terça-feira, 10 de julho de 2012

Venham até a borda

Venham até a borda



Wanda e Tatai

Comentário:

Venham até a borda

Podemos cair

Venham até a borda

É muito alta!

VENHAM ATÉ A BORDA!

E eles foram. -

Então ele empurrou

E eles voaram.


Em A Matriz Divina, como introdução, Gregg Braden, autor, inicia seu belíssimo livro sobre a Teoria da Física Quântica com o poema acima, do poeta inglês, Christopher Logue.

Lemos o livro, profundo, apaixonante, e quem somos nós para comentá-lo, tal o conteúdo e explicações da teoria quântica, iniciada por Max Planck em 1944.

O autor, a um só tempo, físico e religioso, lidando com a matéria e o espírito, nos brinda com uma linguagem simples, didática e nos faz perceber, a existência de Deus de forma natural, sem rodeios, mesmo usando de termos, aqui e ali, propriamente da física em si mesma.

Lida Gregg Braden com átomos, ondas partículas, hologramas, fótons, elétrons que não sabemos lidar com esses conhecimentos da Física Quântica Tentamos compreender e alguma coisa ficou ao nosso alcance, devido a exemplos do autor de assuntos do cotidiano: história, família, profissão etc.

Dentro dos vinte princípios de A Matriz Divina, o seu primeiro princípio nos dá o conceito dessa Matriz, que é o começo de todas as coisas. O principio de tudo.

1º Princípio: A Matriz Divina é o receptáculo que contém o universo, a ponte que interliga tudo e o espelho que mostra todas as nossas criações.

A um só e mesmo tempo, A Matriz Divina é o

a) receptáculo, abrigo, refúgio, esconderijo do universo.

Lugar onde o universo se esconde. Lugar desconhecido.

 
b) a ponte que interliga tudo.

No universo, tudo está ligado com tudo.

Além de interligadas,

todas as coisas dependem de todas as coisas.

Interagem sempre, são unidade.


c) e o espelho que mostra todas as nossas criações.

Nada fica escondido de A Matriz Divina.

Ela é o Grande Espelho onde tudo pode ser visto, sem segredo.

Para tanto, “basta ter olhos para ver,

Ouvidos para ouvir, coração para entender”.

A Matriz Divina está em todas as coisas; todas as coisas estão em A Matriz Divina. Quaisquer que sejam as coisas, materiais, ou espirituais, é certa e normal a Presença dessa Matriz Divina.

Com menos ciência e mais coração, chamemos A Matriz Divina de Pai, Paizinho, Abba Pai.

Só mesmo lendo o livro todo, pode-se ter a idéia do profundo conhecimento do autor e das belezas do universo, sobretudo da presença do ser humano em tudo isso e sua força, suas possibilidades reais em tornar o nosso mundo mais afetivo, mais solidário, mais humano, mais divino. Como o quis e quer Jesus Cristo.

Todavia, como dissemos acima, nosso intuito é comentar o lindo poema de Christofer Logue, que está na introdução de A Matriz Divina.

A fim de não voltarmos ao inicio, eis o poema a ser lido e comentado e refletido.

Venham até a borda

Podemos cair

Venham até a borda

É muito alta!

VENHAM ATÉ A BORDA!

E eles foram. -

Então ele empurrou

E eles voaram

Voltamos a dizer. Este poema, lido, refletido e entendido por dentro, no interior de cada um de nós, nos ajuda, sobretudo, quando as coisas não andam bem.

Precisamos acreditar, necessitamos apostar na vida. Nada é impossível para aquele que tem f. Aos desafios,

Vamos à borda.

Comecemos, juntos, a entender o poema de Christopher Logue.

Vemos, na primeira estrofe, um convite. Um chamado a subir a um lugar de difícil acesso. Segundo Aurélio, borda significa a extremidade de uma superfície; beira.

Em seguida ao chamado, uma advertência, uma espécie de aviso: podemos cair.

O convite se repete e, com ele, nova advertência, desta vez sobre nossa capacidade, sobre nossos anseios, sobre nossos medos: é muita alta!

A essa altura, uma dúvida, uma pergunta nossa:

- Quem nos convida, quem nos chama a ir até a borda?

- Quem nos adverte que podemos cair e que a borda é alta!?

Agora, já é problema nosso, de nossa reflexão em procurar saber de nós mesmos o que nos preocupa, o que nos aflige a toda hora; ou em determinados momentos. Quais os nossos desejos, nossas aspirações. Qual a nossa vontade.

Mais profundamente. Que sentido pretendemos dar a nossa existência?

E o chamado passa a ser um imperativo de vida. Vem como uma ordem, em letras maiúsculas:

VENHAM ATÉ A BORDA!



Decididos, dispostos, corajosos ou não, na hora da necessidade, cada um sabe de si: E eles foram.


E eles  foram. E eles voaram!

A nosso ver, eles deram o passo inicial. Foram à borda, estão na borda, cada pessoa com suas aptidões, sua fé, suas expectativas de vida. O importante é que saíram do lugar, se locomoveram, mudaram alguma coisa em seus modos de ser, de agir.

Completando essa etapa do chamado e da subida à borda, o momento culminante da nossa vida; a vida de todos nós:

E ele empurrou.

Por que perguntar, a quem perguntar, de que adianta perguntar:

- Quem os empurrou? De onde veio o empurrão?

A rigor, perguntas difíceis de ser respondidas. Há mistérios na vida de cada pessoa que não podem ser explicados. São minutos, dias, anos, a vida inteira para serem descobertos os mistérios desse empurrão.

Nós o chamamos de Empurrão divino.

Só a fé, o silêncio, a oração, a certeza da Presença de Deus transcendente e imanente em cada um de nós explicam como se deu esse empurrão em todos aqueles que vão até a borda.

E eles voaram!

Para aqueles que acreditam; para aqueles que têm fé aconteceu o milagre: eles voaram. Ouviram e atenderam o chamado; atingiram a culminância esperada.

Os sinais dos tempos nos indicam o chamado, o convite para irmos até a borda. Basta ficar atentos e escutarmos e olharmos o mundo: os sonhos, os livros, as visões, a natureza inteira, a voz do Vento. Todos esses elementos estão sempre falando conosco. No silêncio, então, ouvimos e enxergamos muito melhor.

O próprio autor de A Matriz Divina conclui este modesto comentário e o faz no fim do seu belo livro.

