sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Caro Doutor Milton




Bacharel em Direito formado pela UNIME Itabuna – Ba, no dia 24 de agosto de 2012.




Diz-nos o Eclesiastes 3:1

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

Chegou o seu tempo, Advogado Milton de comemorar ou comemorarmos juntos sua brilhante conquista alcançada aos 39 aos de idade.

Não foi fácil conciliar o tempo lidando com a família – a esposa Silvana e seus filhos Milton Neto e Sarah Ellen, quando as obrigações militar sua profissão, bem como os estudos de Direito; todavia com a ajuda indispensável de Deus, você conseguiu brilhante vitória.

Queremos partilhar como amigos e admiradores seu e de seus pais Capitão Milton e Dona Sonia, dando-lhe nossos sinceros parabéns.

Que Deus o ajude e ilumine na sua nova carreira como Advogado.


Abraços cordiais e afetivos de


Wanda, Tatai e família.



Ipiaú, 28.08.2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Formatura de Gedeval

“Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e Luz para o meu caminho”.

(Salmo 119,105)


Caro Doutor Gedeval,

Deus o abençoe e o ilumine na sua brilhante carreira de Advogado, que ora inicia. Memorável Colação de Grau – UNIME- 24.08.2012.

Na vida, nada acontece por acaso. Nem há um determinismo, para que as coisas aconteçam. Há sempre uma significação oculta, uma razão, a que o psicólogo Jung chama de sincronicidade.

Sem que o percebesse, a Presença de Deus sempre nos acompanha, sempre está conosco.

Cidadão modesto, pequeno comerciante, de natureza introspectiva, vivendo com sua esposa, Virgínia, parecia tudo normal em sua vida. Do trabalho para casa, da casa para o trabalho.

Aos quarenta anos de idade, num estado numinoso, eis que a Lâmpada acende seus pés e lhe mostra um novo Caminho a seguir. Eis a Luz do Espírito Santo, abrindo-lhe novos caminhos.

Inspirado, impelido por uma Energia, sentiu vontade de estudar, de mudar, de transformar-se. Sempre correto em que o que fez, pôs suas coisas em dia, juntou suas modestas economias e, com sua esposa, partiu para Itabuna e iniciou nova vida, arriscando tudo, todavia, sempre sentindo impulso divino e a fé inabalável em Deus.

Aprovado no vestibular, sempre responsável, agarrou-se aos livros, ouvido atendo aos professores, varou por dias e noites, vivendo na raça e na coragem dos perseverantes como Deus n que, após cinco anos de vigília e de sonhos, atingiu a sua meta: Formatura em Bacharel em Direito, UNIME, Itabuna, Bahia, 24.08.2012.

Responsável, caprichoso em tudo o que sempre fez, foi o primeiro aluno da Faculdade a fazer o “Provão” da OAB/BA, antes de formar-se. Isso no ano passado de 2011.

Caro Gedeval, nós todos, da sua família, nos orgulhamos de Você. Seu exemplo, sua tenacidade, sua férrea vontade de mudar, de transformar-se, foi à transcendência, o que na Física quântica. Denomina-se Salto quântico.

Continue amigo dos livros, traga-os debaixo dos braços, pisando na terra e fitando os céus. Seja sempre o cidadão humilde, admirado e estimado por todos os seus amigos e familiares.

E que a

“Lâmpada continue acesa a seus pés

e alumiar-lhe, sempre, novos Caminhos”

Parabéns!

Um abraço bem afetivo de


Wanda, Tatai e Família.

Ipiaú (Ba), 24.08.2012.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mudar ou Morrer,

eis a questão



A questão, real e necessária, é mudar. Mudar, para ser a verdadeira pessoa, o ser humano criado à imagem e semelhança de Deus. Seja homem ou mulher, tem de reencontrar-se consigo mesmo, consigo mesma.

Ninguém nasceu para ser infeliz; ninguém nasceu para ser consumista compulsivo, depressivo, usuário de drogas ou falsear a verdade. O caminho da verdade e único e, só por este caminho, poderemos viver em paz com o mundo. Seja isso, aqui, ali, acolá. O bem e o mal estão em toda parte e as tentações são as mesmas.

Tal assunto nos veio à cabeça, em nos lembrando do ano de 1999; entrando no ano 2000. A história da águia e da galinha, tão bem ilustrada nos livros de Leonardo Boff, “A águia e a galinha” e o “O despertar da águia”.

Comecemos com a velha e conhecida história da águia, muito divulgada por e-mails. Como sabemos essa ave é extraordinária, capaz de vôos altíssimos, o que lhe permite ver o sol de perto e mal algum lhe faz aos olhos, graúdos e reluzentes. Vive em altos penhascos e tem asas bem longas e fortes, além do agudo bico e garras fortíssimas, que lhe permite segurar suas vítimas.

Pois bem, ao chegar aos quarenta anos, já não tem a mesma força para altos vôos. Que faz, então? Sentindo-se fraca, praticamente, agora, indefesa, recolhe-se a um bem alto penhasco e espera, com paciência, que o tempo lhe devolva seus dotes, com os quais nasceu. Aí, começa o ato de mudar. Com um espaço de tempo bem grande, a natureza começa a devolver-lhe os seus dons naturais, dons vindos do instinto natural, comum, também, a todos nós.

No tempo previsto pela própria natureza, cai a casca que lhe envolve o bico, que fica novo em folha. Com o bico, restaurado, consegue, tirar a casca das poderosas garras que, agora, fortes, tira de suas costas as velhas e frágeis penas, tornando-se, a poderosa águia, que era antes. Mudou. Sentindo a confiança que tinha em si mesma. Do alto desse mesmo penhasco, lança-se, confiante e corajosa, dando início a seu novo período de vida. Olha, de novo, o sol de perto e vive mais trinta e cinco anos! A águia mudou, escolheu Viver!

