19 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
Pentecostes
19 de maio de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
Quase ninguém tem tempo
Linda música, maravilhoso cântico de Igreja. Para os que sabem letra e música, que cantem bem baixinho e ouçam que conteúdo tem este poema cristão.
Em quase todas as suas parábolas, Jesus sempre conclui:
Quem tem olhos, que veja... Quem tem ouvidos que ouça...
Todavia, quase ninguém escuta, poucos ouvem a voz da razão, percebem o que nos diz a natureza, sobretudo, a voz de Deus que nos fala o dia inteiro.
Quase ninguém tem tempo.
Está todo mundo ocupado com seus negócios, seus afazeres, suas preocupação que, a cada dia, aumentam mais. Ao mesmo tempo, todos, querem falar dar opiniões, sugerir, “achar”, sem o mínimo cuidado de ouvir ou prestar atenção à natureza, ao bom senso, que os outros dizem.
O ego se faz mais forte e impede que nosso Eu divino tenha seu lugar. Ignoram a importância do escutar, ouvir, em silêncio, o Sopro, a voz de Deus. Esquecemos que Deus nos fala de mil maneiras, tanto no estado vigília, quanto no mais profundo sono.
A voz do mundo é mais estridente, grita ou berra mais. Todavia pouca coisa nos diz nem sempre merece confiança. O silêncio fala mais forte, é mais profundo e atinge nosso centro. Fala-nos direto à consciência. Como diz São Paulo, o silêncio nos fala ditos indizíveis.
Aprende-se muito mais ouvir que falar. E não se corre o risco de falar, falar e nada dizer. Infelizmente, o vozerio é grande, o gosto de ouvir a própria voz dá prazer e lá se vão os discursos vazios de conteúdo: não informam nem educam.
De primeiro, era um prazer, uma coisa gostosa ouvir falar os mais velhos, mais calejados, experientes, com histórias e exemplos de vida. Mesmo as histórias da Carochinha ou de João e Maria eram encantadas e faziam bem serem ouvidas.
Quase ninguém tem tempo.
Tempo para ouvir e por em prática a Palavra e transformar o mundo. Ninguém se entende, a violência atinge momentos fora do normal, o desamor impera em todos os cantos.
Não há mais cidade grande ou pequena para abrigar a violência. Ela está em todos os lugares e as balas perdidas, os assaltos, os malditos seqüestros, as corrupções dão as cartas. Lá se vão por água abaixo os valores, os sentimentos, a voz da razão e dos direitos humanos.
A hora é de reflexão; hora de agradecer a Deus a vida, o pão, o vestido, a morada, Necessitamos de silêncio, de meditação, de intensa espiritualidade, se quisermos sobreviver ao caos que nos rodeia. Ninguém nos ouve nem ouvimos ninguém. Todos nós falamos ao mesmo tempo, uma das razões da nossa crise existencial.
Precisamos dar as mãos e rezar. Necessitamos rever a vida e perceber que a partilha e a solidariedade urgem. Todos, queiramos ou não, estamos envolvidos no processo de corpo e alma. O mundo encurtou e já somos Unidade.
O trigo já se perdeu, cresceu, ninguém colheu.
O mundo passando fome, passando fome de Deus!
Quase ninguém tem tempo...
A decisão é tua!
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Escolhas e Caminhos
Caminhos e Escolhas. Termos por demais conhecidos e aconselhados durante uma vida inteira. Isso desde os velhos tempos ate hoje, principalmente em família. Pais e filhos e a grande preocupação com a vida do familiares, seu futuro, seu amanhã.
Se não bastassem as famílias, os livros, a Igreja, as escolas, sempre a orientar os mais jovens a fazerem escolhas certas, e criar caminhos novos em direção ao bem comum, o bom senso já seria um bom sinal do certo e do errado.
Todavia, a realidade em que vivemos é bem diferente, estranha, e até mesmo cruel. A violência campeia solta, irresponsável, destruindo a paz que tanto desejamos, aqui, ali, acolá. Os males se multiplicam, desafiando a vida de todo o mundo. O certo e o errado já se confundem, quando os mais espertos criam normas, inventam costumes e levam a maioria, a começar pelos mais jovens a enveredar pela desordem, pelo desamor à vida, pelo desprezo ao sagrado que se cultuou por muito tempo, de geração em geração: respeito aos mais velhos, costume sadio da partilha, da acolhida, ajuda aos menos favorecidos, reuniões de família e as conversas, os conselhos, a união da parentela.
O que mais no admira é que, em pleno era da ciência e da tecnologia, a coisa tornou-se pior. Surgiram as drogas e sua funesta consequencência, os ricos ficaram mais ricos e a corrupção tornou-se lugar comum, a começar pelos poderes públicos. Perdeu-se o amor à vida, matam e morrem por um celular ou uma bicicleta. As próprias famílias se destroem, filhos matando pais, pais matando filhos, em nome do nada, do absurdo, da ausência do amor a Deus e ao próximo.
É necessário, urge, precisamos retornar aos bons tempos, sem, jamais, desprezarmos tudo o que a ciência nos trouxeram. Delas e com elas temos melhores condições de fazer escolhas e criar caminhos. Escolhas e caminhos que só nós mesmos, nós próprios é que podemos e devemos fazer.
Caminhos, disse o poeta espanhol Antônio Machado, não existem. “Caminhos nós é que o fazemos ao caminhar”. Na vida, cada um de nos faz o seu caminhos e se não o fazemos certo, o problema é nosso, pessoal. E sempre procuramos um bode expiatório, para as nossas más escolhas, para os maus caminhos que trilhamos. Há sempre um culpado, um responsável pelo fracasso: os pais, os professores, os responsáveis pela nossa criação.
Escolhas e caminhos continuam a ser trilhados e os empecilhos, os espinhos permanecem entre eles, sob mil disfarces, como, fora da violência física, a usura, o sucesso a qualquer preço, a inveja, o egoísmo, e nefasta “lei da vantagem em tudo”.
A propósito, sobre caminhos, o rabino, Nilton Bonder em seu profundo e paradoxal livro, “Alma Imoral”, nos conta a seguinte história.
Certo dia um homem andava e, quando menos esperava, deparou-se numa encruzilhada, onde se delineavam duas estradas. E um menino estava, ali, como uma espécie de guarda. Então virando-se para o menino, perguntou-lhe qual o caminho que deveria seguir. Calmamente, disse-lhe o menino. Ali estão dois caminhos. Chamam-se: um de caminho curto e longo, outro de caminho longo e curto. E concluiu: cabe ao senhor, escolher dos dois caminhos qual deverá seguir.
