quarta-feira, 26 de novembro de 2008

56 ANOS DE EXISTÊNCIA DO ROTARY CLUB DE IPIAÚ

ROTARY CLUB DE IPIAÚ

30.11.1952 - 30.11.2008

56 Anos de Existência!



Assim como o Filho do homem não veio para ser servido,
mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muito
Mateus 20, 28


· Mensagem de Amor, de Paz, de Solidariedade!


· Fundado em 30 de novembro de 1952, o ROTARY CLUB DE IPIAÚ comemora 56 anos de existência, vivendo e servindo à comunidade.

54 pioneiros, heróis de então, se reuniram e resolveram criar o nosso Clube, na coragem e na raça, quando Ipiaú iniciava seus passos rumo ao desenvolvimento. Classificações as mais variadas, priorizando a agricultura e o comércio.

Cidade ainda pequena, sem ensino médio, sem clubes sociais, as festas populares, principalmente os bailes de micareta eram comemoradas nos armazéns de cacau, com preferência o Instituto de Cacau da Bahia.

As festas sociais de família, aniversários eram realizadas nas escolas particulares e nas próprias residências de amigos ou de parentes. A festa mais popular e histórica era o aniversário de Doutor Borges de Barros, um dos fundadores do Clube: 15 de maio, inclusive data da criação do Jazz 15 de maio que abrilhantou festas e mais festa em nossa região.

Década de 1950. Deve a esta época o início de desenvolvimento e pregresso de nossa terra. Vejamos o impulso que levou a crescer:

- Criação do Ginásio de Rio Novo, 26 de abril de 1950.
- Loja Maçônica Fraternidade Rionovense – 09 de julho de 1950
- Rio Novo Tênis Clube – 1950.
- Credite-se a antecipação das iniciativas ao Independente Esporte Clube que foi fundado em 29 de agosto de 1949.

Justamente, dentro desse entusiasmo, cidadãos mais interessados como, Waldemiro Santos, farmacêutico, Agostinho Cardoso Pinheiro, advogado, Leônidas Fernandes Leão, Juiz de Direito, Protógenes Jaqueira, tabelião, Jaldo Reis, Alípio Correia, Salvador da Matta, Noé Bonfim, médicos, Augusto Vieira, Rafael Sampaio, comerciantes, Raul Leite, Otávio Machado, Edvaldo Santiago, alfaiate e mais outros companheiros.

A primeira reunião, festiva de inauguração, foi realizada na Fazendo do companheiro Otávio Machado, na estrada Ipiaú – Ibirataia.
As reuniões ordinárias, presididas pelo companheiro Leônidas, foram realizadas no Hotel Glória de Rafael Sampaio, na Praça Virgílio Damásio.

Cite-se como marco histórico que, quase todas as iniciativas da nossa comunidade nasceram em um dos compartimentos da Farmácia Bahia, do companheiro Waldemiro Santos, Dal, foram medrados e se realizaram a Maçonaria, o R. N. Tênis Clube, o Rotary.

Tão férteis eram as idéias e tanto o carinho por nossa terra, nessa mesma Farmácia Bahia, reuniam-se sempre os líderes locais a fim de escolher para a nossa cidade o Delegado de Polícia, o Juiz de Direito, a indicação dos dirigentes públicos, com sugestões para a escolha de prefeito.

Nosso Clube teve grande influência nas iniciativas da cidade, tanto de ordem pública como privada. O campo de aviação, a campanha da luz do Funil – energia elétrica – campanhas em torno do cacau, do comércio, da educação e cultura, do desenvolvimento geral de Ipiaú, sempre tiveram a presença do Rotary.

Passamos dificuldades, a luta foi árdua e perseverante. Todavia nosso clube permaneceu e permanece fiel ao Ideal de Servir. Servir desinteressadamente, com objetivos sempre atuais: continuar vivo o amor pela comunidade, o companheirismo sadio,

56 anos de fundação! Mais de meio século vivo, atuante, marchando com o progresso da comunidade, já bem outra. Grande comércio, faculdades, hospitais, população mais esclarecida. Tudo isso o Rotary Club de Ipiaú viu crescer, participou do seu crescimento viveu, amou de verdade.

Com as graças de Deus, enquanto houver cidadãos como os que hoje participam da sua história, uma história de amor e paz, o Rotary Club se fará presente e atuante em nossa terra de Ipiaú – Meu Bem-Querer.

Paz, muita paz, e nossa homenagem aos que fizeram nascer o nosso Rotary!

Vida, saúde, esperança sempre à frente para os companheiros que hoje vivem e participam da trajetória do nosso querido Rotary Club de Ipiaú.

56 anos servindo a Ipiaú!

Parabéns!


Edvaldo Santiago, 1952 - 2008

Sócio fundador,
Classificação-Alfaiate,
Alfaiataria, Roupa sob Medida

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO!

SOLENIDADE DE JESUS CRISTO,
REI DO UNIVERSO




Na Cruz do Calvário estava a placa em letras
gregas, hebraicas e romanas:
JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS
(Iesus Nazarenus Rex Iuderus)
23. de novembro de 2008
Ultimo Domingo do Ano Litúrgico de 2008
Prenúncio do Tempo do Advento
Reflexão para o Natal!
Evangelho: Lc 23, 35 - 43
35 E o povo estava ali a olhar. E as próprias autoridades zombavam dele, dizendo: Aos outros salvou; salve-se a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus.
36 Os soldados também o escarneciam, chegando-se a ele, oferecendo-lhe vinagre,
37 e dizendo: Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo.
38 Por cima dele estava esta inscrição [em letras gregas, romanas e hebraicas:] ESTE É O REI DOS JUDEUS.
39 Então um dos malfeitores que estavam pendurados, blasfemava dele, dizendo: Não és tu o Cristo? salva-te a ti mesmo e a nós.
40 Respondendo, porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando na mesma condenação?
41 E nós, na verdade, com justiça; porque recebemos o que os nossos feitos merecem; mas este nenhum mal fez.
42 Então disse: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino.
43 Respondeu-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.
‘”Os sumos sacerdotes zombavam de Jesus, dizendo: “Ele salvou os outros; se for o Cristo de
Deus, o Eleito, salve-se a si mesmo”. Também os soldados aproximavam-se para oferecer-lhe vinagre e zombavam, dizendo: “Se tu és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo”. Pois havia também uma inscrição acima dele
“Este é o rei dos judeus”. Um dos criminosos crucificados insultava-o, dizendo: “Não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós”. O outro, porém, o repreendeu, dizendo: “Nem tu, que estás sofrendo a mesma condenação, temes a Deus? Nós sofremos com justiça porque recebemos o castigo merecido pelo que fizemos, mas este nada fez de mal”. E falou: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres como Rei”. E Jesus lhe respondeu: “Eu te asseguro: ainda hoje estarás comigo no paraíso”.(Da Internet)
JESUS NAZARENUS REX IUDERUX






COMENTÁRIO
JESUS CRISTO, REI DO UNIVERSO!

Verdadeiro REI DO UNIVERSO, JESUS CRISTO, gerado e não criado, substancial ao PAI, a Divindade Universal, o Pai Nosso que está nos Céus, na Terra, em todos os lugares.
Sob Pôncio Pilatos, foi castigado, humilhando, espancado e condenado, com a lavagem das mãos de Pilatos.
Condenado à morte, foi em Jesus posta uma coroa de espinhos, jogado em seus ombros um manto vermelho, simulando, maltrando, insinuando um Rei. E, a mando da autoridade romana, inscrito na haste horizontal cal da cruz
A Festa de Jesus Cristo, Rei do Universo foi criada, em 1925, pelo Papa Pio XI, comerada no mês de outubro, Depois, mudada a Festa para o mês de novembro, que coincide com o Tempo do Advento, preparação especial para o Natal, Nascimento do Rei, Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito do Pai, o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim.
Jesus Cristo, Síntese do Universo!

A festa de Cristo Rei do Universo é um prêmio para todo cristão, é a maneira que a nossa Igreja encontrou para enaltecer o Filho de Deus, que se fez Homem, assumindo suas condições humanas. Jamais, sendo Filho de Deus, quis o Rei, Jesus Cristo, fazer-se igual ao Pai. Em toda a sua pregação sempre disse que tudo o que fazia era em nome do seu Pai, que é maior do Eu.
Jesus não veio para salvar a si próprio. Jesus veio para ensinar aos homens, mostrar à humanidade uma nova forma de vida. Vida sem preconceitos, vida em abundância, liberdade plena.
No tempo de Jesus Cristo era por demais o legalismo, a exclusão dos mais fracos, os oprimidos. Escravos, crianças e mulheres viviam à margem da sociedade, dominada pelos poderosos: além da opressão romana, os próprios judeus eram os donos da comunidade: os fariseus, escribas, anciãos, os sacerdotes.
O Rei dos Reis nasceu sob o poder do Espírito Santo; nasceu de uma mulher pura, sem mácula, - Maria - que acreditou no anjo enviado por Deus. Ela, sem pensar, certa e confiante na sua missão disse: Sim. Faça-se em mim a vontade de Deus.
O Rei dos reis deu novo sentido à cruz. Antes ela representava infâmia e vergonha, tornou-se símbolo de Salvação. Cruz, símbolo da fé e da redenção. Cruz caminho da redenção. “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo toma sua cruz e me siga”.
Nascido de Maria, Virgem Mãe, Jesus, Filho do Altíssimo, tem origem antes de Davi, antes de Abraão, antes de todos os patriarcas. Ele mesmo o afirmou, em discussão com os fariseus: “Antes de Abraão, Eu Sou”.

João, o evangelista do Amor, em seu prólogo, define bem, a origem do Rei.

