sábado, 19 de novembro de 2011

Cristo Rei

JESUS CRISTO,

REI DO UNIVERSO!

Wanda e Tatai

20 de novembro de 2011.

Ultimo Domingo do Ano Litúrgico de 2011.

Concluído o Tempo Comum (34 semanas), eis terminado o Ano Litúrgico de 2011.

- Evangelho do dia: Mateus 25, 31 - 46

31 Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;

32 e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;

33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.

34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;

36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.

37 Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?

39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?

40 E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.

41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;

42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.

44 Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?

45 Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.

46 E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.

- Comentário do Evangelho

Jesus Cristo, no evangelho de Mateus, prediz, o fim dos tempos, com Suas palavras divinas.

Acompanhado de anjos, o Ele virá cobrar contas de todos nós, do que fizemos ou deixamos de fazer durante toda a vida, aqui na terra.

Ele nos separará comparando-nos a ovelhas e cabritos e nos colocará a Sua direita – as ovelhas – e a Sua esquerda - os cabritos. Ele inquirirá do que fizemos de bem ou de mal, enquanto na terra estivemos. Fomos ovelhas ou cabritos? Amamos uns aos outros como Deus mandou ou deixamos de amar?

Impressionados com Sua exposição, perguntaram os que O ouviram e perguntamos nós: Amamos ou deixamos de amor? Fizemos a vontade do Pai?

Cabe a cada um de nós, a resposta.

A humildade como regra de vida. Entendermos que todos somos iguais perante o Pai e perante a Lei. Que todos dependemos uns dos outros e que Deus não faz acepção de pessoas.

Não é justo que o poder econômico e o poder político continuem a dominar o sistema, deixamos a tantos sem teto, sem o que comer o que beber, o que vestir. O sol nasce para todos. Jesus Cristo, como Redentor, foi-nos enviado pelo Pai para nos salvar.

Precisamos estar aténs, pois nenhum de nós sabe a hora. Vigiar e orar, orar e vigiar, se quisermos nos incluir entre os justos, aqueles que ficarão à direita do Filho de Deus, quando Ele voltar.

Quem é Jesus Cristo?

O Rei anda sobre as águas.

Verdadeiro Deus, verdadeiro Homem, Jesus Cristo, o Filho de Deus, sob o influxo do Espírito Santo, nasceu da imaculada e virgem Maria. (Lc 1, 26 – 38). Jesus é Emanuel, Deus conosco. Condiz com João 1,14 e verbo se fez homem e, habitou entre nós.

O Rei nasceu, viveu com os pais José e Maria até os trinta anos, época em que começou o Seu Ministério.

A vinda do Jesus foi, antes, anunciada por João Batista, filho de Zacarias e Isabel, prima de Maria (Lc 1, 5 – 25).

Jesus era judeu. Naquele tempo, Israel estava sob o domínio de Roma, com o rei Herodes. Os judeus dominavam o sistema religioso e os romanos, o poder político. O sistema religioso dos judeus era rigoroso; tudo era proibido, os fariseus, os doutores da lei, os escribas, os anciãos mantinham rigorosa vigilância e os escravos, as mulheres, os doentes, as crianças eram permanentemente excluídos do sistema.

No próprio templo, o rigor era ainda maior, com as exigências dos sacerdotes, privilegiados ao lugar Santo dos Santos (Sacrário).

Desde o exílio dos judeus na Babilônia, ansiavam eles pela vinda de um Messias, a fim de os livrar do poder romano.

Em Belém da Judéia, nasceu Jesus, (Lc 2 – 1,7) Emanuel, Deus conosco. Desde o Seu nascimento começa a incomodar os donos do sistema, a partir do rei Herodes, pelos reis magos que vieram adorar o Rei dos judeus que acabara de nascer. Segue a perseguição a Jesus Nazareno, Filho de Maria, pobre, recém nascido numa manjedoura.