Sem pensar duas vezes o homem entrou pelo curto e longo. Passado algum tempo, eis que volta o cavaleiro, irritado, triste e de cara feia, a queixar-se do garoto que lhe indicara os dois caminhos.
O caminho curto e longo é semelhante à porta larga do Evangelho. É, hoje, o caminho mais escolhido pela juventude. Mais fácil, sem compromisso, sem estatutos, nada de esforço, de lutas, longe das dificuldades naturais que temos de enfrentar. Sem interesse algum pela vida, vão levando. Um carro na mão, uma super-moto, escolhas, conselhos, caminhos pra quê?
Pouca gente quer entrar na vida pela porta estreita ou pelo caminho longo e curto. Daí, os males que nos afligem, em todos os cantos do mundo; os já citados crack, as drogas em geral, o desenfreado consumismo, o crédito fácil e arriscado.
O resultado da história do homem e do menino e dos dois caminhos continua. Até quando, só Deus o sabe!
Contudo, jamais devemos nos esquecer e tomarmos como lei, como imperativo de vida. As escolhas e os caminhos serão sempre nossas. De ordem pessoal e intransferíveis. É bom lembrar que Deus, ao nos tornar gente, nos dotou de inteligência, liberdade e vontade. Vejamos o que diz o Eclesiástico ou Sirácida, Livro sapiencial, dotado da Sabedoria divina, livro este excluído da Bíblia protestante, Cap. 15 vers.18:
A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado.
Neste texto estão, para o bom entendedor, implícitas as palavras em evidência patente, as palavras de Jesus:
“Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida,
ninguém vai ao Pai senão por mim”.(João 14, 6)
A escolha e o caminho estão a nossa frente, diante dos nossos olhos. Cabe-nos, a todo momento, discernir, usar da liberdade e da vontade de que somos dotados por Deus e decidir. A decisão é pessoal e intransferível.
Na realidade, estão diante de nós o estudo, o trabalho, a honestidade, a humildade, a partilha, a solidariedade, o bem servir, tudo o que nos nos faz crescer como ser humano, como cidadão, como irmãos ligados uns aos outros, com a mesma dignidade.
Em contraposião, diante de nós estão também as drogas, a mentira, a corrupção, a auto-suficiência, o orgulho, a vaidade, a usura, o consumismo, a preguiça.
Ninguem pode desconhecer esta realidade. Os meios de comunicação o dia inteiro dão–nos notícias do que acontece com tais escolhas e caminhos. A cultura da morte e da violência dão ibope, todos sofremos as consequências.
Vamos vigiar e orar, vamos refletir sobre a vida e dar-lhe o verdadeiro sentido que é o amor a Deus e ao próximo. A verdadeira felilcidade está dentro de cada um de nós. Nada que nos venha de fora pode nos tornar felizes.
Então, cheios da vontade de Deus, plenos do Espírito, comecemos já, a fazer a vida entrando pela porta estreita e criando caminhos longos e curtos, e o resultado, com certeza será a felicidade.
Escolhas e Caminhos...
Ao leitor amigo e irmão, se souber cantar cante, se não souber leia e reflita a canção do Padre Zezinho:
domingo, 22 de abril de 2012
“Hoje se cumpriu este oráculo
Batizado por João Batista, desceu do céu o Espírito de Deus e regozijou-Se n’Ele.
Assim, voltou Jesus do deserto, pregando e fazendo milagres nos lugares por onde passava, até chegar a Nazaré, onde se havia criado.
terça-feira, 17 de abril de 2012
FORMADOS EM DIREITO – FTC – 2011.2

Aos Drs. Nildes e José
Bacharéis em Direito pela FTC 2011.2 nossos parabéns e votos para que sigam o caminho da Justiça e da Liberdade.
Como irmãos sempre seguiram o caminho da responsabilidade da seriedade dos estudos e da fraternidade mútua.
Que Deus os ilumine sempre.
Aos pais José Luiz e Cristina nossa admiração e carinho pelo apoio constante aos recém-formados.
Deram eles um exemplo de como se educa filhos em acompanhando todos os seus passos durante todo seu período de estudos.
A todos, pais e filhos renovamos nossos cumprimentos pela grande festa de Amor.
Wanda, Tatai e família
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Celebração Eucarística
Instituição do Sacerdócio
• A Missa, a Celebração Eucarística, foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, na ocasião da Páscoa dos judeus, sendo Ele mesmo o Celebrante, o primeiro Sacerdote.
Ceia do SenhorTrata-se da Ceia do Senhor de um modo distinto em cinco passagens do N.T. : nas três narrativas dos Evangelhos, quando se referem à sua instituição - em 1 Co 10 - e em 1 Co 11. os nomes pelos quais é conhecida esta ordenação no N.T. são: o ‘partir do pão’ (At 2.42), e a ‘ceia do Senhor’ (1 Co 11.20).
Esta cerimônia foi instituída na véspera da morte de Jesus Cristo, e na presença dos Seus discípulos mais intimamente a Ele ligados.
Há uma estreita conexão entre a ceia do Senhor e a morte de Cristo. Duma maneira solene e enfática Ele afirmou que era o pão do céu para vida do mundo - e que era absolutamente necessário que cada um comesse a Sua carne e bebesse o Seu sangue para receber e conservar a vida eterna.
E assim, Ele ensinou a absoluta necessidade de participar da Sua morte para a posse da vida eterna. Em vista da clara referência feita à Sua morte, vê-se logo a relação entre aquelas Suas palavras e a ceia do Senhor instituída na véspera da Sua paixão.
Vamos, agora, examinar nos seus pormenores a linguagem de Cristo na instituição da ceia. A instituição foi imediatamente depois da refeição da Páscoa.
Tomou Jesus primeiramente o pão, e depois o cálice, bendizendo a Deus por um, e dando graças pelo outro. Com efeito, dirige a Deus louvores e dá-lhe graças. E no ato de partir o pão, disse Jesus:
‘Tomai, comei - isto é o meu corpo’, e quando tomou o cálice exprime-se deste modo: ‘isto é meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados’ (Mt 26.26,28).
‘Em memória de mim’ (Lc 22.19) que dizer ‘para recordação’, sendo a lembrança do fato o fim primário e fundamental da instituição. E ‘fazei isto’ significa ‘praticai este ato’. Deve haver um determinado exame e discernimento - isto quer dizer que cada um deve discernir espiritualmente o fim sagrado e os desígnios do ato.