“1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens’”
14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai”. (João 1, 1 – 4. 14).
A Palavra, o Verbo, o Logos, o Cristo têm o mesmo significado, o mesmo sentido.
Esse significado culmina no versículo 14 na expressão “o Verbo se fez carne, o Cristo se fez Homem em Jesus Cristo, nascido de Maria Imaculada, sob o poder do Espírito Santo”.
Jesus Cristo é anterior aos tempos, com Ele e por Ele todas as coisas foram feitas. Nada sem Ele foi feito.
Por isso JESUS CRISTO É O REI DO UNIVERSO!
Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele é vida em abundância.
So Ele possui o poder da salvação. Ele é o Pão que desceu do céu. A porta das ovelhas.
Vamos cantar, vamos louvar, vamos entoar hinos de amor ao Filho de Deus que tem hoje sua Festa.


VIVA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO,
REI DO UNIVERSO!


23.11.2008

sábado, 15 de novembro de 2008

RECADO PARA UBATÃ - PRIORIDADE DE DEUS

Recado para Maria Luísa, filha, e Marlene Pereira, colega irmã,
ambas professoras de Ubatã-Bahia.

Estamos muito feliz por terem, ambas professoras elogiado nosso Blog, “Conversa Amigável comTatai” e partilha a leituras dos escritos com seus alunos.

Nossa intenção, realmente, é incentivar a leitura, colher novas informações e adquirir, cada um leitor, por si mesmo, conhecimentos, que serão aplicados na vida diária.

Os textos servem de auto ajuda, incentivo, estímulos, no intuito de que, principalmente, os jovens criem uma consciência de paz, de amor, de solidariedade e partilha.

Nada melhor na vida que a leitura, a boa leitura, a sadia leitura que nos faz crescer, por dentro e por fora. Gotas de sabedoria, doses de conhecimento e muita espiritualidade, a sintonia direta com Deus.

Agradeçam a seus alunos a participação que prestigia nosso blog e lhes transmitam o nosso carinho por eles todos.

Estão ambas as colegas e quem mais se interessar pelo assunto autorizadas a utilizar nossos textos em suas aulas, como exercícios, como exemplo de vida.

Selecionamos, hoje, o Salmo 147, escrito no período do exílio do povo judeu na Babilônia, chamado Salmo “Louvor ao Deus Todo Poderoso”.

Ler, refletir, meditar e comentar, em grupo, a Prioridade de Deus.


Salmo 147

1 Louvai ao Senhor; porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; pois isso é agradável, e decoroso é o louvor.

2 O Senhor edifica Jerusalém, congrega os dispersos de Israel;

3 sara os quebrantados de coração, e cura-lhes as feridas;

4 conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes.

5 Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; não há limite ao seu entendimento.

6 O Senhor eleva os humildes, e humilha os perversos até a terra.

7 Cantai ao Senhor em ação de graças; com a harpa cantai louvores ao nosso Deus.

8 Ele é que cobre o céu de nuvens, que prepara a chuva para a terra, e que faz produzir erva sobre os montes;

9 que dá aos animais o seu alimento, e aos filhos dos corvos quando clamam.
10 Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem.

11 O Senhor se compraz nos que o temem, nos que esperam na sua benignidade.

12 Louva, ó Jerusalém, ao Senhor; louva, ó Sião, ao teu Deus.

13 Porque ele fortalece as trancas das tuas portas; abençoa aos teus filhos dentro de ti.

14 Ele é quem estabelece a paz nas tuas fronteiras; quem do mais fino trigo te farta;

15 quem envia o seu mandamento pela terra; a sua palavra corre mui velozmente.

16 Ele dá a neve como lã, esparge a geada como cinza,

17 e lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio?

18 Manda a sua palavra, e os derrete; faz soprar o vento, e correm as águas;

19 ele revela a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e as suas ordenanças a Israel.

20 Não fez assim a nenhuma das outras nações; e, quanto às suas ordenanças, elas não as conhecem. Louvai ao Senhor!




O primeiro ato da minha jornada é o de me levantar bem cedo e de entrar
no serviço de Deus. Jamais faço preceder minhas orações pelas minhas tarefas pessoais.
Torno, assim, manifesto que na minha vida Deus ocupa o primeiro lugar e espero que ele responda favoravelmente à minha súplica.


Ipiaú, 15 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Sursum corda!

Corações ao alto!

“Bem-aventurados os limpos de coração”,
porque eles verão a Deus”.

Mateus 5,8

Ave Companheiro legal, Victor Hugo.

Graças a Deus, estamos aqui, ciente das coisas, ciente da vida, contente por tudo o que nos tem acontecido. Sobretudo, olhando os céus e perguntando ao Pai por que os homens não se preocupam uns com os outros? Por que não sentem falta um do outro, como irmão, como amigo?

Queremos de volta o sagrado. Em tudo, o cheiro de espiritualidade. Chega de fragmentação, a dualidade incomoda e dói em todos nós, por que nos separa. Faz-nos estranhos. Queremos a Totalidade, o holismo, a interdependência das pessoas e das coisas. Conhecimento e sentimento de mãos dadas, dando-nos a todos paz, solidariedade, fé num mundo novo.

Que bom ser lembrado, caro Victor Hugo, colega e irmão, conhecido há pouco, por afinidade, estimado há muito, dado o tamanho do seu coração. Acredite, tais expressões de carinho em sua mensagem, faz-nos crer ainda, que existe o amor.

Bateu forte a lembrança, a odisséia da nossa vinda para esta cidade que amamos e que você, também, já aprendeu a amar.

De Nazaré das Farinhas para Ipiaú. Aqui, sessenta e quatro anos de história, desde a agulha e dedal até a constituição de família, com minha menina Wanda, nossa Rainha! E um amado laboratório com quarenta e nove em véspera de cinquenta componentes. Ainda, cheio de amigos por todos os lados.

Em Eletrocrônic@s, relendo suas belas crônicas, “Classiamor”, “Achamento” e, sobretudo, “Ipiaú e Eu” expressa você sua profissão de fé. Exprime você nesses escritos seu bom gosto, estilo e muita sensibilidade.

Desde o nosso primeiro encontro, com Jorge, aqui em casa, aconteceu o nosso relacionamento amigável. Ambos professores metidos no mesmo ambiente literário, apaixonados pelas letras, pelos poemas, pela educação.

Temos nós a coragem de, como Bilac, “conversar, ouvir e entender estrelas...” Com Manoel Bandeira, Vou-me embora pra Passárgada. “Lá sou amigo do rei”

Ainda somos do tempo dos bondes e os versos de Drummond nos fizeram reviver esse ou aquele tempo. Em o poema “Aurora”, ele diz: Aurora

O poeta ia bêbedo no bonde.
O dia nascia atrás dos quintais.
As pensões alegres dormiam tristíssimas.

As casas também iam bêbedas.

Ai de nós se não fossem as letras, os versos, as rimas toantes ou soantes. Dizem e nós cremos que os poetas são os filósofos de hoje. Com os músicos, os artistas, os cronistas, contistas. Eles alegram o mundo. Vejamos Vinicius em Dia da Criação:

Hoje é sábado, amanhã é domingoA vida vem em ondas, como o marOs bondes andam em cima dos trilhos E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Das segundas-feiras enjoadas, a esperança está nas sextas, prenúncios dos sábados que se avizinham dos domingos... Por que, afinal de contas, ninguém é de ferro...

Como esquecer, meu caro, o memorável “Concurso de Crônicas”, da UNEB, idéia e realização sua? Quanta beleza, quantos talentos descobertos, quanto estímulos nascidos do bom educador que é você. Descobridor de talentos,

Professor Victor Hugo!

Ave Palavra! Onde está você, Professor Tatai?

Grato por saber tanto da nossa trajetória, mormente na área da Educação, nosso chamego. Foi com a Psicologia, ciência do corpo, ciência da alma e do espírito que nos ensina a viver, viver mesmo, descobrindo quem somos, o que queremos, para onde vamos.

Foi, em princípio, no Ginásio de Rio Novo, com Salvador da Matta, em seguida, no Ginásio Agrícola Municipal de Ipiaú, confiança e estímulo de Euclides Neto que nos descobrimos educador. Uma paixão!

Euclides Neto, líder autêntico. Sempre lembrado, presente em tudo nesta comunidade.

Vem, agora, o colega da UNEB, inteligente e gentil, psicólogo por natureza, mexer com o coração da gente, Já velho, com 82 no couro, e tantas memoráveis recordações vindas à tona, de surpresa.

“Sursum Corda”, Mestre Victor Hugo!

Caro irmão, estamos aqui, vindo de ontem e vivendo os momentos de hoje, bonitos, de avanços indescritíveis. Todavia, preocupado com o sagrado. Preocupado com a nova geração que domina a máquina, esnoba com os modernos meios de comunicação – Internet, MSN, Orkut, scrap, blog, sites, e outras coisas que não sabemos descrever - no entanto vão deixando de lado a socialização. O encontro com o seu próximo, com seu colega de classe, seu amigo. Vão desaparecendo o sentimento, o carinho, o prazer do abraço. A prioridade passa para os amigos virtuais, nem sempre recomendáveis.

Como bom educador, em permanente interação com seus alunos, ajude-os a viver este momento. Que não se perca a nossa identidade pessoal, social e afetiva. Jamais a máquina, por mais sofisticada que seja, poderá substituir a relação humana. Gente com gente, pessoa com pessoa.

E isso se vê, caro Victor Hugo, isso se sente, com sua gentileza em nos procurar, lembrando do nosso início de amizade e de consideração, no convite que nos fez para presidir o memorável “
Concurso de Crônicas”.

Corações ao alto! Estamos aqui à disposição para enriquecimento, juntos, da paz, do afeto, da solidariedade humana.

Por fim, sua história, sua trajetória profissional, sua vinda e chegada até nós. Queremos curtir dessa alegria. Sua história, estimado, Victor Hugo.

