quarta-feira, 31 de outubro de 2012

E a bênção de Deus?



- “Bênção pai; bênção mãe”.

A bênção, pai. Deus o abençoe, filho (a).

A bênção, mãe. Deus o abençoe, filho (a).


Costume salutar, afetivo, sagrado, aos poucos, deixando de ser usado. E, cada vez mais, a família sofre, passa por maus momentos, sentindo a falta das bênçãos. As bênçãos de Deus.

Felizmente, ainda existem as comumente, as expressões valiosas e benditas, como “fique com Deus”, “vá com Deus”, “que Deus o ajude”, “que Deus o proteja, expressões estas que têm enorme validade religiosa, porque nos liga, sempre a Deus. Todavia, a bênção de Deus pedida dos mais jovens aos mais velhos, principalmente, aos pais é de uma importância fundamental no seio da família. Pela manhã, ao acordar, na hora de dormir, quando vão a outro lugar qualquer, sempre, o pedido das bênçãos de Deus. Intimamente, ligadas às bênçãos, as orações matinais e noturnas. Orar, orar sempre, pleno das graças, das dádivas, das bênçãos divinas.

Somos, todos nós, instrumentos. As bênçãos são graças, energia, votos de puro amor de Deus. Elas nos fortalecem, nos tornam vigilantes, acordados para os males que nos rodeiam, cotidianamente. Enriquecem nosso corpo, alma e espírito. Devemos viver sempre abençoados, certos de que Deus está conosco. A bênção pai; a bênção, mãe.
Deus, o abençoe, filho.

Deus, a abençoe, filha.

Assim diz o Livro do Eclesiástico, 3, 8-11:

“Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua

paciência, a fim de que ele te dê sua benção, e

que esta permaneça em ti até o teu último dia.

A benção paterna fortalece a casa de seus filhos.”

Todos aqueles que abençoam e que são abençoados estão em plena sintonia com Deus. Estão sempre alegres, felizes, com a força e a energia do Espírito. Os caminhos do bem e da felicidade estão abertos, com sinais marcantes da Presença do Pai Nosso, que está no céu e na terra.

A bênção de Deus é parte essencial ao mundo da espiritualidade, ao mundo do amor, da compaixão. Ninguém pode viver sem essa Bênção. Ela se faz acompanhar da oração, da meditação, da Palavra que, em tudo, nos faz forte, perseverante, amoroso, solidário. A Bênção é a própria Palavra de Deus.

Os tempos atuais, modernos, não nos impedem ou devem impedir que prosperem as coisas de Deus. A razão e a fé, de há muito já estão de bem. Razão alguma existe para que as coisas sagradas sejam deixadas de lado. E essas coisas são muitas e continuam sagradas, aqui, ali até os confins do Himalaia. Estão impressas em letras maiúsculas no coração de cada cidadão do mundo, cidadão do infinito.

E tudo começa na família. Da família se espalha pelo mundo inteiro. Tudo o que é bom, tudo o que é de ruim começa na convivência familiar.

Sem censura, permitam-nos dizer quanta falta à conversa normal em família; o diálogo normal entre pais e filhos; os conselhos paternos e maternos, hoje, em desuso; sem nos esquecermos da história de Joãozinho e Maria e a Gata borralheira.

Foi toda essa riqueza substituída pelas mesmices da televisão. E o mau uso das invenções mais extraordinárias que já vimos a Internet, o computador.

Abençoar e ser abençoado faz bem ao coração, à alma, ao nosso ser por inteiro. Quem, por acaso, já se esqueceu desse sagrado costume, que recomece. Quem nunca o fez, comece. Juntos, vamos banhar o mundo das bênçãos de Deus, certos de que, abençoados todos, sem exceção, de já termos a paz, a solidariedade humana, a fraternidade universal. Pois, como disse o evangelista São João:

“Deus é amor”

Este mesmo Deus abençoe nossos leitores e leitoras, amigos.e amigas.


19.09.2012

Wanda e Tatai

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Saudades de Dona Valda

Saudades de Dona Valda

“-Bem aventurados os pobres de espírito,
porque deles é o Reino do Céu.”