’ Recordamos o Salvador e o Seu sacrifício para o nosso bem. Mas o pão deve ser comido e o vinho deve ser bebido. isto quer dizer que não se trata simplesmente de uma lembrança, mas de uma aplicação a cada crente. Devemos, em nossos corações, ‘alimentar-nos dele por fé’, praticando o ato não em segredo e isoladamente, mas em companhia de outros, em comunhão com todos, em comunidade.(Fragmentos – Pe. Luizinho da Canção Nova - Internet).
O evangelista Lucas, que não conviveu com Jesus, narra o momento divino em que foram instituídos o Sacerdócio e a Eucaristia.
Vejamos o capítulo 22:
.9 Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos?
10 Respondeu-lhes: Quando entrardes na cidade, sair-vos-á ao encontro um homem, levando um cântaro de água; segui-o até a casa em que ele entrar.
11 E direis ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?
12 Então, ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado; aí fazei os preparativos.
13 Foram, pois, e acharam tudo como lhes dissera e prepararam a páscoa.
14 E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos.
15 E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão;
16 pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.
17 Então havendo recebido um cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós;
18 porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.
, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
20 Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós.
47 E estando ele ainda a falar, eis que surgiu uma multidão; e aquele que se chamava Judas, um dos doze, ia adiante dela, e chegou-se a Jesus para o beijar.
A Missa, a Celebração Eucarística, toda ela, consiste no Memorial, na Memória da Vida, Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus Cristo.
O ato da comunhão é pessoal e intransferível. Crer ou não crer na hóstia consagrada!. Ter fé ou não ter fé.
Eis por que motivo o Celebrante pronuncia, após a santificação do pão e do vinho. Já não mais pão e vinho, mas o Corpo e Sangue de Cristo.
Eis o mistério da fé!
Wanda e Tatai
04.04.2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
Hellena Maria - Psicóloga
Faculdade da Cidade do Salvador

há tempo para todo o propósito
debaixo do céu.
Há tempo de nascer
e tempo de morrer;
tempo de plantar e
tempo de arrancar o que se plantou”.
(Eclesiastes, 3, 1)
Querida Hellena Maria entre o céu e a terra, graças a Deus chegou a sua vez: Colação de Grau de Psicologia - 2012.
Novos tempos nova vida e o começo de lidar com comportamento humano, cada vez mais difícil de ser compreendido. Seus esforços, sua luta, sua vontade de ser uma psicóloga de verdade hão de ajudá-la a atingir sua meta principal: tornar seu cliente um cidadão ou cidadã feliz e consciente de si mesma e da realidade em que vivemos hoje.
Você filha de Ademar e Lúcia Helena, neta de Wanda e Tatai, Dr. Edvaldo e Jane (em memória) eis chegado o seu tempo Hellena Maria: o tempo de nascer de novo. Siga o exemplo da grande mestra, mãe e Psicóloga Lúcia Helena.
E tudo o mais que Deus a proteja e ilumine na importante profissão que ora começa.
Sua família inteira ama Você. Parabéns!
terça-feira, 20 de março de 2012
Dr. José Fernandes Neto

Mais um médico, discípulo de Hipócrates. Filho de Ivan e Cleide neto de José Fernandes e Jocelísia. A nossa comunidade parabeniza o jovem Doutor desejando-lhe feliz carreira na arte e ciência de curar.Sua vocação foi comprovada desde o início dos estudos, pela conquista de ser laureado pela sua brilhante dedicação comprovada durante os seis anos de estudo.
Desejamos ao Dr. José Fernandes Neto nossos sinceros parabéns, pedindo a Deus que o ilumine e guarde por toda sua vida.
domingo, 11 de março de 2012
Seguimento de Jesus
No Capítulo 14, versículo 6 do evangelista João, o discípulo amado, Jesus disse:
Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida;
ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Divina afirmação de Jesus, priorizando o caminho, a verdade, a vida que são Ele, estão n’Ele e com Ele mesmo, Jesus Cristo, Filho do Altíssimo.
Ninguém pode ser realmente, feliz sem o seguimento destas três premissas sagradas: caminho, verdade e vida.
Para seguir o divino Mestre, temos de fazer opções, tomar decisões, crer, simplesmente, crer que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivo, como o bem testificou o apóstolo Pedro.
Nem todo mundo tem a sorte dos pescadores, apóstolos, que ao chamado de Jesus, largaram suas redes, barcos e seus peixes e O seguiram, sem pestanejar. Não perguntaram quem era Aquele Homem e para onde os estava levando.
Sem pensar duas vezes, largaram tudo e seguiram Jesus.
Um outro cobrador de impostos, a serviço de Roma, publicano e não simpático à comunidade, Mateus. Estava ele em sua banca, com seus talões de impostos, quando Jesus passava e o viu. Sm se perguntar por que e como, o Mestre aproximou-se dele e disse:
- Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos” - Mateus 8, 22
E Mateus, que só pensava em dinheiro, largou tudo e seguiu Jesus. Lá ficaram sua profissão de cobrador, mesa, talões e, sem perguntar para onde ia, seguiu, Mateus 8, 22acompanhou o Mestre.
Mais um edificante exemplo dessa atitude, inexplicável e misteriosa, aconteceu com Zaqueu. De estatura pequena, rico, curioso de ver o Filho do Homem.
Muita gente, na praça, todo mundo querendo ver o Rabi, Novo Profeta. Pequeno, querendo, também ver Jesus, Zaqueu subiu numa árvore. Foi quando Jesus, que sabia e sabe de tudo, olhou para ele, no alto do sicômoro e lhe disse que jantaria com ele em sua própria casa.
Toda Israel, hà séculos e mais séculos estava à espera do Messias. Os profetas já haviam anunciado a vinda de um Salvador.
Jesus era judeu. Nasceu em Belém da Judéia, viveu na pequenina cidade de Nazaré. Conhecido por todos como filho de Maria e do carpinteiro, José.
Como crer, então, que fosse ele o Messias, o Redentor do mundo? Manso e humilde de coração, não poderia ser o Messias guerreiro, valente, capaz de derrubar o poderoso Herodes, o Grande. Em vez do general de espada à cintura, montado num belo cavalo, eis que surge o filho de um carpinteiro, de Nazaré, alçando-se a Messias Salvador. Como acreditar?