“A águia e a galinha” é uma interessante história narrada por um professor de Gana, na África. Um naturalista, visitando um amigo, foi até o quintal de sua casa e, no galinheiro, avistou uma ave, que lhe não pareceu ser galinha. Acreditou ser mais uma águia que uma galinha, ainda que estivesse no lugar das galinhas, comendo grãos de milho das mãos do dono.

Não se conformando com o que via, confessou ao amigo, sua duvida. Havia no galinheiro, também, uma só ave que não era normal. Águia é águia, voa às alturas e não come milho, como galinha. O amigo, então, lhe explicou. Encontrou essa ave ferida, na estrada e a trouxe para casa, criando-a junto às galinhas. Com a permissão do amigo, o naturalista levou a dita ave, a fim de fazer um teste: águia ou galinha?

Todos os dias treinava a ave, levantando-a ao ar e soltando. Ela caía. Não conseguia levantar vôo. O naturalista falava, incentivava: Voa alto, você é águia, não é galinha! Voa, voa mais alto. Você é águia, não é galinha. A cada palavra de estímulo soltava-a no ar. Ela caía, levantava, tornava a caiar. O naturalista não desistia, voa, voa, mais alto, voa. Já desanimado, quando menos esperava, a águia levantou vôo, voou bem alto, subiu, subiu e perdeu-se nas alturas sumiu. Está perto do sol.

Águia e águia, galinha é galinha. Uma alça vôo, rumo às alturas, a outra, no galinheiro, come milho nas mãos do dono.

Mudar ou morrer, eis a questão!

Todos nós somos águia ou galinha, dada às circunstâncias e os momentos em que vivemos. Todavia, devemos ser águia. Lutar para ser águia, voar alto, atingir metas, alcançar objetivos. Não se trata de ser ambicioso, vencer, simplesmente, vencer, ter sucesso, muito menos procurar sucesso, vitórias aparentes.

Trata-se, muito mais do ser que do ter. Mudar é agir diferente, é tornar-se outro ou outra, é sem perder as referências, esquecer o passado. É começar de novo. E recomeçar. Melhor, ainda, é nascer de novo, é renascer. Como disse o Mestre ao sábio judeu, ignorante das coisas do céu, Nicodemos: Para se atingir o Reino, é preciso nascer da água e do espírito. Na linguagem nossa, virar pelo avesso. Na linguagem da águia mudar o bico, mudar as garras, mudar as penas. Ser água de novo. Ser águia.

Normalmente, há dificuldade de mudança, há uma resistência muito grande em querer mudar. Há uma série de razões, como a preguiça, a indolência, a não perseverança, sendo a mais comum e natural, como se diz: ninguém quer sair da zona do conforto. Isso requer luta, sacrifício, renúncia.

Como se vê, no mundo em que vivemos tudo muda, de uma hora para outra. A ciência e a tecnologia avançam a passos largos. O telefone de ontem e o celular de hoje. A máquina datilográfica de ontem o computador de hoje; o telégrafo de ontem o face book de hoje e, ainda, se resiste a mudanças! Paradigmas de ontem, paradigmas de hoje. Amanhã, quem sabe? Ah! Urgem mudanças, já!

Condições temos para mudar. Meios a nossa disposição não faltam. A águia, dotada do seu instinto animal, sentiu-se frágil, recolheu-se à solidão, deu tempo ao tempo, e mudou. No tempo certo, voltou a ser a mesma águia; forte, ágil, de vôos altos e nobres.

Os  seres humanos, homens, mulheres, que estamos fazendo para mudar, sair do marasmo em que vivemos. Sem eira nem beira, sem norte nem sul, aguardando o estresse, depressão, a morte. Não a morte física, mas a morte metafísica. Os mortos vivos, sem horizontes, perdidos num mundo de tantas e tantas possibilidades. Tudo de novo e de bom estão as nossas mãos, estão pertinho de nós. Reza-nos a todos nós, sem exceção, reaprender a viver, acordar, mexer com a consciência e discernir, usando dos dons que o Espírito nos dotou e começar de novo, recomeçar, chutar o ontem, não avançar para o futuro, mas viver o presente, logo, aqui e agora. E o sol voltara a brilhar, os sonhos serão realidade, tudo em volta será bem diferente. Mudar, ser diferente, dos pés à cabeça, ser outro, ser outra.

Ouvimos, gostamos e gravamos. Uma escola iniciática em que a dinâmica da energia do psiquismo nos abre mil possibilidades de ser, de mudar, de perceber a totalidade em todos nós. A unidade que consiste em sermos Um com o outro, Todos somos Um, pouco importam a distância geográfica, as aparências, o desgastado status social.

Num curso especial de Psicologia, Lúcia Helena, filha nossa, psicóloga, nos mostrou o desenho de um triângulo explicativo, com o qual, concluiremos nosso escrito.



Na linha que se encontra na base, lê-se translação, a indicar um movimento de ida e vinda sem sair do lugar. Tudo igual, ontem, o mesmo sol, a mesma lua, sem brilho, sem luz. A estagnação, o mesmismo. O tédio, a indiferença, o desinteresse geral estão unidos contra nós.

A começar da direita, que se dirige ao vértice do dito triangulo, está escrito: transmutação. Transmutar, mais que mudar. Subir degraus de uma escada, sair do lugar, ir mais longe, ir além.

Não basta mudar, transmutar. Na linha à esquerda desse mesmo triângulo, lê-se, ainda: transformação, acrescido da palavra graças, palavra sagrada, que significa a Presença de Deus. O esforço humano sozinho, a luta, a própria perseverança, por si sós, jamais nos levarão a mudanças ou transformações. São imperiosas, necessárias as bênçãos e as bênçãos de Deus.

Mudar ou morrer!

Mudar. Transformar, viver, vida em plenitude, uns com os outros, cantando um Cântico Novo.