 
“A mística dos temos antigos lembra ao nosso coração, e as experiências modernas têm comprovado perante a razão, que a força mais poderosa do universo vive no interior de cada pessoa. E que o grande segredo secreto da própria criação é: ter o poder de criar o mundo que imaginamos em nossas crenças. Ainda que isso possa parecer muito simples para ser verdade, acreditamos que o universo funciona precisamente desse modo.

Quando o poeta sufi Rumi observou que temos medo de nossa própria imortalidade, talvez ele quisesse dizer o que realmente nos assusta é o poder de escolher a imortalidade.

Assim como os iniciados de Cristopher Logue na Introdução deste livro descobriram tudo o que precisavam de um pequeno empurrão para começar a voar, talvez tudo o que precisemos é de uma pequena mudança para nos conscientizarmos de que somos arquitetos do nosso mundo e do nosso destino, artistas cósmicos expressando as próprias crenças interiores na tela do universo. Se pudermos nos lembrar de que somos não só a obra de arte como também o artista que criou, talvez então nos lembremos de que somos a semente do milagre em si mesmo. Se pudermos operar essa pequena mudança, já estaremos curados em a Matriz Divina.

Conclusão nossa:

Para se voar, tornar reais aspirações e anseios, duas coisas são necessárias: uma, vinda do Alto, o empurrão, A outra, nossa, de ordem pessoal, intransferível: a mudança.



Salvador (Ba), 06.05.2010

Ipiaú (Ba)/05.07.2012.




quinta-feira, 28 de junho de 2012

Personagem em foco -Vilazito Pascoal de Jesus


Personagem em foco




 Sem qualquer intuito comercial, começaremos com a “Casa das Tintas”, colhendo cores, a fim de retratar nosso personagem.

Ponhamos como fundo, o branco, vez que o cidadão em homenageado é de paz, calmo, paciente em tudo o que realiza, seja em sua vida privada ou sua vida pública.

Por cima do branco, ponhamos o azul. Desde o tempo em que o conhecemos, menino, ainda, sempre vimos e como acompanhamos os passos firmes e decididos do ser humano, posto em destaque. Sempre soube ser menino, ser jovem até atingir o homem de bem que todos conhecemos hoje.

Para encerrar as tintas, iremos tratá-lo com o verde, sinal de esperança, fé, confiança no porvir. Aplicado, no caminho de quem quer ser gente, nada de queixas ou lamúrias. Trabalho, trabalhar de bem com a vida são os elementos da vida do nosso homenageado.

Acrescentando, ainda, alguma coisa, sem intuito comercial, repetimos. A “Folhinha” de sua firma apregoa: “Qualidade e Honestidade”.

Esses termos por fim caracterizam a vida do cidadão posto em foco:

Vilazito Pascoal de Jesus

Nosso homenageado tem uma história de vida digna de ser contada. Não nasceu em berço esplêndido nem foi agraciado por loteria esportiva. Tudo o que possui foi conseguido desde pequeno com muito esforço e trabalho. O ser que é, bom por natureza é dom de Deus e reconhecido por toda a Comunidade.

Sua história é tão real, tão bonita e digna de ser imitada que só contada por ele mesmo. Com muito carinho leiam e tirem suas conclusões. Ele começa assim:

Tomo a liberdade de expor pontos importantes da minha vida.
Cheguei em Ipiaú, em 1948, com minha mãe Sra. Rufina Maria de Jesus e minha irmã Alice. Viemos de uma propriedade que fica perto da “Fazenda Lagoa do Morro”, Município de Brejões que pertencia ao Sr. Durval pai de Antonio, conhecido em Ipiaú como Antonio do Continental.

Tinha, nessa época 7 anos, viemos na carroceria de um caminhão, e aqui chegamos mais ou menos às 18 horas nas imediações da Rua Alfredo Brito,  onde se inicia a Rua Siqueira Campos como até hoje.
Já tínhamos o endereço de minha irmã Cecília, que morava em Ipiaú como cozinheira do Sr. Wilson Menezes. Aqui, fomos acolhidos pela minha irmã, com o apoio de D. Djair e seu esposo Sr. Wilson. Passados uns 02 dias, minha mãe foi trabalhar na fazenda do Sr. Elpídio, na casa do Sr. Adeodato Pinheiro; eu fui morar com D. Zizi Andrade esposa do Sr. Vadinho Andrade, pessoas que também foram importantes na minha vida.

Depois de uns 2 anos com D. Zizi, fui morar com minha mãe na Fazenda do Sr. Elpídio que foi o maior passo que dei, pois D. Raquel Pinheiro, praticamente, me adotou como filho, não me dando coisas e sim me pondo a trabalhar. Carregava água no jegue, do Rio da Água Branca até a casa de D. Raquel que dava mais ou menos 1 km. Como não tinha idade para pegar carote, tocava o jegue até o meio do rio. Para facilitar o peso, que completo dava uns  10 litros de água, completava com de litro em litro, de acordo com minhas forças. Ao chegar em casa, para descarregar fazia mais ou menos o mesmo processo. Tirava de litro em litro a água do carote, até torná-lo mais leve, e quando o mesmo estava com pouca água eu carregava para o tanque.

Acordava cedo, pegava o burro ou cavalo, botava a cela e ia na garupa levando o Sr. Adeodato para a fazenda no Emburrado.

Mudamos para a cidade.  O tempo foi passando e minha mãe pediu a D. Raquel que me colocasse na escola, pois ela, não tinha nenhum filho que soubesse ler. O trabalho de minha mãe e o meu, foram compensados com os meus estudos na escola, com isso comecei a estudar a cartilha porque o abc eu já sabia, aprendi nas horas vagas.

Fui estudar na Escola Professora Celestina Bittencourt, à noite, e graças ao nosso bom Deus, consegui galgar boas colocações. Depois de um certo tempo, D. Raquel, que eu chamava mãe branca, resolveu me colocar para estudar pela manhã. Eu acordava às 4 horas da manhã, ia para a fazenda citada acima.

Colocava no meu bolso 2 bananas da prata e um pouco de tapioca, pegava o burro “Dourado”, colocava o leite tirado e voltava vendendo  o mesmo. Nessas idas e vindas, como naquele tempo chovia, por várias vezes, cansei de subir em jaqueiras, a fim de passar a fome. Quando não achava jaca madura, tirava a verde e comia assim mesmo, sem nenhuma faca no bolso, então batia a jaca na ponta de um toco de ponta fina e comia, isso ocorria não por falta de comida onde eu trabalhava e sim pelas intempéries naquela época. Muita chuva, pegar animal, etc.

