sábado, 26 de setembro de 2009

26º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

27 de setembro de 2009

26º Domingo do Tempo Comum

Edvaldo Santiago

ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• Ninguém monopoliza Deus

• Oração do Dia

Senhor Jesus, faze-me alegrar com o Reino que dá seus frutos, na história humana, das formas mais imprevistas, para além do controle humano. (Paulinas).

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Números 11, 25 - 29

25. O Senhor desceu na nuvem e falou a Moisés; tomou uma parte do espírito que o animava e a pôs sobre os setenta anciãos. Apenas repousara o espírito sobre eles, começaram a profetizar; mas não continuaram.
26. Dois homens tinham ficado no acampamento: um chamava-se Eldad e o outro, Medad, e o espírito repousou também sobre eles, pois tinham sido alistados, mas não tinham ido à tenda; e profetizaram no acampamento.
27. Um jovem correu a dar notícias a Moisés: “Eldad e Medad, disse ele, profetizam no acampamento.”
28. Então Josué, filho de Nun, servo de Moisés desde a sua juventude, tomou a palavra: “Moisés, disse ele, meu senhor, impede-os.”
29. Moisés, porém, respondeu: “Por que és tão zeloso por mim? Prouvera a Deus que todo o povo do Senhor profetizasse, e que o Senhor lhe desse o seu espírito!”

SALMO 18, 8 - 10

8. A lei do Senhor é perfeita, reconforta a alma; a ordem do Senhor é segura, instrui o simples.

9. Os preceitos do Senhor são retos, deleitam o coração; o mandamento do Senhor é luminoso, esclarece os olhos.
10. O temor do Senhor é puro, subsiste eternamente; os juízos do Senhor são verdadeiros, todos igualmente justos.

2ª Leitura – Tiago 5, 1 - 6

1. Vós, ricos, chorai e gemei por causa das desgraças que sobre vós virão.
2. Vossas riquezas apodreceram e vossas roupas foram comidas pela traça.
3. Vosso ouro e vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e devorará vossas carnes como fogo. Entesourastes nos últimos dias!
4. Eis que o salário, que defraudastes aos trabalhadores que ceifavam os vossos campos, clama, e seus gritos de ceifadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos.
5. Tendes vivido em delícias e em dissoluções sobre a terra, e saciastes os vossos corações para o dia da matança!
6. Condenastes e matastes o justo, e ele não vos resistiu.

• Evangelho – Marcos 9,38 – 43. 45, 47 - 48

38. João disse-lhe: Mestre, vimos alguém, que não nos segue, expulsar demônios em teu nome, e lho proibimos.
39. Jesus, porém, disse-lhe: Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim.
40. Pois quem não é contra nós, é a nosso favor.
41. E quem vos der de beber um copo de água porque sois de Cristo, digo-vos em verdade: não perderá a sua recompensa.
42. Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!
43. Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível
45. Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível
47. Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo,
48. onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.

Só Jesus cura!

Comentário do Evangelho

Quem não é contra nós, está a nosso favor.

• No domingo passado, enquanto Jesus, identificava-Se com o Messias, seus discípulos discutiam, entre si, qual deles era o maior. Ignoravam, ainda, que Jesus era o Enviando de Deus, o verdadeiro Redentor do mundo.

No seu evangelho, Marcos continua a descrever os discursos de Jesus, na Sua caminhada para Jerusalém, onde seria entregue aos inimigos, segundo o Projeto do Pai.

A essa altura, ainda em caminho, João, o discípulos amado, por conta rprópria, conto ao Mestre que viram alguém expulsar demônios em Seu nome, em nome de Jesus e o proibiram de fazê-lo. Fazendo isso, pensou em agradar Jesus, quando foram surpreendidos pela resposta do Filho do Homem.

Jesus, eetão, afirmou que jamais alguém curará, fará qualquer coisa em favor de outrem em seu nome, será contra ele. Se alguém faz um bem em seu nome, por certo estará a seu favor, estará com ele. E não contra ele.

A essa altura, vivendo com Jesus, ouvindo Jesus, os discípulos ainda pensavam em vantagens pessoais, em tirar partido da Sua companhia. Pebsavanm, politicamente, em formar seu grupo, sua seita, auferir vantagens ou privilégios, em nome de Jesus, Sempre o sonho do poder, mesmo entre eles discípulos do Mestre.

Continua, então, Jesus com Suas lições, dizendo que quem agrada, quem serve a qualquer dos pequeninos que os envolvem, agrada, do mesmo do modo, a ele. Esses pequeninos, simbolicamente, referem-se aos humildes, excluídos do sistema, o que até hoje acontece em nossa sociedade.

A menção de Jesus sobre o cortar a mão, o pé, a perda da visão, longe dos preceitos da lei judaica, reflete o Mestre sobre a pureza do corpo e da alma. Refere-se à conversão, ao seguimento do Filho de Deus, fidelidade total ao Projeto de Deus.

A primeira leitura reflete, antes, ao mesmo procedimento. Deus não pertence a ninguém. Ele é de todos, sem escolha pessoal, sem formação de seita ou organização particular. Deus ama a todos, sem acepção de pessoas ou de classes. O Reino dos Céus está aberto a todos aqueles que fizerem a vontade do Pai.


Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


• Bom Domingo para todos.


27.09.2009.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Agradável reencontro

“Agradável reencontro com o professor Tatai”
Foi este o titulo da reportagem do bonito e bem feito Site

• Reencontro maravilhoso entre gerações, o que nos trouxe – a mim e minha preta Wanda - emoções guardadas no cantinho do coração. Como disse o estilista da nossa língua, Machado de Assis, recordações dos dias idos e vividos... Dias plenos e bem vividos nesta terra de Ipiaú, irmã da vizinha e próspera cidade de Jequié.

• Jequié de João da Cruz Rosa, exímio alfaiate, a Tesoura de Ouro de Jequié. Maçom de primeira linha, que contribuiu muito para a fundação da Loja Maçônica Fraternidade Rionovense.

• De Jequié – IERP – Instituto Estadual Régis Pacheco – nos anos de 1966, o início da carreira de Magistério, no âmbito estadual, com o competente Diretor, Professor Milton Rabelo. Aí muito aprendemos eu e os colegas de então, Eva Maria Pinheiro, Milton Pinheiro, Carlos Borges e Aldo Trípodi, os dois últimos de saudosa memória.

• O nosso Rotary Club de Ipiaú – 30.11.1952 – oriundo de Jequié, clube padrinho, trazido por Lomanto Júnior e outros lideres da época.

• Da Direc 13, entre inúmeros bons coordenadores, ficaram na lembrança e no carinho as Professoras Maria Luisa e Selenei. Grandes amigas e mestras exemplares.

Filho de peixe, peixe é já diz o ditado. Escritor, jornalista e poeta o pai, Wilson Novaes, já o filho, do mesmo nome, desponta. Agora, o excelente jornalista, repórter e homem de letras, Você, jovem Wilson Novaes, com site de linha, moderno, muito bem bolado e de utilidades mil.

Que bom para nós de gerações mais antigas, todavia, vivendo no tempo, de hoje, sem arredar, no entanto do sagrado, dos velhos tempos em que o amor tinha as rédeas da vida.

Com seu Site, Você está fazendo isso. Vivendo, amando e servindo.

Vamos colocar um nome a este reencontro. Vamos chamá-lo de

Mãos Amigas

Ipiaú e Jequié
Informando, comunicando e servindo

Sincronicidade é bem o termo certo para coincidência significativa, na ótica de Jung, o criador da Psicologia Analítica.

Vejamos bem. Há poucos dias, de surpresa, nos visitou o Ton, o irmão e amigo deputado Ton e nos matou a saudade, brindando-nos, a mim e a Wanda, com sua extraordinária memória dos velhos e bons tempos desta terra de Ipiaú.

Do campo de futebol – Tupinambá – ao Cine Éden, ele sabe de cor e salteado tudo de Ipiaú. José Português e Dona Zelita, seus pais, residiam defronte do cinema de Jose Miráglia. Palco das grandes reuniões cívicas e políticas e do início dos grandes romances de amor.

Talvez Ton não se lembre nem saiba que seu pai era gerente de Corrêa Ribeiro. A primeira roupa – paletó e calça - que costurei em Ipiaú, foi a roupa de Jose Botelho de Almeida, seu pai. Político teimoso, correto, exemplar cidadão. Eram seus companheiros de trabalho, David Souza, nazareno, e Antero Mota, pioneiros desta comunidade.

José Humberto, líder da Saquaíra, juntamente a Marinho, bom advogado e bom de violão e composições bonitas. Saudoso Hildebrando, promotor das festas, verdadeiro ídolo da Saquaíra. Na residência de José Humberto e sua gentil esposa, realizavam-se as reuniões poéticas, culturais, com declamações e tiradas à luz da lua cheia, lambendo as praias mais lindas do litoral brasileiro:

“as praias de Cassange”.

Agradecido a Dilma, por suas palavras. Feliz semeadura, grande colheita.

A turma do reencontro com Tatai nos fez ser poeta, cronista, saudosista, um Paulo apóstolo, cheio de fé, apostando na Palavra, certo da sua Verdade.