Agora, mais do que nunca, não só “Ipiaú e Eu”, Mas,

“Ipiaú e Nós”

domingo, 9 de novembro de 2008

“Epa-epa”, o homem do pão - Eu nunca menti!

De um longo papo e paciente, com Epa-epa, nos veio a idéia deste escrito. Sobretudo da expressão que não nos saiu da cabeça:


No meio da conversa, a propósito de um beco seu que querem surrupiar, cá nos vêm a bela e maravilhosa expressão do interlocutor:


- Professor Tatai
EU NUNCA MENTI!


Essa frase nos emocionou de tal forma que a grafei em letras maiúsculas. Pelo amor de Deus, no mundo de hoje, meio a tantos políticos, correndo por conta de tantas CPIS intermináveis, ouvir um cidadão dizer que nunca mentiu, é demais. Assusta!


Interessante é que o papo foi ocorrido na semana passada e, agora, hoje, deu-nos na teta escrever. Hoje, dia 5 de novembro, aniversário de Rui Barbosa, o homem, o gênio que abominava a mentira. Perdeu duas eleições para Presidência da República, porque não mentiu.


E Epa-epa, homem humilde, vendedor de pão, aos noventa e três anos de idade, nos diz, batendo no peito
EU NUNCA MENTI!


Conhecemos Epa-epa, desde os dias que residíamos na rua Borges de Barros, 37, defronte do Fórum.


Fomos seus fregueses e de manhã e de tarde, nos era peculiar o seu grito, o seu chamado: Epa-epa, e já corríamos todos, com o saco de pão, a fim de atender o seu grito de vendedor esperto, inteligente e querido por uma população inteira.


Pão bom, pão escolhido, pão de milho, de leite, “provençal”, pão francês, pão comum, pão de sal, pão doce. Era nome de pão que não acaba mais. E o nosso retratado era esperado todos os dias; pela manhã e à tarde.


E esse cidadão, que nunca mentiu, vendia 1.500 pães todos os dias, com freguesia certa e responsável. Isso lhe permitiu viver – durante 35 anos e, até hoje,, aposentado, um vida digna, honesta, de um homem de bem consigo mesmo e com a vida.


Conhecido por toda a comunidade, Epa-epa tem entrada franca em toda casa, onde chega, toma café, almoço, janta e, se quiser, dorme. É uma figura maravilhosa, um Tipo Inesquecível, como o tipo retratado na revista “Seleções – Reader’s Digest”.

Trinta e cinco anos vendendo pães e nunca mentiu!

Meu Deus, esse homem, Epa-epa, é perigoso, corre o risco de ser preso, por honestidade. Precisa viver escondido e evitar esses ditos estranhos, incomuns em pleno desuso – com raríssimas e gratas exceções, aqui e acolá.

No nosso papo, deixando-o à vontade, contou suas histórias, seus passeios pelo Brasil a fora. Tem fihos, netos, bisnetos, sobrinhos por todos os cantos e viajava sempre para esses cantos. Conhece o Rio, Belo Horizonte Mato Grosso, Salvador, São Paulo, , , Capão da Serra, onde em parente locutor e desses cantos e recantos traz casos de todos os seus parentes. Uma saga a vida de Epa-epa: 93 anos de idade e anda por Ipiaú o dia inteiro, contando a história do homem que nunca mentiu.
No meio da sua conversa, a Bíblia. Contou-nos quem foi Jonas e como ele fugiu num barco e, para não naufragar a embarcação, jogaram-no no mar ficando no ventre do peixe por três dias.

Discorreu sobre a fé de Jô, o homem rico que perdeu tudo e não deixou de gostar de Deus. Jô, o homem paciente, sofredor, tentado pelo Diabo, mas que não perdeu o amor de Deus.

À sua maneira, mostrou-se um homem de fé. Teve, não sabemos se todos sabem, teve um filho assassinado barbaramente, o que o fez sofredor muito. Iss lá por São Paulo, lugar Eles já falavam das mentiras...Álvaro Dias lembrou Eça de Queiroz que, em 1871, indignado com a realidade vivida em Portugal, disse que ‘’O país perdeu a inteligência e a consciência moral...’’ E Rui Barbosa, em 1919, falou em discurso durante campanha presidencial que ‘’Mentira, toda ela. Mentira de tudo, em tudo e por tudo. Mentira nos projetos, mentira nos protestos, nas coligações, nos blocos...’’ e ainda Mário Quintana ‘’A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer’’ difícil de arranjar ajuda. Demos-lhe muito conselho, que tivesse paciência e fé em Deus, que faria justiça, conseguindo, assim, trazer um pouco de paz a sua vida.

Pegando o gancho, aliando-nos à Bíblia, com Epa-epa, mencionamos o Mestre que nos falou, antes, sobre a verdade (João 8, 3 2):

"Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”

Nosso retratado não mente. Está com a verdade, é um homem livre. Não tem rabo preso, pode sorrir, curtir, chorar sem medo de errar.

Que bom, Epa-epa, conversar com você, ouvir pacientemente, os seus casos de ontem, de anteontem de um passado onde o fio do bigode tinha valor. E a palavra, a Palavra, que valia tanto quanto a própria assinatura!

Sem o perceber, hoje, dia de Rui, um cidadão apelidado por Epa-epa, afirma que

nunca mentiu!

Perdoem-nos e nos permitam a digressão. No momento atual, é oportuna a citação.

A respeito da mentira, como exemplo e lembrança, num dos seus discursos, sobre a CPFM, falou o senador Álvaro lembrou:

- Eça de Queiroz que, em 1871, indignado com a realidade vivida em Portugal, disse que ‘’O país perdeu a inteligência e a consciência moral...’’

- Rui Barbosa, em 1919, falou em discurso durante campanha presidencial que ‘’Mentira, toda ela. Mentira de tudo, em tudo e por tudo. Mentira nos projetos, mentira nos protestos, nas coligações, nos blocos...’’ e ainda Mário Quintana ‘’A mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer’’.

1919, tanto tempo depois, e a mesma realidade política. Os mesmos políticos, a mesma corrupção!

Todo esse comentário, toda essa conversa, a propósito de Epa-epa, o homem que nunca mentiu.

Humilde, vendedor de pães, 1.500 pães por dia, de família grande, cheio de filhos e netos e bisnetos, Epa-epa fez história entre nós. 93 anos de idade, baixinho, conversador que só ele. Epa-epa é história, fez história, faz história entre nós!

Epa-epa tem um nome: Antônio Ferreira da Silva.
Seus pais são: Laurenço Gonçalves da Silva e Januária Francisca de Jesus.
Nasceu em Itaquara, Bahia. De 1914.

Está entre nos há mais de cinqüenta anos.

No nosso escrito, colocamos nosso retratado, Epa-epa, entre personalidades como o Senador Álvaro Dias, Mário Quihtana, Eça de Queiroz e Rui Barbosa, cidadãos que se opõem à mentira, adeptos da verdade.

Quão diferentes a cultura, o conhecimento, a posição política e o poder. Todavia, Epa-epa nivela com todos eles, com sua idade, vivo entre, nos afiança, numa ingenuidade de criança:

nunca mentiu!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

O Mestre Zen e três histórias de vida (1)

Osho, além de iluminado é um genial contador de histórias. Historias reais, imaginárias, fantásticas, todas elas dentro de um contexto de vida, com exemplos edificantes e inesquecíveis.
Irreverente, comprometido somente com a verdade, deixou inimigos às pampas; no entanto, estão nos seus livros, nos seus discursos, nas suas palestras e meditações verdadeiros tesouros de religião, filosofia, psicologia, uma cosmovisão sem comentários.

Dentre os seus livros, não nos lembramos bem de onde, lemos esta história: se em “A Semente de Mostarda”, “Palavras de Fogo” ou “Nem água nem lua” - esta última com seu verdadeiro nome, Bhagwan Shree Rajneesh.

Sem mudar o sentido, tentaremos, em forma de parábola, narrar aos leitores esta história, rica em humildade e sabedoria.

Um Mestre Zen estava às portas da morte. Seus discípulos e admiradores, toda a comunidade está aflita com a saúde do sábio. Ele era, além de iluminado, um homem bom, simples que a todos atendia sem formalidade alguma.

A historia tão bonita; a vida do mestre Zen.

Pensaram e os seus discípulos puseram em prática. No leito de morte, inquiriram eles ao Mestre Zen, pedindo-lhe, como recordação, que lhes contasse os fatos mais importantes da sua vida, que o fizeram ser mestre Zen. Sábio, iluminado!

Com voz baixa e com dificuldade, o mestre convidou seus discípulos a ouvi-lo. E contou:
Três coisas são importantes na vida do homem, para fazê-lo sábio, justo, reto.,
Primeira história: Independência.
O cidadão deve aprender a viver às sas custas. Viver em comunidade, saber partilhar, todavia ser o dono de si mesmo. Para tanto, desde cedo, cultivar os estudos, as lições de vida, o trabalho, sabendo acordar cedo e dormir tarde, lembrando-se sempre do Aberto, da Natureza, do Outro que lhe está perto. E jamais transferir para os outros as razões do seu fracasso, das suas frustrações. Sem essa de bode expiatório.
- Isso aprendi com um cão. E contou:
“Vivia eu mendigando pelas ruas, com o chapéu recolhendo esmolas. Com esse mesmo chapéu eu bebia água nos ribeirinhos da cidade. Só, sem bens ou patrimônio a ser protegido, vivia independente, dormindo ao relento, todavia a hora que quisesse e estivesse com sono. Era independente.

E aprendi assim: bebia água no rio, apanhando-a com o chapéu e sorvendo bem devagar. Numa das vezes em que bebia água, vi um cão aproximar-se do rio, entrar na água um pouco mais fundo e, com a boca, beber sua água.

De imediato, joguei de lado o chapéu e, com a boca, comecei a beber água do rio. Não mais precisava do chapéu para beber água. Eu tenho boca.
Fiz-me independente!