Em chegando a Ipiaú, mais ou menos 8 a 9 horas do dia, prestava contas a D. Raquel do leite vendido, vestia uma roupa melhorzinha e ia para a escola. Lembro-me, quando chegava, os colegas e perguntavam a professora : “a Senhora vai deixar Vilazito entrar uma hora dessa?” Respondia a professora : “o que ele fez hoje, vocês não fariam em 30 dias.”

Tive nessa Escola como professoras, as Terezinhas, uma esposa do Sr. Zeca e a outra esposa do irmão da Farmácia, que mora até hoje perto do Fórum, ainda a professora Guiomar, esposa do Sr. David do Correio.

Pela divina ajuda de Deus, ocorriam perguntas na aula às quais eu respondia, quase sempre, antes dos meus colegas.
Carregando água, vendendo leite, para as famílias Pinheiro e Andrade, pois vendo o dia a dia deles, aprendi o caminho da vida.

Fiz exame de admissão ao Ginásio sendo aprovado com boas notas. Tive a satisfação em ajudar a 4 filhos dessa família a fim de passarem nos referidos exames. Em vista dessa ajuda recebi como prêmio um presente, presente esse que dei a minha esposa.

Dois animais foram meus animais de trabalho, foram meus parceiros na luta árdua, o burro “Dourado” e o Jegue “Cosquento”.
Após o exame de admissão fiz o curso ginasial, a noite, tendo como colegas, alguns dos quais me lembro, Professora Wanda,  esposa do nosso professor Tatai, Etevaldo Cardoso, Zezito da padaria,  Levy Sacramento e tantos outros. Naquela época a Rua Borges de Barros até o Ginásio de Rio Novo não tinha calçamento e luz elétrica, só até às 9 horas da noite, o que fazia, que estudássemos como aladim e às vezes com velas, fora a chuva e muita lama. Para conseguirmos vencer sempre tivemos o apoio no professor Tatai para não desistirmos nesta época, Da D. Raquel, aquela pessoa que Deus botou em minha vida, me colocou para  trabalhar  com o senhor Armando Santos no bar, no Rio Novo Tênis Club a fim de ver eu deixar  de botar água, eu chegava do Ginásio às 09 ou 10:00 horas da noite ainda  ia trabalhar um pouco no bar, e geralmente trabalhava até às 11 horas da noite,  sempre tive apoio do Sr. Armando e família, no bar de Sr. Armando eu fazia de tudo; varrer, lavar, vender bebida, etc.  Um belo dia, cheguei no Ginásio às  9 horas quando encontrei Sr. Odilon Costa, dono das Lojas 3 Irmãos, Sr. Protógenes Jaqueira um poeta chamado Pimenta todos tomando whisky, ao passar por eles com os livros  debaixo do braço, o Sr. Odilon perguntou para mim: “Deixa eu ver estes livros, Vilazito.” Vendo ele um livro de francês em minhas mãos, ele indagou: “Você sabe o que está escrito aqui?” e eu respondi que sabia, ele duvidou e pediu ao poeta Pimenta que me fizesse algumas perguntas do livro e respondi tudo em francês, então Sr. Odilon ficou admirado das minhas respostas. Nesse momento Sr. Odilon pediu permissão ao Sr. Armando para eu trabalhar com ele, o que Sr. Armando concordou, consultada Da. Raquel ela concordou também que eu fosse trabalhar com Sr. Odilon.”

Nossa vida para mim, chegando à Loja 3 irmãos fui encarregado de tomar conta de uma banca. Aprendi muitos com os colegas citados e com Sr. Odilon Costa e Maria, sua cunhada. Com 6 meses de trabalho, Sr. Odilon reuniu todos funcionários às 6 horas da tarde e com surpresa fui promovido ao cargo de funcionário, igual os demais, o que me deixou maravilhado. 5 meses depois Sr. Odilon me encarregou de novo trabalho: tomar conta das escritas da loja.

Sr. Jose Wilson era funcionário do Banco da Bahia, cujo gerente era o Sr. Godinho, então minha mãe pediu ao Sr. Jose para falar com o gerente e me conseguir um lugar de contínuo no referido banco. Após o pedido de minha mãe, indo fazer um depósito no banco, fui surpreendido por Vanda, caixa do banco naquela época, que me disse que eu iria trabalhar como continuo nesse mesmo banco. Precisamente no dia 30.11.60 comecei a trabalhar no Banco da Bahia nesta cidade e a fazer todos os trabalhos que um contínuo. Com menos de 1 ano passei a ser auxiliar de cobrança e, logo depois chefe de cobrança, em seguida ao chegar na agência o inspetor Beberô se impressionou comigo e me transferiu como contador para a cidade de Miguel Calmon - Bahia. Ao assumir encontrei a agência com algumas irregularidades fez com que pedisse uma inspeção o que culminou com a transferência do gerente depois de pouco tempo o banco me premiou outra vez me colocando como gerente o que fiquei por 4 anos nesta cidade. Fui transferido para Irecê, agência bem maior, lá consegui a façanha, de todo sábado e domingo sair vendendo seguros na região, que muito grande para melhorar a renda da família, pois pagava aluguel e tinha 5 pessoas na família.

Para minha surpresa com menos de 1 ano que estava vendendo seguros, o Presidente do Banco Sr. Amador Aguiar, quis me conhecer, pois eu tinha superado a sucursal dele de São Paulo e do Rio de Janeiro, o que me deixou muito alegre e contente ao chegar a ele, o mesmo me recebeu muito bem e me perguntou como foi que eu em uma agencia, no sertão baiano, ganhei das sucursal dele e eu respondi que quando entrei no Bradesco tinha uma frase que dizia:  Só o trabalho produz riquezas, e que era dele. Ele ficou mais satisfeito e mandou um cicerone me mostrar São Paulo por 3 dias,  aí eu pedi a ele que precisava de uma Fundação Bradesco, obra esta que foi  inaugurada 5 anos depois. Nasci em Amargosa porém sou filho de Ipiaú esta terra que tem me dado de tudo .

Vilazito Pascoal de Jesus.

 O nosso homenageado tem no seu currículo:
Curso ginasial – Ginásio Rio Novo – 1961
Técnico de contabilidade – Miguel Calmon-Ba
Exerceu a função de gerente do Banco Bradesco nas cidades de Miguel Calmon, Irecê, Ibirataia, Medeiros Neto, Ipiaú, Itamaraju e Vitória da Conquista, sendo bem sucedido nessas localidades.
   