Jesus de Nazaré, o mesmo Jesus Ressuscitado transformou o mundo. Ele dividiu o tempo, implantou o Reino de Amor e nos fez descobrir novos rumos por ande andar, livres, solidários, comprometidos com o amor e a verdade.
Na Sua mansidão e humildade Jesus foi a Luz. Insatisfeito com o sistema vigente, Ele foi herói, visionário e revolucionário. Defensor dos injustiçados, lutou até a morte pela vida e liberdade de todos. Sem medo, firme em Suas pregações, jamais, desde o inicio, mostrou e demonstrou ser o Messias, o Enviado de Deus. Fez-Se amado, tímido e odiado a um só tempo. Os donos do sistema queriam a Sua morte. Os pobres e oprimidos queriam a Sua vida.
No Evangelho de Mateus, Capítulo 16. versículo 24, estão estas condições. Atentemos à leitura.
“Então disse Jesus aos seus discípulos:
Se alguém quer vir após mim,
negue-se a si mesmo,
tome a sua cruz,
e siga-me”
a) Negue-se a si mesmo.
b) Tome a sua cruz
c) (só após isso) e siga-me.
Sem pretensões s doutrinárias, teçamos algum comentário.
1. Negar-se a si mesmo
Psicologicamente, Negar-se a si mesmo, tem a ver com o nosso ego, o núcleo da consciência. É o nosso cartão de apresentação; eu minúsculo que quer estar sempre à frente, aparecer, ser visto e cortejado, É a face do egoísta, pessoa que só pensa em si mesma. Não pode seguir Jesus.
Negar-se a si mesmo é ser desprovido, conscientemente, da vaidade, do orgulho, da inveja; é sentir-se feliz com o sucesso do seu irmão, seu próximo.
Renunciar a si mesmo é perdoar aos que lhe fazem mal; perdoar seu inimigo. Esquecer-se de si mesmo, compartilhar-se do sofrimento alheio. entre Deus e o dinheiro, agir diferente daquele jovem que queria ter a vida eterna. Sabia tudo os mandamentos, todavia, muito rico, desistiu do Reino. Preferiu o dinheiro
Negar-se a si mesmo é amar, gostar, vivem em comunidade, curtindo, sorrindo, chorando, sendo igual a todos, seja qual for sua situação econômica, política ou social.
Aquele que deseja seguir Jesus renuncie aos seus propósitos pessoais. Procure fazer como o fizeram os apóstolos, Zaqueu, Mateus. Maria Madalena, Pedro, Paulo e outros verdadeiros cristãos
Seguir Jesus
Lembremo-nos do episódio, quando Jesus foi procurado pelos seus pais José e Maria, no Templo. Está em Mateus 12, 47 – 50;
47 Disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, e procuram falar contigo.
48 Ele, porém, respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe? e quem são meus irmãos?
49 E, estendendo a mão para os seus discípulos disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos.
50 Pois qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
Como já dissemos acima, o amor a Jesus Cristo é radical. Nada o precede. Porque Jesus é o Messias, o Redentor, o Alfa e o Ômega.
Jesus Cristo e preexistente à criação do mundo. Ele é anterior a Moisés, Davi, Abraão. Nada do que foi feito para a criação do mundo foi feito sem Jesus Cristo, Filho de Deus.
No Evangelho de João, 30, 10 Jesus expressou assim:
Tomar a sua cruz
Eu estou no Pai, o Pai está em mim.
2. Tomar a sua cruz
A cruz , símbolo do Cristianismo, é o marco, o instrumento em que Jesus sofreu, morreu e ressuscitou. Sinal do cristão, exemplo do Único Homem que venceu a morte: Jesus Cristo, Filho Unigênito do Pai.
A cruz
Tomar a sua cruz é assumir a vida inteiramente, com profunda fé em Deus e dar sentido a ela, tornando-se digno, correto de atitudes, amante da paz e da justiça. Em qualquer circunstância, fazer a vontade do Pai e não a sua vontade.
Tomar a sua cruz é assumir o compromisso com o Evangelho de Jesus Cristo, vivendo-o de modo integral e levar sua Boa Notícia aonde quer que vá: na família, no trabalho, no recreio, a qualquer hora, a qualquer tempo.
Tomar a sua cruz é entrar pela porta estreita, vivendo a realidade presente, lutando, honestamente, pela sobrevivência; Jamais aventurarar-se a entrada da porta larga, onde estão as coisas más e desaconselháveis: o erro, a mentira, a corrupção.
Tomar a sua cruz é compartilhar com os irmãos das mesmas alegrias e dificuldades, vivendo os mesmos momentos; Lutar sempre em favor dos menos favorecidos. É amar, viver em união, priorizar a paz, a justiça social,
3. Siga-me
Seguir Jesus é ser discípulo e missionário. É estar disponível, pensar como Ele pensou, viver como Ele viveu. Abandonar-se nas mãos de Deus, sem interrogações nem reticências. Amor radical ao Ressuscitado e aos Seus princípios.
Só se pode ser plenamente feliz, em seguindo os passos de Jesus. E é o nosso divino Mestre que estabelece condições para quem quiser segui-lO.
Seguir Jesus é andar no mesmo caminho que ele andou, ser a verdade que Ele é ter a vida plena que Ele trouxe para todos.
Seguir Jesus é ser e esta disponível sempre em favor da justiça e proteção para os mais fracos.
Seguir Jesus é ser humilde, paciente, corajoso pacifico e ter um profundo amor por todos aqueles que estão em dificuldade. É ser amoroso, compassivo e misericordioso.
Para seguir Jesus, como Ele, é fazer a vontade de Deus em todas as coisas e amar o próximo como Ele nos ensinou.
Para seguir Jesus é fazer como os santos fizeram que viveram, sofreram, deram vida por amor aos pobres e necessitados.
A exemplo do apóstolo Paulo, antes, implacável perseguidor da Igreja, a um dos cristãos mais fiéis e seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo. :
“Estou crucificado com Cristo;
logo, já não sou eu quem vive,
mas Cristo vive em mim.”
(Gálatas 2.19-20)
Andar nos caminhos da fé, amar o próximo, vigiar e orar permanentemente viver e pregar o evangelho são caminhos seguros de seguir Jesus.
Salvador, 12.07.2010.
03.10.2010.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Como vai você?
Não nos sai da cabeça esta expressão tão bonita, por demais afetiva e necessária a todo momento.
Nasceu a idéia de escrever sobre ela, em razão do acontecimento raro e belo do maestro Marco Camargo e sua apresentação na Record, semanas atrás. Fato inédito e digno de menção. Sublime!