O triângulo fecha-se, completa-se o processo com as expressões sublimes: transcendência, o salto quântico.

Aqui, aí, o resultado, o milagre; Em vez da morte metafísica, a depressão, o estresse, a Vida, a Alegria, a Felicidade, E, renascidos, de mãos dadas com o mundo inteiro, podemos cantar:

“ciranda, cirandinha,

vamos todos cirandar...”



Wanda e Tatai



11.06..2012.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Harmonia Cósmica


*** Harmonia Cósmica ***

Introdução

----- O Mundo de Hoje -----

A nossa intenção é mostrar o que já conhecemos tanto: o rápido progresso porque passa o mundo, com o avanço da ciência e da tecnologia.
Já não tem mais sentido dizer-se que o homem foi até a lua. Já se sabe muito de Marte e de outros planetas recém-descobertos. Na medicina nem se fala com a longevidade, o que permitiu ao homem viver mais, com transplantes ou sem eles.
Era mais ou menos de trinta em trinta anos os períodos de invenções e descobertas.
Hoje, no espaço de cinco anos já se tem tanta coisa nova...

Todavia, apesar de tantas mudanças no mundo exterior, o homem continua ignorando o seu mundo interior. Seu comportamento ainda não é normal, no sentido ético, político, religioso etc. Ele permanece o mesmo, num mundo tão diferente.

Daí, o assunto. Harmonia Cósmica, o equilíbrio entre o homem e o homem, entre o homem e a natureza, entre o homem e seu Criador.

I. COSMOS - o espaço físico, sideral, corpo visível do mundo, bem como a sua alma invisível (seu mistério insondável).

 Kosmos é palavra grega que corresponde ao termo latino mundus. Kosmos quer dizer belo (veja cosmético). Mundus quer dizer puro, o oposto de imundus, impuro.

Os gênios, descobridores e filósofos dos primeiros tempos: Copérnico sistema héliocentrismo - (1543); Galileu Galilei (adotou o sistema de Copérnico, o que lhe custou a vida – 1610); Colombo, Cabral e outros.

Até então só o Mundo Exterior era objeto de estudo e de indagações.

III.UNIVERSO vem de UNO = Essência una, infinita do cosmos = Deus, Divindade, Absoluto, Inteligência, Infinito, Causa Prima, o Transcendente, Tao, Braman, Pai, Justiça...

- Verticalidade da cruz –

- Verso = Existências múltiplas do cosmos = os finitos, as criaturas, os efeitos individuais, tudo o que existe no mundo.                                                                                                                                                            
- Horizontalidade da cruz -

IV.  Harmonia Cósmica é o perfeito equilíbrio, a compreensão total entre o homem e seu Criador, o homem e a natureza, o homem e o homem.

O contrário, a Des+(h)armonia: ausência de sintonia, fora do tom, fora do compasso (trompa de harmonia), desequilíbrio, in+felicidade.

NENHUM HOMEM PODE REALMENTE SER FELIZ
ENQUANTO NÃO SE TORNAR UM SER TOTAL.

 --- CIDADÃO DO INFINITO! ---
                  
                   6. Universo = Deus) + verso (mundo), por extensão. Expressões que se semelham: Infinito / finito, Criador / criatura, Essência /
 existências; necessidade / contingências, Amor / amor...


        
Macrocosmo sideral - o mundo que nos cerca e seu dinamismo

         Microcosmo hominal - o homem e seu equilíbrio interno (homeóstase).

VI.  A Mística e a Ética:

Agora, não só Mundo Exterior, o Cosmos,
Agora a criatura, o ser humano, o antropos, o Homem.

VII. Autoconhecimento e a Auto-realização. Mística e Ética

- Autoconhecimento - a Experiência Mística: - Ninguém pode ser feliz, sem autoconhecer-se. Sem saber quem é. Autoconhecimento é a experiência mística que nos leva a "amar a Deus sobre todas as coisas" (1º Mandamento).
Perguntas capitais:
Quem sou eu? / De onde vim? / Para onde vou? / Qual o meu plano de vida? / Qual a minha natureza? / Como vim estar aqui, nesse trabalho, nessa faculdade? Trata-se de profunda reflexão sobre si mesmo! Sobre mim mesmo. Sobre você mesmo. Um exame de consciência. Lembrar de Sócrates. “Conhece-te a ti mesmo”.
Está em alta o problema da “auto-ajuda”, “Como saber escolher”, “O que plantar...”
As mudanças, a conversão, “a historia da águia.”

- Auto-realização – a Vivência Ética: - Amar o próximo como a si mesmo (2º Mandamento). Consiste em viver bem com o seu semelhante, em todos os níveis da vida; seja na família, no trabalho, em qualquer lugar. Viver bem, tratar bem, conviver em harmonia com todos, proporcionando ambiente para a solidariedade, para a fraternidade e a justiça. Ser bom, incondicionalmente bom, sem espera de retorno. Só posso auto-realizar-me em função do outro, de quem me escuta, de quem me vê, de quem me ama, porque ninguém pode ser feliz sozinho.
***  O agir segue o ser  ***
O autoconhecimento consiste na experiência mística (Quem sou eu?). a auto-realização consiste na vivência ética (como devo comportar-me diante do outro?)

VIII.  Há três (3) classes de homens:

·        Não cumpro a vontade de Deus, porque não gosto.
·        Cumpro a vontade de Deus, embora não goste.
·        Cumpro a vontade de Deus, porque gosto.


1ª Classe: os agnósticos, os materialistas, os profanos, os analfabetos de Deus: Eles preferem cumprir a sua vontade a cumprir a vontade de Deus. Para eles, Deus pode ser uma palavra sagrada ou uma bonita idéia, nunca uma Realidade objetiva, um Ser Criador Incriado, que criou todas as coisas. E ignorante da sua infelicidade, analfabeto da espiritualidade. Não vivem, vegetam (comem, dormem, bebem), só crêem na sua vontade própria individual.  E preferível a mais dolorosa infelicidade do homem pensante a pobre  felicidade do homem que nunca pensou...”
                  