Ótimo esposo, pai de família, estimado por toda comunidade pelo seu comportamento. Casado com a Sra. Maria Stela, tem 3 filhos: Rita de Cássia, pedagoga; Rosângela, formada em Letras, com Curso de Mestrado; Vilazito Pascoal Júnior, engenheiro eletricista com ênfase em telecomunicações.

Eis como crescem e se desenvolvem as pessoas que querem ser gente na vida. Com esforço e muita luta é que se consegue chegar a atingir às metas da vida sendo feliz na família e na comunidade. Foi assim que o nosso personagem Vilazito Pascoal de Jesus conseguiu ser o que é: homem de bem, feliz com a vida. Que Deus o abençoe, e aos seus familiares.

Wanda e Tatai

26.06.2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dia dos Namorados

Dia dos Namorados




Como sempre, dedicamos este Dia dos Namorados a minha querida esposa, Wanda.


Por extensão, a todos os namorados e namoradas.



"O amor só é lindo,

quando encontramos alguém que nos transforme

no melhor que podemos ser."

(Mário Quintana)

Dando uma de saudosista, ligamos o computador e nos pusemos a ouvir serestas. Passamos por Carlos Galhardo, Sílvio Caldas, Lupiscínio Rodrigues e esbarramos em Nelson Gonçalves. Ele cantava uma “História vulgar”, que começava assim;

“Nem sempre o primeiro amor é  o primeiro namorado”

Com as devidas desculpas, discordo do grande cantor. O meu primeiro amor foi e é a minha primeira namorada. Minha querida Wanda.

Mais que a primeira namorada, a única namorada, com o mesmo primeiro amor.

Este namoro continua cada vez mais quente, mais forte, mais apaixonado. Sem essa menina o que seria de mim? Desde o primeiro dia em que a vi, não me mais sai da lembrança tudo o presenciei nela. De uma só visão, vi sua saia quadriculada, as alças que prendiam a saia a uma bem ajustada blusa branca que fazia delinear seu belo corpinho de adolescente de 13 anos de idade. A faceirice ingênua e inocente se estampava no rosto. Suas tranças compridas, grossas, lindas, desciam até a cintura e completava seu perfil de menina moça, mais bela que as descritas nos contos de fada. Oh! Como nos lembramos dessa primeira visão de um jovem de 17 anos que nunca soube o que era ter uma namorada! E que namorada! Humilde, recém-saído de um orfanato, como namorar? Como começar a namorar? Nessa nossa primeira visita a Ipiaú, cada um dos colegas tinha sua namorada, eu também queria uma namorada. E Wanda, conhecida, antes, pelo apelido de Celita, Deus a reservou para mim.

Dia dos Namorados!

Hoje é um Dia diferente de todos os outros dias. Basta pensar um pouco e recordar o primeiro olhar, o pulsar do coração e a insistência de, novamente, repetir esse primeiro olhar. Diferente de todos os olhares que virão depois. Hoje, amanhã, depois todos os contatos enamorados são intimamente, ligados ao primeiro olhar, sempre presente por toda a vida.

Casados ou não, com papéis ou sem papéis, namorar é namorar. Há sempre uma seta de Cupido sobre o coração dele ou dela. Essa flechada muda, transforma, acende uma chama que nunca mais se acaba. Continua em mim, de forma plena e amorosa todos os momentos do meu primeiro olhar para a menina que me tornou feliz e cada dia mais quente o amor que não tem fim.

Todos os dias, juntinhos, não paro de olhar para Minha namorada e fazer galanteios. Abraços, cheiros no pescoço, alisar seus cabelos, ainda que sem tranças, acalentando-a ao deitar e sempre pedindo a Deus por ela e por todos nós, sentindo um carinho tamanho, sem medidas, o que nos faz viver como se estivéssemos começando tudo de novo. Amor total, envolvendo corpo, alma e espírito, tudo isso de uma vez. Namoro sem rugas, sem censura, sem restrições, sem no entanto, perdermos a individualidade de cada um dos namorados: Wanda e Tatai.

Celebremos o Dia do s Namorados! Dediquemos esse Dia à belas recordações. Ao primeiro aperto de mãos, ao primeiro beijo, aos pequenos encontros escondidos. A tudo o que representa a palavra mágica: A M O R!


Você que é namorado ou namorada, confesse seu amor, diga que gosta um do outro, e diga bem alto para todo o mundo ouvir:

EU TE AMO, MEU BEM!

Como amo a minha Menina Wanda, como gosto de Você!






Tatai



Ipiaú, 12 de junho de 2012.







sábado, 26 de maio de 2012

Pentecostes



                                                           
Ano B - Marcos

                                                              19 de maio de 2012

                                                          - Solenidade de Pentecostes


O Espírito Santo sabe tudo o que a gente sabe.

E tudo o que gente não sabe.

Leitura – Atos 2, 1 – 11


1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.

2 De repente veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.

3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam, e sobre cada um deles pousou uma.

4 E todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

5 Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu.

6 Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

7 E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são Galiléus todos esses que estão falando?

8 Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos?

9 Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia,

10 a Frigia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,

11 cretenses e árabes - ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus.


 São Paulo - Coríntios 12, 3b - 7. 12-13


3 Jesus é o Senhor! Se não pelo Espírito Santo.

4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.

5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.

6 E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.

7 A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum.

12 Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo.

13 Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.


  - Evangelho – João 20, 19 - 23

19 Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco.

20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor.

21 Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.

22 E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo.

23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.


Comentário


Primeira Leitura – Atos 2, 1 - 11.

Início da Igreja


- Cinqüenta dias depois da Páscoa, reunidos os apóstolos, desceu o Espírito Santo sobre eles e deu a eles o poder especial de continuarem a missão de Jesus Cristo em toda a terra.

Nesse dia, uma espécie de língua de fogo desceu sobre:

“Todos ficaram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem".


   Pentecostes



3. Segunda Leitura – I Coríntios 12, 3b-7,12. 1

São Paulo prega aos coríntios a Unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Há diversos dons, há diversidade de funções, todavia o Espírito é um só e o mesmo.

Ele age em tudo e em todos. Como os membros do corpo variam em funções, mas todos dependem de todos numa unidade de corpo.


2. Evangelho - João 20, 19 - 23


 “As Duas Mãos de Deus”

  DEUS




  ** Pentecostes **


A Igreja celebra hoje o seu nascimento. A vinda do Espírito Santo, complemento da páscoa manifesta a riqueza da vida nova do ressuscitado no coração e na atividade das comunidades cristãs.