(Mt 5,3)




Homenagem especial, abaixo transcrita, terna, meiga e plena de amor, prestada por Denise Teixeira conterrânea e fiel às suas origens.

Valda Pinheiro de Andrade, viúva de José Mendes de Andrade, falecida no dia 20 de setembro de 2012, aos 92 anos de idade, em Salvador, Bahia.

Com seu esposo, pioneiros, juntos a outros líderes, colaboraram, de verdade, para o desenvolvimento da nossa comunidade de Ipiaú.

Os seus filhos, Elaene, Jadelson, José, Laércio, Heraldo, Adilson e Gildo, com suas respectivas famílias, continuam a trajetória dos pais. Amando e servindo, como profissionais, a região em que vivem.

Tia Valda

A morte ronda a vida da gente depois dos cinquenta. É angústia desde sempre, alguns experimentam muito cedo, mas quando pessoas mais velhas que fizeram parte da sua infância começam a ir, o corpo sinaliza e começamos a temê-la com mais frequência. Os sonhos de morte são recorrentes e uma tristeza inexplicável nos toma mais do que desejamos.

Na quinta morreu uma pessoa querida, 92 anos, tia Valda. Não sei quem queria ou quer mais bem: se eu a ela ou ela a mim. Era bem querer antigo, de 55 anos atrás, quando nasci. Amiga-irmã de minha mãe, tia de coração. Lembro dela quando eu ainda era muito pequena e fugia para sua casa de muitos filhos. A mesa cheia, eu chegava, menina conversadeira, e todos me tinham carinho. Certa vez, ganhei até um sapatinho alto de número pequeno, da loja da família parede comum a casa, era a loja do pai, senhor Zezinho.

Víamos-nos raramente, mas bastava um encontro para o afeto profundo reviver com o frescor de quem convive sempre.

Tia Valda era o avesso da mulher padrão da época. Contemporânea? Não, era atemporal. Pensava, refletia, não se submetia aos modismos sociais. Era do trabalho, da dignidade, do cuidar da prole numerosa com firmeza e sem pieguices. Era também da alegria. Com os sete filhos na idade de se preparar para a faculdade, surge a necessidade de casa em Salvador. Um apartamento de dois quartos vai acomodar não só a família grande como também filhas de amigos que precisam de moradia para estudar. A solidariedade era sua ética.

Ainda muito jovem sofreu um acidente que a aprisionou durante um ano numa cama. Cuidada pelos filhos, principalmente por Vanda, filha amiga, sobreviveu levando consigo uma limitação física que não a impediu de viver até os 92 anos. Ao contrário, sua imagem transparecia serenidade, força e beleza. Trazia consigo a intensa vontade de conviver, de compartilhar os momentos importantes da família. Viajava horas de avião ou carro para participar de casamento de neto ou homenagem a um filho. Incansável. Sempre discreta. Elegância, distinção e gentileza eram inatas, nada de Socila (antiga escola de etiquetas para moças baianas). Sua opinião sobre o mundo era escutada sem contestação, era oráculo por experiência de vida, sabedoria. Nada de adivinhação.

No trabalho, era perfeccionista, obstinada, não sabia fazer diferente. Os bordados alvos, precisos, vazando bainhas abertas em tecidos rústicos, transformava-os em rendas, construía obras de arte. Os doces de figo e leite impecáveis me foram presenteados cada vez que a visitei. Seus feitos falavam por ela, nada de autoelogio.

No auge do cacau, quando o fruto valia ouro não se contaminou com os excessos advindos dessa lavoura, se manteve com a mesma sobriedade. Sempre a mesma dona Valda escutada por todos.

Quando perdeu seu companheiro e amor de décadas, em luto, passou uma temporada conosco em São Paulo acompanhada de minha mãe que queria ajudá-la nesse momento difícil. Não escutei uma lamentação, sua dor aparecia quando recordava os bons momentos do seu casamento. Presença adorável, disputada por todos. Marido e filhos adotaram tia Valda.