Em companhia dos pais, trabalhando como carpinteiro, profissão de José, o Menino crescia em inteligência e sabedoria. Desde pequeno, sempre reservou tempo para, isoladamente, fazer Suas orações. Acompanhava os pais ao templo, para orar, segundo o costume de então.

Passaram-se os tempos e Jesus completou trinta anos de idade. Despedindo-Se dos pais, partiu o Nazareno para o mundo afora, no intuito de dar início ao Seu Ministério; pregar a Boa Nova, instalar, entre nós, um Reino Novo, um Reino onde o Amor de Deus prevaleça sobre tudo o que existia antes.

Eu vim para que todos tenham vida

e a tenham em abundância (João 10 - 10).

Sempre em constante peregrinação, chegou Jesus até às margens do rio Jordão, João batizava os judeus. Ao avistar o Mestre, convidou-O a ser batizado (Lucas 2- 21 e 22):

21 Quando todo o povo fora batizado, tendo sido Jesus também batizado, e estando ele a orar, o céu se abriu;

22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se do céu esta voz: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo.

Após o batismo, cheio do Espírito Santo onde foi tentado pelo Satanás, estando com quarenta dias e quarenta noites sem comer e beber (Lc. 4 – 1,13).

Havendo Jesus triunfado sobre Satanás voltou para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança.

Em Nazaré Sua terra Natal num sábado Jesus entrou numa sinagoga e, como de costume, pediu o livro da Sagrada Escritura e leu em voz alta o texto do profeta Isaías que dizia assim:

O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.

Sob a atenção e admiração de todos, após a leitura do texto de Isaías, Jesus fechou o livro e disse calmamente:

Hoje se cumpriu o oráculo que acabais de ouvir.

Jesus declarou-Se categoricamente que era o Messias enviado por Deus.

Por tais palavras expulsaram-nO da sinagoga tentando jogá-Lo de um monte abaixo. Tranquilamente, passando entre os agressores Ele saiu e continuou Sua peregrinação.

Em sua longa caminhada de pregação e exemplos edificantes de amor, realizou as curas de um endemoninhado e da sogra de Pedro que estava enferma.

No capítulo (Lc 5 – 1,11), numa pesca milagrosa, Jesus escolhe seus primeiros discípulos.No mar da Galiléia, encontrou Jesus alguns pescadores às voltas com sua pescaria frustrada. Nade peixes.

Vendo-os aflitos, o Mestre ordenou que jogasse as redes em lugar mais profundo. |assim o fizeram e o resultado foi surpreendente. Tantos peixes vieram à rede que os deixaram felizes, alegres com a pescaria.

Aproximando-se para agradecer os milagres, foi quando Jesus convidou Pedro e seu irmão André, Tiago e João a O seguirem, pois, de agora em diante eles serão pescadores de homens.

Escolhendo, depois, outros, formando os doze discípulos, continuou o Nazareno sua peregrinação de amor.

Curou aleijados, fez cegos enxergarem, surdos ouvirem. Fez desaparecer lepra dos doentes. Ressuscitou mortos, inclusive o Seu amigo Lázaro. Suas parábolas deixavam confusos e intrigados os fariseus e doutores da lei que, tendo olhos, não viam; tendo ouvidos não ouviram. Eram surdos e mudos para as coisas de Deus.

Daí, perseguiam o Mestre, discutiam com Ele, acusando-O de ferir a lei mosaica, sobretudo o dia de sábado sagrado para os judeus, quando Jesus curava doentes, fazia milagres. Jesus era admirando, amado pelo povo simples. Pelos escravos, pelas mulheres, pelas crianças, pelos doentes, vez que para os pobres e excluídos foi que o Filho de Deus veio ao mundo.

Com Jesus Cristo, instala-se no mundo um Novo Reino, um Reino em que o Amor a Deus e a todos os seres humanos seja a realidade.