Segunda: honestidade.
Se não nos enganamos, a lei romana dizia “a cada um o que é seu”. Hoje, não se sabe o que é nosso, pois de todos os lados somos surrupiados, lesados, enganados. Cidadania em baixa. O cidadão vê-se às voltas com números e mais números: cpf, rg, c/c, cadastros daqui, cadastro dacolá, só não se sabe o seu nome seu perfil psicológico, se está são ou às voltas com o que comer e o que vestir.

Meia dúzia ou mesmo uma dúzia de políticos e altas autoridades, nos três níveis, tiram a diferença. Aumentam impostos, aumentam salários pessoais, dão as cartas e as pessoas, coitadas, comendo o pão que o diabo amassou. Roubos, treitas por todo lado e o famoso jeitinho brasileiro, a fim de evitar o nepotismo, políticos nomeiam mães uns de outros e tudo fica por isso mesmo.

Tudo passa, tudo é esquecido, vale tudo na política. Nada se apurou, faz de contas que nada houve, foi conversa da imprensa e continua a Polícia Federal a prender gente e soltar, consoante a lei daqui, lei dali.

Pelo amor de Deus cadê os mensalões, os valeriodutos, os dólares nas cuecas, os “dossieres” das eleições, os caça-níqueis, as ambulâncias, fortunas nas ilhas da fantasia. Inquéritos e mais inquéritos sem conclusões e ninguém na cadeia nem a devolução de um centavo. Golpe mais novo de desonestidade dos “grandes”: dinheiro escondido na parece.
Honestidade!
Aí o mestre Zen contou a segunda historia da sua vida. Vida de mestre Zen.

“Nas suas andanças pelo mundo, mendigando, olhando as árvores, cheirando as flores, sentindo a relva aos seus pés, parecia não dar conta da cidade próxima a chegar. Foi ficando tarde, a noite chegando e, quando menos esperava, chegou à cidade tarde da noite.

Casas fechadas, aqui e ali, se ouvia um canto ou um latido; nem um pé de pessoa com quem conversar ou pedir asilo.

Com fome e cansado, sentou-se num banco da praça, quando percebeu ao longe, uma luzinha e ao que lhe parecia uma porta aberta, com um tênue luz a alumiar sua esperança de abrigo e, quem sabe, comer alguma coisa.

Aproximou-se, entrou na casa e sentou-se num tosco banco existente na sala. E cochilou sendo acordado por um cidadão, mascarado, com um enorme saco nas costas.
Era um ladrão.
Dando a se conhecerem, um era um mendigo – o mestre Zen - e o dono da casa, o ladrão. Como estavam com fome, passaram a comer e conversar, confessando coisas da vida de ambos. O mestre, após identificar-se, ouviu a historia do ladrão.

Acabando de tirar a máscara, confessou que desde menino, era ladrão. Apanhava uma coisa aqui, outra ali, sempre escondido e calado em tudo o que fazia. Acostumou-se a roubar e essa foi e é a sua profissão. Ladrão honesto, angariou a simpatia do mestre que com ele conviveu mais de um mês, acompanhando, todas as noites, a sua rotina de ladrão. Saía, sempre com uma máscara, fazia o seu serviço e voltava para dormir e descansar durante o dia.

Fato curioso. Enquando vivia a sua vida de ladrão, nunca deixou de observar o jeito de ser do mestre Zen, sempre absorto em suas meditações, suas orações, sua vida contemplativa. Angariou a simpatia do mestre e ganhou dele a mesma confiança e afeto.

Após completar um mês de convivência, falando em ir embora, o ladrão, honesto, manifestou vontade de acompanhar o mestre e não houve quem o desfizesse desse propósito.
E lá se foi ele com o mestre, a essa altura, mendigando, orando, cumprindo os desígnios da vida contemplativa”.

A honestidade do ladrão marcou, com o exemplo, a vida do mestre Zen.

Vejamos bem. Um cão e um ladrão influíram na vida de um mestre! E a terceira história.
Terceira: sabedoria
Não a dos livros. Esta é horizontal, dos livros, dos homens. Refere-se o mestre à sabedoria divina, aquela que foi concedida a Salomão, no início do seu reinado. A sabedoria que é mais que conhecimento, mais que lógica ou metafísica. A que vem diretamente do Aberto, do Alto.

O conhecimento por mais evoluído e sofisticado, por mais profundo que seja, esvai-se com o corpo, ele é do corpo. Lembremo-nos de Sócrates que, sem cerimônia e para o espanto dos de todos, afirmou que só uma coisa sabia: “sei apenas que nada sei”.

A essa sabedoria refere-se o mestre no seu aprendizado de vida narrado aos discípulos na hora da morte.

Já com os olhos meio fechados, com dificuldade, contou o mestre Zen a sua terceira história, referente, como as anteriores, ao seu longo aprendizado no curso sua vida de mestre Zen, de iluminado, contemplativo, de verdadeiro saniasis.

Contou ele que, “nas suas costumeiras andanças pelo mundo, um dia, já anoitecendo, encontrou um menino, na estrada, sozinho e Deus. De feição ingênua, inocente, trazia o menino entre as mãos, uma vela acesa, uma chama bonita, ora virando para um lado ora para o outro, todavia acesa.

O mestre, então, curioso e fascinado pela beleza e candura da criança, resolveu brincar com ela, indagando:

- Meu menino, você será capaz de me dizer de onde vem a chama dessa vela?

O menino parou, olhou bem para a chama da vela e, num impulso, mansamente retorquiu:

- Só responderei, se o Senhor me disse para onde essa chama vai.
E soprou a vela, apagando a chama,
deixando uma fumacinha que,
aos poucos, ia desaparecendo no ar...”.
14.04.2007

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Quase ninguém tem tempo

“Se ouvires a voz do vento, chamando sem cessar.
Se ouvires a voz do tempo, mandando esperar...

A decisão é tua...
São muitos os convidados; são muitos os convidados...
Quase ninguém tem tempo...
Se ouvires a voz de Deus, chamando sem cessar...
Se ouvires a voz do mundo, tentando te enganar...
A decisão é tua.
São muitos os convidados, são muitos os convidados...
Quase ninguém tem tempo.
O trigo já se perdeu, cresceu, ninguém colheu.
O mundo passando fome, passando fome de Deus!
A decisão é tua...
Quase ninguém tem tempo...”

Linda música, maravilhoso cântico de Igreja. Para os que sabem letra e música, que cantem bem baixinho e ouçam que conteúdo tem este poema cristão.

Em quase todas as suas parábolas, Jesus sempre conclui:

Quem tem olhos, que veja... Quem tem ouvidos que ouça...

Todavia, quase ninguém escuta, poucos ouvem a voz da razão, percebem o que nos diz a natureza, sobretudo, a voz de Deus que nos fala o dia inteiro.

Quase ninguém tem tempo.

Está todo mundo ocupado com seus negócios, seus afazeres, suas preocupação que, a cada dia, aumentam mais. Ao mesmo tempo, todos, querem falar dar opiniões, sugerir, “achar”, sem o mínimo cuidado de ouvir ou prestar atenção à natureza, ao bom senso, que os outros dizem.
O ego se faz mais forte e impede que nosso Eu divino tenha seu lugar. Ignoram a importância do escutar, ouvir, em silêncio, o Sopro, a voz de Deus. Esquecemos que Deus nos fala de mil maneiras, tanto no estado vigília, quanto no mais profundo sono.
A voz do mundo é mais estridente, grita ou berra mais. Todavia pouca coisa nos diz nem sempre merece confiança. O silêncio fala mais forte, é mais profundo e atinge nosso centro. Fala-nos direto à consciência. Como diz São Paulo, o silêncio nos fala ditos indizíveis.
Aprende-se muito mais ouvir que falar. E não se corre o risco de falar, falar e nada dizer. Infelizmente, o vozerio é grande, o gosto de ouvir a própria voz dá prazer e lá se vão os discursos vazios de conteúdo: não informam nem educam.

De primeiro, era um prazer, uma coisa gostosa ouvir falar os mais velhos, mais calejados, experientes, com histórias e exemplos de vida. Mesmo as histórias da Carochinha ou de João e Maria eram encantadas e faziam bem serem ouvidas.

Quase ninguém tem tempo.

Tempo para ouvir e por em prática a Palavra e transformar o mundo. Ninguém se entende, a violência atinge momentos fora do normal, o desamor impera em todos os cantos.
Não há mais cidade grande ou pequena para abrigar a violência. Ela está em todos os lugares e as balas perdidas, os assaltos, os malditos seqüestros, as corrupções dão as cartas. Lá se vão por água abaixo os valores, os sentimentos, a voz da razão e dos direitos humanos.
A hora é de reflexão; hora de agradecer a Deus a vida, o pão, o vestido, a morada, Necessitamos de silêncio, de meditação, de intensa espiritualidade, se quisermos sobreviver ao caos que nos rodeia. Ninguém nos ouve nem ouvimos ninguém. Todos nós falamos ao mesmo tempo, uma das razões da nossa crise existencial.

Precisamos dar as mãos e rezar. Necessitamos rever a vida e perceber que a partilha e a solidariedade urgem. Todos, queiramos ou não, estamos envolvidos no processo de corpo e alma. O mundo encurtou e já somos Unidade.

O trigo já se perdeu, cresceu, ninguém colheu.
O mundo passando fome, passando fome de Deus!
Quase ninguém tem tempo...
A decisão é tua!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

EVANGELHO DO DIA

DIOCESE DE ILHÉUS - PARÓQUIA DE SÃO ROQUE
IPIAÚ - BAHIA

Dia do Senhor!