Wilson Midlej e Jussara, Tatai, Wilson Novaes e Zé Américo.

Um nobre, inteligente e inovador quarteto:
Wilson Jussara, o jornalista inteligente e a poetisa educadora.

Wilson Novaes e Zé Américo, novos talentos – Jequié e Ipiaú unidos!


Tatai, no meio, feliz, vendo o bem prosperar num novo e jovem mundo.

Para fechar o gostoso reencontro, uma pitada de amor. Recorramos a Bilac em sua “Via Láctea”, lindo soneto.

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”.
Além das Mãos Amigas, o Coração, pois,
“só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

Wanda e Tatai

21.09.2009.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

25º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

20 de setembro de 2009

25º Domingo do Tempo Comum


Edvaldo Santiago

ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• O Messias servidor e seus discípulos

• Oração do Dia

Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza,
e faze-me compreender (Paulinas).

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Sabedoria, 2. 12. 17 - 20

12. Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação.
17. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte,
18. porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários.
19. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência.
20. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir.

Salmo 53(54)

1. Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Hino de Davi,
2. quando os zifeus vieram dizer a Saul: Davi encontra-se escondido entre nós.
3. Pela honra de vosso nome, salvai-me, meu Deus! Por vosso poder, fazei-me justiça.
4. Ó meu Deus, escutai minha oração, atendei às minhas palavras,
5. pois homens soberbos insurgiram-se contra mim; homens violentos odeiam a minha vida: não têm Deus em sua presença.
6. Mas eis que Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida.
8. De bom grado oferecer-vos-ei um sacrifício, cantarei a glória de vosso nome, Senhor, porque é bom,
9.
Segunda Leitura – Tiago 3, 16 – 4, 3

16. Onde houver ciúme e contenda, ali há também perturbação e toda espécie de vícios.
17. A sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento.
18. O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz.
1. Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros?
2. Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis.
3. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões.

• Evangelho – Marcos 9, 30 - 37

30. Tendo partido dali, atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse.
31. E ensinava os seus discípulos: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte.
32. Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar.
33. Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: De que faláveis pelo caminho?
34. Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior.
35. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos.
36. E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes:
37. Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me

Messias o servidor

Comentário do Evangelho
A novidade do Reino deve ser acolhida
com humildade e simplicidade

• Marcos, três vezes, em seu evangelho trata do mesmo tema: a messianidade de Jesus, perguntando a seus discípulos sua identidade e prenunciando seu sofrimento.

Após a declaração solene de Pedro, afirmando que Jesus é o Messias, o Mestre, ainda pediu segredo sobre sua verdadeira identidade: Ele é o Filho de Deus vivo!

Neste evangelho, continuando, Jesus e seus discípulos atravessam a Galiléia o Mestre continuava a observar o segredo sobre sua messianidade. e, nesse ínterim, Jesus continuava a ensinar seus discípulos expendo sua trajetória como Filho do Homem.

No Seu discurso, Jesus disse que seria preso pelos homens, haveria de ser castigado, maltratado; sofreria torturas e humilhações. Por fim, O matariam. No terceiro dia, Ele ressuscitaria dos mortos. Jesus venceria a morte. Jesus venceu a morte.

Assombrados com as palavras do Filho de Deus e com medo, os discípulos não entendiam o que estavam ouvindo, distantes, ainda, da divindade de Jesus Cristo.

De volta para Cafarnaum, já em casa, Jesus perguntou aos discípulos o que conversavam eles, na viagem. Escabreados, todos eles, calaram, pois haviam conversado qual deles seria o maior.

Sabendo de tudo o que tinham falado, Jesus chamou os Doze e lhes disse em tom de lição:

(v 35) “Se alguém quer ser o primeiro,
Seja o último de todos e o servo de todos”.

Ato contínuo, tomou Jesus uma criança e colocou-a no meio deles, abraçando-a, afirmou que todas as vezes que fossem bem aceita uma criança, seria, do mesmo modo, aceitá-lO. Aceitar Jesus Cristo, o Messias servidor! E mais: recebe o Pai, Aquele que O enviou.

O que importa é o serviço que se presta com amor, e não o poder. A Boa Nova do Reino deve ser acolhida como o comportamento das crianças, que, na humildade e simplicidade, com admiração, acolhem os valores da vida. Longe delas a usura, a ganância, o intuito de prejudicar o outro.

A primeira leitura – Sabedoria – já mencionava a resistência dos injustos contra a conduta, dos que agiam com vontade do Pai. Oposição do mal contra o bem.

Servir é a melhor forma de se agradar a Deus. Servir e não ser servido é a lei da vida, a lei maior do amor!


Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

• Bom Domingo para todos!


Wanda e Tatai

20.09.2009.

25º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

20 de setembro de 2009


25º Domingo do Tempo Comum


Edvaldo Santiago

ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• O Messias servidor e seus discípulos

• Oração do Dia

Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza,
e faze-me compreender (Paulinas).

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Sabedoria, 2. 12. 17 - 20

12. Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação.
17. Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte,
18. porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários.
19. Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência.
20. Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir.

Salmo 53(54)

1. Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Hino de Davi,
2. quando os zifeus vieram dizer a Saul: Davi encontra-se escondido entre nós.
3. Pela honra de vosso nome, salvai-me, meu Deus! Por vosso poder, fazei-me justiça.
4. Ó meu Deus, escutai minha oração, atendei às minhas palavras,
5. pois homens soberbos insurgiram-se contra mim; homens violentos odeiam a minha vida: não têm Deus em sua presença.
6. Mas eis que Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida.
8. De bom grado oferecer-vos-ei um sacrifício, cantarei a glória de vosso nome, Senhor, porque é bom,
9.
Segunda Leitura – Tiago 3, 16 – 4, 3

16. Onde houver ciúme e contenda, ali há também perturbação e toda espécie de vícios.
17. A sabedoria, porém, que vem de cima, é primeiramente pura, depois pacífica, condescendente, conciliadora, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, nem fingimento.
18. O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz.
1. Donde vêm as lutas e as contendas entre vós? Não vêm elas de vossas paixões, que combatem em vossos membros?
2. Cobiçais, e não recebeis; sois invejosos e ciumentos, e não conseguis o que desejais; litigais e fazeis guerra. Não obtendes, porque não pedis.
3. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, com o fim de satisfazerdes as vossas paixões.

• Evangelho – Marcos 9, 30 - 37

30. Tendo partido dali, atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse.
31. E ensinava os seus discípulos: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte.
32. Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar.
33. Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: De que faláveis pelo caminho?
34. Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior.
35. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos.
36. E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes:
37. Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me

O Messias servidor


Comentário do Evangelho
A novidade do Reino deve ser acolhida
com humildade e simplicidade

• Marcos, três vezes, em seu evangelho trata do mesmo tema: a messianidade de Jesus, perguntando a seus discípulos sua identidade e prenunciando seu sofrimento.

Após a declaração solene de Pedro, afirmando que Jesus é o Messias, o Mestre, ainda pediu segredo sobre sua verdadeira identidade: Ele é o Filho de Deus vivo!

Neste evangelho, continuando, Jesus e seus discípulos atravessam a Galiléia o Mestre continuava a observar o segredo sobre sua messianidade. e, nesse ínterim, Jesus continuava a ensinar seus discípulos expendo sua trajetória como Filho do Homem.

No Seu discurso, Jesus disse que seria preso pelos homens, haveria de ser castigado, maltratado; sofreria torturas e humilhações. Por fim, O matariam. No terceiro dia, Ele ressuscitaria dos mortos. Jesus venceria a morte. Jesus venceu a morte.

Assombrados com as palavras do Filho de Deus e com medo, os discípulos não entendiam o que estavam ouvindo, distantes, ainda, da divindade de Jesus Cristo.

De volta para Cafarnaum, já em casa, Jesus perguntou aos discípulos o que conversavam eles, na viagem. Escabreados, todos eles, calaram, pois haviam conversado qual deles seria o maior.

Sabendo de tudo o que tinham falado, Jesus chamou os Doze e lhes disse em tom de lição:

(v 35) “Se alguém quer ser o primeiro,
Seja o último de todos e o servo de todos”.

Ato contínuo, tomou Jesus uma criança e colocou-a no meio deles, abraçando-a, afirmou que todas as vezes que fossem bem aceita uma criança, seria, do mesmo modo, aceitá-lO. Aceitar Jesus Cristo, o Messias servidor! E mais: recebe o Pai, Aquele que O enviou.

O que importa é o serviço que se presta com amor, e não o poder. A Boa Nova do Reino deve ser acolhida como o comportamento das crianças, que, na humildade e simplicidade, com admiração, acolhem os valores da vida. Longe delas a usura, a ganância, o intuito de prejudicar o outro.

A primeira leitura – Sabedoria – já mencionava a resistência dos injustos contra a conduta, dos que agiam com vontade do Pai. Oposição do mal contra o bem.

Servir é a melhor forma de se agradar a Deus. Servir e não ser servido é a lei da vida, a lei maior do amor!


Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

• Bom Domingo para todos!


Wanda e Tatai

20.09.2009.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

LAR DE NAZARÉ

LAR DE NAZARÉ

• Grupo de religiosos fundado há mais de vinte anos, vem sendo verdadeira Pastoral da Oração da Paróquia de Ipiaú.