Mateus nos capítulos 5, 6, e 7, Sermão da Montanha, descreve os preceitos para se atingir o Reino de Deus: ser pobre manso e pacífico, humilde de coração. Mais ainda amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem e nos querem mal.

Crescia a autoridade do Filho do Homem, ameaçando os prestígios das autoridades judaicas. O legalismo da religião dos judeus corria perigo com a vida nova e a liberdade que atinge a todos, sem exclusão e preconceitos.

E foi tanta a perseguição, tanto ódio e inveja, que projetaram matar Jesus, tendo à frente autoridades, principalmente, Anãs e Caifás, os poderosos chefes dos judeus, donos do Templo.

Traído pelo apóstolo Judas, em comunhão com autoridades romanas, decretaram a morte de Jesus. Insuflado pelos fariseus e demais poderosos do sistema, foram até Pôncio de Pilatos, procurador romano e decretaram a morte do Filho de Deus.

Quando se realizava a páscoa judaica, ao mesmo tempo, fora do templo, Jesus e seus apóstolos realizavam, também, a Sua última Páscoa, a Grande ceia, quando lavou os pés dos discípulos.

No Jardim das Oliveiras, livremente, entrego-Se aos soldados que vieram prendê-lO. Levado a Pilatos, sabemos da sua covardia, em lavando as mãos do sangue deste justo, premiou o bandido Barrabás e condenou à morte Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso após insultos, maus tratos, infâmias e a cruel coroação de espinhos. Depois, a via crucis, o calvário, a crucificação entre dois ladrões.

Na Cruz do Calvário estava a placa em letras gregas, hebraicas e romanas:

JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS

(Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum)

19 E Pilatos escreveu também um título, e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. (Jo. 19.19)

Após perdoar um dos ladrões, num último suspiro, entregou ao Pai Seu Espírito.

Como prometera antes, após três dias, ressuscitou, aparecendo, num sepulcro, vazio, a Maria Madalena e depois, aos discípulos de Emaús. Em seguida, apresentou-Se aos demais apóstolos, lançando neles o Espírito Santo e os enviando aos quatro cantos do mundo, pregando a Boa Nova, um Novo Reino de Amor, de Justiça Social sem exclusão, de Igualdade, Vida e Liberdade para todos.

Como bem o disse o discípulo amado, João (14, 6):

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida,

Ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Após a Ressurreição, Jesus subiu aos céus, está sentado à direita do Pai e virá, no fim dos tempos, julgar os vivos e os mortos e o Seu Reinado não terá fim. Jesus está imanente em - no Espírito Santo - cada um de nós e transcendente em todo o Universo!

Neste fim de ano litúrgico, resta-nos agradecer as graças recebidas.

- Obrigado, Senhor, pela saúde, pelo trabalho, pela vida. Agradecidos pela família que temos, pelos amigos, por todos aqueles que amamos.

Pedimos Sua proteção para os menos favorecidos, pelos doentes, pelos excluídos. Para o mundo todo, pedimos paz, paz, paz e ausêencia total da violência que tanto mal nos causa.

Por, pedimos:

Jesus, manso e humilde de coração,

fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

Ipiaú (Ba), 20 de novembro de 2011

Cristo Rei

JESUS CRISTO,




Wanda e Tatai


20 de novembro de 2011.

Ultimo Domingo do Ano Litúrgico de 2011.

Concluído o Tempo Comum (34 semanas), eis terminado o Ano Litúrgico de 2011.

- Evangelho do dia: Mateus 25, 31 - 46

31 Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;

32 e diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos;

33 e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à esquerda.

34 Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;

35 porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes;

36 estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me.

37 Então os justos lhe perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber?

38 Quando te vimos forasteiro, e te acolhemos? ou nu, e te vestimos?

39 Quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-te?

40 E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes.

41 Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o Diabo e seus anjos;

42 porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;

43 era forasteiro, e não me acolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo, e na prisão, e não me visitastes.