Cinco de abril de 2000, ela fazia 80 anos. No mesmo dia meu pai faleceu. Nos visitou e chorando disse: - "Preciso ir a festa, a família preparou grande comemoração, mas meu coração está sofrendo".

Amiga a toda prova. Divergências políticas não abalaram suas convicções de afeto, sabia em quem confiar.

Sabia querer bem, assim, amada por todos.

Obrigada pela presença nas nossas vidas. Saudades de você.

Denise Teixeira

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Ano da Fé - 2013
Ano C - São Lucas

Carta Apostólica
sob forma de Motu Próprio

- PORTA FIDEI -
-do Sumo Pontífice BENTO XVI
com a qual se proclama o Ano da Fé



O Papa Bento XVI, inspirando-se no 50º aniversário do Concílio Vaticano II (Papa João XXIII / 1962), e do 20º Ano do Catecismo da Igreja (João Paulo II), proclamou 2013, o Ano da Fé, com início no dia 11 de outubro deste ano. Ano C – São LUCAS.

“Pistis (do grego), fides (latim), significa, originalmente, harmonia, sintonia, consonância. Portanto, ter fé é estabelecer ou ter sintonia e harmonia entre o espírito humano e o espírito divino.”

Diante da modernidade que nos envolve, diante das mudanças que ocorrem a cada momento, nossa Igreja necessita acompanhar o sinal dos tempos.

Sem perder sua tradição, sempre com a Presença de Deus, precisa atualizar o sistema da evangelização, dinamizando métodos e dinâmicas, fazendo permanecerem nossos irmãos na Unidade da nossa Igreja, que somos nós mesmos.

Mais que católicos, somos discípulos e missionários de Jesus Cristo. Os discípulos seguem o Mestre na sua peregrinação, rumo ao Reino. Sempre em fazendo a vontade do Pai. Por isso é necessária a Fé.

Sintonia, harmonia, intimidade entre Deus e os homens. Deus está sempre Presente em nossa vida, todavia, nem sempre estamos à Sua escuta, justificando Aliança que Ele fez conosco. Sua Aliança por meio do Seu Filho, Jesus Cristo.

O Ano da Fé constitui-se numa chamada, numa convocação de todos nós, discípulos e missionários de cristo a animar, cantar, louvar, orar, dinamizar a nossa Igreja Católica, pondo-a rente ao modernismo que nos circunda, tornando sempre viva, atual sagrada, perfeita, a Palavra de Deus.

Deus não tem passado nem futuro. Deus é Agora, Aqui.

São João nos diz (1, 1-3; 14):

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram criadas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.

Deus criou o Universo e tudo o que nele existe. Sua Presença está em todas as coisas. Por mais que evoluam ciência e a tecnologia, há nelas a Presença do Criador. Os próprios cientistas, da Física Quântica e seus criadores, já estão cientes da Inteligência Maior, que é Deus.

A Fé é a sintonia perfeita entre a nossa consciência e vivência com Deus. É a entrega total do nosso ser, da nossa existência ao Pai Nosso. É a certeza absoluta da Sua total Presença em tudo o que somos em tudo o que temos, em tudo o que fazemos.

A Igreja, a Diocese, a nossa Paróquia precisam de nós e após, discípulos e missionários, precisamos da Igreja, da Diocese e da Paróquia. Todos somos Um!

Sem a fé, oração, perseverança; sem a nossa participação ativa na Igreja, não estamos em consonância com a nossa religião, não estamos sendo católicos de verdade. A nossa Igreja precisa de nós e nós precisamos da nossa Igreja.

Como o dom de Deus é pela fé que somos justificados e salvos dos nossos erros, que não são poucos.

Enquanto teve fé, São Pedro andou sobre as águas. Pela fé, os dez leprosos ficaram limpos. Pela fé, cegos enxergaram, paralíticos andaram, surdos ouviram.
 Exemplos de Fé :

Mateus 15-28 – “ Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã.”

Marcos 5-34 -  “Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal.”

Lucas 5-20 – “E vendo-lhes a fé, disse ele: Homem, são-te perdoados os teus pecados.”

Romanos 1-17 – “Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.”