28º Domingo do Tempo Comum


Edvaldo Santiago
Ano A – Mateus

12 de outubro de 2008

- Antes de ler o Evangelho de hoje, pare, pelo menos, um minuto, e reflita bem. Como passou a semana, em casa e no trabalho. Como tem sido sua convivência com a esposa, com os filhos, de modo geral, com todos (as) que o (a) rodeiam.

Oração do Dia

Pai, que o testemunho de Maria cale fundo no meu coração, transformando-me em perfeito discípulo de Jesus. E que eu possa conduzir muitas outras pessoas a crerem em teu Filho.


1ª Leitura - Ester 5, 1b- 2; 7, 2b-3

Salmos - 44(45)

2ª Leitura - Apocalipse 12, 1. 5. 13a. 15-16a

Evangelho João 2, 1 - 11

Primeira Leitura – Ester 5, 1b - 2; 7, 2 b - 3

...1b Ester se pôs no pátio interior do palácio do rei, defronte da sala do rei; e o rei estava assentado sobre o seu trono, na sala real, defronte da entrada.
2 E sucedeu que, vendo o rei à rainha Ester, que estava em pé no pátio, ela alcançou favor dele; e o rei estendeu para Ester o cetro de ouro que tinha na sua mão. Ester, pois, chegou-se e tocou na ponta do cetro.
7, 2b Qual é a tua petição, rainha Ester? e ser-te-á concedida; e qual é o teu rogo? Até metade do reino se te dará.
3 Então respondeu a rainha Ester, e disse: Ó rei! se eu tenho alcançado o teu favor, e se parecer bem ao rei, seja-me concedida a minha vida, eis a minha petição, e o meu povo, eis o meu rogo.
Salmo 45, 11 – 12ª
11 Então o rei se afeiçoará à tua formosura. Ele é teu senhor, presta-lhe, pois, homenagem.
12 A filha de Tiro estará ali com presentes;
12b os ricos do povo suplicarão o teu favor.
13a A filha do rei está esplendente lá dentro do palácio; as suas vestes são entretecidas de ouro.
14 Em vestidos de cores brilhantes será conduzida ao rei; as virgens, suas companheiras que a seguem, serão trazidas à tua presença.
15a Com alegria e regozijo serão trazidas;
15b elas entrarão no palácio do rei.
16 Em lugar de teus pais estarão teus filhos; tu os farás príncipes sobre toda a terra.
· Segunda Leitura – Apocalipse 12, 1. 5. 13a. 15-16a
1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.
3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;
4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.
5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
13a Quando o dragão se viu precipitado na terra,
15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.
16 A terra, porém acudiu à mulher.

A presença da mãe de Jesus

Evangelho João, 2, 1 - 11

1 Três dias depois, houve um casamento em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe de Jesus;
2 e foi também convidado Jesus com seus discípulos para o casamento.
3 E, tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Eles não têm vinho.
4 Respondeu-lhes Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
5 Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.
6 Ora, estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.
7 Ordenou-lhe Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.
8 Então lhes disse: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E eles o fizeram.
9 Quando o mestre-sala provou a água tornada em vinho, não sabendo donde era, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água, chamou o mestre-sala ao noivo
10 e lhe disse: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.
11 Assim deu Jesus início aos seus sinais em Caná da Galiléia, e manifestou a sua glória; e os seus discípulos creram nele.

Comentário do Evangelho

“Façam tudo o que ele vos disser”


Foi essa a expressão de Maria, nas Bodas de Caná, e sucedeu o milagre de Jesus: a água transformou-se em vinho. E vinho da melhor qualidade.
O evangelho de hoje é rico em liturgia, é precioso em conteúdo, maravilho em eventos;
Dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Dia das Crianças. No Terceiro Dia (a Ressurreição), o Primeiro Sinal da messianidade de Jesus: Bodas de Caná.
Tanto nas leituras quanto no próprio evangelho, ressalta-se a figura da Mulher e sua importância na história dos homens e na história divina.
Em 1930, o Papa Pio XII proclamou Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, numa devoção à Maria, Imaculada Mãe de Jesus. Sua imagem colhida por três pescadores em outubro de 1717, quando lançavam suas redes no rio Paraíba, seno hoje venerada no Santuário Nacional em Aparecida do Norte.
Toda a liturgia de hoje é dedicada a Maria. Comecemos pelo Livro de Ester (primeira leitura), jovem judia que, tomada por esposa do rei Assuero, arrisca sua vida e salva seu povo da morte.
Em Apocalipse, vê-se a presença da mulher vestida de sol que surgiu no céu. Ameaça pelo dragão, símbolo da maldade, vence o perigo e sai exaltada, como símbolo, hoje, da comunidade cristã.
Como síntese e essência da liturgia, o evangelho de João, narrando o primeiro sinal de Jesus, nas Bodas de Caná. Ele, sua mãe Maria e seus discípulos foram convidados para um casamento em Caná da Galiléia.
Celebração das Bodas, sinal de amor, de fecundidade, de união entre as pessoas; a celebração da família, onde tudo começa e termina.
Na alegria da festa e das comemorações, o vinho acabou. Foi quando Maria, Mãe de Jesus, simplesmente, dirigindo a Seu filho, anunciou: o vinho acabou.
Numa estranha, então, a resposta de Jesus, dizendo: Mulher ainda não minha hora. Num sentido escatológico de que ainda não começou seu ministério, sua caminhada infinita, fazendo a vontade do Pai.
O que não impediu a Maria, divina mulher, de ordenar aos serviçais:
“Façam tudo o que ele vos disser”
E o Mestre, como diz o evangelho, mandou encher de água as talhas de pedra e ordenou que tirassem dessa água e a levassem ao mestre, a fim de verificar o que aconteceu. Qual não foi a surpresa de todos. A água transformou-se em vinho e vinho da melhor qualidade.
Eis o primeiro sinal do Messias, Filho de Deus. No terceiro dia, símbolo da Sua ressurreição.
Constatando o evangelho, fica-nos a figura imponente e divina da mulher. Maria, mãe de Jesus, dá sua colaboração, exerce sua influência, justamente nas bodas, na união da família, início de tudo na vida.
Cabe-nos, a nós todos, do mesmo modo, contribuir com nosso esforço, nosso carinho, nossa fé no homem, fé em Deus, prestigiar a mulher, dando-lhe lugar especial em nossa comunidade. Fazendo dela símbolo de perseverança e coragem.
Que Deus abençoe as mulheres e todas as crianças, pelo seu Dia, hoje.

Um bom Domingo para todos.

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

12/outubro/2008

sábado, 4 de outubro de 2008

ANIVERSÁRIO DE MÁRIO SÉRGIO

Mário Sérgio, o Fiel


O aniversariante apaga a velinha

No dia 16 de setembro, transcorreu o aniversario de Mário Sérgio, o Fiel, filho de Wanda e Tatai.
Como todos os anos, o aniversariante passou o dia descansando e feliz pela data que o faz feliz, com todos os seus pais, irmãos, familiares e amigos.

Há mais de trinta anos, funcionário do Colégio Estadual de Ipiaú, desde tempo do GAMI – Ginásio Agrícola Municipal de Ipiaú, goza da estima geral de todos, direção, professores e funcionários. Ele é considerado funcionário exemplar.

Pontual, responsável, ama de verdade o colégio em que seus pais trabalharam por muito tempo. Tem orgulho da sua escola.

À noite, com de costume, seus pais lhe ofereceu um jantar, contando com amigos e familiares, havendo comparecido alguns professores do CEI, que vieram lhe dar seus parabéns.


Mário Sérgio entre seus pais: Wanda e Tatai


Como todos os anos, no dia seguinte ao seu aniversário, levou um bolo e refrigerantes para os professores e funcionários do Colégio. Cantando parabéns pra você, todos o cumprimentaram, aumentando, mais ainda, a sua alegria, pelos seus cinqüenta e um anos de idade.

Todos nós, a partir de seus pais, desejamos ao aniversariante, Mário Sério, muitos anos de felicidade, muita sorte, muita saúde.


Mário Sérgio entre amigos e familiares

Que Deus dê ao aniversariante muita saúde, paz e alegria!


16.09.2008

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

EVANGELHO DO DOMINGO

DIOCESE DE ILHÉUS - PARÓQUIA DE SÃO ROQUE
IPIAÚ - BAHIA

Dia do Senhor!
27º Domingo do Tempo Comum

Edvaldo Santiago
Ano A – Mateus
02 de setembro de 2008

- Antes de ler o Evangelho de hoje, pare, pelo menos, um minuto, e reflita bem. Como passou a semana, em casa e no trabalho. Como tem sido sua convivência com a esposa, com os filhos, de modo geral, com todos (as) que o (a) rodeiam.

Oração do Dia

Pai, transforma-me numa vinha fecunda onde encontres os frutos de amor, justiça e solidariedade tão esperados. Que eu jamais te decepcione, levando uma vida estéril. (Paulinas).

1ª Leitura Isaías 5, 1 - 7


Salmos 79(80)

2ª Leitura Filipenses 4, 6 - 9

Evangelho Mateus 21, 33 - 43

Primeira Leitura: - Isaías 5, 1 – 7

1 Ora, seja-me permitido cantar para o meu bem amado uma canção de amor a respeito da sua vinha. O meu amado possuía uma vinha num outeiro fertilíssimo.
2 E, revolvendo-a com enxada e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides, e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que dessas uvas, mas deu uvas bravas.
3 Agora, pois, ó moradores de Jerusalém, e homens de Judá, julguem, vos peço, entre mim e a minha vinha.
4 Que mais se podia fazer à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? e por que, esperando eu que dessas uvas, veio a produzir uvas bravas?
5 Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, e será devorada; derrubarei a sua parede, e será pisada;
6 e a tornarei em deserto; não será podada nem cavada, mas crescerão nela sarças e espinheiro; e às nuvens darei ordem que não derramem chuva sobre ela.
7 Pois a vinha do Senhor dos exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta das suas delícias; e esperou que exercessem juízo, mas eis aqui derramamento de sangue; justiça, e eis aqui clamor.