44 Então também estes perguntarão: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou forasteiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?

45 Ao que lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixaste de fazer a um destes mais pequeninos, deixastes de o fazer a mim.

46 E irão eles para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna.

- Comentário do Evangelho

Jesus Cristo, no evangelho de Mateus, prediz, o fim dos tempos, com Suas palavras divinas.

Acompanhado de anjos, o Ele virá cobrar contas de todos nós, do que fizemos ou deixamos de fazer durante toda a vida, aqui na terra.

Ele nos separará comparando-nos a ovelhas e cabritos e nos colocará a Sua direita – as ovelhas – e a Sua esquerda - os cabritos. Ele inquirirá do que fizemos de bem ou de mal, enquanto na terra estivemos. Fomos ovelhas ou cabritos? Amamos uns aos outros como Deus mandou ou deixamos de amar?

Impressionados com Sua exposição, perguntaram os que O ouviram e perguntamos nós: Amamos ou deixamos de amor? Fizemos a vontade do Pai?

Cabe a cada um de nós, a resposta.

A humildade como regra de vida. Entendermos que todos somos iguais perante o Pai e perante a Lei. Que todos dependemos uns dos outros e que Deus não faz acepção de pessoas.

Não é justo que o poder econômico e o poder político continuem a dominar o sistema, deixamos a tantos sem teto, sem o que comer o que beber, o que vestir. O sol nasce para todos. Jesus Cristo, como Redentor, foi-nos enviado pelo Pai para nos salvar.

Precisamos estar aténs, pois nenhum de nós sabe a hora. Vigiar e orar, orar e vigiar, se quisermos nos incluir entre os justos, aqueles que ficarão à direita do Filho de Deus, quando Ele voltar.

Quem é Jesus Cristo?


O Rei anda sobre as águas.

Verdadeiro Deus, verdadeiro Homem, Jesus Cristo, o Filho de Deus, sob o influxo do Espírito Santo, nasceu da imaculada e virgem Maria. (Lc 1, 26 – 38). Jesus é Emanuel, Deus conosco. Condiz com João 1,14 e verbo se fez homem e, habitou entre nós.

O Rei nasceu, viveu com os pais José e Maria até os trinta anos, época em que começou o Seu Ministério.

A vinda do Jesus foi, antes, anunciada por João Batista, filho de Zacarias e Isabel, prima de Maria (Lc 1, 5 – 25).

Jesus era judeu. Naquele tempo, Israel estava sob o domínio de Roma, com o rei Herodes. Os judeus dominavam o sistema religioso e os romanos, o poder político. O sistema religioso dos judeus era rigoroso; tudo era proibido, os fariseus, os doutores da lei, os escribas, os anciãos mantinham rigorosa vigilância e os escravos, as mulheres, os doentes, as crianças eram permanentemente excluídos do sistema.

No próprio templo, o rigor era ainda maior, com as exigências dos sacerdotes, privilegiados ao lugar Santo dos Santos (Sacrário).

Desde o exílio dos judeus na Babilônia, ansiavam eles pela vinda de um Messias, a fim de os livrar do poder romano.

Em Belém da Judéia, nasceu Jesus, (Lc 2 – 1,7) Emanuel, Deus conosco. Desde o Seu nascimento começa a incomodar os donos do sistema, a partir do rei Herodes, pelos reis magos que vieram adorar o Rei dos judeus que acabara de nascer. Segue a perseguição a Jesus Nazareno, Filho de Maria, pobre, recém nascido numa manjedoura.

Em companhia dos pais, trabalhando como carpinteiro, profissão de José, o Menino crescia em inteligência e sabedoria. Desde pequeno, sempre reservou tempo para, isoladamente, fazer Suas orações. Acompanhava os pais ao templo, para orar, segundo o costume de então.