2ª Classe: O homem ético sabe da existência de Deus e da vontade divina que governa o mundo. O seu eu, a sua crença baseia-se numa  espécie de fé sem raiz, sem segurança. Esforça-se para ser religioso e o e a sua maneira. Para fazer a vontade de Deus, tem ele de contrariar a sua vontade. Daí o heroísmo, o sacrifício, a renuncia em fazer a vontade de Deus. São homens que cultivam a Ética, primam pela virtuosidade; são heroicamente virtuosos, são “santos”. A grande maioria dos “ homens bons” deste século que esta terminando pertencem a esta categoria. O homem ético-ascético, normalmente, menospreza o resto da humanidade, que não tem a coragem de agir como eles. A misericórdia, a humildade, o espírito de solidariedade com os excluídos são qualidades que o homem ético não cultiva.  Pelo contrario, o sua heróica superioridade moral os enche de orgulho e de vaidade. E a Ética sem a mística; o homem moral-social sem Deus. “Não há maior prejuízo para o verdadeiro cristianismo do que a Ética praticada à custa da espiritualidade”. Impera, ainda, a lei, a norma de conduta. A Moral. Epistola de São João 2, 3 -11.

3ª Classe: - O homem espiritual  consegue realizar a síntese da felicidade. Faz coincidir sua vontade com a vontade de Deus. Sente um imenso prazer, um gosto, uma delicia para ele fazer a vontade do Pai. Ele não deve amar a Deus; ele quer, espontaneamente, amar a Deus e fazer sua  vontade. Eis aqui solucionados todos os problemas da vida; centralizar a vontade do homem e a vontade de Deus numa só vontade. São Paulo: “Já não sou em quem vive...”.  Sócrates, quando condenado a beber cicuta, minimizou sua morte e enalteceu a sua inocência. Tertuliano afirmou que “a alma humana e Cristina por sua própria natureza”. Jesus Cristo nos disse que o Reino de Deus esta dentro de cada um de nos. E Deus imanente, presente, vivo, dentro dos homens bons e dos homens maus.  
        
O homem espiritual não se considera divino, muito menos se tem na conta de melhor e mais importante que os demais. A sua alegria, que e interior, sobretudo, nasce da certeza da sua identidade com Deus.

De H.  Rohden:
"Não faças depender a tua felicidade de algo que não dependa de ti".
“Na corda bamba” – A história dos dois ladrões de Osho

*** O desencontro entre o Criador e a criatura ***
A perda da imagem e semelhança de Deus. (o poder, o intelecto mal posto, a ambição, o ódio, a inveja...) O homem ausente do Projeto de Deus, querendo viver seu próprio plano. Ler Gênesis 1, 1-5. 26-28. 31. A criação.

O Eu divino, Deus (Transcendente) que governa o mundo e idêntico ao Deus (Imanente) que habita em cada um de nos. O centro do mundo e o centro do homem são concêntricos em Deus, simbolizado pela cruz. A harmonia cósmica, que e a felicidade, consiste em sintonizar o homem com o seu Criador, de modo consciente, como o mundo o faz, de modo inconsciente.

Lembrete importante: Deus deu ao homem: INTELIGENCIA, LIBERDADE e VONTADE e o criou a sua imagem e semelhança. Livre Arbítrio Deus só deu ao homem.

10.  Introspecção.  Reflexão pessoal: Que sou eu? Por que eu sou o que sou? Donde venho? Para onde vou? Por que estou aqui?
                  
É erro grave identificar-se o nosso EU crístico com o nosso ego humano, físico, mental e emocional. Não somos o nosso corpo, a nossa mente, as nossas emoções. Somos a nossa alma, o nosso Eu interno, imortal, divino. Eu sou o Deus imanente, interno em mim.
                  
Para se encontrar a FELICIDADE ou estar em HARMONIA com o Universo, não e necessário fazer  “alguma coisa  mas ser alguém. Não existe fórmula magica para se entrar em comunhão com Deus, estar em harmonia com Ele. “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” ( João 14, 6).

O caminho único para alguém entrar em verdadeira comunhão - harmonia - com Deus e despojar-se do “homem velho” e vestir-se do “homem novo”, tornando-se, assim, uma nova criatura em Cristo. A vida espiritual não e a “continuação de alguma coisa que já existe, mas um mundo novo, um novo inicio”  um novo fiat criador, uma vida totalmente nova, original. Nisso consiste a Felicidade, a Harmonia com o Cosmos.

(João 3, 1-15) - Nicodemos e Jesus Cristo - o Renascimento. Mateus 9, 16-17-  “Já não sou eu que vivo é Cristo que vive em mim  (Gal 2, 20).
                  
A felicidade, a harmonia cósmica, o equilíbrio pessoal está em você. Segure nas mãos de Deus e entre em sintonia com Ele.
Deus os abençoe!

Wanda e Tatai
02.04.2005/24.07.2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Venham até a borda

Venham até a borda



Wanda e Tatai

Comentário:

Venham até a borda

Podemos cair

Venham até a borda

É muito alta!

VENHAM ATÉ A BORDA!

E eles foram. -

Então ele empurrou

E eles voaram.


Em A Matriz Divina, como introdução, Gregg Braden, autor, inicia seu belíssimo livro sobre a Teoria da Física Quântica com o poema acima, do poeta inglês, Christopher Logue.

Lemos o livro, profundo, apaixonante, e quem somos nós para comentá-lo, tal o conteúdo e explicações da teoria quântica, iniciada por Max Planck em 1944.