Salmo 80, 1 – 7

1 Ó pastor de Israel, dá ouvidos; tu, que guias a José como a um rebanho, que estás entronizado sobre os querubins, resplandece.
2 Perante Efraim, Benjamim e Manassés, desperta o teu poder, e vem salvar-nos.
3 Reabilita-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos.
4 Ó Senhor Deus dos exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo?
5 Tu os alimentaste com pão de lágrimas, e lhes deste a beber lágrimas em abundância.
6 Tu nos fazes objeto de escárnio entre os nossos vizinhos; e os nossos inimigos zombam de nós entre si.
7 Reabilita-nos, ó Deus dos exércitos; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos.
Segunda Leitura – Filipenses 4, 6 - 9


6 Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;
7 e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
8 Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
9 O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco.

Os trabalhadores da vinha

Evangelho – Mateus 21, 33 – 43


33 Ouvi ainda outra parábola: Havia um homem, proprietário, que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, e edificou uma torre; depois arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país.
34 E quando chegou o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.
35 E os lavradores, apoderando-se dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram.
36 Depois enviou ainda outros servos, em maior número do que os primeiros; e fizeram-lhes o mesmo.
37 Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: A meu filho terão respeito.
38 Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.
39 E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram.
40 Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?
41 Responderam-lhe eles: Fará perecer miseravelmente a esses maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe entreguem os frutos.
42 Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos?
43 Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos.

- Comentário do Evangelho

O texto de hoje, de Mateus, focaliza problemas e conflitos na vinha.seus trabalhadores. Tem a mira direta da “casa de Israel”. Vê-se bem como, na primeira leitura, o profeta Isaías se expressa. Vendo que sua vinha só estava produzindo uvas azedas, o dono dela resolveu abandona-la. a função da vinha era´dar bons frutos, uvas doces.
Como sempre o povo judeu – sacerdotes, escribas, fariseus, doutores da lei – julgando-se donos da verdade, exploram o povo, exploram os mais pobres, usando de seus pretensos poderes. Julgam-se autoridades, no intento de prejudicar toda a comunidade. E isso em nome de Javé, somente Deus dos poderosos.
A vinha foi arrendada. No tempo da colheita, o dono mandou colher os frutos. No entanto, por duas vezes, os lavradores espancaram os enviados para a dita colheita.
Não satisfeito com o procedimento dos lavradores, infiéis, Vendo como foram tratados seus servos, o dono da vinha enviou seu próprio filho, a fim de proceder a colheita.
Nem mesmo o filho do dono foi poupado. Significa que, até mesmo, o filho do dono da vinha foi poupado. Significa que o Filho do Homem, a pedra angular que sustenta todo o sistema foi recusado. Os donos do poder, rejeitaram o Filho de Deus e, por isso sofrerão a pena: o Reino de Deus lhes será tirado.
Em Filipenses, segunda leitura, aconselha a não ficarmos ansiosos, pois tudo de bom, de justo e honesto será reconhecido pelo Pai, na hora necessária.
Constatando, hoje, a Palavra de Deus, continuam os ricos e poderosos a influir em todos os setores, com intuito de excluírem os menos favorecidos. Todavia, a esperança, a fé continuam de pé e a justiça de Deus triunfará.

Bom Domingo para todos!

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

05.10.2008

domingo, 28 de setembro de 2008

REFLEXÃO POLÍTICA DE JORDAN HOHLENWERGER

REFLEXÃO PARA UM TEMPO DE POLÍTICA



“Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam,
fazei-o também vós a eles;
porque esta é a lei e os profetas”.
(Mateus 7, 12)

Caros Irmãos, amigos, conterrâneos, nascidos aqui ou que vieram comungar conosco.

Aos que, indistintamente, lutam pelo desenvolvimento da nossa terra, Ipiaú – Meu bem-querer.

Trata-se de um anseio, de um sonho de um verdadeiro chamego a esta terra dos meus pais, dos meus avós. Nossa terra!

Por favor, leiam ou ouçam e comunguem conosco.

A terra é nossa!

Particularmente, refiro-me sobre a Política em Ipiaú, em 2008, onde peço a permissão dos Companheiros para abordar algumas observações que fiz e, que presumo, servirão de reflexão sobre este momento, um tanto confuso na política local.

Eu diria também que não basta supor que este é um momento de grande confusão. Confusão na sociedade, na economia, nas escolas, nas relações interpessoais. Na política de Ipiaú, predominam a incerteza e medo. Muito, provavelmente, não só em Ipiaú, mas também em algumas cidades do País onde ocorrem eleições. Infelizmente, meus Irmãos, isto é a democracia mal concepcionada.

No nosso entendimento, se de um lado tememos pela ausência de uma postura educada e civilizada, todavia, já temos implantado um razoável modelo de gestão administrativa, do outro, tememos pelo que advirá.


Estamos, na realidade, fundamentados,
entre o Susto e a Assombração.
(Isto parafraseando um grande amigo).

Aceitar com imparcialidade essa situação, recheadas de agressões gratuitas e levianas ao cidadão Ipiauense, como acontece presentemente, neste cenário político, é viajar num universo que não estar levando em consideração os princípios essenciais que favorecem as boas relações humanas:

O respeito, a valorização do outro e a esperança.

O Homem, desde os albores da historia, tem sido objeto de investigações de filósofos, sociólogos antropólogos, biólogos etc. A influência doutrinária freudiana, ao revelar alguns segredos da subconsciência humana, pode explicar algumas condutas pobres, desprezíveis de lideranças que devastam a organização político-social em Ipiaú com posturas altamente titubeantes e vulgares.

E nós, no nosso cotidiano, podemos perceber e viver consciente e inconscientemente, as conseqüências desta situação! Certamente não nos agrada viver assim. Precisamos viver na base de valores de grande duração e acreditando que o homem é um ser que se faz continuamente e, neste fazer-se, faz também os outros. Quais os exemplos então que eles nos passam neste momento? Por isso é necessário pensar, é necessário questionar, recolocar as nossas posições e perguntar o porquê das coisas.

Precisamos de respostas convincentes!

Com a proximidade das eleições, o cenário político está ficando mais acirrado e, com isso, eles, políticos, não fazem mais do que aumentar o mal-estar e a incerteza entre as pessoas. Julgam-se, talvez, no direito de até desrespeitar ações de voluntários que se predispõem a ajudá-los, numa atitude, no mínimo ignominiosa. Ignoram, inclusive, que:

Educação é uma via de mão dupla.

É evidente o receio do povo de que a suposta estabilidade administrativa conquistada nos últimos anos seja jogada fora em nome de projetos sociais também supostamente utópicos e ideológicos. Parece que no meio de tanta insegurança, a única saída é refugiar-se no desinteresse e no ceticismo. Desinteresse no empenho com a realidade quotidiana e ceticismo para enfrentar tudo: política, trabalho, estudo, empenho social, também os relacionamentos mais familiares.

Meus Estimados Conterrâneos, fazer política, na sua essencialidade é algo muito bom. É exercer a arte de governar, inteligentemente, em benefícios de todos. É um desejo inefável de fazer o bem a todos, privilegiando os menos favorecidos, os excluídos.

Aristóteles, o grande filósofo grego, dizia que o homem é sociologicamente um ser eminentemente político-social. Cremos que é mister dizer que é inegável afirmar que a democracia é a forma de governo que mais se adequa a índole do nosso povo. Porque o nosso povo traz na alma a vocação da liberdade.
Contudo, a liberdade também significa responsabilidade. E quanto maior for a nossa liberdade, maior também será a nossa responsabilidade, pois liberdade sem responsabilidade é anarquia, é desordem.

Nós, enquanto sociedade constituída, deveríamos agir e exigir que se pusesse um bom tom de moderação, educação e de prudência nas campanhas, para que a participação efetiva e democrática dos eleitores revelasse os seus verdadeiros anseios. Não devemos permitir que nos arrastem, imprudentemente, para os erros, para não ficarmos desorientados, sem rumos e até com medo de exercer o nosso dever cívico por conta de ameaças e perseguições; quiçá, hipotéticas. O juízo crítico que focaliza esta realidade é desafio que devemos buscar para formarmos, num futuro próximo, um compromisso sério, capaz de promover as mudanças e as transformações de caráter social, que nos orientarão para a consecução de um projeto para uma Ipiaú mais humana e mais politicamente correta.

Esta reflexão, Caríssimos Irmãos, com as conotações de silêncio e de interioridade, devem ser, em momento oportuno, postas em prática por grupos sociais sem vícios e sem máculas. Grupos livres e comprometidos, essencialmente, com o profissionalismo, a competência, a honestidade e, sobretudo, com o respeito ao cidadão, com o melhor para Ipiaú. E tudo isso, para repelir, radicalmente, a politicagem, a politicalha, o politiquismo que traduzem a política ordinária, mesquinha e interesseira. São, por essas razões, que devemos nos unir para extinguir, debelar, definitivamente, do nosso meio político estes “Espécimes Obsedantes” pelo poder e que, facilmente, aprendem até a “descalçar as meias sem tirar os sapatos”. Isso, a fim de atingirem os seus objetivos. Imaginem!!! - Ipiaú, certamente, rejubilar-se-á, quando demonstrarmos tamanha coragem.