Passaram-se os tempos e Jesus completou trinta anos de idade. Despedindo-Se dos pais, partiu o Nazareno para o mundo afora, no intuito de dar início ao Seu Ministério; pregar a Boa Nova, instalar, entre nós, um Reino Novo, um Reino onde o Amor de Deus prevaleça sobre tudo o que existia antes.

Eu vim para que todos tenham vida

e a tenham em abundância (João 10 - 10).

Sempre em constante peregrinação, chegou Jesus até às margens do rio Jordão, João batizava os judeus. Ao avistar o Mestre, convidou-O a ser batizado (Lucas 2- 21 e 22):

21 Quando todo o povo fora batizado, tendo sido Jesus também batizado, e estando ele a orar, o céu se abriu;

22 e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se do céu esta voz: Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo.

Após o batismo, cheio do Espírito Santo onde foi tentado pelo Satanás, estando com quarenta dias e quarenta noites sem comer e beber (Lc. 4 – 1,13).

Havendo Jesus triunfado sobre Satanás voltou para a Galiléia no poder do Espírito; e a sua fama correu por toda a circunvizinhança.

Em Nazaré Sua terra Natal num sábado Jesus entrou numa sinagoga e, como de costume, pediu o livro da Sagrada Escritura e leu em voz alta o texto do profeta Isaías que dizia assim:

O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.

Sob a atenção e admiração de todos, após a leitura do texto de Isaías, Jesus fechou o livro e disse calmamente:

Hoje se cumpriu o oráculo que acabais de ouvir.

Jesus declarou-Se categoricamente que era o Messias enviado por Deus.

Por tais palavras expulsaram-nO da sinagoga tentando jogá-Lo de um monte abaixo. Tranquilamente, passando entre os agressores Ele saiu e continuou Sua peregrinação.

Em sua longa caminhada de pregação e exemplos edificantes de amor, realizou as curas de um endemoninhado e da sogra de Pedro que estava enferma.

No capítulo (Lc 5 – 1,11), numa pesca milagrosa, Jesus escolhe seus primeiros discípulos.No mar da Galiléia, encontrou Jesus alguns pescadores às voltas com sua pescaria frustrada. Nade peixes.

Vendo-os aflitos, o Mestre ordenou que jogasse as redes em lugar mais profundo. |assim o fizeram e o resultado foi surpreendente. Tantos peixes vieram à rede que os deixaram felizes, alegres com a pescaria.

Aproximando-se para agradecer os milagres, foi quando Jesus convidou Pedro e seu irmão André, Tiago e João a O seguirem, pois, de agora em diante eles serão pescadores de homens.

Escolhendo, depois, outros, formando os doze discípulos, continuou o Nazareno sua peregrinação de amor.

Curou aleijados, fez cegos enxergarem, surdos ouvirem. Fez desaparecer lepra dos doentes. Ressuscitou mortos, inclusive o Seu amigo Lázaro. Suas parábolas deixavam confusos e intrigados os fariseus e doutores da lei que, tendo olhos, não viam; tendo ouvidos não ouviram. Eram surdos e mudos para as coisas de Deus.

Daí, perseguiam o Mestre, discutiam com Ele, acusando-O de ferir a lei mosaica, sobretudo o dia de sábado sagrado para os judeus, quando Jesus curava doentes, fazia milagres. Jesus era admirando, amado pelo povo simples. Pelos escravos, pelas mulheres, pelas crianças, pelos doentes, vez que para os pobres e excluídos foi que o Filho de Deus veio ao mundo.

Com Jesus Cristo, instala-se no mundo um Novo Reino, um Reino em que o Amor a Deus e a todos os seres humanos seja a realidade.

Mateus nos capítulos 5, 6, e 7, Sermão da Montanha, descreve os preceitos para se atingir o Reino de Deus: ser pobre manso e pacífico, humilde de coração. Mais ainda amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem e nos querem mal.