Composto de várias senhoras, cristãs e devotas por vocação, conta com a nossa colaboração, considerando-nos, também; irmão, participante ativo do Lar de Nazaré.

A equipe reúne-se, semanalmente, nas residências das irmãs e, como objetivo principal e a leitura e comentário do evangelho e a oração do Terço de Nossa Senhora, uma devoção indispensável e querida.

• Aniversários

No dia 26 de agosto próximo passado, em reunião de sua própria residência, comemorou-se o aniversário da Professora Italva, mestra, educadora de méritos e de história bonita e feliz.

Aposentada, com história de mais de cinqüenta anos de magistério, goza da estima geral de toda a comunidade, havendo passado pelas suas mãos inúmeras gerações que dela sempre se lembram.

Após a leitura do evangelho e a oração do terço, foram-lhe dirigidas palavras de carinho e muito amor, pelo seu aniversário, pela sua história de vida, de dignidade sem par.

Lecionou por um bom tempo nas Escolas Reunidas Professora Celestina Bittencourt, nome respeitável e histórico da genitora da aniversariante, fundadora do Ginásio de Rio Novo em 1950, juntamente com o inesquecível Doutor Salvador da Matta e professora dedicado do Colégio Estadual de Ipiaú.

Emocionada a Professora Italva agradeceu a homenagem, relembrando alguns fatos da sua vida com alunos, nos velhos tempos.
......

• Completou mais um ano de idade o Capitão Milton Pinheiro dos Santos, e o Lar de Nazaré, com suas componentes, celebraram e sua residência e de sua esposa, a irmão Sônia, Isso no dia 02 de setembro, data do seu aniversário.

Como de costume, com sua participação, foi rezado o Terço de Nossa Senhora e lido e comentado o Evangelho do Dia.

Meio ao comentário do evangelho, como testemunho de vida, foi mencionada a história do Professor e Capitão Milton, homem de bem, delegado por muito tempo em Ipiaú, só deixando grandes recordações. Professor de Matemática do Colégio de Rio Novo e Professor e fundador do Colégio Estadual de Ipiaú, além de bom mestre, foi colega exemplar em todos os sentidos.

Nossa homenagem e os sinceros parabéns pelo seu aniversário! E o Bolo do aniversário com frios e refrigerantes.

Fotos do Aniversário da Professora Italva


Professora Italva


A conversa informal e a alegria da aniversariante



Professora Italva, a simpatia em pessoa e grande mestra!


• Aos aniversariantes, os parabéns do LAR DE Nazaré.

Deus os abençoe!

02.09.2009.

sábado, 12 de setembro de 2009

24º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS– PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

13 de setembro de 2009


24º Domingo do Tempo Comum


Edvaldo Santiago

ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• Jesus é o Messias

• Oração do Dia

Senhor Jesus, revela-me sempre mais tua face de Messias Servo (Paulinas).

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Isaías 50, 5 - 9ª

5. (o Senhor Deus abriu-me o ouvido) e eu não relutei, não me esquivei.
6. Aos que me feriam, apresentei as espáduas, e as faces àqueles que me arrancavam a barba; não desviei o rosto dos ultrajes e dos escarros.
7. Mas o Senhor Deus vem em meu auxílio: eis por que não me senti desonrado; enrijeci meu rosto como uma pedra, convicto de não ser desapontado.
8. Aquele que me fará justiça aí está. Quem ousará atacar-me? Vamos medir-nos! Quem será meu adversário? Que se apresente!
9. O Senhor Deus vem em meu auxílio: quem ousaria condenar-me?

Salmo 114, 5 - 8

5. O Senhor é bom e justo, cheio de misericórdia é nosso Deus.
6. O Senhor cuida dos corações simples; achava-me na miséria e ele me salvou.
7. Volta, minha alma, à tua serenidade, porque o Senhor foi bom para contigo,
8. pois livrou-me a alma da morte, preservou-me os olhos do pranto, os pés da queda.

Segunda Leitura – Tiago 2, 14 – 18


14. De que aproveitará, irmãos, a alguém dizer que tem fé, se não tiver obras? Acaso esta fé poderá salvá-lo?
15. Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano,
16. e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará?

17. Assim também a fé: se não tiver obras, é morta em si mesma.
18. Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras. Mostra-me a tua fé sem obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.


Evangelho – Marcos 8, 27 – 35

27. Jesus saiu com os seus discípulos para as aldeias de Cesaréia de Filipe, e pelo caminho perguntou-lhes: Quem dizem os homens que eu sou?
28. Responderam-lhe os discípulos: João Batista; outros, Elias; outros, um dos profetas.
29. Então perguntou-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou? Respondeu Pedro: Tu és o Cristo.
30. E ordenou-lhes severamente que a ninguém dissessem nada a respeito dele.
31. E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem padecesse muito, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, mas ressuscitasse depois de três dias.
32. E falava-lhes abertamente dessas coisas. Pedro, tomando-o à parte, começou a repreendê-lo.
33. Mas, voltando-se ele, olhou para os seus discípulos e repreendeu a Pedro: Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus, mas os dos homens.
34. Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
35 Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á.




Jesus, o Messias

Comentário do Evangelho

Fé e seguimento


• Tu és o Cristo! – O Messias, o Filho de Deus Vivo, o Redentor do mundo!

Resposta solene, divina, verdadeira profissão de fé do apóstolo Pedro à pergunta de Jesus: Quem dizem os homens que eu sou?

No Engelho de hoje, Marcos traça a sua narrativa em três segmentos: a declaração da messianidade de Jesus pelo apóstolo Pedro, o primeiro anúncio da Paixão de Cristo – seu sofrimento – e as condições para seguir o Fillho de Deus.

Começa a narração com a saída de Jesus e seus discípulos para as cidades de Cesaréia e Filipe. Meio a esse caminho, perguntou o Mestre aos seus discípulos, quem Ele era para os homens.

A resposta, confusa, dos discípulos foi que o Mestre era Elias, era João Batista. Insistindo na pergunta, perguntou Jesus aos discípulos, para eles mesmos, que era Ele. E veio a resposta imediata de Pedro: Tu és o Cristo!

Solene e divina a afirmação de Pedro. Realmente Jesus é o profeta, o Verdadeiro Deus, Verdadeiro Homem, revelador do Projeto do Pai. .

A narração do segundo segmento refere-se à forma assumida por Jesus e seu messianismo. É o Servo sofredor, com o bem caracteriza Isaías, na primeira leitura.


Humilhado, maltratado, padece os maiores horrores, sem um pio, sem uma reclamação, assumindo, por inteiro, a Sua condição humana. Mesmo sendo Filho de Deus, submeteu-se a todo sofrimento, fazendo a vontade d’Ele.

E, severnte, ordenou aos discípulos que nada dissessem do que ouviam, do que sabiam sobre a Sua identidade.

Diante da confissão de Jesus, Pedro, sempre Pedro, repreendeu o Mestre, não concordando que Ele sofresse, passasse por tantos tormentos, no que contestou Jesus, sabendo que seu discípulo não entendia, ainda, a identidade real do Messias.

Os verdadeiros perseguidores de Jesus, os anciãos, sacerdotes e escribas eram poderosos capitalistas, religiosos, políticos que exerciam grande influência sobre o povo; isso, no entanto, sob opressão sobre os humildes, pobres, os excluídos.

Dentro desse ambiente, dessa expectativa, Jesus declarou que haveria de ressuscitar no terceiro dia, o que foi cumprido. Jesus ressuscitou no terceiro dia e é presente entre nós, hoje, como ontem e o será eternamente.

Por fim, Marcos expõe as condições de Jesus para quem quer sequi-lO: a) Renunciar a si mesmo; b) tomar sua cruz; e) e ir após Ele. Tarefa única e difícil que nos cabe, hoje. Deixar o egoísmo, ser livre, abandonar falsos ídolos; assumir as diretrizes da própria vida. Estar sempre disponível, comprometido com o Projeto de Deus e seguir Jesus Cristo, entregar-se, totalmente a Ele, abandonar-se em Suas mãos.

Por fim, e paradoxal expressão do Mestre: perdendo a vida a vida, esta será salva em razão do Evangelho, o Reino de Deus. Ganhando-se a vida, esta será pedida.

Só em Jesus Cristo, termos vida plena, vida verdadeira, vida em abundância.


Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Bom dia para todos.


Wanda e Tatai

13.09.2009.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

FORMATURAS DE 2009

COMEMORAÇÕES E FESTAS – IPIAÚ E UBATÃ















• Ubatã - Bahia

1. Nívea de Jesus Santos
Administração – Faculdade do Sul - Itabuna – 14.02.2009.

2. Rita de Cássia
Direito – Faculdade do Sul - Itabuna – 15.08.2009.
A Doutora Cássia é Presidente da Câmara Municipal de Ubatã / Bahia


• Ipiaú - Bahia

1. Thaisa Bagavano Guimarães Souza
Enfermagem – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Jequié / Bahia – 29.08.2009.