Palavra de origem grega, Pentecostes significa o período de 50 dias após a páscoa dos judeus. Festa agrícola da colheita. Origem antiga. Homenagem à lei de Moisés. Hoje, com a Nova Aliança de Jesus Cristo, Pentecostes é o presente, a “força do alto” que o Filho pede ao Pai e manda para os discípulos.

E como havia prometido, antes de voltar ao Pai, Jesus soprou sobre os apóstolos o poder do Espírito Santo, dizendo:

“A Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos.

‘Vinde, Espírito Santo,

Enchei os corações dos vossos fiéis

E acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai o vosso Espírito e tudo será criado.

E renovareis a face da terra.

Oremos:


Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis

Com a luz do Espírito Santo,

Fazei que apreciemos, retamente, todas as coisas

Segundo o mesmo Espírito

E gozemos sempre da sua consolação,

Por Cristo e Senhor nosso. Amém.



                                                         Bom Domingo para todos.

                                                                  Wanda e Tatai

                                                                     27.05.2012




domingo, 20 de maio de 2012

Quase ninguém tem tempo

- Quase ninguém tem tempo -



“Se ouvires a voz do vento, chamando sem cessar

Se ouvires a voz do tempo, mandando esperar...

A decisão é tua...

São muitos os convidados; são muitos os convidados...

Quase ninguém tem tempo...

Se ouvires a voz de Deus, chamando sem cessar...

Se ouvires a voz do mundo, tentando te enganar...

A decisão é tua.

São muitos os convidados, são muitos os convidados...

Quase ninguém tem tempo.

O trigo já se perdeu, cresceu, ninguém colheu.

O mundo passando fome, passando fome de Deus!

A decisão é tua...

Quase ninguém tem tempo...”


Linda música, maravilhoso cântico de Igreja. Para os que sabem letra e música, que cantem bem baixinho e ouçam que conteúdo tem este poema cristão.

Em quase todas as suas parábolas, Jesus sempre conclui:

Quem tem olhos, que veja... Quem tem ouvidos que ouça...

Todavia, quase ninguém escuta, poucos ouvem a voz da razão, percebem o que nos diz a natureza, sobretudo, a voz de Deus que nos fala o dia inteiro.

Quase ninguém tem tempo.

Está todo mundo ocupado com seus negócios, seus afazeres, suas preocupação que, a cada dia, aumentam mais. Ao mesmo tempo, todos, querem falar dar opiniões, sugerir, “achar”, sem o mínimo cuidado de ouvir ou prestar atenção à natureza, ao bom senso, que os outros dizem.

O ego se faz mais forte e impede que nosso Eu divino tenha seu lugar. Ignoram a importância do escutar, ouvir, em silêncio, o Sopro, a voz de Deus. Esquecemos que Deus nos fala de mil maneiras, tanto no estado vigília, quanto no mais profundo sono.

A voz do mundo é mais estridente, grita ou berra mais. Todavia pouca coisa nos diz nem sempre merece confiança. O silêncio fala mais forte, é mais profundo e atinge nosso centro. Fala-nos direto à consciência. Como diz São Paulo, o silêncio nos fala ditos indizíveis.

Aprende-se muito mais ouvir que falar. E não se corre o risco de falar, falar e nada dizer. Infelizmente, o vozerio é grande, o gosto de ouvir a própria voz dá prazer e lá se vão os discursos vazios de conteúdo: não informam nem educam.

De primeiro, era um prazer, uma coisa gostosa ouvir falar os mais velhos, mais calejados, experientes, com histórias e exemplos de vida. Mesmo as histórias da Carochinha ou de João e Maria eram encantadas e faziam bem serem ouvidas.

Quase ninguém tem tempo.

Tempo para ouvir e por em prática a Palavra e transformar o mundo. Ninguém se entende, a violência atinge momentos fora do normal, o desamor impera em todos os cantos.

Não há mais cidade grande ou pequena para abrigar a violência. Ela está em todos os lugares e as balas perdidas, os assaltos, os malditos seqüestros, as corrupções dão as cartas. Lá se vão por água abaixo os valores, os sentimentos, a voz da razão e dos direitos humanos.

A hora é de reflexão; hora de agradecer a Deus a vida, o pão, o vestido, a morada, Necessitamos de silêncio, de meditação, de intensa espiritualidade, se quisermos sobreviver ao caos que nos rodeia. Ninguém nos ouve nem ouvimos ninguém. Todos nós falamos ao mesmo tempo, uma das razões da nossa crise existencial.

Precisamos dar as mãos e rezar. Necessitamos rever a vida e perceber que a partilha e a solidariedade urgem. Todos, queiramos ou não, estamos envolvidos no processo de corpo e alma. O mundo encurtou e já somos Unidade.

O trigo já se perdeu, cresceu, ninguém colheu.

O mundo passando fome, passando fome de Deus!

Quase ninguém tem tempo...

A decisão é tua!
Wanda e Tatai

Ipiaú, 20 de maio de 2012


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Escolhas e Caminhos

Escolhas e Caminhos




Caminhos e Escolhas. Termos por demais conhecidos e aconselhados durante uma vida inteira. Isso desde os velhos tempos ate hoje, principalmente em família. Pais e filhos e a grande preocupação com a vida do familiares, seu futuro, seu amanhã.

Se não bastassem as famílias, os livros, a Igreja, as escolas, sempre a orientar os mais jovens a fazerem escolhas certas, e criar caminhos novos em direção ao bem comum, o bom senso já seria um bom sinal do certo e do errado.

Todavia, a realidade em que vivemos é bem diferente, estranha, e até mesmo cruel. A violência campeia solta, irresponsável, destruindo a paz que tanto desejamos, aqui, ali, acolá. Os males se multiplicam, desafiando a vida de todo o mundo. O certo e o errado já se confundem, quando os mais espertos criam normas, inventam costumes e levam a maioria, a começar pelos mais jovens a enveredar pela desordem, pelo desamor à vida, pelo desprezo ao sagrado que se cultuou por muito tempo, de geração em geração: respeito aos mais velhos, costume sadio da partilha, da acolhida, ajuda aos menos favorecidos, reuniões de família e as conversas, os conselhos, a união da parentela.