Crescia a autoridade do Filho do Homem, ameaçando os prestígios das autoridades judaicas. O legalismo da religião dos judeus corria perigo com a vida nova e a liberdade que atinge a todos, sem exclusão e preconceitos.

E foi tanta a perseguição, tanto ódio e inveja, que projetaram matar Jesus, tendo à frente autoridades, principalmente, Anãs e Caifás, os poderosos chefes dos judeus, donos do Templo.

Traído pelo apóstolo Judas, em comunhão com autoridades romanas, decretaram a morte de Jesus. Insuflado pelos fariseus e demais poderosos do sistema, foram até Pôncio de Pilatos, procurador romano e decretaram a morte do Filho de Deus.

Quando se realizava a páscoa judaica, ao mesmo tempo, fora do templo, Jesus e seus apóstolos realizavam, também, a Sua última Páscoa, a Grande ceia, quando lavou os pés dos discípulos.

No Jardim das Oliveiras, livremente, entrego-Se aos soldados que vieram prendê-lO. Levado a Pilatos, sabemos da sua covardia, em lavando as mãos do sangue deste justo, premiou o bandido Barrabás e condenou à morte Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso após insultos, maus tratos, infâmias e a cruel coroação de espinhos. Depois, a via crucis, o calvário, a crucificação entre dois ladrões.

Na Cruz do Calvário estava a placa em letras gregas, hebraicas e romanas:

JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS

(Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum)

19 E Pilatos escreveu também um título, e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. (Jo. 19.19)

Após perdoar um dos ladrões, num último suspiro, entregou ao Pai Seu Espírito.

Como prometera antes, após três dias, ressuscitou, aparecendo, num sepulcro, vazio, a Maria Madalena e depois, aos discípulos de Emaús. Em seguida, apresentou-Se aos demais apóstolos, lançando neles o Espírito Santo e os enviando aos quatro cantos do mundo, pregando a Boa Nova, um Novo Reino de Amor, de Justiça Social sem exclusão, de Igualdade, Vida e Liberdade para todos.

Como bem o disse o discípulo amado, João (14, 6):

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida,

Ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Após a Ressurreição, Jesus subiu aos céus, está sentado à direita do Pai e virá, no fim dos tempos, julgar os vivos e os mortos e o Seu Reinado não terá fim. Jesus está imanente em - no Espírito Santo - cada um de nós e transcendente em todo o Universo!

Neste fim de ano litúrgico, resta-nos agradecer as graças recebidas.

- Obrigado, Senhor, pela saúde, pelo trabalho, pela vida. Agradecidos pela família que temos, pelos amigos, por todos aqueles que amamos.

Pedimos Sua proteção para os menos favorecidos, pelos doentes, pelos excluídos. Para o mundo todo, pedimos paz, paz, paz e ausêencia total da violência que tanto mal nos causa.

Por, pedimos:

Jesus, manso e humilde de coração,

fazei o nosso coração semelhante ao Vosso!

Ipiaú (Ba), 20 de novembro de 2011.

domingo, 6 de novembro de 2011

Memoráveis Encontros

Memoráveis encontros e reencontros

Wanda e Tatai


Apesar da gripe e do período que estamos atravessando, desde o dia 05 de janeiro deste ano - problema de saúde minha e de Wanda - setembro nos premiou com “Memoráveis encontros e reencontros”.


O mês de setembro nos foi pródigo de alegria, saudades, sobretudo de eternas lembranças que ficam pra sempre conosco.


Logo no início do mês ao que nos parece dia 04, recebemos uma visita ilustre, que nos trouxe emoções profundas da década de 1960, quando lecionávamos no Ginásio de Rio Novo. Conclui o Curso de Magistério na Escola Normal de Rio Novo, sob a mesma direção. Em Salvador, caprichosa como sempre fez o Curso Universitário colando grau na área de Assistente Social, profissão que exerceu não só na cidade do Salvador como em Belo Horizonte.