O autor, a um só tempo, físico e religioso, lidando com a matéria e o espírito, nos brinda com uma linguagem simples, didática e nos faz perceber, a existência de Deus de forma natural, sem rodeios, mesmo usando de termos, aqui e ali, propriamente da física em si mesma.

Lida Gregg Braden com átomos, ondas partículas, hologramas, fótons, elétrons que não sabemos lidar com esses conhecimentos da Física Quântica Tentamos compreender e alguma coisa ficou ao nosso alcance, devido a exemplos do autor de assuntos do cotidiano: história, família, profissão etc.

Dentro dos vinte princípios de A Matriz Divina, o seu primeiro princípio nos dá o conceito dessa Matriz, que é o começo de todas as coisas. O principio de tudo.

1º Princípio: A Matriz Divina é o receptáculo que contém o universo, a ponte que interliga tudo e o espelho que mostra todas as nossas criações.

A um só e mesmo tempo, A Matriz Divina é o

a) receptáculo, abrigo, refúgio, esconderijo do universo.

Lugar onde o universo se esconde. Lugar desconhecido.

 
b) a ponte que interliga tudo.

No universo, tudo está ligado com tudo.

Além de interligadas,

todas as coisas dependem de todas as coisas.

Interagem sempre, são unidade.


c) e o espelho que mostra todas as nossas criações.

Nada fica escondido de A Matriz Divina.

Ela é o Grande Espelho onde tudo pode ser visto, sem segredo.

Para tanto, “basta ter olhos para ver,

Ouvidos para ouvir, coração para entender”.

A Matriz Divina está em todas as coisas; todas as coisas estão em A Matriz Divina. Quaisquer que sejam as coisas, materiais, ou espirituais, é certa e normal a Presença dessa Matriz Divina.

Com menos ciência e mais coração, chamemos A Matriz Divina de Pai, Paizinho, Abba Pai.

Só mesmo lendo o livro todo, pode-se ter a idéia do profundo conhecimento do autor e das belezas do universo, sobretudo da presença do ser humano em tudo isso e sua força, suas possibilidades reais em tornar o nosso mundo mais afetivo, mais solidário, mais humano, mais divino. Como o quis e quer Jesus Cristo.

Todavia, como dissemos acima, nosso intuito é comentar o lindo poema de Christofer Logue, que está na introdução de A Matriz Divina.

A fim de não voltarmos ao inicio, eis o poema a ser lido e comentado e refletido.

Venham até a borda

Podemos cair

Venham até a borda

É muito alta!

VENHAM ATÉ A BORDA!

E eles foram. -

Então ele empurrou

E eles voaram

Voltamos a dizer. Este poema, lido, refletido e entendido por dentro, no interior de cada um de nós, nos ajuda, sobretudo, quando as coisas não andam bem.

Precisamos acreditar, necessitamos apostar na vida. Nada é impossível para aquele que tem f. Aos desafios,

Vamos à borda.

Comecemos, juntos, a entender o poema de Christopher Logue.

Vemos, na primeira estrofe, um convite. Um chamado a subir a um lugar de difícil acesso. Segundo Aurélio, borda significa a extremidade de uma superfície; beira.

Em seguida ao chamado, uma advertência, uma espécie de aviso: podemos cair.

O convite se repete e, com ele, nova advertência, desta vez sobre nossa capacidade, sobre nossos anseios, sobre nossos medos: é muita alta!

A essa altura, uma dúvida, uma pergunta nossa:

- Quem nos convida, quem nos chama a ir até a borda?

- Quem nos adverte que podemos cair e que a borda é alta!?

Agora, já é problema nosso, de nossa reflexão em procurar saber de nós mesmos o que nos preocupa, o que nos aflige a toda hora; ou em determinados momentos. Quais os nossos desejos, nossas aspirações. Qual a nossa vontade.

Mais profundamente. Que sentido pretendemos dar a nossa existência?

E o chamado passa a ser um imperativo de vida. Vem como uma ordem, em letras maiúsculas:

VENHAM ATÉ A BORDA!



Decididos, dispostos, corajosos ou não, na hora da necessidade, cada um sabe de si: E eles foram.


E eles  foram. E eles voaram!

A nosso ver, eles deram o passo inicial. Foram à borda, estão na borda, cada pessoa com suas aptidões, sua fé, suas expectativas de vida. O importante é que saíram do lugar, se locomoveram, mudaram alguma coisa em seus modos de ser, de agir.

Completando essa etapa do chamado e da subida à borda, o momento culminante da nossa vida; a vida de todos nós:

E ele empurrou.

Por que perguntar, a quem perguntar, de que adianta perguntar:

- Quem os empurrou? De onde veio o empurrão?

A rigor, perguntas difíceis de ser respondidas. Há mistérios na vida de cada pessoa que não podem ser explicados. São minutos, dias, anos, a vida inteira para serem descobertos os mistérios desse empurrão.

Nós o chamamos de Empurrão divino.

Só a fé, o silêncio, a oração, a certeza da Presença de Deus transcendente e imanente em cada um de nós explicam como se deu esse empurrão em todos aqueles que vão até a borda.

E eles voaram!

Para aqueles que acreditam; para aqueles que têm fé aconteceu o milagre: eles voaram. Ouviram e atenderam o chamado; atingiram a culminância esperada.

Os sinais dos tempos nos indicam o chamado, o convite para irmos até a borda. Basta ficar atentos e escutarmos e olharmos o mundo: os sonhos, os livros, as visões, a natureza inteira, a voz do Vento. Todos esses elementos estão sempre falando conosco. No silêncio, então, ouvimos e enxergamos muito melhor.

O próprio autor de A Matriz Divina conclui este modesto comentário e o faz no fim do seu belo livro.