A todos os recém-formados e suas dignas famílias nossos sinceros votos por uma feliz carreira profissional e que as bênçãos de Deus desçam sobre todos eles.

Wanda e Tatai

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

23º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

06 de setembro de 2009


23º Domingo do Tempo Comum


Edvaldo Santiago

ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• Jesus e a opção pelos deserdados da vida.

• Oração do Dia

Senhor Jesus, impõe sobre mim as tuas mãos e liberta-me do egoísmo.
que impede a comunicação com o meu próximo. (Paulinas).

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Isaías 35, 4 - 7a

4 Dizei aos turbados de coração: Sede fortes, não temais; eis o vosso Deus! com vingança virá, sim com a recompensa de Deus; ele virá, e vos salvará.
5 Então os olhos dos cegos serão abertos, e os ouvidos dos surdos se
6 Então o coxo saltará como o cervo, e a língua do mudo cantará de alegria; porque águas arrebentarão no deserto e ribeiros no ermo.
7 E a miragem tornar-se-á em lago, e a terra sedenta em mananciais de águas.

Salmo 135, 1 – 4

1. Aleluia. Louvai o Senhor, porque ele é bom, porque sua misericórdia é eterna.
2. Louvai o Deus dos deuses, porque sua misericórdia é eterna.
3. Louvai o Senhor dos senhores, porque sua misericórdia é eterna.
4. Só ele operou maravilhosos prodígios, porque sua misericórdia é eterna.

Segunda Leitura – Tiago 2, 1 - 5

1. Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas.

2. Suponde que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos;
3. se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés,
4. não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos?
5. Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam?

Jesus e o surdo-mudo

Evangelho – Marcos 7, 31 - 37

31. Ele deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galiléia, no meio do território da Decápole.
32. Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão.
33. Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva.
34. E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: Éfeta!, que quer dizer abre-te!
35. No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente.
36. Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam.
37. E tanto mais se admiravam, dizendo: Ele fez bem todas as coisas. Fez ouvir os surdos e falar os mudos!

Comentário do Evangelho

Efatá! Abre-te!


• Isaías é merecidamente conhecido como o profeta evangélico, visto que nos expõe, em suas profecias, exposições bastante claras dos evangelhos de Jesus Cristo.

Tendo vivido há mais de sete séculos antes de Cristo, suas profecias estão em vigor até hoje, com verdades constatadas em toda a História do Povo de Deus. Na Eucaristia de hoje, vemos a sua atuação, durante o exílio na Babilônia (primeira leitura).

Meio a tanto sofrimento, sua voz não cala, estimulando e encorajando o povo a ter confiança em Deus. É grande a misericórdia de Deus, maior que a dos deuses. Ele dará voz aos mudos e os surdos ouvirão.

A narração de Marcos expõe esses milagres fazendo cegos verem, mudos palavras, coxos e aleijados andarem e surdos também já ouvem.

Em suas andanças meio aos pagãos, Jesus, mais uma vez se depara com pessoas excluídas da sociedade dos poderosos, diríamos da elite dos fariseus, sacerdotes, escribas e outros.

Como acontecia, dezenas de vezes, foi quando apresentaram ao Mestre um surdo-mudo e Lhe pediram que tocasse nele, a fim de curá-lo. De modo que só Ele compreenda, Jesus tomou o doente em separado e tocou o seu ouvido com os dedos e com a saliva tocou sua língua. Em seguida, olhando para o céu deu um suspiro, dizendo a expressão em hebraico, que significava “Abre-te”.

Imediatamente, o surdo-mudo falava e ouvia perfeitamente. Proibiu Jesus não dessem publicidade ao que viram acontecer, Em vão, era cada vez maior as notícias dos milagres de Jesus, da sua pregação, da sua autoridade como Filho de Deus.

Na segunda leitura, Tiago prega a humildade e a fé como condições necessárias ao exercício e à prática das lições de Jesus. Maior importância deve ser dada aos pobres e marginalizados. Isso agrada a Deus e fortalece a solidariedade e justiça.

Voltando ao evangelho, atentemos como Jesus agiu naquele tempo e devemos nós, hoje, agirmos. sociedade em que vivemos. Uma sociedade injusta e cruel em que o lucro, o dinheiro fácil, os privilégios cada vez maiores, dos poderosos sempre valem mais.

Na sua cura do surdo-mudo, Jesus usou da natureza (a saliva), do gesto em suspirar, em olhar para o céu como em oração, num profundo mistério que só a Ele cabe entender.

Cabe-nos, então, como reflexão da celebração de hoje, viver o plano de Deus, comungar com Jesus Cristo em suas lições de amor.
Vamos contribuir para que os mudos falem, os surdos ouçam, os cegos enxerguem. Isso, concretamente, anunciando, denunciando, ensinando, pregando aos excluídos do sistema, que eles são gente, são seres humanos. Exijam e vivam a cidadania a que têm direito. Todos Somos Um. Todos Somos Filhos de Deus.


Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

• Bom Domingo para todos.


Wanda e Tatai

06.09.2009.

sábado, 29 de agosto de 2009

22º Domingo do Tempo Comum


DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

30 de agosto de 2009

22º Domingo do Tempo Comum

Edvaldo Santiago


ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• A lei dos homens e a Lei de Deus

• Oração do Dia

Senhor Jesus, não permitas que eu me iluda, buscando uma pureza exterior,
quando a que te agrada é a que provém do meu interior. Paulinas).

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Deuteronômio 4, 1 - 2. 5 - 8

1 Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os preceitos que eu vos ensino, para os observardes, a fim de que vivais, e entreis e possuais a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos dá.
2 Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando.
5 Eis que vos ensinei estatutos e preceitos, como o Senhor meu Deus me ordenou, para que os observeis no meio da terra na qual estais entrando para a possuirdes.
6 Guardai-os e observai-os, porque isso é a vossa sabedoria e o vosso entendimento à vista dos povos, que ouvirão todos estes, estatutos, e dirão: Esta grande nação é deveras povo sábio e entendido.
7 Pois que grande nação há que tenha deuses tão chegados a si como o é a nós o Senhor nosso Deus todas as vezes que o invocamos?
8 E que grande nação há que tenha estatutos e preceitos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós?

Salmo 14, 1 - 5

1 Quem, Senhor, habitará na tua tenda? quem morará no teu santo monte?
2 Aquele que anda irrepreensivelmente e pratica a justiça, e do coração fala a verdade;
3 que não difama com a sua língua, nem faz o mal ao seu próximo, nem contra ele aceita nenhuma afronta;
4 aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado, mas que honra os que temem ao Senhor; aquele que, embora jure com dano seu, não muda;
5 que não empresta o seu dinheiro a juros, nem recebe peitas contra o inocente.
Aquele que assim procede nunca será abalado.

Segunda Leitura – Tiago 1, 17 – 18

17. Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade.
18. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas.

Jesus e a Lei

• Evangelho de Marcos 7, 1 - 8. 14 - 15. 21 - 23
1 Foram ter com Jesus os fariseus, e alguns dos escribas vindos de Jerusalém,
2 e repararam que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar.
3 Pois os fariseus, e todos os judeus, guardando a tradição dos anciãos, não comem sem lavar as mãos cuidadosamente;
4 e quando voltam do mercado, se não se purificarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como a lavagem de copos, de jarros e de vasos de bronze.
5 Perguntaram-lhe, pois, os fariseus e os escribas: Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos anciãos, mas comem o pão com as mãos por lavar?
6 Respondeu-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim;
7 mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens.
8 Vós deixais o mandamento de Deus, e vos apegais à tradição dos homens.
14 E chamando a si outra vez a multidão, disse-lhes: Ouvi-me vós todos, e entendei.
15 Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo; mas o que sai do homem, isso é que o contamina.
21 Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios,
22 a cobiça, as maldades, o dolo, a libertinagem, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a insensatez;
23 todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem

- Comentário do Evangelho -

Jesus e a verdadeira religião
O evangelista Marcos narra, neste domingo, a contestação e as leis judaicas, todas elas contra a Boa Notícia de Jesus. Lavar as mãos antes das refeições era tradição para os judeus. Todavia, não o era para o Filho de Deus.
Tudo começou em razão de fariseus e alguns escribas terem visto os discípulos de Jesus comerem sem antes lavar as mãos. Sinal de impureza, vez que era lei, entre os anciãos, lavar as mãos antes das refeições.
.Exigência só para a elite judaica. Aos pobres, humildes não se cobravam tais preceitos, daí a exploração social sofrida pela classe menos favorecida.
A lei da pureza, bem como inúmeras outras normas geravam motivos da separação entre os poderes – religiosos e políticos – em relação às classes sem vez e sem voz: mulheres, escravos, doentes.