Gálatas 5-6 – “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão vale coisa alguma; mas sim a fé que opera pelo amor” .

Fé é intimidade com Jesus Cristo. Fé consiste na nossa experiência com  o Filho do Homem, ser Seu seguidor e ter Ele dentro do coração. A Fé vem de dentro para fora, do nosso mais profundo intimo do ser, às ações que praticamos todos os dias. Todo dia é dia do Senhor!

2013, eis o Ano da Fé. Como Unidade que somos, vamos participar, ativamente, dos movimentos pastorais, celebrações, eventos da nossa Paróquia, a começar pela Celebração Eucarística, Ação de Graças Maior.
A Ceia do Pão e do Vinho, Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Mistério da Fé!

Wanda e Tatai

                                                   03.10.2012.

sábado, 29 de setembro de 2012

Formatura de Adma

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB


Ipiaú - Bahia

- LETRAS VERNÁCULAS -


Querida Professora Adma


Nossos sinceros parabéns pela brilhante vitória, início de muitas outras que virão na sua vida.

Como se expressou, em sua bela mensagem, dificuldades mil foram superadas, sinal sábio de que, ainda jovem, soube posicionar a inteligência e o esforço de cada dia, e chegar à meta desejada: ser Professora, profissão maior, verdadeiro sacerdócio.

Além do exemplo a sua geração, Você proporcionou a seus pais e irmão, Zinaldo, Arlene e Éder, a seus avós, uma alegria sem par. Sua família, seus amigos, seus colegas de Banco, todos nós que os conhecemos só temos de participar desta festa de amor e de conhecimento. Com Deus, estamos cantando, juntos, cantigas de amor e de paz, sobretudo admirando sua luta, sua dedicação, sua aspiração, o uso correto dos seus talentos.

Menina Professora, Você, com sua vitória, apontou a outros, jovens e adultos, caminhos certos, consoante à Sabedoria de Deus e a sabedoria dos livros. Junção importante e necessária para quem almeja ser feliz e estar em paz consigo mesma, com o outro, com a natureza e com o Pai Nosso.

Parabéns, jovem Professora, Adma.

Feliz colação de grau, diploma debaixo do braço, coração ao Alto e fique com Deus!
Com muito amor,


Wanda, Tatai, Maria Amélia e Família



Ipiaú (Ba), 28.09.2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Redenção do homem

Redenção do homem


- A Salvação vem de Deus –

- Palavras iniciais: Este texto foi escrito em 01.08.1984, destinado a “auto-avaliação” - março a julho - do “Curso de Igreja”. Tema básico para Estudo e Meditação.

I.O que nos dizem os apóstolos em Atos 4, 1-16:

“1 Enquanto eles estavam falando ao povo, sobrevieram-lhes os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus,

2 doendo-se muito de que eles ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos,

3 deitaram mão neles, e os encerraram na prisão até o dia seguinte; pois era já tarde.

4 Muitos, porém, dos que ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos homens a quase cinco mil.

5 No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos, os escribas,

6 e Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, João, Alexandre, e todos quantos eram da linhagem do sumo sacerdote.

7 E, pondo-os no meio deles, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes vós isto?

8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e vós, anciãos,

9 se nós hoje somos inquiridos acerca do benefício feito a um enfermo, e do modo como foi curado,

10 seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós.

11 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular.

12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.

13 Então eles, vendo a intrepidez de Pedro e João, e tendo percebido que eram homens iletrados e indoutos, se admiravam; e reconheciam que haviam estado com Jesus.

14 E vendo em pé com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário.

15 Todavia, mandando-os sair do sinédrio , conferenciaram entre si,

16 dizendo: Que havemos de fazer a estes homens? Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar”.

“Vivemos num mundo cheio de miséria e ignorância. O dever evidente de cada um de nós é tentar tornar o pequeno canto em que vive em algo um pouco menos miserável e menos atrasado do antes de sua chegada”.

(Aldous Huxley)

II. Contribuição da Filosofia e da Psicologia Transpessoal

Termos básicos:

- Auto = próprio, dentro, por si mesmo - Autoconhecimento, auto-realização, autolibertação, auto-redenção.