 
“A mística dos temos antigos lembra ao nosso coração, e as experiências modernas têm comprovado perante a razão, que a força mais poderosa do universo vive no interior de cada pessoa. E que o grande segredo secreto da própria criação é: ter o poder de criar o mundo que imaginamos em nossas crenças. Ainda que isso possa parecer muito simples para ser verdade, acreditamos que o universo funciona precisamente desse modo.

Quando o poeta sufi Rumi observou que temos medo de nossa própria imortalidade, talvez ele quisesse dizer o que realmente nos assusta é o poder de escolher a imortalidade.

Assim como os iniciados de Cristopher Logue na Introdução deste livro descobriram tudo o que precisavam de um pequeno empurrão para começar a voar, talvez tudo o que precisemos é de uma pequena mudança para nos conscientizarmos de que somos arquitetos do nosso mundo e do nosso destino, artistas cósmicos expressando as próprias crenças interiores na tela do universo. Se pudermos nos lembrar de que somos não só a obra de arte como também o artista que criou, talvez então nos lembremos de que somos a semente do milagre em si mesmo. Se pudermos operar essa pequena mudança, já estaremos curados em a Matriz Divina.

Conclusão nossa:

Para se voar, tornar reais aspirações e anseios, duas coisas são necessárias: uma, vinda do Alto, o empurrão, A outra, nossa, de ordem pessoal, intransferível: a mudança.



Salvador (Ba), 06.05.2010

Ipiaú (Ba)/05.07.2012.




quinta-feira, 28 de junho de 2012

Personagem em foco -Vilazito Pascoal de Jesus


Personagem em foco




 Sem qualquer intuito comercial, começaremos com a “Casa das Tintas”, colhendo cores, a fim de retratar nosso personagem.

Ponhamos como fundo, o branco, vez que o cidadão em homenageado é de paz, calmo, paciente em tudo o que realiza, seja em sua vida privada ou sua vida pública.

Por cima do branco, ponhamos o azul. Desde o tempo em que o conhecemos, menino, ainda, sempre vimos e como acompanhamos os passos firmes e decididos do ser humano, posto em destaque. Sempre soube ser menino, ser jovem até atingir o homem de bem que todos conhecemos hoje.

Para encerrar as tintas, iremos tratá-lo com o verde, sinal de esperança, fé, confiança no porvir. Aplicado, no caminho de quem quer ser gente, nada de queixas ou lamúrias. Trabalho, trabalhar de bem com a vida são os elementos da vida do nosso homenageado.

Acrescentando, ainda, alguma coisa, sem intuito comercial, repetimos. A “Folhinha” de sua firma apregoa: “Qualidade e Honestidade”.

Esses termos por fim caracterizam a vida do cidadão posto em foco:

Vilazito Pascoal de Jesus

Nosso homenageado tem uma história de vida digna de ser contada. Não nasceu em berço esplêndido nem foi agraciado por loteria esportiva. Tudo o que possui foi conseguido desde pequeno com muito esforço e trabalho. O ser que é, bom por natureza é dom de Deus e reconhecido por toda a Comunidade.

Sua história é tão real, tão bonita e digna de ser imitada que só contada por ele mesmo. Com muito carinho leiam e tirem suas conclusões. Ele começa assim:

Tomo a liberdade de expor pontos importantes da minha vida.
Cheguei em Ipiaú, em 1948, com minha mãe Sra. Rufina Maria de Jesus e minha irmã Alice. Viemos de uma propriedade que fica perto da “Fazenda Lagoa do Morro”, Município de Brejões que pertencia ao Sr. Durval pai de Antonio, conhecido em Ipiaú como Antonio do Continental.

Tinha, nessa época 7 anos, viemos na carroceria de um caminhão, e aqui chegamos mais ou menos às 18 horas nas imediações da Rua Alfredo Brito,  onde se inicia a Rua Siqueira Campos como até hoje.
Já tínhamos o endereço de minha irmã Cecília, que morava em Ipiaú como cozinheira do Sr. Wilson Menezes. Aqui, fomos acolhidos pela minha irmã, com o apoio de D. Djair e seu esposo Sr. Wilson. Passados uns 02 dias, minha mãe foi trabalhar na fazenda do Sr. Elpídio, na casa do Sr. Adeodato Pinheiro; eu fui morar com D. Zizi Andrade esposa do Sr. Vadinho Andrade, pessoas que também foram importantes na minha vida.

Depois de uns 2 anos com D. Zizi, fui morar com minha mãe na Fazenda do Sr. Elpídio que foi o maior passo que dei, pois D. Raquel Pinheiro, praticamente, me adotou como filho, não me dando coisas e sim me pondo a trabalhar. Carregava água no jegue, do Rio da Água Branca até a casa de D. Raquel que dava mais ou menos 1 km. Como não tinha idade para pegar carote, tocava o jegue até o meio do rio. Para facilitar o peso, que completo dava uns  10 litros de água, completava com de litro em litro, de acordo com minhas forças. Ao chegar em casa, para descarregar fazia mais ou menos o mesmo processo. Tirava de litro em litro a água do carote, até torná-lo mais leve, e quando o mesmo estava com pouca água eu carregava para o tanque.

Acordava cedo, pegava o burro ou cavalo, botava a cela e ia na garupa levando o Sr. Adeodato para a fazenda no Emburrado.

Mudamos para a cidade.  O tempo foi passando e minha mãe pediu a D. Raquel que me colocasse na escola, pois ela, não tinha nenhum filho que soubesse ler. O trabalho de minha mãe e o meu, foram compensados com os meus estudos na escola, com isso comecei a estudar a cartilha porque o abc eu já sabia, aprendi nas horas vagas.

Fui estudar na Escola Professora Celestina Bittencourt, à noite, e graças ao nosso bom Deus, consegui galgar boas colocações. Depois de um certo tempo, D. Raquel, que eu chamava mãe branca, resolveu me colocar para estudar pela manhã. Eu acordava às 4 horas da manhã, ia para a fazenda citada acima.