Diante do descumprimento da lei da purificação, os fariseus inquiriram a Jesus das razões porque sés discípulos não obedeciam ao preceito judaico.
Jesus, então, recordou-lhes a profecia de Isaías, chamando os indagadores de hipócritas, vez que pregavam uma coisa e, na realidade, faziam outra. Eles dignificam, honravam a Deus com os lábios, porém de coração bem longe Deus.
Obedecer aos dois maiores mandamentos, amarem a Deus e ao próximo, é essencial e mais importante que o cumprimento das leis, regulamentos, decretos criados pelos homens. As leis humanas, visíveis ontem, como hoje, são criadas por uma elite poderosa que oprime, machuca, humilha os menos favorecidos. Isso em todas as camadas sejam elas sociais, religiosas, econômicas, políticos. Só em Deus, no Filho do Homem encontra os excluídos a sua verdadeira proteção.
No versículo 15, Jesus exprime toda a sua grandeza, afirmando;
“Nada há fora do homem que, entrando nele, possa contaminá-lo;
mas o que sai do homem, isso é que o contamina”.
E o diz bem Jesus Cristo, que deve ser ouvido por todos nós, discípulos e missionários, por todos os cristãos. Saem de dentro do homem, do seu interior, do seu coração, as coisas que contaminam e prejudicam: o consumismo, a violência, o desamor, a inveja, a usura, a auto-suficiência.
São esses os ídolos atuais que contaminam e fazem mal a toda a comunidade em que vivemos. Só em Deus encontraremos a paz, a justiça, o amor.

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!


Bom Domingo para todos.

Wanda e Tatai
30.08.2009.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Entre uma Nota e outra, o Silêncio

Entre uma Nota e outra,
o Silêncio




Edvaldo Santiago


“As palavras dos sábios ouvidas em silêncio
valem mais do que
o clamor de quem governa entre os tolos”.
(Eclesiastes, 9, 17)



Silêncio!

Entre o dó, ré, mi, o silêncio, o espaço que faz distinguir o som das notas.

O silêncio natural nos mosteiros, nas capelas, nos momentos de meditação, está perdendo terreno nesse mundo zoadento e estridente.

Dificilmente, se pode ouvir o silêncio; quase já não se percebe como ele é. Dizem que é de ouro, que vale uma confissão, que incomoda a muitos que não gostam de conviver com ele enquanto aclamam por atenção.

Estamos vivendo num tempo em que todos falam de uma só vez; os meios de comunicação falam muito alto, impingindo-nos suas informações, criando necessidades desnecessárias, poluindo o éter de tanta zoada; fere-nos o tímpano, confunde-nos a mente, perturba-nos a paz. Impede-nos de pensar.

Faz-nos os “mass-media”.

Só se conhece o som, a música, a harmonia e a melodia de um canto, ouvindo-se o silêncio, vivendo o silêncio, sorvendo a paz que ele encerra.

Concordamos com o filósofo e poeta, Huberto Rohden, na sua expressão:

“Somente em silêncio verbal e mental pode a alma falar.
E esse falar é o profundo silêncio”.

Continua o poeta:


“Silêncio,
como o nascer do sol, a luz das estrelas,
o perfume das flores, o amor do espírito;
como os vastos desertos, o cume das montanhas;
como o colóquio da alma com Deus e
o colóquio da alma consigo mesma”.

Silêncio é plenitude, é presença, é verdade!

Há momentos na vida, e são muitos, que as palavras não falam, nada dizem. Um riso, uma lágrima, um olhar terno dizem mais, em silêncio. Porque o silêncio vem da alma onde se encontra o Reino.

Há sempre o silêncio entre uma nota e outra, senão, como perceberíamos o som, a magia delas? Não existiriam.

As bombas, a violência, destruição da natureza, o descaso do homem pelo homem, a ausência de Deus soterram o silêncio e o mundo inteiro sofre.

Por que a reflexão, a conversa da criatura com o Criador, o encontro a sós com Ele só se pode fazer em silêncio. Não são as palavras e sim o silêncio que fala com Deus; que permite a conversa de alma com alma, de filho com Pai; Pai que entende, conhece, sabe perfeitamente dos anseios do filho

No silêncio é que se encontram as grandes soluções da vida, para todos os males. O silêncio dos laboratórios, as pesquisas científicas, as reflexões filosóficas, as descobertas dos princípios da razão, os grande escritos comunicam e criam coisas novas.

“Marta, Marta; Maria escolheu a melhor parte”. Escolheu ficar em silêncio com o Mestre, ouvi-lo, vê-lo de perto, ascultar-Lhe a serenidade, aprender o amor vivo do Filho do Homem.

É necessário eximir-se da trabalheira, do corre-corre, do vexame do cotidiano que não leva a nada, que se desfaz com o tempo.

Preferir o silêncio cósmico, o silêncio que aquieta a alma.

Sente-se, ponha-se numa postura de conforto, só, sem ruído, em atitude de meditação e veja quanta coisa lhe diz a serenidade!

Sim ao silêncio.

14.04.2009

sábado, 22 de agosto de 2009

21º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

23 de agosto de 2009

21º Domingo do Tempo Comum

Edvaldo Santiago


ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• A messianidade de Jesus

• Oração do Dia

Senhor Jesus, estou disposto a seguir-te sempre,
pois só tu tens palavras de vida eterna.(Paulinas).

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Josué 24, 1 - 2a. 15 - 17. 18b

1 Depois Josué reuniu todas as tribos de Israel em Siquém, e chamou os anciãos de Israel, os seus cabeças, os seus juízes e os seus oficiais; e eles se apresentaram diante de Deus.
2 Disse então Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel:
15 Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.
16 Então respondeu o povo, e disse: Longe esteja de nós o abandonarmos ao Senhor para servirmos a outros deuses:
17 porque o Senhor é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos preservou por todo o caminho em que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos.
18 Nós também serviremos ao Senhor, porquanto ele é nosso Deus.



Salmo 33, 1 - 7

1. De Davi. Quando simulou alienação na presença de Abimelec e, despedido por ele, partiu.
2. Bendirei continuamente ao Senhor, seu louvor não deixará meus lábios.
3. Glorie-se a minha alma no Senhor; ouçam-me os humildes, e se alegrem.
4. Glorificai comigo ao Senhor, juntos exaltemos o seu nome.
5. Procurei o Senhor e ele me atendeu, livrou-me de todos os temores.
6. Olhai para ele a fim de vos alegrardes, e não se cobrir de vergonha o vosso rosto.
7. Vede, este miserável clamou e o Senhor o ouviu, de todas as angústias o livrou.

Segunda Leitura – Efésios 5, 21 - 32

21. Sujeitai-vos uns aos outros no temor de Cristo.
22. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor,
23. pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador.
24. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos.
25. Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela,
26. para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra,
27. para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível.
28. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
29. Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja -
30. porque somos membros de seu corpo.
31. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois constituirão uma só carne (Gn 2,24).
32. Este mistério é grande, quero dizer, com referência a Cristo e à Igreja.

• Evangelho - João 6, 60 - 69

60. Muitos dos seus discípulos, ouvindo-o, disseram: Isto é muito duro! Quem o pode admitir?
61. Sabendo Jesus que os discípulos murmuravam por isso, perguntou-lhes: Isso vos escandaliza?


Jesus Cristo, o Messias.

62. Que será, quando virdes subir o Filho do Homem para onde ele estava antes?...
63. O espírito é que vivifica, a carne de nada serve. As palavras que vos tenho dito são espírito e vida.
64. Mas há alguns entre vós que não crêem... Pois desde o princípio Jesus sabia quais eram os que não criam e quem o havia de trair.
65. Ele prosseguiu: Por isso vos disse: Ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lho for concedido.
66. Desde então, muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele.
67. Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos?
68. Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
69. E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!


• Comentário do Evangelho

Os discípulos não compreendem Jesus

O evangelho de João, o discípulo amado, trata da dúvida ainda existente sobre a verdadeira identidade de Jesus. Como os judeus não acreditam na divindade do Senhor, também os discípulos, murmuram, em face da conversa de Jesus sobre assuntos como “o pão da vida” “o pão que desceu do céu", bem como expressões outros que não entenderam seus discípulos.

Em vista disso, Jesus on inquire e lhes diz que coisas mais profundas verão, como a volta do Filho do Homem de volta à casa do Pai.

Comenta, ainda, Jesus que sabia e sabe dos que n’Ele crêem e mesmo aquele que irá irá traí-lO. Prosseguindo, o Mestre afirma que só aqueles a quem o Pai concede poderão vir a Ele.

Daí, aqueles que duvidam do Filho de Deus começam a se afastar. Retirando-se da sua companhia já não O acompanham nas suas andanças e pregações. Então, Jesus dirige-se a seus doze discípulos e lhes pergunta se também querem deixá-lO.

Surge, então, de profunda compreensão, a expressão de fé de Pedro:

Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!

Essa dúvida, essa descrença no sagrado, nas coisas de Deus, no próprio Deus já existe há muito. Desde os tempos da história. Vejamos Josué (primeira leitura) reunindo e conclamando de Israel os anciãos, os juízes, os seus oficiais a se reunirem na presença de Deus e afirmarem se crêem ou não crêem no seu verdadeiro Deus, Criador dos céus e da terra.

O segundo versículo do Salmo canta assim:

“Bendirei continuamente ao Senhor,
seu louvor não deixará meus lábios”.

As palavras de Jesus Cristo são sempre atuais, sempre presentes em nossa vida. Como bem diz São Paulo em Hebreus 13, 8:

‘Jesus Cristo é o mesmo,
ontem e hoje e eternamente”.