Chegou-nos, na casa de Maria Isabel, nossa filha, onde estávamos passando uns dias, a Senhora Marluce, a ex-aluna Marluce, a maravilhosa Marluce, filha de Davi Sousa e Dona Marita, hoje perto dos 100 anos.


Ela estudou conosco, colega de Antônio José, nosso filho, e nos trouxe recordações profundas demonstrada com abraços e beijos em mim e em Wanda, sinal de um afeto que não tem mais tamanho. Parecia que havia pouco tempo que estávamos afastados um do outro, todavia, mas de 40 anos se passaram e o carinho de educador e educanda, de professores e aluna continuavam em plena efervescência como se estivéssemos em uma sala de aula falando em sujeito, predicado, didática, psicologia, pedagogia e coisas afins. Marluce veio nos visitar em companhia de seu irmão Ceciliano e sua filha, a bela Ana Clara, formada em Ciências.


Financeiras, que trabalha na Clínica Odontológica de seu pai Joaquim, residentes na cidade de Belo Horizonte.


A nossa querida Marluce, tem duas filhas, Ana Clara e Luciana, nos deu com sua visita um presente que jamais esqueceremos.


Foi um encontro maravilhoso. Casos e mais casos foram relembrados, e nunca vimos tanto afeto, tanto carinho, tanto amor, como havia entre professor e aluna, nos velhos tempos, a que chamamos anos dourados da educação.


Ceciliano e sua filha Ana Clara. Agradecido, Marluce, continue assim, a mesma menina amável, simpática, bonita, plena de afeto e palavras carinhosas. Deus abençoe sua família.
Não foi mais uma visita por acaso. Chamemos a esse reencontro de coincidência significativa ou, na linguagem de Carl Jung – Sincronicidade -
Outra visita ilustre: o casal Noel Vieira, Maria de Lourdes, Tia de Marluce e Sérgio, filho do casal, nosso afilhado.


Noel Vieira é desses amigos que podem dançar de tamancos sobre o coração da gente, - tal carinho que nos liga - Tatai e Wanda, Noel e Maria de Lourdes há mais de 60 anos .
Nós nos casamos em dezembro de 1948, eles se casaram em fevereiro de 1949, somos compadres e amigos desde dessa época, ainda por cima padrinhos de Sérgio, um dos seus oito filhos que sempre os acompanha em suas viagens por esta região matando a saudade dos velhos tempos.


Noel e Maria de Lourdes saíram de Ipiaú em 1963 e residem hoje na cidade de Altamira, no estado do Pará, grande cacauicultor, vocação que levou da nossa região e hoje continua sua vocação de servir, ser bom, ser amigo, sempre leal às velhas amizades que jamais ele e ela se esqueceram. Cultivamos uma amizade sadia, forte, perene que nem a distância, nem o tempo conseguiram abalar, nascida do grande ideal de solidariedade, constância, uma afeição pura que venceu o tempo e a distância.


Conversamos, lembramos dos velhos tempos, das festas de São Roque, da “Cabeça Falante”, dos tempos áureos do cacau entre nós, da nossa tenda de alfaiate, e seu escritório vizinho. Foi uma tarde radiante, contando inclusive com a presença do nosso afilhado Sérgio, veterinário, casado já a 28 anos, três filhos e sua esposa conhecida como Maria Belém. Sérgio, a simpatia em pessoa. Noel completará no dia 16 de novembro 90 anos, continua como sempre cristão verdadeiro discípulo de cristo, e promete uma comemoração bastante alegre com seus amigos da maçonaria, conhecidos do Rotary Club, e uma série de amigos onde mora hoje; amigos que Noel e Maria de Lourdes fazem por todos os lugares por onde passam: Ipiaú, Jequié, Goiânia, hoje Altamira. Sérgio rotariano e Noel participaram de uma reunião do Rotary Clube de Ipiaú, onde foram homenageados.