Maestro, abençoado e feliz consigo mesmo, se deu na idéia de organizar um CORAL com moradores de rua. Gente sem eira nem beira, todavia gente como nós seres humanos criados a imagem e semelhança de Deus.
Não sabemos se só ou acompanhado, saiu pelas ruas à procura dos seus cantores. Quanta dificuldade, que luta para encontrar seus astros. Na sua maioria, doentes, famintos, tristes, drogados, à toa, sem o que comer, o que beber, mal vestidos e de olhares sem horizonte.
Por certo, lutou o maestro, catando daqui e dali as pessoas, homens e mulheres, até encontrar um grupo capaz de organizar o CORAL dos moradores de rua. Após a difícil seleção, banho, asseio, maquiagem, roupa decente ensaios, muitos ensaios, até a solene apresentação da Record. Bonita, solene, digna, CORAL de pessoas, pessoas como cidadãos, respeitáveis e admirados pela coragem e a determinação de um MAESTRO com letras maiúsculas. Conseguiu provar que ainda existe o amor e, quando se quer, Deus opera milagres.
Homens e mulheres, maduros, idosos, jovens alguns, o maestro e o grupo pareciam seres humanos e divinos a um só tempo. Tal a postura, a elegância, a dignidade em serem, não mais moradores de rua, mas homens, mulheres, jovens de admiração e um orgulho de ser gente, cantando, em solo e em coro, com a platéia os aplaudindo de pé, numa atitude de respeito de que tanto necessitava a auto-estima de todos eles. Aleluia! Viva a solidariedade humana! Viva o Amor!
Como vai você?
Esta pergunta nos balançou o corpo e alma e o espírito nos fez falar, escrever, comentar tal gesto, tanta beleza, espetáculo maravilhoso: E músicas foram cantadas, meneios de corpo, pernas e braços em atitude de ritmos diversos; canções, sambas, risos, alegria, choros escondidos, uma felicidade sem par. Deus presente em cada um deles com a maestria vinda do céu. Uma composição perfeita: o maestro Marco Camargo e seu Coral de moradores de rua. Gente, gente como nós à espera de uma oportunidade.
Antes, cantava Miltinho:
“Eu não tenho onde morar,
por isso, que eu moro na rua”.
Hoje, o rei Roberto canta assim:
Como vai você?
Foi nessa interrogação que esbarramos no canto solo de uma senhora, madura, ar de tristeza e felicidade a um tempo, uma voz forte e decisiva, consciente e bela, sobressaltando todo o coral. Esta senhora, inclusive, tinha uma filha menor, também moradora de rua, participante do coral.
Eu senti, nós que assistimos ao espetáculo, ouvimos, no plural a interrogação: Como vão vocês? Vão bem? Vão mal? Têm família, mulher ou marido, filhos? Sabem o que é morar na rua, sol e chuva na cara, ao sabor do vento, do frio, sem ter o que cobrir o corpo, gelada por dentro a alma, ao léu, com fome, com sede, um teto, um leito decente, um amigo ou familiar que nos acuda? Apenas, doentes, sofridos, drogados, desconfiados de tudo e de todos. Moradores de rua... Sem mais, nem menos.
Mudando um pouco do assunto, sabem o que significa a palavra Você?
Permitam-nos, sem nem um ar doutoral ou filosófico, expor. Gramaticalmente, a palavra você vem de Vossa Mercê, vosmecê, você, pela lei do menor esforço, até mesmo, simplesmente, você. É um pronome de tratamento, terceira pessoa. Todavia, nas partes do discurso: Eu, que falo, tu, meu interlocutor, que escuta ele, de que algo ou alguém de quem se fala. Pois bem, você, terceira pessoa, funciona como Tu segunda pessoa, com quem se fala. Eu falo; Você (Tu) escuta; Ele ou ela- pessoa ou assunto a respeito de que Eu e Você falamos ou tratamos. Sem Você, que me escuta, que seria de mim sem um interlocutor?
Psicológica ou filosoficamente, mais importante, ainda, o valor de Você. Sem Você que me vê, que me escuta, que sente a minha presença, jamais saberia Eu quem sou, como sou, como estou aqui e agora. Sozinho, em solitude, estaria sem rumo, sem caminho a seguir. Você sou Eu; Eu sou Você. Nós somos um. A unidade. Desde o início do mundo, Deus nos fez plural, Ele nos criou mais de um, a afim de que, como suas criaturas, também criadores, evoluidíssimos. Como acontece até hoje, Ninguém é ou está sozinho no universo, mormente, hoje, diante de centenas de meios de comunicação. Sempre alguém fala, outro escuta e de alguma coisa que se fala ou se trata.
Se, diante de um espelho, Eu me fixo, só vejo a minha imagem, repetindo meus gestos, meus olhares, minhas caretas, sem, no entanto, nada me acrescentar em termos de mudanças de gestos, atitudes ou hábitos. Sem Você, quem sou? Nada. Apenas uma imagem solitária, sem, nem mesmo a quem imitar...
A rigor, somos um com o nosso semelhante (Você), com a natureza e com o Outro, o Criador de todas as cosas. Mais ainda: somos todos dependentes uns dos outros. Ninguém é maior ou melhor do que ninguém. Viva a vida, vivamos todos deste jeito. Viva a liberdade!
Se fomos gerados e nascidos do mesmo modo, por que moradores de rua e moradores de mansões ou palácios? Por que uns em colchões de luxo e outros morrendo de frio nas cidades; debaixo das pontes ou de viadutos? Destino, escolhas, sina, seja qual for o apelido que se dê a esta exclusão, estamos todos nós sendo injustos, cruéis com essa insensibilidade, esse desamor tão profundo.
Com voz forte e interrogativa, a moradora de rua, no coral de Marco Camargo, nos indagava, nos inquiria, significativamente, perguntava:
Como vai você?
Vai bem, vai mal? Já comeu hoje? Alguém perguntou por você, procurou saber onde estava? Você tem família, mulher, filhos, irmãos? De onde é, de onde veio, onde nasceu, tem parentes por perto? Já foi rico ou rica, teve uma profissão, sabe ler e escrever? Sabe que existe governo, sociedades, organizações beneficentes, benditos voluntários que ainda lutam por você, por vocês?
Inesquecível a apresentação do Coral dos moradores de rua. Grande exemplo de amor samaritano do maestro Marca Camargo! Chega de gastar dinheiro com bombas e armas de matar. Vamos gastar dinheiro salvando vidas, dando de-comer e de beber a quem necessita.