Lembro-me de Osório Duque Estrada, quando nos presenteou com esta bela e significativa frase contida no nosso Hino Nacional: Verás que um filho teu não foge à luta. Não. Não devemos fugir nem nos amedrontar diante desses desafios. Precisamos, sim, resgatar o homem de bem para a política em Ipiaú, trazê-lo ao centro das discussões coletivas, envolvê-lo. Devemos, enquanto filhos legítimos e/ou filhos adotados, amados desta amada terra, dar provas de amor, de boa vontade, somar forças e objetivos, É necessário transformar sonhos audaciosos em realidades significativas e duradouras para a nossa comunidade, em especial a nossa comunidade mais carente.
Para isso acontecer Meus Irmãos, é importante que nos aliemos a pessoas que sejam exemplos de transformação, pessoas sérias e realizadoras. Nenhum de nós desconhece as dificuldades em que estamos vivendo, daí a transcendência das responsabilidades que repousam sobre os nossos ombros. Devemos ter a coragem de dizer: Ame-o ou deixe-o: Ipiaú é a nossa causa. Apesar dos nossos defeitos e limitações, precisamos acreditar que, unidos, somos capazes de desenvolver grandiosas ações sociais para a nossa cidade através da nossa participação espontânea e ativa na política junto com o Povo, as famílias, Clubes de serviços, a Maçonaria, o Rotary Club, as Associações, os Sindicatos, Representantes da Zona Rural. Enfim com toda a sociedade constituída.

Com efeito, Meus Irmãos, o destino de Ipiaú, será muito mais promissor. Não temos o direito de entregar a nossa cidade a governos que podem, facilmente, cair no descrédito, no desprezo e até mesmo no repúdio do povo, por comportamentos gris, idéias e objetivos que ferem a educação e os ideais da coletividade. Ser ipiaú - é sobrepor, portanto, a quaisquer interesses outros, individuais ou de facções ou de grupos - os verdadeiros interesses da nossa comunidade.

A conquista, democraticamente, do poder é mais importante para aquelas pessoas que respeitam, valorizam, protegem e promovem, naturalmente, os chamados direitos sociais do homem: (direito à educação, à saúde, ao trabalho, ao salário digno, à propriedade etc.).

Revolucionar é imperativo. E para começar, eu diria que esta revolução pacífica terá como ponto de partida não idéias abstratas, mas a realidade nossa de cada dia. E a nossa realidade é feita de necessidades e interesses, antes de tudo necessidade de um significado verdadeiro para o que fazemos, para o que somos e para o que esperamos. Pois, é a falta de um significado verdadeiro para a própria vida e para a vida dos outros que gera o medo e a incerteza. Nós precisamos de pontos de referencia certos. Parece paradoxal, mas isto vale também na política.

Sabemos que candidatura é compromisso, é disposição ao sacrifício, é perder muito mais do que ganhar, lucrar ou tirar vantagens. Por uma justa causa, que é a construção de uma sociedade mais humana e mais digna, vale qualquer sacrifício e a comunidade saberá reconhecer.

O termo Candidatus encontra no latim interessantes referências. Significou, em tempos remotos, aquele que tem direito a usar toga branca, porquanto suas ações, sua postura, seu procedimento revelavam limpeza de caráter e de valores. A veste dos que ocupavam outrora o senado romano reduziram-se, na atualidade, ao colarinho, mas infelizmente, muitos entraves ao crescimento da nação se devem aos crimes do colarinho banco.

Alguns candidatos a cargos públicos, por este Brasil afora, fazem jus a esta denominação?

Não somos ingênuos: certamente os nossos pontos de referencia não são estes ou aquele candidato, partido ou programa, mas aquela experiência, espaços de liberdade e convivência humana e social – as obras – onde com tenacidade e coragem pessoas como todas as outras, enfrentam os problemas que a realidade impõe. Constituem âmbitos que não reduzem, antes exaltam, a exigência de significado do coração do homem, oferecendo respostas concretas ás necessidades de todos os dias (trabalho, saúde, educação).

A defesa e o desenvolvimento ainda maiores destes espaços de liberdade, de civilização e de verdadeira democracia são o que nos moverá na política o que nos guiará na escolha concreta dos candidatos para as próximas eleições. Colaborar com este empenho é uma possibilidade para todos.

É visível que o quadro político de Ipiaú para as eleições 2008 reflete uma polarização já, completamente, assegurada. Há também no âmbito das discussões, possivelmente, uma tendência forte para se evoluir na direção de uma terceira força política em Ipiaú. Ipiaú quer, Ipiaú precisa e isto depende exclusivamente de nós, da nossa vontade. Talvez venha ser imperativo repensar-se a própria idéia sobre este projeto com base que assegurem, no futuro próximo, uma vida digna para as famílias ipiauense e também para os jovens que precisam realizar seus sonhos.

Enfim, como conclusão, Caríssimos Irmãos e Conterrâneos, revelo com muita alegria e firmeza de propósito, que eu não gostaria de estar no 15 nem gostaria tampouco de estar no 11. Por motivos pessoais e circunstâncias outras, por questões de fidelização partidária, estou administrativamente no 11.
Na verdade, é muito difícil para mim que nasci em Ipiaú, concordar, em sã consciência, com este Projeto Político que ai está – se é que está?

Por isso, clamo a DEUS que ilumine todos os meus Irmãos, todos os meus conterrâneos, cônscios de sua origem e decidida determinação: Não se deixem intimidar pelas opiniões. Será que eles são, verdadeiramente, a solução que parecem ser. Será que eles são, indiscutivelmente, o melhor para Ipiaú. A mim, basta-me acreditar que nunca é tarde para realizar. Vamos lembrar também que esta terra amada produziu e produz grandes nomes capazes de no futuro próximo liderar um processo político que facilite e torne possível uma Ipiaú mais fraterna mais humana e mais digna.

Alea jacta est!

- A Sorte está lançada! –

29.09.2008



quinta-feira, 25 de setembro de 2008

EVANGELHO DO DOMINGO

DIOCESE DE ILHÉUS - PARÓQUIA DE SÃO ROQUE
IPIAÚ - BAHIA

Dia do Senhor!
26º Domingo do Tempo Comum

Ano A – Mateus

28 de setembro de 2008

- Antes de ler o Evangelho de hoje, pare, pelo menos, um minuto, e reflita bem. Como passou a semana, em casa e no trabalho. Como tem sido sua convivência com a esposa, com os filhos, de modo geral, com todos (as) que o (a) rodeiam.

Oração do Dia

Pai, quero ser para ti um filho que escuta a tua Palavra e se esforça para cumpri-la com sinceridade. Que a minha resposta a teu apelo não seja pura formalidade. (Paulinas).

1ª Leitura Ezequiel 18, 25 - 28

Salmos 24(25)

2ª Leitura Filipenses 2, .- 1 - 9

Evangelho Mateus 21, 28 - 32

1ª Leitura – Ezequiel 18, 25 – 28

25 Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é justo. Ouvi, pois, ó casa de Israel: Acaso não é justo o meu caminho? não são os vossos caminhos que são injustos?
26 Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniqüidade, morrerá por ela; na sua iniqüidade que cometeu morrerá.
27 Mas, convertendo-se o ímpio da sua impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida.
28 pois que reconsidera, e se desvia de todas as suas transgressões que cometeu, certamente viverá, não morrerá.

Salmo 25, 1 – 9

1 A ti, Senhor, elevo a minha alma.
2 Deus meu, em ti confio; não seja eu envergonhado; não triunfem sobre mim os meus inimigos.
3 Não seja envergonhado nenhum dos que em ti esperam; envergonhados sejam os que sem causa procedem traiçoeiramente.
4 Faze-me saber os teus caminhos, Senhor; ensina-me as tuas veredas.
5 Guia-me na tua verdade, e ensina-me; pois tu és o Deus da minha salvação; por ti espero o dia todo.
6 Lembra-te, Senhor, da tua compaixão e da tua benignidade, porque elas são eternas.
7 Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas, segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, pela tua bondade, ó Senhor.
8 Bom e reto é o Senhor; pelo que ensina o caminho aos pecadores.
9 Guia os mansos no que é reto, e lhes ensina o seu caminho.

2ª Leitura – Filipenses 2, 1 – 11

1 Portanto, se há alguma exortação em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão do Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,
2 completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa;
3 nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo;
4 não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
5 Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar,
7 mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens;
8 e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9 Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome;
10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.

Evangelho – Mateus 21, 28 – 32

28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha.
29 Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi.
30 Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi.
31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus.
32 Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele.
Os dois filhos

Mateus 21, 28 - 32

Comentário do Evangelho

No evangelho de hoje, Mateus focaliza o fazer ou não fazer a vontade do Pai. Ao discutir com os chefes religiosos que guestionáram o Mestre, Jesus contou mais uma de Suas parábolas.

Dessa vez, o pai de família que tinha dois filhos. Pediu o pai aos filhos que trabalhassem na vinha. De início, um dos filhos recusou-se a trabalhar na vinha. Todavia em seguida foi trabalhar. Já o outro filho, disse ao pai que iria trabalhar, mas não foi. Recusou-se a ir, depois de ter dito sim, que iria.

Após a fábula, inquiriu Jesus aos interlocutores: Quem procedeu corretamente, o que disse que iria trabalhar e não foi ou o que se recusou ao trabalho, todavia, obedeceu ao pai, fazendo a sua vontade. Qual dos dois fez a vontade do pai?

Unânime a resposta que o filho que foi trabalhar na vinha, fez a vontade do Pai.

Aproveitou-se Jesus da resposta e veio, em seguida, a lição do Mestre. Então, veio João, pregou a Palavra do Pai, convocou-os ao Reino e nenhum dos senhores fez a vontade do Pai. Os religiosos, pertencentes à Casa de Israel, doutores da lei, escribas, sacerdotes e fariseus, todos recusaram a trabalhar para o Reino de Deus.
Os não-eleitos de então, os marginalizados, pagãos, publicanos e prostitutas aceitaram o trabalho, fizeram a vontade do Pai. A tal ponto que disse Jesus: os publicanos e as prostitutas vos precederão no Reino do Céu.

Como sempre, as elites, a classe privilegiada, os, os donos verdade continuam excluindo os menos favorecidos, os mais pobres sem vez, sem voz. Desses últimos, é Jesus quem os protege e ampara, dando-lhes o consolo, a esperança, a certeza de um mundo melhor, mais justo, mais humano.

