Divina conclui este modesto comentário e o faz no fim do seu belo livro.

 
“A mística dos temos antigos lembra ao nosso coração, e as experiências modernas têm comprovado perante a razão, que a força mais poderosa do universo vive no interior de cada pessoa. E que o grande segredo secreto da própria criação é: ter o poder de criar o mundo que imaginamos em nossas crenças. Ainda que isso possa parecer muito simples para ser verdade, acreditamos que o universo funciona precisamente desse modo.

Quando o poeta sufi Rumi observou que temos medo de nossa própria imortalidade, talvez ele quisesse dizer o que realmente nos assusta é o poder de escolher a imortalidade.

Assim como os iniciados de Cristopher Logue na Introdução deste livro descobriram tudo o que precisavam de um pequeno empurrão para começar a voar, talvez tudo o que precisemos é de uma pequena mudança para nos conscientizarmos de que somos arquitetos do nosso mundo e do nosso destino, artistas cósmicos expressando as próprias crenças interiores na tela do universo. Se pudermos nos lembrar de que somos não só a obra de arte como também o artista que criou, talvez então nos lembremos de que somos a semente do milagre em si mesmo. Se pudermos operar essa pequena mudança, já estaremos curados em a Matriz Divina.

Conclusão nossa:

Para se voar, tornar reais aspirações e anseios, duas coisas são necessárias: uma, vinda do Alto, o empurrão, A outra, nossa, de ordem pessoal, intransferível: a mudança.



Salvador (Ba), 06.05.2010

Ipiaú (Ba)/05.07.2012.