Vamos refletir nesta Eucaristia. Os tempos mudaram, todavia, as dúvidas, as murmurações continuam. Outros deuses com Baal e Astarte mudaram de cara, mas são eles os mesmos, com nomes diferentes: consumismo, violência, dinheiro, dinheiro, status, sucesso e suas variações.

Guardemos com intensidade, fazendo das palavras de Simão Pedro as nossas?

Senhor, a quem iríamos nós?

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

• Bom Domingo para todos

Wanda e Tatai
23.08.2009.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O velho caldo

O velho caldo


Edvaldo Santiago

• Atentem bem. O velho caldo, não o caldo velho.

O velho caldo tem um sentido cheiroso, gostoso, amoroso, dengoso, terno e suave que desce pela goela, escorregando, devagar, para melhor se sentir o sabor, o gosto bem gostoso, mexido com o pirão bem mexido. Hum... hum... Que caldo!

O velho caldo

Longe do caldo velho, antigo, com cheiro de passado, cheiro de panela, meio enfumaçado, que mal se saboreia, mal engolido o pirão, sem jeito.

Cuidado com os adjetivos. Antes ou depois do substantivo, tiram-se o sentido. Velho homem, sinal afetivo; homem velho, antigo, idoso. Casa velha, antiga, sem afeto; velha casa, sinal de afeto, lembrança, saudade.

O velho caldo, com certeza é o caso de amor certo e não certo amor. É carinho antigo, curtido todos os dias, toda hora. É afeto puro,

É uma história de amor!

História real, vivida entre os dias que passamos em Salvador, às voltas com a nova cirurgia que nos levou a Wanda, Tatai, Maria Amélia e Gói a residir, mais de dois meses na cidade grande.

Com os filhos e netos, nora e genro que residem em Salvador, passamos nós um período maravilhoso, tranqüilo, de muita afetividade, muito carinho, muita conversa, sem faltar o sopão das quintas-feiras, o sobe-e-desce dos sábados e as moquecas de peixe aos domingos.

Isso tudo a cargo de Gói e Nide com a supervisão da Rainha, Wanda, a super-avó, coadjuvada por Maria Amélia, misto de motorista, acompanhante e economista e de Ademar, o amigo do ministro. Além do macarrão gostoso de Gói, com a farofinha amanteigada.

Excelentes reuniões com Antônio José e Eliene, Lúcia Helena e Ademar, netos e netas, bisnetos e bisnetas; uma festa de amor que nos amenizaram, suavizaram a expectativa da nossa cirurgia.

E os fins de semana, com indispensável cervejinha, sempre a comando de Ademar, Helena e Maria Amélia!, chefes da tribo.

Os filhos que moram em Salvador e demais familiares mataram a saudade. Nunca ficaram juntos conosco por tanto tempo. Do mesmo modo, também nós matamos a saudade dessa convivência tão gostosa, tão afetiva, que nos fizeram esquecer os motivos da nossa estada: a cirurgia de Tatai.

O note book com o pen drive da Vivo de Antônio José nos fizeram contatar com o mundo e os jogos do computador, bem como suas orações, ajudaram a Wanda passar o tempo, rezando, orando por nossa cirurgia.

Tão bom foi esse tempo que nos permitiu ler seis livros; três religiosos e três de psicologia. A Psicologia Analítica de Jung que nos fizeram conversar, ler, refletir as coias da vida, de ontem, de hoje, de sempre.

Com Lúcia Helena, competente psicóloga, estudiosa e aplicada, nos nossos papos, aprendemos com ela mil coisas novas, atuais, necessárias mais do que nunca. Sobretudo em Saudades do Paraíso, de Mário Jacoby, livro que nos impele a acordar, a reviver, a perguntar a nós mesmos: que sentido estamos imprimindo a nossa vida até hoje? Crescemos ou ainda estamos do mesmo tamanho?

Isabel, Gilson, Isabelle, Vandinha e Sofia estiveram conosco por um bom tempo e nos alegraram bastante. Isabel às voltas com Sofia e filmes de terror. Maria Luísa, além das visitas, enfermeira de primeira, com Maria Amélia assistiram de perto os sustos de Tatai no hospital. Sempre rentes com ele.

Pois bem, foi nesse clima de afetivo, muita sopa, muita conversa, muita oração que vimos e vivemos a história de

O velho caldo

Trata-se de uma velha história, não de uma história velha.
Personagens da história: Nide e Caio. Ela doméstica, cozinheira, arrumadeira, responsável pela residência de Ademar e Lúcia, avós de Caio. Caio filho de Helena.

Todos, avós e mãe de Caio passam o dia inteiro no trabalho e no estudo. Ficam Caio e Nide um olhando para a cara do outro, havendo entre os dois uma profunda amizade, vez que Nide cuida dele como mãe, irmã, tia. Tudo!
Ela o viu nascer e zela por ele de tal forma que quase tudo é com ela. Do banho, trocar de roupa, refeições, escola, sempre os dois juntos. Ele só almoça com ela de junto, inclusive fazendo o seu prato, seu café, seu pão.

Há, inclusive, segredo entre os dois, como se nota na história aqui narrada.

Num dos dias que passamos em Salvador, no almoço, descobrimos esse chamego, esse dengo entre os dois.

Ao fazer o prato de Caio, como sempre, o cuidado. Bote isso, bote aquilo. Mais arroz, aquele pedaço de carne, de galinha, aquele ossinho. Nós, admirados pelo entendimento entre os dois, olhando, achando bonita a afeição entre os dois.

O prato pronto. Já nos parecia o início da refeição, quando nos veio a surpresa. A pergunta inesperada de Caio:

E o velho caldo?

Bem, só mesmo Nide e Caio é que se entendem...


07.08.2009

sábado, 15 de agosto de 2009

20º Domingo do Tempo Comum


DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos
16 de agosto de 2009

20º Domingo do Tempo Comum

Edvaldo Santiago

ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• Solenidade da Assunção de Nossa Senhora

• Oração do Dia

Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo.

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Apocalipse 11, 19ª; 12. 1. 3 - 6ª. 10ab

19 Abriu-se o santuário de Deus que está no céu.
1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;
4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.
5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo;

Salmo – 44, 10b

À tua mão direita está a rainha, ornada de ouro de Ofir.
Segunda Leitura – 1Coríntios 15, 20 - 27a

20 Mas na realidade Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
21 Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.
22 Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados.
23 Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.
24 Então virá o fim quando ele entregar o reino a Deus o Pai, quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder.
25 Pois é necessário que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés.
26 Ora, o último inimigo a ser destruído é a morte.
27 Pois se lê: Todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés.

Assunção de Nossa Senhora

Evangelho – Lucas 1, 39 – 56

39 Naqueles dias levantou-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
40 entrou em casa de Zacarias e saudou a Isabel.
41 Ao ouvir Isabel a saudação de Maria, saltou a criancinha no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo,
42 e exclamou em alta voz: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!
43 E donde me provém isto, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?
44 Pois logo que me soou aos ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria dentro de mim.
45 Bem-aventurada aquela que creu que se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas.
46 Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito exulta em Deus meu Salvador;
48 porque atentou na condição humilde de sua serva. Desde agora, pois, todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
49 porque o Poderoso me fez grandes coisas; e santo é o seu nome.
50 E a sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.
51 Com o seu braço manifestou poder; dissipou os que eram soberbos nos pensamentos de seus corações;
52 depôs dos tronos os poderosos, e elevou os humildes.
53 Aos famintos encheu de bens, e vazios despediu os ricos.
54 Auxiliou a Isabel, seu servo, lembrando-se de misericórdia
55 (como falou a nossos pais) para com Abraão e a sua descendência para sempre.
56 E Maria ficou com ela cerca de três meses; e depois voltou para sua casa.

Comentário do Evangelho

Visitação

Assunção de Nossa Senhora aos céus!

Este dogma de fé foi proclamado, em 1950, pelo Papa Pio XII, na Encíclica Munnificentíssimus Deus (01.11.1950)..

Na narrativa da visitação de Maria a sua prima Isabel é exclusiva do evangelista Lucas. O encontro entre Maria, grávida do Salvador do mundo, e Isabel, mãe de João, o precursor, tem significado profundo na história da humanidade, vez que marca a vinda ao mundo do Filho do Deus Vivo.

A cena da visitação de Maria a Isabel nos apresenta, de modo profundo o projeto salvífico de Deus. Da visita ao seu maravilhoso Magnificat, Maria integra-se, por completo ao projeto de Deus, em fazendo sua profissão de fé.

Grávida, percorrendo montanha, rumo a Judá, Maria foi até a casa de Isabel a dar-lhe a bela e divina notícia da sua graça.

Assim que chegou, Maria saudou Isabel que, de imediato, foi cheia pelo Espírito Santo, vez que, também estava grávida de João seu filho e de Zacarias. E sua expressão de amor sobre Maria se fez ouvir e fazer parte da nossa oração Ave Maria:

(v 42) Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre!

Vaticínio que em Maria serão cumpridos todos os fatos e acontecimentos da História do Povo de Deus, em sua Nova e Eterna Aliança, com o advento do Filho de Deus, Jesus Cristo.