Em Ezequiel, a primeira leitura, os infiéis põem em dúvida os caminhos do Senhor, enquanto o Pai os surpreendem, chamando-os à conversão. Vida as que se convertem, morte aos ímpios que permanecem sem crer.

Já São Paulo, na sua Carta aos Filipenses, os exorta à humildade, ao amor do Pai, confiando de corpo e alma em Jesus Cristo, Nosso Senhor. E nos pede a todos nós, por extensão que “toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (v. 11)”.

Feliz Domingo para todos!.


Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

28/setembro/2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

CRÔNICA

Aprenda a nada fazer

Edvaldo Santiago

Pelo menos, por algum tempo, fique sem nada fazer. Sente-se, o mais confortavelmente possível, e fique inerte, nervos lassos, completamente desligado de tudo em sua volta.

Não é fácil, todavia é necessário, para quem não quer entrar em parafuso. Perder o juízo, ficar doidão, na impressão de que, quando pára de fazer alguma coisa, seja lá o que for, o mundo também vai parar. De certo modo é o parecer-se insubstituível, o único. O necessário!

A vida, a depender do momento, ela é curta, é comprida, não tem tamanho certo. As dificuldades do dia a dia é que medem o seu tamanho. Desligue-se.

Aprenda a nada fazer!

Fique quieto e deixe o mundo andar no seu próprio ritmo. Deixe que a terra gire em sua própria volta e em torno do sol. Deixe que as marés venham e vão, no curso dos ventos, da lua, do sol; no fluxo do Criador, que cuidou de tudo o que existe e nos cerca. Na terra, no céu, em todos os lugares.

É preciso acabar com a mania de que somos sempre necessários. Sem o nosso concurso, as coisas param, não se desenvolvem. Ilusão, pura ilusão que nos acompanha a vida inteira, de menino a velho, sempre à procura do-que-fazer. Mãos ocupadas, mente rodando, pensamentos sem cessar e inquietação, pura tolice que nada muda, nada transforma. Continuam os ventos, o calor, o frio e as pessoas pra lá e pra cá, do mesmo jeito.

Tire uma de psicólogo, observador e verifique. Em casa, no trabalho, em qualquer lugar. Não se vê alguém parado, sentado, quieto, sem fazer qualquer movimento. Nem mesmo os dedos param. Tamborilam, mexem-se a qualquer som que surja, acompanham ritmos invisíveis, mas quietos, completamente parados, é bastante difícil encontrar-se alguém assim.

É por isso que o Oriente e o Ocidente ficaram separados por muito tempo. De posturas opostas, inclusive, tal o comportamento dos cidadãos de lá e de cá.

Lá o silêncio é imperioso, a solidão querida é usada normalmente; à escuta do Alto se faz no dia-a-dia sem maiores sacrifícios. Desde o início da civilização os orientais chamam a tal conduta de meditação, contemplação, êxtase, samádhi, o estado psicológico da não-mente.
Por aqui, do lado onde a ciência e a tecnologia correm mais do que o tempo, não se tem tempo de ficar quieto, silencioso, ouvindo os “ditos indizíveis que São Paulo ouvia”.

No dia a dia, entre nós, só fazer, executar, produzir, ganhar dinheiro, horas extras. Diga-se de passagem, sobretudo para a sobrevivência, a duras penas, suada e disputada. A competição desenfreada contribui para fazer, fazer, fazer...

Sabemos, já faz parte das orientações das empresas, cuidar dos funcionários prestes a se aposentar, a fim de instruí-los na ocasião da sua aposentadoria. Antecipadamente, eles aprendem a se utilizarem do seu tempo de nada fazer.

Por incrível que pareça, eles adoecem por não terem o que fazer. Não aprenderam a nada fazer, a não fazer nada. Não aprenderam nem sabem curtir o seu sagrado tempo de descanso, de se sentar e ouvir a voz do vento. De saborear o prazer maravilhoso de ficar sem fazer nada.

Ilusão boba de que se está sendo útil em fazer qualquer coisa. Sente-se necessário, quando já não o é. Já fez tudo o que deveria ser feito. Trabalhou, foi útil, produziu, cumpriu seu tempo e suas obrigações.

Aprenda a ficar quieto!

Você está vivo! Merece o carinho e atenção de todos.

Todavia, precisa desse não-tempo, desse momento de espiritualidade e reflexão profunda. É uma vida nova que se inicia ou continua para os que curtem da espiritualidade, a volta do sagrado no coração da gente.

Por fim, nada fazer não é privilégio dos idosos, dos aposentados. É útil e salutar para todas as idades, todas as profissões. De vez em quando, sempre que possível, sem hora marcada: Sente-se, relaxe, espante seus pensamentos, física e mentalmente, isole-se do mundo, não se preocupe com o seu sistema vegetativo. Ele trabalha por si mesmo.

A união dos opostos. Trabalhe e relaxe. Durma e acorde. Saiba viver nos bons e nos maus momentos. Solte as amarras. Descubra sua interioridade!

Relaxe, medite, entre em sintonia com o Alto e, sem o perceber, você estará vivendo, em plenitude, a realidade presente.

Aprenda a nada fazer.


16/setembro/08

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

EVANGELHO DO DOMINGO

DIOCESE DE ILHÉUS - PARÓQUIA DE SÃO ROQUE
IPIAÚ - BAHIA


Evangelho do Domingo.

Dia do Senhor! Dia da Igreja!

· 25º Domingo do Tempo Comum

Ano A – Mateus
21 de setembro de 2008

- Antes de ler o Evangelho de hoje, pare, pelo menos, um minuto, e reflita bem. Como passou a semana, em casa e no trabalho. Como tem sido sua convivência com a esposa, com os filhos, de modo geral, com todos (as) que o (a) rodeiam.

Oração do Dia

Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.

1ª Leitura
Isaías 55, 6 - 9

Salmos 144(145). 2-3. 8-9(. 17-18)

2ª Leitura Filipenses 1.20c-24. 27c

Evangelho Mateus 20, 1 – 16a


1ª Leitura – Isaías 55, 6 - 9

6 Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque sou um menino.
7 Mas o Senhor me respondeu: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás.
8 Não temas diante deles; pois eu seu contigo para te livrar, diz o Senhor.
9 Então estendeu o Senhor a mão, e tocou-me na boca; e disse-me o Senhor: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca.


1. Salmo 145, 3. 8 – 8. 17 – 18

3 Grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado; e a sua grandeza é insondável.
8 Bondoso e compassivo é o Senhor, tardio em irar-se, e de grande benignidade.
9 O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras.
17 Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e benigno em todas as suas obras.
18 Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.

Filipenses 1. 20c - 24. 27ª

20. Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte.
21 Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro.
22 Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher.
23 Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor;
24 todavia, por causa de vós, julgo mais necessário permanecer na carne.
.27 Somente portai-vos, dum modo digno do evangelho de Cristo.


Os trabalhadores da vinha



O Reino é um dom gratuito

Mateus 20, 1 – 16a

1 Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, proprietário, que saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha.
2 Ajustou com os trabalhadores o salário de um denário por dia, e mandou-os para a sua vinha.
3 Cerca da hora terceira saiu e viu que estavam outros, ociosos, na praça,
4 e disse-lhes: Ide também vós para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.
5 Outra vez saiu, cerca da hora sexta e da nona, e fez o mesmo.
6 Igualmente, cerca da hora undécima, saiu e achou outros que lá estavam, e perguntou-lhes: Por que estais aqui ociosos o dia todo?
7 Responderam-lhe eles: Porque ninguém nos contratou. Disse-lhes ele: Ide também vós para a vinha.
8 Ao anoitecer, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o salário, começando pelos últimos até os primeiros.
9 Chegando, pois, os que tinham ido cerca da hora undécima, receberam um denário cada um.
10 Vindo, então, os primeiros, pensaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um denário cada um.
11 E ao recebê-lo, murmuravam contra o proprietário, dizendo:
12 Estes últimos trabalharam somente uma hora, e os igualastes a nós, que suportamos a fadiga do dia inteiro e o forte calor.
13 Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste comigo um denário?
14 Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este último tanto como a ti.
15 Não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom?
16 Assim os últimos serão primeiros, e os primeiros serão últimos.

Comentário do Evangelho

A parábola de hoje, só narrada por Mateus, leva-nos a refletir a benignidade de Deus e a incompreensão e inveja dos homens. Costume normal de Israel, com os trabalhadores da vinha e o pagamento do salário.
O senhor da vinha, com característica do Criador, demonstra o cuidado para com os desempregados, que precisam ganhar o pão de cada dia.
Assim, convida trabalhadores para a vinha, em várias horas do dia, começando pela manhã, cedo, até o fim da tarde com o salário de um dia de trabalho. Assim, durante o dia, todos eles trabalharam na vinha.
Convidados para receber o seu salário de um dia, o senhor da vinha autorizou que começasse o pagamento pelo último contratado. E pagou-lhe, por inteiro, o dia trabalhado.
Ao verem que os últimos contratados receberam o salário integral, imaginaram os primeiros que receberiam mais, em virtude de terem trabalhado mais. E estranharam que o mesmo dinheiro lhe estava destinado, e reclamaram.
Quando lhes veio a lição do senhor da vinha, inquirindo-lhes se não foi o contrato de um dia de trabalho? Por acaso fui injusto? Não cumpri o contratado
E nos fica a lição da inveja, da ganância. É a lição que nos dá Isaías (primeira leitura), quando Deus diz a Isaías que Ele falará pela boca do profeta. Completa São Paulo na sua carta aos filipenses, exortando-os a confiar em Cristo, sentir na carne e na alma a necessidade de viver como o Mestre viveu.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

21/setembro/2008