Colocava no meu bolso 2 bananas da prata e um pouco de tapioca, pegava o burro “Dourado”, colocava o leite tirado e voltava vendendo  o mesmo. Nessas idas e vindas, como naquele tempo chovia, por várias vezes, cansei de subir em jaqueiras, a fim de passar a fome. Quando não achava jaca madura, tirava a verde e comia assim mesmo, sem nenhuma faca no bolso, então batia a jaca na ponta de um toco de ponta fina e comia, isso ocorria não por falta de comida onde eu trabalhava e sim pelas intempéries naquela época. Muita chuva, pegar animal, etc.

Em chegando a Ipiaú, mais ou menos 8 a 9 horas do dia, prestava contas a D. Raquel do leite vendido, vestia uma roupa melhorzinha e ia para a escola. Lembro-me, quando chegava, os colegas e perguntavam a professora : “a Senhora vai deixar Vilazito entrar uma hora dessa?” Respondia a professora : “o que ele fez hoje, vocês não fariam em 30 dias.”

Tive nessa Escola como professoras, as Terezinhas, uma esposa do Sr. Zeca e a outra esposa do irmão da Farmácia, que mora até hoje perto do Fórum, ainda a professora Guiomar, esposa do Sr. David do Correio.

Pela divina ajuda de Deus, ocorriam perguntas na aula às quais eu respondia, quase sempre, antes dos meus colegas.
Carregando água, vendendo leite, para as famílias Pinheiro e Andrade, pois vendo o dia a dia deles, aprendi o caminho da vida.

Fiz exame de admissão ao Ginásio sendo aprovado com boas notas. Tive a satisfação em ajudar a 4 filhos dessa família a fim de passarem nos referidos exames. Em vista dessa ajuda recebi como prêmio um presente, presente esse que dei a minha esposa.

Dois animais foram meus animais de trabalho, foram meus parceiros na luta árdua, o burro “Dourado” e o Jegue “Cosquento”.
Após o exame de admissão fiz o curso ginasial, a noite, tendo como colegas, alguns dos quais me lembro, Professora Wanda,  esposa do nosso professor Tatai, Etevaldo Cardoso, Zezito da padaria,  Levy Sacramento e tantos outros. Naquela época a Rua Borges de Barros até o Ginásio de Rio Novo não tinha calçamento e luz elétrica, só até às 9 horas da noite, o que fazia, que estudássemos como aladim e às vezes com velas, fora a chuva e muita lama. Para conseguirmos vencer sempre tivemos o apoio no professor Tatai para não desistirmos nesta época, Da D. Raquel, aquela pessoa que Deus botou em minha vida, me colocou para  trabalhar  com o senhor Armando Santos no bar, no Rio Novo Tênis Club a fim de ver eu deixar  de botar água, eu chegava do Ginásio às 09 ou 10:00 horas da noite ainda  ia trabalhar um pouco no bar, e geralmente trabalhava até às 11 horas da noite,  sempre tive apoio do Sr. Armando e família, no bar de Sr. Armando eu fazia de tudo; varrer, lavar, vender bebida, etc.  Um belo dia, cheguei no Ginásio às  9 horas quando encontrei Sr. Odilon Costa, dono das Lojas 3 Irmãos, Sr. Protógenes Jaqueira um poeta chamado Pimenta todos tomando whisky, ao passar por eles com os livros  debaixo do braço, o Sr. Odilon perguntou para mim: “Deixa eu ver estes livros, Vilazito.” Vendo ele um livro de francês em minhas mãos, ele indagou: “Você sabe o que está escrito aqui?” e eu respondi que sabia, ele duvidou e pediu ao poeta Pimenta que me fizesse algumas perguntas do livro e respondi tudo em francês, então Sr. Odilon ficou admirado das minhas respostas. Nesse momento Sr. Odilon pediu permissão ao Sr. Armando para eu trabalhar com ele, o que Sr. Armando concordou, consultada Da. Raquel ela concordou também que eu fosse trabalhar com Sr. Odilon.”

Nossa vida para mim, chegando à Loja 3 irmãos fui encarregado de tomar conta de uma banca. Aprendi muitos com os colegas citados e com Sr. Odilon Costa e Maria, sua cunhada. Com 6 meses de trabalho, Sr. Odilon reuniu todos funcionários às 6 horas da tarde e com surpresa fui promovido ao cargo de funcionário, igual os demais, o que me deixou maravilhado. 5 meses depois Sr. Odilon me encarregou de novo trabalho: tomar conta das escritas da loja.

Sr. Jose Wilson era funcionário do Banco da Bahia, cujo gerente era o Sr. Godinho, então minha mãe pediu ao Sr. Jose para falar com o gerente e me conseguir um lugar de contínuo no referido banco. Após o pedido de minha mãe, indo fazer um depósito no banco, fui surpreendido por Vanda, caixa do banco naquela época, que me disse que eu iria trabalhar como continuo nesse mesmo banco. Precisamente no dia 30.11.60 comecei a trabalhar no Banco da Bahia nesta cidade e a fazer todos os trabalhos que um contínuo. Com menos de 1 ano passei a ser auxiliar de cobrança e, logo depois chefe de cobrança, em seguida ao chegar na agência o inspetor Beberô se impressionou comigo e me transferiu como contador para a cidade de Miguel Calmon - Bahia. Ao assumir encontrei a agência com algumas irregularidades fez com que pedisse uma inspeção o que culminou com a transferência do gerente depois de pouco tempo o banco me premiou outra vez me colocando como gerente o que fiquei por 4 anos nesta cidade. Fui transferido para Irecê, agência bem maior, lá consegui a façanha, de todo sábado e domingo sair vendendo seguros na região, que muito grande para melhorar a renda da família, pois pagava aluguel e tinha 5 pessoas na família.