O que mais no admira é que, em pleno era da ciência e da tecnologia, a coisa tornou-se pior. Surgiram as drogas e sua funesta consequencência, os ricos ficaram mais ricos e a corrupção tornou-se lugar comum, a começar pelos poderes públicos. Perdeu-se o amor à vida, matam e morrem por um celular ou uma bicicleta. As próprias famílias se destroem, filhos matando pais, pais matando filhos, em nome do nada, do absurdo, da ausência do amor a Deus e ao próximo.

É necessário, urge, precisamos retornar aos bons tempos, sem, jamais, desprezarmos tudo o que a ciência nos trouxeram. Delas e com elas temos melhores condições de fazer escolhas e criar caminhos. Escolhas e caminhos que só nós mesmos, nós próprios é que podemos e devemos fazer.

Caminhos, disse o poeta espanhol Antônio Machado, não existem. “Caminhos nós é que o fazemos ao caminhar”. Na vida, cada um de nos faz o seu caminhos e se não o fazemos certo, o problema é nosso, pessoal. E sempre procuramos um bode expiatório, para as nossas más escolhas, para os maus caminhos que trilhamos. Há sempre um culpado, um responsável pelo fracasso: os pais, os professores, os responsáveis pela nossa criação.

Escolhas e caminhos continuam a ser trilhados e os empecilhos, os espinhos permanecem entre eles, sob mil disfarces, como, fora da violência física, a usura, o sucesso a qualquer preço, a inveja, o egoísmo, e nefasta “lei da vantagem em tudo”.

A propósito, sobre caminhos, o rabino, Nilton Bonder em seu profundo e paradoxal livro, “Alma Imoral”, nos conta a seguinte história.

Certo dia um homem andava e, quando menos esperava, deparou-se numa encruzilhada, onde se delineavam duas estradas. E um menino estava, ali, como uma espécie de guarda. Então virando-se para o menino, perguntou-lhe qual o caminho que deveria seguir. Calmamente, disse-lhe o menino. Ali estão dois caminhos. Chamam-se: um de caminho curto e longo, outro de caminho longo e curto. E concluiu: cabe ao senhor, escolher dos dois caminhos qual deverá seguir.

Sem pensar duas vezes o homem entrou pelo curto e longo. Passado algum tempo, eis que volta o cavaleiro, irritado, triste e de cara feia, a queixar-se do garoto que lhe indicara os dois caminhos.

O caminho curto e longo é semelhante à porta larga do Evangelho. É, hoje, o caminho mais escolhido pela juventude. Mais fácil, sem compromisso, sem estatutos, nada de esforço, de lutas, longe das dificuldades naturais que temos de enfrentar. Sem interesse algum pela vida, vão levando. Um carro na mão, uma super-moto, escolhas, conselhos, caminhos pra quê?

Pouca gente quer entrar na vida pela porta estreita ou pelo caminho longo e curto. Daí, os males que nos afligem, em todos os cantos do mundo; os já citados crack, as drogas em geral, o desenfreado consumismo, o crédito fácil e arriscado.

O resultado da história do homem e do menino e dos dois caminhos continua. Até quando, só Deus o sabe!

Contudo, jamais devemos nos esquecer e tomarmos como lei, como imperativo de vida. As escolhas e os caminhos serão sempre nossas. De ordem pessoal e intransferíveis. É bom lembrar que Deus, ao nos tornar gente, nos dotou de inteligência, liberdade e vontade. Vejamos o que diz o Eclesiástico ou Sirácida, Livro sapiencial, dotado da Sabedoria divina, livro este excluído da Bíblia protestante, Cap. 15 vers.18:

A vida e a morte, o bem e o mal estão diante do homem; o que ele escolher, isso lhe será dado.

Neste texto estão, para o bom entendedor, implícitas as palavras em evidência patente, as palavras de Jesus:

“Eu sou o Caminho, a Verdade, a Vida,

ninguém vai ao Pai senão por mim”.(João 14, 6)

A escolha e o caminho estão a nossa frente, diante dos nossos olhos. Cabe-nos, a todo momento, discernir, usar da liberdade e da vontade de que somos dotados por Deus e decidir. A decisão é pessoal e intransferível.

Na realidade, estão diante de nós o estudo, o trabalho, a honestidade, a humildade, a partilha, a solidariedade, o bem servir, tudo o que nos nos faz crescer como ser humano, como cidadão, como irmãos ligados uns aos outros, com a mesma dignidade.

Em contraposião, diante de nós estão também as drogas, a mentira, a corrupção, a auto-suficiência, o orgulho, a vaidade, a usura, o consumismo, a preguiça.

Ninguem pode desconhecer esta realidade. Os meios de comunicação o dia inteiro dão–nos notícias do que acontece com tais escolhas e caminhos. A cultura da morte e da violência dão ibope, todos sofremos as consequências.

Vamos vigiar e orar, vamos refletir sobre a vida e dar-lhe o verdadeiro sentido que é o amor a Deus e ao próximo. A verdadeira felilcidade está dentro de cada um de nós. Nada que nos venha de fora pode nos tornar felizes.

Então, cheios da vontade de Deus, plenos do Espírito, comecemos já, a fazer a vida entrando pela porta estreita e criando caminhos longos e curtos, e o resultado, com certeza será a felicidade.

Escolhas e Caminhos...

Wanda e Tatai

16.04.2012.

Ao leitor amigo e irmão, se souber cantar cante, se não souber leia e reflita a canção do Padre Zezinho:

Alô meu Deus.


Alô meu Deus,

fazia tanto tempo

que eu não mais te procurava.


Alô meu Deus,

senti saudades tuas

e acabei voltando aqui.

Andei por mil caminhos

e, como as andorinhas,

eu vim fazer meu ninho

em tua casa e repousar.

Embora eu me afastasse

e andasse desligado,

meu coração cansado,

resolveu voltar.


Eu não me acostumei,

nas terras onde andei.

Eu não me acostumei,

nas terras onde andei..

 
Alô meu Deus,

fazia tanto tempo

que eu não mais te procurava.


Alô meu Deus,

senti saudades tuas

e acabei voltando aqui.

Gastei a minha herança,

comprando só matéria,

restou-me a esperança

de outra vez te encontrar.

Voltei arrependido,

meu coração ferido

e volto convencido,

que este é o meu lugar.

domingo, 22 de abril de 2012

“Hoje se cumpriu este oráculo

“Hoje se cumpriu este oráculo

que acabais de ouvir”

Lucas 4, 1 – 24

O texto que comentamos é por demais profundo, misterioso, sagrado. A magnitude do Mestre, que se apresenta como o Messias.