Ao emitir o Sim ao anjo Gabriel, Maria comprometeu-se, de corpo e alma, ao Projeto de Deus. Isso se ratifica no cântico, em seu Magnificat, inserto nos versículos 46 a 56.

Uma predição, verdadeira profecia de tudo o que lhe iria acontecer, em virtude de sua fé, sua certeza, seu acolhimento e comprometimento com o Plano de Deus. Com toda razão a Igreja institui o dogma de fé, o dogma de Maria assunta aos céus, pela sua virtude, sua disponibilidade, sua entrega sem vacilação. Maria creu, teve fé e nos deixou exemplos edificantes.

Na primeira leitura, em um combate celestial no estilo apocalíptico judaico marcado pelo dualismo, aparece a figura da mulher cujo filho vence o dragão.

Paulo apresenta a ressurreição como a vitória da vida obre a morte.

Ave Maria, cheia de graças, o Senhor é convosco.

Bendita sois vós entre as mulheres.

Bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus!


Hoje, 16 de Agosto, Dia do nosso Padroeiro,

Salve São Roque!

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

• Bom Domingo para todos.



Wanda e Tatai

Ipiaú, 15 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Festa de São Roque

DIOCESE DE ILHÉUS / PARÓQUIA DE SÃO ROQUE
IPIAÚ - BAHIA


Festa de São Roque
16 de agosto de 2009

Edvaldo Santiago


Glorioso São Roque

Com a tradicional e alegre passeata, começou no dia 07 de agosto a Festa do glorioso São Roque, Padroeiro de Ipiaú.

Durante a semana inteira, a cidade está enfeitada, feliz, comemorando tão importante data. As novenas sempre se apresentamcom a Igreja cheia, palestras bonitas e atuais. Culmins a festa a celebraçaõ da Missa Solene e a célebre procissão que tem em seus fiéis grande afluência, inclusive dos devotos que pagam suas promessas. Com a bênçao do Santíssimo Sacramento, encerra-se a Festa.

Dirigida e orientada a Festa pelos Padres Nilton Conceição e Edson Hagge. Conta também com a Equipe Coordendora composta pelos casais Antônio Lisboa e Ivonete Marinho, Zizo Pinhieor e Luzinete de Luna, Antônio Whelliton Eliana Matias, Edvaldo Fraga e Dilma Batista e Ailton Barreto e Maria Cristina.

O tema central das celebrções é

“No caminho de Emaús,aquecemos nosso coraçao
para missionaridade

Tema esse, de fundamento bíblico, extraído de Lucas 24, 13-35.

OS DISCÍPULOS DE EMAÚS

De facto, os discípulos de Emaús convidam «o divino Viajante» a entrar em sua casa, reconhecem-no na “fracção do pão” e correm a contá-lo aos Onze, porque Ele, antes, lhes abriu os olhos da fé com a interpretação das Escrituras e lhes aqueceu o coração com o entendimento dos mistérios de Deus. (Internet)

29 Eles, porém, o constrangeram, dizendo: Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia. E (Jesus) entrou para ficar com eles.
30 Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, lho dava.
31 Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles.
Fica conosco, Senhor!

• São Roque, o peregrino de Deus.

Sabemos que São Roque nasceu na França, pelos fins do século treze ou no início do quatorze, de pais nobres e cristãos. Perdendo os pais ainda jovem, renunciou à nobreza e distribuiu seu rico patrimônio aos pobres para tornar-se pobre e peregrino como Cristo. Aos 20 anos saiu ocultamente de sua cidade, dirigindo-se a Roma e à Terra Santa em peregrinação de penitência. Durante a viagem, a cerca de 100 quilômetros de Roma, deparou com a peste negra que assolava a cidade de Aquapendente. Interrompeu sua peregrinação e se pôs à disposição dos empestados, tratando suas chagas, consolando-os e curando-os em nome de Jesus.
Após livrar aquela cidade da epidemia, ia reiniciar sua caminhada para Roma, quando lhe chegam notícias alarmantes sobre a devastação que a peste fazia entre as populações da Província da Romanha. Dirige-se imediatamente para as cidades de Cesena e Rimini, lutando contra a doença com suas preces e penitências, com seu trabalho e milagres.
Em Placência (Piacenza) encontra novo foco da doença e, no cuidado dos empestados, ele também contraiu a peste negra. Para não ser pesado a ninguém, e com o fim de se tratar, retirou-se para um bosque, situado à beira de uma nascente. Curado miraculosamente por Deus e miraculosamente alimentado por um cão, o nosso santo tomou o caminho para a última e derradeira etapa da caminhada de volta a sua cidade de Montpellier.
Após oito anos de peregrinação e de doação aos irmãos doentes, Roque deixa a Itália, que se tornará sua pátria como santo protetor contra as epidemias. Chega a
Montpellier como migrante desconhecido. Tomado por vagabundo e espião, foi encarcerado por cinco longos anos. Morreu no cárcere com 32 anos de idade. Só então foi reconhecido como filho da terra, da nobre família Rog, e seus conterrâneos lhe tributaram honra e veneração.
Em 1485, a maior parte de suas preciosas relíquias foram transferidas para Veneza, onde a Irmandade, instituída sob seu patrocínio, construir-lhe-ia a mais célebre igreja. Aquela cidade foi o foco de irradiação de sua devoção e de seu culto para o mundo inteiro. A República de Veneza, rainha dos mares, contribuiu poderosamente para elevar o nome, o culto e a glória de São Roque.
VIDA DE SÃO ROQUE de Júlio J. Brustoloni
Cheios fé, alegres pela festa do nosso Padroeiro, pedindo a Jesus Cristo, ficai conosco, Senhor, cantemos o Hino São Roque.

HINO DE SÃO ROQUE

1. Salve, salve São Roque portento/ Das virtudes divinas e do amor
Recebeste de Deus doce alento/ Nas batalhas do mundo traidor

REFRÃO: SALVE SÃO ROQUE AMADO/ ÈS MENSAGEIRO CELESTE
LEVA JESUS NOSSO BRADO CONTRA O CONTÁGIO DA PESTE

2. Recebeste de Deus ó São Roque/ As virtudes divinas e do amor
Que nos livre da peste ferina/ Do demônio cruel tentador

REFRÃO: SALVE SÃO ROQUE AMADO/ ÉS MENSAGEIRO CELESTE
LEVA JESUS NOSSO BRADO CONTRA O CONTÁGIO DA PESTE

3. De Jesus mestre santo adorado/ No seu corpo e no seu pensamento
Aos leprosos caídos na estrada/ Ias logo lenir os tormentos


Ipiaú (Ba), 07 de agosto de 2009.


Wanda e Tatai



sábado, 8 de agosto de 2009

19º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos


19º Domingo do Tempo Comum

Edvaldo Santiago

09 de agosto de 2009

ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• Jesus, o Pão que desceu do Céu.

• Oração do Dia

Espírito de docilidade ao Pai, reforça minha disposição para acolher os ensinamentos divinos e colocar-me, resolutamente, na busca do Ressuscitado. (Paulinas)

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura - 1Reis 19, 4 - 8

4 Ele (Elias), porém, entrou pelo deserto caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, dizendo: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais.
5 E deitando-se debaixo do zimbro, dormiu; e eis que um anjo o tocou, e lhe disse: Levanta-te e come.
6 Ele olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas, e uma botija de água. Tendo comido e bebido, tornou a deitar-se.
7 O anjo do Senhor veio segunda vez, tocou-o, e lhe disse: Levanta-te e come, porque demasiado longa te será a viagem.
8 Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força desse alimento caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

Salmo 33, 1 – 6

1 Regozijai-vos no Senhor, vós justos, pois aos retos fica bem o louvor.
2 Louvai ao Senhor com harpa, cantai-lhe louvores com saltério de dez cordas.
3 Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.
4 Porque a palavra do Senhor é reta; e todas as suas obras são feitas com fidelidade.
5 Ele ama a retidão e a justiça; a terra está cheia da benignidade do Senhor.
6 Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da sua boca.

Segunda Leitura – Efésios 4, 30 - 5, 2

30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.
31 Toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmia sejam tiradas dentre vós, bem como toda a malícia.
32 Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.
1 Sede, pois imitadores de Deus, como filhos amados;
2 e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.

Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu


• Evangelho – João 6, 41 – 51

41 Murmuravam, pois, dele os judeus, porque dissera: Eu sou o pão que desceu do céu;
42 e perguntavam: Não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz agora: Desci do céu?
43 Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.
44 Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.
45 Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim.
46 Não que alguém tenha visto o Pai, senão aquele que é vindo de Deus; só ele tem visto o Pai.
47 Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê tem a vida eterna.
48 Eu sou o pão da vida.
49 Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.
50 Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra.
51 Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne.
Comentário do Evangelho

• Nesta celebração eucarística, antes do comentário ao Evangelho, prestemos uma homenagem aos pais. Hoje, Dia dos Pais, nada mais justo.

Juntos, peçamos a Deus por esses heróis do cotidiano, que lutam, sofrem e se alegram por seus filhos, por sua família.

Nossa homenagem, nosso carinho, nosso reconhecimento a esse Dia tão importante na vida de todos nós.

Deus Pai, Deus Mãe, abençoe os pais do mundo inteiro!