Para minha surpresa com menos de 1 ano que estava vendendo seguros, o Presidente do Banco Sr. Amador Aguiar, quis me conhecer, pois eu tinha superado a sucursal dele de São Paulo e do Rio de Janeiro, o que me deixou muito alegre e contente ao chegar a ele, o mesmo me recebeu muito bem e me perguntou como foi que eu em uma agencia, no sertão baiano, ganhei das sucursal dele e eu respondi que quando entrei no Bradesco tinha uma frase que dizia:  Só o trabalho produz riquezas, e que era dele. Ele ficou mais satisfeito e mandou um cicerone me mostrar São Paulo por 3 dias,  aí eu pedi a ele que precisava de uma Fundação Bradesco, obra esta que foi  inaugurada 5 anos depois. Nasci em Amargosa porém sou filho de Ipiaú esta terra que tem me dado de tudo .

Vilazito Pascoal de Jesus.

 O nosso homenageado tem no seu currículo:
Curso ginasial – Ginásio Rio Novo – 1961
Técnico de contabilidade – Miguel Calmon-Ba
Exerceu a função de gerente do Banco Bradesco nas cidades de Miguel Calmon, Irecê, Ibirataia, Medeiros Neto, Ipiaú, Itamaraju e Vitória da Conquista, sendo bem sucedido nessas localidades.
   
Ótimo esposo, pai de família, estimado por toda comunidade pelo seu comportamento. Casado com a Sra. Maria Stela, tem 3 filhos: Rita de Cássia, pedagoga; Rosângela, formada em Letras, com Curso de Mestrado; Vilazito Pascoal Júnior, engenheiro eletricista com ênfase em telecomunicações.

Eis como crescem e se desenvolvem as pessoas que querem ser gente na vida. Com esforço e muita luta é que se consegue chegar a atingir às metas da vida sendo feliz na família e na comunidade. Foi assim que o nosso personagem Vilazito Pascoal de Jesus conseguiu ser o que é: homem de bem, feliz com a vida. Que Deus o abençoe, e aos seus familiares.

Wanda e Tatai

26.06.2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dia dos Namorados

Dia dos Namorados




Como sempre, dedicamos este Dia dos Namorados a minha querida esposa, Wanda.


Por extensão, a todos os namorados e namoradas.



"O amor só é lindo,

quando encontramos alguém que nos transforme

no melhor que podemos ser."

(Mário Quintana)

Dando uma de saudosista, ligamos o computador e nos pusemos a ouvir serestas. Passamos por Carlos Galhardo, Sílvio Caldas, Lupiscínio Rodrigues e esbarramos em Nelson Gonçalves. Ele cantava uma “História vulgar”, que começava assim;

“Nem sempre o primeiro amor é  o primeiro namorado”

Com as devidas desculpas, discordo do grande cantor. O meu primeiro amor foi e é a minha primeira namorada. Minha querida Wanda.

Mais que a primeira namorada, a única namorada, com o mesmo primeiro amor.

Este namoro continua cada vez mais quente, mais forte, mais apaixonado. Sem essa menina o que seria de mim? Desde o primeiro dia em que a vi, não me mais sai da lembrança tudo o presenciei nela. De uma só visão, vi sua saia quadriculada, as alças que prendiam a saia a uma bem ajustada blusa branca que fazia delinear seu belo corpinho de adolescente de 13 anos de idade. A faceirice ingênua e inocente se estampava no rosto. Suas tranças compridas, grossas, lindas, desciam até a cintura e completava seu perfil de menina moça, mais bela que as descritas nos contos de fada. Oh! Como nos lembramos dessa primeira visão de um jovem de 17 anos que nunca soube o que era ter uma namorada! E que namorada! Humilde, recém-saído de um orfanato, como namorar? Como começar a namorar? Nessa nossa primeira visita a Ipiaú, cada um dos colegas tinha sua namorada, eu também queria uma namorada. E Wanda, conhecida, antes, pelo apelido de Celita, Deus a reservou para mim.

Dia dos Namorados!

Hoje é um Dia diferente de todos os outros dias. Basta pensar um pouco e recordar o primeiro olhar, o pulsar do coração e a insistência de, novamente, repetir esse primeiro olhar. Diferente de todos os olhares que virão depois. Hoje, amanhã, depois todos os contatos enamorados são intimamente, ligados ao primeiro olhar, sempre presente por toda a vida.

Casados ou não, com papéis ou sem papéis, namorar é namorar. Há sempre uma seta de Cupido sobre o coração dele ou dela. Essa flechada muda, transforma, acende uma chama que nunca mais se acaba. Continua em mim, de forma plena e amorosa todos os momentos do meu primeiro olhar para a menina que me tornou feliz e cada dia mais quente o amor que não tem fim.

Todos os dias, juntinhos, não paro de olhar para Minha namorada e fazer galanteios. Abraços, cheiros no pescoço, alisar seus cabelos, ainda que sem tranças, acalentando-a ao deitar e sempre pedindo a Deus por ela e por todos nós, sentindo um carinho tamanho, sem medidas, o que nos faz viver como se estivéssemos começando tudo de novo. Amor total, envolvendo corpo, alma e espírito, tudo isso de uma vez. Namoro sem rugas, sem censura, sem restrições, sem no entanto, perdermos a individualidade de cada um dos namorados: Wanda e Tatai.

Celebremos o Dia do s Namorados! Dediquemos esse Dia à belas recordações. Ao primeiro aperto de mãos, ao primeiro beijo, aos pequenos encontros escondidos. A tudo o que representa a palavra mágica: A M O R!


Você que é namorado ou namorada, confesse seu amor, diga que gosta um do outro, e diga bem alto para todo o mundo ouvir:

EU TE AMO, MEU BEM!

Como amo a minha Menina Wanda, como gosto de Você!






Tatai



Ipiaú, 12 de junho de 2012.