Está na hora de respondermos aos moradores de rua, aos excluídos, aos fora do sistema cruel do dinheiro, dos juros, da ganância. Precisamos, com urgência de um cântico novo, orações fervorosas a Deus, pela Paz Universal! O sol nasce para todos, indistintamente”
Em gestos concretos, todos nós, da maneira possível, vamos cantar com Roberto Carlos:
“Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida, razão da minha paz já esquecida.
Não sei se gosto mais de mim ou de você.
Como vai você?
Wanda e Tatai
24.02.2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Quaresma e Campanha da Fraternidade - 2012

Tempo de Conversão
Após o Carnaval festa pagã, de origem grega, vem a Quarta-feira de Cinzas - 22.02.2012.
A quaresma é o período de 40 dias que antecedem a Páscoa. Prolonga-se até a Quinta–feira Santa.
Tempos férteis para reflexão e visão de vida, momentos novos a solidariedade, partilha e oração.
Quaresma é um período próprio para a penitência, abertura espiritual, mudança do “homem velho” para o “homem novo”, sem remendo, sem artifício.
Renascimento, um “nascer de novo” da água e do espírito.
Refletir:
Que caminhos estamos trilhando em nossa vivência diária? Que escolhas estamos fazendo nos momentos de decisão?
Deus tem lugar prioritário e decisivo em nossa vida?
“Jesus, manso e humilde de coração,
fazei nosso coração semelhante ao Vosso.”
Celebração eucarística: 22/02/2012
Primeira leitura: JL 2,12-18
Salmo: 24
Segunda leitura: 2 Coríntios 5,20-6,2
Evangelho: Mt 6, 1-6. 16-18
Campanha da Fraternidade 2012
Tema: “Fraternidade e Saúde Pública”
Lema: “Que a saúde se difunda sobre a terra”
(Eclesiástico 38, 8)
Preocupada com a vida do povo brasileiro, desde 1964, a CNBB criou a Campanha da Fraternidade. Este ano, diante das dificuldades por que passa a camada mais pobre da população e a importância do motivo, vem à tona a SAÚDE.
No sentido de ajudar e estimular o governo bem como cada um de nós em particular, o tema Saúde é de vital importância. Não só a saúde física, mas, também, a saúde psicológica, social, moral e espiritual.
A saúde e a educação caminham juntam, inseparáveis.
Oração da Campanha da Fraternidade
Gilda Carvalho
Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.
Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.
Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.
Amém
Wanda e Tatai
22.02.2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
Epifania do Senhor
Ano B – Marcos
- Evangelho - Mateus 2, 1 - 12
Eu sou Ressurreição e a Vida!
1. Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém.
2. Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.
3. A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele.
4. Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo.
5. Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta:
6. E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo (Miq 5,2).
Eu Sou a Ressurreição e a Vida!
7. Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido.
8. E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo.
9. Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou.
10. A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria.
11. Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra.
12. Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho.
• Comentário
- Evangelho – Mateus 2, 1 – 12
_ Jesus, perigo ou salvação? _
• Genealogia de Jesus – Sua árvore genealógica apresenta-se como descendente de Davi e de Abraão, Rei Messias que vai instaurar o Reino Prometido.
Jesus é o Rei Salvador descrito nas Escrituras Sagradas. Como Ele, começa uma Nova História da Humanidade. Como Filho de Deus, é Ele o Caminho que nos leva ao Pai.
Humildemente, numa manjedoura, Jesus nasceu em Belém da Judéia, no reinado de Herodes, o grande.
A Sua majestade alumiou o mundo inteiro, quando, então, três magos, por uma estrela, perceberam que algo de novo surgiu no Universo. Guiados por essa estrela, rumaram eles acompanhando sua luz e perguntaram onde havia nascido o Rei dos judeus. Eles viram a estrela e vinham adorar o Rei dos judeus!
Vaidoso, orgulhoso do seu reino, Herodes chamou à parte os magos e procurou saber dessa estrela que os guiou até ali. E, traiçoeiramente, pediu aos magos que na sua volta, lhe desse notícias do menino, porque ele também queria ir adorá-lo.
Seguindo o caminho, chegaram eles a casa o Menino Rei e O encontraram com Maria, mãe de Jesus. Prostraram-se e adoraram o Menino Messias e Lhe ofertaram incenso, ouro e mirra, numa atitude de respeito e adoração.
Cumprindo sua missão, os magos, avisados em sonho, não mais fizeram o mesmo percurso, a fim de não se encontrarem com o rei Herodes.
Os magos vieram ver Jesus e viram Jesus. Adoraram o Filho de Deus e Lhe ofertaram presentes. Jesus, o Cristo Redentor vive antes que o mundo existisse. Ele mesmo o disse:
“Antes que Abraão existisse, eu sou”
(João 8, 34)
Há mais de dois mil anos, Jesus Cristo, como Homem, nasceu de virgem Maria e está dentro de cada um de nós, vivo, atuante, perfeito, absoluto. Necessário, todavia, que percebamos a Sua Presença, sintamos no coração e na mente que Ele está conosco até o final dos tempos.
Somos todos nós morada do Espírito Santo!
Já os profetas anunciaram que de Belém da Judéia surgiria o Guia que iria apresentar o povo de Israel.
Em Maria manifestou-se a profecia. Nasceu dela o Salvador.
Como os reis que vieram do Oriente. A fim de adorar o Menino, Filho de Deus, Filho de Maria, continuemos guiados pela Estrela, sempre, e alcançaremos a Salvação.
Sejamos, hoje, mais do que nunca, discípulos e missionários de Jesus Cristo, em qualquer lugar, em qualquer circunstância, tenhamos a certeza de que Deus está conosco. Somos morada do Espírito Santo!
Louvemos Nosso Senhor Jesus Cristo!
Wanda e Tatai
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Mensagem de Ano Novo
Já é tempo de Paz!
Vamos, mais uma vez, dar chance, abrir novos espaços para o Amor, a Fé e a Esperança.
Quem tem ouvidos que ouça, o sagrada diálogo entre o Menino Jesus e Sua Mãe,
Natal. Assim que nasceu, o Menino sussurrou, mansamente ao ouvido da Virgem que O concebeu:
- Mãe, ”Eu vim para que todos tenham vida; e tenham via em abundância”. (Jo 10, 10).
Já estamos no Ano Novo!