Jesus, pão da vida eterna.

“Eu sou o pão que desceu do céu”, foi a afirmação categórica de Jesus, no Evangelho do domingo anterior.
Em sua narrativa de hoje, continua Jesus a expor, claramente, a Sua divina identificação, Sua messianidade.

Eu sou o pão da vida.

Por esse motivo, os judeus, sempre maliciosos e descrentes, murmuravam, entre si, diante da afirmação do Filho de Deus. Questionavam, como um conhecido de todos, cidadão comum, filho de um carpinteiro federia dizer que desceu no céu.

Lendo seus pensamentos escondidos, Jesus censurou-os pelo seu murmúrio. A rejeição dos judeus não intimidou o Filho de Deus em seu murmúrio malsão. De imediato, replicou-lhes Jesus, dizendo, textualmente:

(v 44) Ninguém pode vir a mim,
se o Pai que me enviou
não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.

Deu bem a entender aos incrédulos que o cidadão que eles conhecem como filho de José, o carpinteiro, a humilde pessoa que viveu entre eles dia após dia, é Ele mesmo, Jesus Cristo, Filho do Deus vivo.

Chega do entendimento, basta das formalidades até então conhecida entre eles, fariseus, escribas, anciãos, que o poder dos poderosos há de sobreviver. A política romana e o formalismo judeu já não prevalecem. Chegou a vez dos mais fracos, mais humildes – pagãos, mulheres, escravos – o Pão do Céu, o Pão Vivo que desceu do Céu, chegou até nós, está entre nós, está dentro de cada um de nós: Jesus Cristo, Filho do Altíssimo!

“Eu sou o pão da vida”, afirma o Mestre. Só quem crê nesta verdade será salvo, terá a vida eterna. Isso só se consegue compreender, à luz da fé, à luz do amor, pois só a razão não nos levará a tão profundo mistério.

Diferente do maná que os antepassados comeram no deserto e morreram, quem come do Pão Vivo que desceu do Céu terá vida, vida eterna. Jamais morrerá.

O Pai Nosso que está no céu e na terra, em todos os lugares já fez isso a Elias, matando-lhe a fome, com o pão que o salvou da fome (primeira leitura).

A essa altura, vejamos em Mateus, 16, 8, a palavra de Jesus:

Por que arrazoais entre vós por não terdes pão,
homens de pouca fé?

O Evangelho de hoje nos encoraja, nos dá forças para acreditar, para crer, ter certeza de que esse mesmo Filho do carpinteiro, Filho de Maria, concebido pelo Espírito Santo, esse camponês, é Jesus Cristo, Filho do Deus Vivo, o nosso alimento espiritual, o

Pão Vivo que desceu do Céu!

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo

Feliz Dia dos Pais!

Bom Domingo para todos!


Wanda e Tatai

09.08.2009.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

FORMATURAS 2009








Com muita satisfação, registramos a formatura das pessoas acima:

1. Maíra Rocha Alves – Medicina – 10 de julho.

2. Evelin Santiago Vasconcelos – Medicina Veterinária – 1º de agosto.

3. Carlos Roberto B. Vasconcelos Júnior – Medicina – 1º de agosto.

4. Antônio Ennio de Jesus – Sistemas de Informação – 08 de agosto.

Os sinceros parabéns aos recém-formados e a todos os seus familiares.


Wanda e Tatai

03.08.2009.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

18º Domingo do Tempo Comum

DIOCESE DE ILHÉUS – PARÓQUIA DE SÃO ROQUE

IPIAÚ - BAHIA

Ano B – Marcos

02 de agosto de 2009

18º Domingo do Tempo Comum


Edvaldo Santiago


ANO SACERDOTAL

• Dia do Senhor

• Jesus, o Pão da Vida .

• Oração do Dia

Pai, dá-me sensibilidade para perceber que a presença de Jesus, na nossa história, é a grande obra que realizaste: dar-nos a vida eterna

• Leituras litúrgicas

Primeira Leitura – Êxodo 16, 2 - 4. 12 – 15

2 E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.
3 Pois os filhos de Israel lhes disseram: Quem nos dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão.
4 Então disse o Senhor a Moisés: Eis que vos farei chover pão do céu; e sairá o povo e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu o prove se anda em minha lei ou não.
12 Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel; dize-lhes: À tardinha comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus.
13 E aconteceu que à tarde subiram codornizes, e cobriram o arraial; e pela manhã havia uma camada de orvalho ao redor do arraial.
14 Quando desapareceu a camada de orvalho, eis que sobre a superfície do deserto estava uma coisa miúda, semelhante a escamas, coisa miúda como a geada sobre a terra.
15 E, vendo-a os filhos de Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? porque não sabiam o que era. Então lhes disse Moisés: Este é o pão que o Senhor vos deu para comer.

Salmo 78 77, 3. 4, 23 - 24. 25, 54

3 coisas que temos ouvido e sabido, e que nossos pais nos têm contado.

4 Não os encobriremos aos seus filhos, cantaremos às gerações vindouras os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que tem feito.

23 Contudo ele ordenou às nuvens lá em cima, e abriu as portas dos céus;

24 fez chover sobre eles maná para comerem, e deu-lhes do trigo dos céus.

25 Cada um comeu o pão dos poderosos; ele lhes mandou comida em abundância.

54 Sim, conduziu-os até a sua fronteira santa, até o monte que a sua destra adquirira.

Segunda Leitura - Efésios 4, 17. 20 - 24

17 Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que não mais andeis como andam os gentios, na verdade da sua mente,

20 Mas vós não aprendestes assim a Cristo.

21 se é que o ouvistes, e nele fostes instruídos, conforme é a verdade em Jesus,

22 a despojar-vos, quanto ao procedimento anterior, do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano;

23 a vos renovar no espírito da vossa mente;

24 e a vos revestir do novo homem, que segundo Deus foi criado em verdadeira justiça e santidade.

• Evangelho – João 6, 24 - 35

24 quando, pois, viram que Jesus não estava ali nem os seus discípulos, entraram eles também nos barcos, e foram a Cafarnaum, em busca de Jesus.

25 E, achando-o no outro lado do mar, perguntaram-lhe: Rabi, quando chegaste aqui?

26 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que me buscais, não porque vistes sinais, mas porque comestes do pão e vos saciastes.

27 Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu o seu selo.

Eu Sou o Pão da Vida


28 Perguntaram-lhe, pois: Que havemos de fazer para praticarmos as obras de Deus?

29 Jesus lhes respondeu: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou.

30 Perguntaram-lhe, então: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos e te creiamos? Que operas tu?

31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Do céu deu-lhes pão a comer.

32 Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu.

33 Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.

34 Disseram-lhe, pois: Senhor, dá-nos sempre desse pão.

35 Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.

Comentário do Evangelho

O verdadeiro pão do céu

• João narra em seu evangelho de hoje, ainda, o efeito da multiplicação dos pães e dos peixes do Domingo passado.

A multidão procura Jesus, certa de que Ele, sozinho, poderá resolver todos os seus problemas, a partir da alimentação.

Nem Jesus, nem os discípulos estavam mais ali. Por isso, foram eles, de barco a Cafarnaum, à procura do Mestre. Assim que O encontraram, perguntaram ao Rabi quando chegou Ele até ali?

Entendendo bem a pergunta, Jesus lhes respondeu, dizendo que a razão por que O procuravam não eram sinais, mas pelo pão que comeram e lhes satisfez a fome. Foram saciados, famintos que estavam.

Então, na oportunidade, Jesus e as pessoas que O procuravam estabeleceram um diálogo, havendo o Filho do Homem.

Jesus começou a dizer-lhes, em tom de ensino: Que todos trabalhassem pela comida que permanece para toda a vida, aquela comida dada pelo próprio Jesus. Que eles creiam, firmemente, naquele enviado por Deus, Jesus Cristo.

Nesse diálogo, pediram, ainda um sinal outro, além do que eles presenciaram. Jesus lembrou-lhes, então, a cena que se passou no deserto, quando da passagem dos hebreus, em fuga do Egito.

Como menciona a 1ª leitura. Dadas as dificuldades no trajeto pelo deserto.

Textualmente, reclamando contra Moisés e Aarão, no versículo 3:

“Pois os filhos de Israel lhes disseram:
Quem nos dera que tivéssemos morrido pela mão do Senhor na terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne, quando comíamos pão até fartar! porque nos tendes tirado para este deserto, para matardes de fome a toda esta multidão”.

Foi quando, caído do céu, lhes aconteceu o maná, o alimento que lhes matou a fome no deserto.

Diferente de Jesus Cristo, Filho de Deus, o verdadeiro Pão que desceu do Céu, o Pão da Vida.

Categoricamente, Jesus Cristo, no versículo 15 afirma:

“Eu sou o pão da vida;
aquele que vem a mim, de modo algum terá fome,
e quem crê em mim jamais terá sede”.

O crer em Jesus, a certeza de que Ele é o Filho do Deus vivo, consiste em nos transformar no homem novo, criado à imagem de Deus, na verdadeira justiça e santidade (2ª leitura).

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!
• Bom Domingo para todos.

Wanda e Tatai
02.08.2009.