É o cumprimento de uma profecia, o anúncio, da Boa Notícia sete séculos depois de Cristo.

Para melhor compreensão e profundidade do texto, dividiremos o texto em três partes distintas e significativas: Nascimento, Batismo, Messianismo.

I, Nascimento

No ano 7 a.C., nasceu em Belém da Judéia, Jesus Cristo, Filho de Maria e Jose, o carpinteiro. Com o anúncio de Anjo Gabriel, sob a ação do Espírito Santo, nasceu o Filho do Altíssimo, Emanuel, Deus conosco. Era Jesus galileu.


Nascimento do Menino Jesus.

esus era judeu, nascido de uma judia, mulher santa e escolhida. Na estalagem, em Belém, onde foram recensear-se, não havia lugar para José e Maria, prestes a a dar à luz o Menino Jesus, Este nasceu numa manjedoura, tendo como palco a natureza, pastores e animais domésticos. Assim nasceu o Filho de Deus.

Desde os tempos imemoriais, civilizações e mais civilizações aguardam um Messias, uma espécie de rei poderoso, que viesse trazer paz, ordem e jus atiça ao mundo.

O anúncio do profeta era a “vinda de um Messias de natureza espiritual, que nasceria de uma virgem, sofreria terríveis dores e uma morte cruel, para salvar a Humanidade”.

Realizou-se, assim, o anúncio do Anjo Gabriel a Maria. Eis que nasceu Jesus, o Filho do Altíssimo, Deus conosco, Emanuel. O Messias!

Com o decreto de Herodes - matar todas as crianças de até dois anos de idade -, começa a perseguição a Jesus, Filho do carpinteiro e de Maria.

Desde então, começam José e Maria a viverem uma vida inteira dedicada ao Menino. Mal sabiam os dois a imensa responsabilidade que carregavam e do valor que tinham ambos para Deus. O Deus invisível deu a Maria e a José a sagrada incumbência de educar, de proteger, de zelar pelo Seu Filho, Deus visível. José e Maria viam Jesus crescer e ela pensava de si para consigo:

E o Menino crescia em graça e sabedoria.

Aos doze anos discute com os doutores no Templo,

deixando-os assombrados, perguntando a si mesmos:

de onde vem tanta sabedoria desse Menino?

Jesus crescia e vivia na comunidade, como um cidadão normal. Trabalhando com José na carpintaria e assistindo sempre sua mãe, Maria, ouvindo-a e lhe dando total atenção. Sabia Jesus, desde o Seu nascimento, por que razão o Pai O enviou à terra. Filho de Deus que é, jamais prevaleceu desta sagrada condição, para agir em qualquer lugar. Jesus aguardava a Sua hora.

Só mesmo nas Bodas de Cana,ao faltar vinho para os convidados, a pedido da Mãe Maria, foi a água transformada em vinho. Antes, porém, da realização do Seu primeiro milagre, lembremo-nos que Jesus lhe disse:

“Mulher, que tenho eu contigo?

Ainda não é chegada a minha hora”. (João 2, 4)

Todavia, a Mãe pediu e o milagre Filho foi realizado!

Alguns doutrinadores admitem que Jesus, dos doze ou dos dezoito anos conviveu com comunidades especiais, inclusive com os essênios, estudando com eles. A maioria, porém, crê e afirma que o Filho de Deus viveu em família, com seus pais adotivos, sendo educado por Maria, Sua mãe e aprendendo a profissão de José, carpinteiro. Do Nascimento até os trinta nos viveu o Jesus cristo com José e Maria.

A vida do Mestre, do nascimento à ressurreição e à ascensão aos céus é conhecida pela narração dos evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e Jô\o e outros evangelhos considerados apócrifos pela Igreja. em detalhes nos Evangelhos de Lucas e de Mateus.

Completou Jesus 30 anos de idade. Eis chegado o tempo!

II. Batismo de Jesus

Para maior compreensão dos desígnios de Deus, antes do inicio deste trecho ´é necessário conhecer o Prólogo do evangelista João, escrito nos anos noventa a cem anos da Era Cristã.

Trata-se do Prólogo de João, que trata, especificamente da preexistência de Jesus Cristo.

No princípio era o Verbo,

e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

“Ele estava no princípio com Deus.

Todas as coisas foram feitas por intermédio dele,

e sem ele nada do que foi feito se fez”. (João 1, 1-3).



Batismo de Jesus e o Espírito Santo

Época em que Jesus Cristo começou Sua vida pública. Herodes. O Grande, Pôncio Pilatos governador da Judéia, Anás e Caifás sumos sacerdotes, os verdadeiros algozes de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“Veio, então, a Palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto”. João Batista, o precursor de Jesus, em pleno deserto a clamar, anunciando:

Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.

João é a voz que clama no deserto e, por toda a região, prega o batismo do arrependimento e da conversão.

Ao lhe perguntarem como deveriam proceder, respondia ele: que fossem justos, solidários, honestos. Publicanos, soldados, judeus ouviram do precursor essa lição de amor e de justiça.

A todos os que o inquiriam se ele era o Cristo, ele respondia que, enquanto ele batizava com água, o Cristo, que há de vir, batizava no Espírito Santo.

Quando no Rio Jordão, João Batista batizava, avistou e chamou Jesus a fim de batizá-lO, como fazia a outros. Jesus aproximou-Se e foi batizado em água. No momento exato em estava sendo batizado, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se do céu esta voz:

“Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo”.

Logo após o Batismo, cheio do Espírito, Jesus foi levado ao deserto e lá foi tentado, pelo diabo, após quarenta dias sem comer. Tentado por três vezes.

Jesus foi tentado a transformar pedras em pães, prostrado, adorar o demônio e, por fim, ordenou Jesus a atirar-Se do alto do Templo, com promessas de poder e de autoridade.

Após as frustradas tentações contra Jesus, o diabo foi embora. Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou para a Galiléia, tendo sido a Sua fama se espalhado por toda a região. Ensinou por toda parte e era o Filho de Deus sempre louvado.
Na sinagoga de Nazaré

Jesus anuncia a Si mesmo como o Cristo!

III. Messianismo

Jesus, Verdadeiro Homem, Verdadeiro Deus, dá-se a conhecer como o Messias!

Cumpriram-se as Escrituras Sagradas. O Messias, há tanto tempo anunciado e esperado, chegou. Chegou na Pessoa de Jesus Cristo, que está, por Deus, dentro de cada um de nós e conosco ficará ate o final dos tempos.