Meditando as Palavras do Filho do Homem, pelo amor de Deus, entremos neste Novo Ano com uma nova visão, vigiando e orando todo dia, toda hora, pela PAZ UNIVERSAL.
Transformemos a culura de morte em Cultura de Vide. Vida, Vida em abundância. Fomos toedos nós, sem exceção, criados à imagem e semelhança do Pai. Somos filhos do memo Deus. Ninguém é maior nem melhor do que ninguém. Graças, graças sobre graças!
Então, irmãos nossos, por que tanta briga, tanta usura por dinheiro, a avidez do status, do sucesso?
Tenhamos em mente e no coraçao, e expressão sublime do “Pai Nosso!:
“Seja feita a Vossa vontade,
assim na terra como nos céus!”
A Vida, a nossa Vida consiste, simplesmente nessa expressão, seja qual for a nossa atividade, nossa profissão, noss vida em familia; em qualquer lugar, em qualquer circunstância, só aVontade de Deus prevalece.
E o Seu verbo e AMAR que, por sua vez, signnifica: servir, ser bom, ser humilde, partilhar, ser solidário uns com os outros, jamais passarmos pelos que sofrem como o fizeram o levita e o sacerdote. Deus nos quer Samaritanos, fieis aos Seus ditames.
Amarmos o nosso próximo,
Como amamos a nos mesmos.
A Vida que Deus nos deu é para ser vivida, amada, lutada, sofrifa, cjorando, sorrindo,curtindo bons e maus momenos refletindo, constantemente, se estamos fazendo a nossa vontade ou a Vontade do Pai, que nos criou.
Conscientes, procuremos viver em paz com nós mesmos, com o nosso irmão, com a natureza e, sobretudo, com o Criador. Eis a senha para se ser feliz. Nada mais simples.
2012 chegou, Vamos fazer as pazes com a Vida. Abrace sua esposa, aconfesse seu amor. Faça o mesmo a esposa com seu esposo. Não permitam que a rotina entre em suas vidas. Abrace seus filhos, peça-lhes desculpas por, às vezes, não dizer que as ama. Vá até o seu vizinho e deseje-lhe Feiiz Ano Novo, agradeça o café ou o almoço gostoso da pessoa que os serve, escreva aos amigos desejando-lhes boa sorte, saúde, prosperidade.
Seja, hoje e sempre, um emissãrio da Paz, do Amor, da Liberdade!
E guarde no seu coração, em todo o seu ser, o sussurro do Menino Jesus a Sua Mãe:
Eu vim para que todos tenham Vida,
E tenham Vida em abundância!
Deus os abençoe e
FELIZ ANO NOVO!
Ipiaú (Ba), 1º de janeiro de 2012.
Wanda, Tatai e Família
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Natal! Mais uma vez, Jesus Cristo nasce no meio de nós. E, com o Seu nascimento, nascem e renascem a esperança, o amor, a paz de que tanto precisamos,no mundo em que vivemos.
O milagre, os mistérios, só o Deus, Todo Poderosos sabe explicar. Já, 750 antes da nossa era, o profeta Isaías anunciava que nasceria de uma virgem grávida (7.14) Emanoel, Deus conosco, o Redentor do mundo.
Presépio de Natal!
A Virgem, Imaculada Conceição é Maria a mãe de Jesus, esposa de José, nossa mãe, mãe da humanidade. E o Seu Filho, Jesus Cristo, o aniversariante do dia,
É Natal!
A mais de 2.000 anos com o coração em festas, comemoramos a Festa magna do Cristianismo - 25 de Dezembro - data estipulada em calendário
precursor deste sagrado acontecimento. João Batista, filho do Sacerdote Zacarias que seis meses do, anunciou o nascimento de Jesus Cristo.
Cheio do Espírito Santo, bradava João a todo o povo de Israel, judeus, pagãos, escribas e fariseus, doutores da lei, um tempo novo que estava chegando.:
- Como está escrito no livro das palavras
Do profeta Isaías, João Batista confessa ser a
Voz do que clama no deserto:
Preparai o caminho do Senhor;
endireitai as suas veredas. (Lc 3, 4 )
.
Toda essa história, real e divina, nos leva ao passado remoto e nos traz sempre ao presente, repleto de alegria, de esperança, com fé inquebrantável no futuro. Para Deus nada é impossível!
Plena do Espírito Santo e cheia de graças, Maria concebeu e nos trouxe ao mundo, Seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo!
Hoje é dia de Festa. Vamos rezar, vamos louvar, vamos todos cantar hinos de glória e de amor neste Dia de Natal.
Alegria, bolas coloridas, árvores de todos os tamanhos, luz, luzes, beleza por toda parte. aqui, ali, nos quatro cantos do mundo, que uma voz ecoe bem alto:
Viva Jesus Cristo, aniversariante do dia.
Também, uma boa reflexão se faz necessária. Por Deus, em nome da família, da solidariedade e de bem senso, fim às guerras, não à violência, qualquer que seja ela; fim ao sistema do poder econômico e político e às crises provocadas pelos países ricos. Necessária, justa e urgente a inclusão social, onde existam igualdade e direito para todos.
Jesus veio ao mundo para que aprendamos a viver como Ele viveu; amar como Ele amou; sonhar como Ele sonhou. Lembremo-nos sempre de Sua história, real, contada pelos evangelistas. Só expandiu, entre nós, humildade, mansidão, pobreza material e uma infinita espiritualidade, em lugar da usura e a ganância pelas coisas que perecem.
Nascido numa manjedoura, fora da nobreza de então, uma Luz do céu anunciou Sua chegada. Uma voz, também do céu, falou aos pastores que se encontravam por perto.
Nasceu para todos os povos, o Salvador!
De novo e sempre conosco a Luz do mundo, o Pão que desceu do céu, o Servo sofredor, Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo!
Louvores ao Recém-nascido e um compromisso: vamos abraçar o irmão, vamos proteger nossos idosos, vivamos em paz na família, cantemos hinos de amor e paz e digamos, bem alto, para todo mundo ouvir.
Feliz Natal!
Que Deus nos dê muita saúde e paz em 2011!
Ipiaú (Ba), 25 de Dezembro de 2011,
Wanda e Tatai
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
10.12.1948 - 10.12.2011
63 anos de casados!
Uma História de Amor que nem todos sabem o início.
A começar pelos netos e bisnetos que nasceram muito tempo depois do início dessa “História; Amigos e muitos também ignoram esse Amor.
Abaixo narraremos essa história que teve seu início muito antes da data do casamento.