Agradecidos pela maravilhosa tarde de recordações e casos dos tempos de namoro, e nossos antecipados parabéns pelos seus 90 anos a serem comemorados.


Estamos instalando em nossa Paróquia o movimento do Terço dos Homens.


Para tanto, em companhia de Antonio José, filho mais velho, visitamos dois movimentos já existentes na cidade de Salvador, em fins do mês de Setembro, no Santuário de Santa Terezinha e no Santuário de Mãe Rainha no Imbuí.


O primeiro coordenado pelo irmão Hilmar acompanhamos todo o ritual e Liturgia, e ficamos satisfeitos pelo entusiasmo, pela animação e o carinho com que os participantes se reúnem semanalmente para rezar o Terço de Nossa Senhora.


Fundado a mais de 06 anos, esse grupo tem vivido e participado de inúmeras atividades, na Igreja e fora dela, com bom desempenho e bastante alegria.
Aprendemos muito com eles.


Visitamos outro movimento. Dessa vez, com uma surpresa que nos marcou profundamente deixando-nos feliz, muito feliz.


Esse encontro foi realizado na Igreja Santa Terezinha, Movimento do qual Santiago pertence, sob a Coordenação de Tinoco, que já conhecíamos. Procedeu-se o mesmo ritual do Terço dos Homens, Canto Inicial, Ato Penitencial, Leitura e comentário do Evangelho e concluindo com a Oração do Terço de Maria, com a voz firme e vigorosa dos “Homens do Terço”.
No final, a grande surpresa e a memorável lembrança.

Ao concluir o Terço as nossas considerações foram interrompidas pela pergunta de um dos participantes: Quem está falando é o Profº Tatai?


Santiago respondeu que sim, ele então emocionadíssimo nos interrompeu e narrou: lembro-me, como hoje, no ano de 1961 fui seu aluno no Ginásio de Rio Novo. Sou Ernando, filho de D. Zélia Morim Peixoto e Manoel Peixoto das Virgens. Residia em Baixa Alegre e, com dificuldade vínhamos eu e 09 irmãs estudar em Ipiaú na raça e na coragem de minha mãe.


Nesse meio, teceu palavras elogiosas a meu respeito como educador, numa recordação de mais de 50 anos atrás. Isso nos fez lembrar do Ernando de ontem dos 10 ou 12 anos de idade ao cidadão religioso e comprometido com seu tempo. Sua mãe Zélia estudou conosco também, professora emérita, guerreira, lutadora, responsável pelos 10 filhos, uma das quais, a Odontóloga Claúdia nossa afilhada.


O Movimento do Terço dos Homens, além da sua beleza interior deixou-nos nessa noite, memorável e saudosa lembranças que nunca se apagam. Educador e educando, aluno e professor na paz de Cristo e de Maria Sua Mãe, se encontram numa ternura, numa felicidade, numa alegria incontida.


A Tinoco, a Santiago, a Felipe e a todos os participantes do Movimento, sobretudo a Ernando, agradecemos pela noite maravilhosa em que rezamos o “Terço dos Homens” na Igreja Santa Terezinha, na Barra, cujo guia espiritual é Padre Rosélio.


Como uma espécie “Postscriptum” em fins de outubro uma nova surpresa com a visita de mais um aluno a nos visitar e relembrar os nos tempos da educação.


Trata-se do Professor Roosevelt, lente de português de Ibirataia a contar a seus alunos as nossas mesmas histórias de Gramática, Fonética, Sujeito, Predicado etc.
Visitou-nos na companhia de sua esposa Anaildes.


Estudou conosco em 1959 no Ginásio de Rio Novo, quando tínhamos nós 03 anos apenas de Magistério.


Ótima visita. Grandes recordações e que muito eu muito mais jovem goze Professor Roosevelt de sua merecida aposentadoria. Deus o abençoe.

Ipiaú, 30 de setembro e 28 de outubro de 2011.