Vivendo com seus pais adotivos Maria e José, até os trinta anos de idade, chegou a hora de exercer o Seu Ministério: anunciar ao mundo o Novo Reino! Trazer e pregar a Boa Nova: a Paz, a Justiça, o Amor.

Batizado por João Batista, desceu do céu o Espírito de Deus e regozijou-Se n’Ele.

Tentado por três vezes, no deserto, derrotou o demônio e partiu para Sua missão; viver e ensinar a viver, como quer Deus Todo Poderoso.

Assim, voltou Jesus do deserto, pregando e fazendo milagres nos lugares por onde passava, até chegar a Nazaré, onde se havia criado.

Entrou, então, na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.

Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu Jesus a passagem onde está escrito (61,1s.):

“O Espírito do Senhor está sobre mim,

porque me ungiu; e enviou-me

para anunciar a boa nova aos pobres,

para sarar os contritos de coração,

para anunciar aos cativos a redenção,

aos cegos a restauração da vista,

para pôr em liberdade os cativos,

para publicar o ano da graça do Senhor”.

E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.

Ele começou a dizer-lhes:

“Hoje se cumpriu este oráculo

que vós acabais de ouvir!”

De modo simples e natural, anunciou JESUS ser Ele mesmo, o Messias, o Cristo, o Filho do Deus vivo, Redentor do Universo!

Eu Sou!



Wanda e Tatai



14.11.2010.22.04.2012





Hoje se cumpriu este oráculo

terça-feira, 17 de abril de 2012

FORMADOS EM DIREITO – FTC – 2011.2

FORMADOS EM DIREITO – FTC – 2011.2




Aos Drs. Nildes e José

Bacharéis em Direito pela FTC 2011.2 nossos parabéns e votos para que sigam o caminho da Justiça e da Liberdade.

Como irmãos sempre seguiram o caminho da responsabilidade da seriedade dos estudos e da fraternidade mútua.
Que Deus os ilumine sempre.

Aos pais José Luiz e Cristina nossa admiração e carinho pelo apoio constante aos recém-formados.

Deram eles um exemplo de como se educa filhos em acompanhando todos os seus passos durante todo seu período de estudos.

A todos, pais e filhos renovamos nossos cumprimentos pela grande festa de Amor.


Wanda, Tatai e família

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Celebração Eucarística

Primeira Celebração da Eucaristia e
Instituição do Sacerdócio

• A Missa, a Celebração Eucarística, foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, na ocasião da Páscoa dos judeus, sendo Ele mesmo o Celebrante, o primeiro Sacerdote.

Ceia do Senhor

Trata-se da Ceia do Senhor de um modo distinto em cinco passagens do N.T. : nas três narrativas dos Evangelhos, quando se referem à sua instituição - em 1 Co 10 - e em 1 Co 11. os nomes pelos quais é conhecida esta ordenação no N.T. são: o ‘partir do pão’ (At 2.42), e a ‘ceia do Senhor’ (1 Co 11.20).

Esta cerimônia foi instituída na véspera da morte de Jesus Cristo, e na presença dos Seus discípulos mais intimamente a Ele ligados.

Há uma estreita conexão entre a ceia do Senhor e a morte de Cristo. Duma maneira solene e enfática Ele afirmou que era o pão do céu para vida do mundo - e que era absolutamente necessário que cada um comesse a Sua carne e bebesse o Seu sangue para receber e conservar a vida eterna.

E assim, Ele ensinou a absoluta necessidade de participar da Sua morte para a posse da vida eterna. Em vista da clara referência feita à Sua morte, vê-se logo a relação entre aquelas Suas palavras e a ceia do Senhor instituída na véspera da Sua paixão.

Vamos, agora, examinar nos seus pormenores a linguagem de Cristo na instituição da ceia. A instituição foi imediatamente depois da refeição da Páscoa.

Tomou Jesus primeiramente o pão, e depois o cálice, bendizendo a Deus por um, e dando graças pelo outro. Com efeito, dirige a Deus louvores e dá-lhe graças. E no ato de partir o pão, disse Jesus:

‘Tomai, comei - isto é o meu corpo’, e quando tomou o cálice exprime-se deste modo: ‘isto é meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados’ (Mt 26.26,28).

‘Em memória de mim’ (Lc 22.19) que dizer ‘para recordação’, sendo a lembrança do fato o fim primário e fundamental da instituição. E ‘fazei isto’ significa ‘praticai este ato’. Deve haver um determinado exame e discernimento - isto quer dizer que cada um deve discernir espiritualmente o fim sagrado e os desígnios do ato.

’ Recordamos o Salvador e o Seu sacrifício para o nosso bem. Mas o pão deve ser comido e o vinho deve ser bebido. isto quer dizer que não se trata simplesmente de uma lembrança, mas de uma aplicação a cada crente. Devemos, em nossos corações, ‘alimentar-nos dele por fé’, praticando o ato não em segredo e isoladamente, mas em companhia de outros, em comunhão com todos, em comunidade.(Fragmentos – Pe. Luizinho da Canção Nova - Internet).

O evangelista Lucas, que não conviveu com Jesus, narra o momento divino em que foram instituídos o Sacerdócio e a Eucaristia.

Vejamos o capítulo 22:
.9 Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos?
10 Respondeu-lhes: Quando entrardes na cidade, sair-vos-á ao encontro um homem, levando um cântaro de água; segui-o até a casa em que ele entrar.
11 E direis ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?
12 Então, ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado; aí fazei os preparativos.
13 Foram, pois, e acharam tudo como lhes dissera e prepararam a páscoa.
14 E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos.
15 E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão;
16 pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.
17 Então havendo recebido um cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós;
18 porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.

, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
20 Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós.
47 E estando ele ainda a falar, eis que surgiu uma multidão; e aquele que se chamava Judas, um dos doze, ia adiante dela, e chegou-se a Jesus para o beijar.
A Missa, a Celebração Eucarística, toda ela, consiste no Memorial, na Memória da Vida, Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão de Jesus Cristo.
O ato da comunhão é pessoal e intransferível. Crer ou não crer na hóstia consagrada!. Ter fé ou não ter fé.
Eis por que motivo o Celebrante pronuncia, após a santificação do pão e do vinho. Já não mais pão e vinho, mas o Corpo e Sangue de Cristo.
Eis o mistério da fé!

Wanda e Tatai
04.04.2012