Nosso intento é que os netos e bisnetos saibam, conheçam a história de Wanda e Tatai, seus avós e bisavós. Do seu amor um pelo outro!
Os filhos: Antônio José, Maria Amélia, Luiz Alberto (no céu) Lúcia Helena, Mário Sérgio, Maria do Rosário, Maria Luísa e Maria Isabel já conhecem e participam dessa história desde 1949 a 1963 e continuam conosco até hoje.
Escolhidos por Deus, Wanda e Tatai continuam se amando com o mesmo encanto que começaram, ele aos 17 e ela aos 13 anos de idade.
Wanda e Tatai hoje
HISTÓRIA DE AMOR
Janeiro de 1944.
Primeiros dias de conhecimento e reconhecimento da cidade que aprendi a amar, até hoje. Como se ontem fosse hoje, hoje fosse ontem. Sem que percebesse esta terra é meu “bem-querer”.
Estudante de Nazaré das Farinhas, terra onde nasci, egresso do orfanato “Asilo de Meninos Desvalidos”, alfaiate por profissão e muita honra, para Rio Novo, rumei no dia 29 de dezembro de 1943.
Grandes amigos, irmãos do coração, para aqui me trouxeram Aloísio Castro, Américo Castro, José Fonseca Mota e Quintiliano Andrade Cardoso. Os três primeiros de saudosa memória.
Vi-a pela primeira vez, num dia de sábado. Vinha da feira, trajando um vestido de alças, quadriculado, blusa branca, tranças longas amarradas nas pontas. Bem em frente à Igreja (antiga) de São Roque, hoje prédio que serve a Coelba.
Não sei se ela me viu, notou a minha presença ou se lembra do fato. Não importa; vi-a e gostei dela à primeira vista, me creia ou não.
Andar ligeiro e gracioso, esguia, menina ainda sacudindo as tranças, numa faceirice que me encanta até hoje. Alguma coisa trazia na mão, me parece uma vassoura, deu-me a certeza de que vinha da feira.
Foi o suficiente. Daí em diante, a procura, os lances, os olhares, os recados, o princípio de namoro; namoro à antiga, mas saboroso e persistente. Como até hoje. Até o primeiro encontro, difícil e acanhado, quase sem palavras, só o arfar de peitos e coração batendo forte. Dos dois. Ambos estreantes no amor, os primeiros namorados. Ele, acanhado, ela, tímida, com medo do encontro de que tinha de acontecer rápido, antes que as luzes da cidade se acendessem; tempo roubado em que ela vinha comprar as linhas do seu bordado.
Recém-chegado, jovem, estudante, concluinte de curso ginasial. Vestido de blusão de farda, mangas arregaçadas, saindo da adolescência, andava em turmas com os colegas, Zeca Fonseca, Quintiliano, Aloísio, Américo Castro e outros e só o comentário da menina de tranças; quem era, de onde era, o que fazia, se era daqui mesmo. A menina de vestido de quadros, de tranças compridas! Seu jeito, sua forma, não sei. Só sei que preciso vê-la mais amiúde, ter mais encontros, falar mais, ouvi-la, segurar suas mãos, como era difícil namorar naquele tempo!
E começou minha peregrinação pela rua da Rodagem (Siqueira Campos); a princípio, com os colegas, em grupos, ten¬tando chamar atenção dela; depois sozinho, preocupado, ansioso, com esperança forte de namoro mesmo. A essa altura, ela já demo¬rava um pouco na janela, arriscando me ver, apesar de toda a marcação que tinha.
Foram poucos os meses que aqui passei, de férias, e tinha que voltar a minha terra; recomeçar tudo por lá e por aqui ficava um sonho. Sonho de uma menina tímida que amo, como se fosse ontem.
Pior a emenda que o soneto. Não mais acertei ficar em minha terra; Nazaré. A menina não me saia da cabeça e já no coração. Larguei tudo, poucos familiares, e me lancei na aventura de vir para Ipiaú, em definitivo, sem saber onde pousaria. Assim o fiz para sempre. Foi só juntar os quase-nada e viajar para esta terra abençoada, que é Ipiaú. Novos lances, maiores expectativas, após uma romântica correspondência que durou quase um ano e o reencontro com a menina tímida de tranças amarradas.
Descobrimos qualidades e defeitos comuns; esca¬briados, primeiros namorados, bordadeira e alfaiate, simples e de origem modesta. Conversa vai, conversa vem, promessas e mais promessas; esforço em comum e o noivado, com aliança de Da. Delinha (das antigas, grossas) dividida em dois. O enxoval, os mealheiros, guardando o dinheiro para comprar as coisas, a arrumação das mesmas coisas e a casa da Rua Borges de Barros.
O casamento, a felicidade, a alegria incontida.
Novas lutas, sofrimentos e mais alegria e fomos chegando, cada vez mais um pouquinho. E mais amor. Estudantes, todos dois, um segurando o outro de todo jeito, inclusive espi¬chando o orçamento.
Daí, um filho, dois filhos, oito filhos, todos esperados e amados. Um neto, dois netos, dezessete netos e 10 bisnetos (hoje) filhos com açúcar dizemos os avós. Genros, nora. Um pequeno clã.
Esta história começou em dezembro de 1948; no dia 10.
Ou antes, na porta da Igreja de São Roque, com Wanda, minha Preta, das tranças compridas, vestido de quadros...
Nós dois: WANDA E TATAI:
Desde o primeiro dia em que a vi começou a história acima narrada que até hoje tem se mantida realmente uma Historia de Amor.
Começamos o alfaiate e a bordadeira.
Estudamos juntos, nos formamos juntos e ensinamos no Ginásio e Escola Normal de Rio Novo, bem como, no GAMI, GEI e CEI, de manhã, de tarde e de noite sempre juntos de mãos dadas.
Nesses 63 anos de felicidade Wanda tem sido sempre e constante a super mãe, super avó e super bisavó sendo o centro do Carinho e do afeto de todos os componentes da “Grande Família”.
À minha Rainha Wanda eu credito todas as razões para que, aos 63 anos juntos, comemoremos, celebremos e louvemos a Deus tanta graça recebida durante todo o tempo que estamos juntos.
Com ela, Minha Menina, construímos um verdadeiro lar, onde vivemos momentos difíceis, alegres, felizes, cultivando sobretudo o amor a Deus, e a toda família.
Celebremos então estes 63 anos de felicidade que nos foi dado por Deus, pela família e pelos amigos.