- Alo = Exterior, de fora, de outro – Aloconhecimento, alo-realização, alopatia, alolibertação, alo-redenção.

- Eu = Divino, Deus, Divindade Universal, Absoluto, Pai, Jesus Cristo em mim, Espírito Santo, Razão, Intuição, Cristo, Logos, Amor (com letras maiúsculas).

- Ego = Egoísmo, Intelecto, Serpente, Ciência, Lúcifer.

Egolatria (narcisismo) = fazer de si mesmo ídolo, idolatrar-se. Egocídio: matar o ego. Isto é, morte voluntária, morte metafísica.

- Resistência = Energia liberada contra alguém ou contra alguma coisa.

- Adesão = Laço emocional entre minha pessoa e alguém ou alguma coisa.

- Desligamento = Libertar-se de alguém ou de algo. Libertar-se, ser livre, ter autonomia, pensar e agir por si mesmo.

- Cósmico = relativo a Cosmo, Universo. Universal, cristico. Cristo cósmico, o mesmo que Cristo Externo, univérsico, transcendente. Posição diferente do Cristo em cada um de nós, imanente, dentro do homem.

III. O Homem = O ser humano. A pessoa humana. Segundo os Terapeutas da Alexandria, os seres humanos são constituídos de corpo, alma e espírito.

Na Carta de São Paulo aos 1 Tessalonicenses 5, 23, lemos:

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

IV. Características do homem:

- Singularidade, mesmidade, peculiaridade.. Solidariedade. Solitariedade Solidão (querida e compulsiva).

- Cada homem é um ser novo no mundo, chamado a realizar a sua peculiaridade, a sua singularidade. O homem não se repete. É único, original. Só o Eu interno. Uma só consciência.

- “Nós podemos ter filhos. Tendo-os, reproduzimo-los na ESPÉCIE (humana). Todavia, não podemos reproduzi-los na INDIVIDUALIDADE. Cada um filho é um ser humano original, novo na sua individualidade. Não podemos nos repetir nos nossos filhos”.

- Solidariedade = Relação, relacionamento, comunidade, vida em comum.

- Tomando consciência de sua singularidade, do seu “eu”, no ser humano existem duas necessidades vitais:

a) Ser ele mesmo = Eu - sua interioridade plena, sua consciência, sua individualidade (único).

b) Ser para o outro (outra pessoa), ser para a Natureza, ser para Deus = Tu.

b) O ser Eu para si mesmo deixa de existir e não cumpre sua missão no mundo. Com a existência do outro, o tu, já não sou sozinho, somos; já não estou sozinho, estamos = Nós.

V. O Caminho da Redenção

• Só é possível pelo Cristo Interno em cada um de nós.

Em Gálatas 2, 20, São Paulo diz:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora [vivo ] na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.

• Onde dois ou mais estiverem, eu aí estarei.

• “Pois onde se acham [dois] ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18, 20).

• O Reino de Deus está dentro de vós.

Lucas 17, 20 - 21: “Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterio;

nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Pois o reino de Deus está dentro de vós”.

- O pequeno ego (intelecto) deve integrar-se no grande Eu (Deus, o Pai). Inteligência versus Intuição.

VI. A integração do Eu com o ego

- Saibamos, antes:

• O ego é um objeto que o homem tem.

• O eu é o próprio sujeito que o homem é.

- Diagrama ilustrativo








Na primeira figura, o homem se identifica com o seu ego externo (egoísmo) sensorial-mental, sem enxergar a sua realidade interna (egoidade).

Na segunda figura, o homem se identifica com o seu Eu, que integrou em si o seu ego, não o egoísmo ilusório, mas a egoidade real. Na segunda figura persiste o ego em sua egoidade real, desapareceu o ego em seu egoísmo ilusório; não morreu a alma do ego, morreu apenas o seu corpo; a alma do ego é idêntica à realidade do Eu.

É indispensável que o homem faça, cada, anoitecer, o mundo ilusório do seu ego sensório-mental, para que possa amanhecer o mundo verdadeiro do seu Eu espiritual. A isso se chama cosmo-meditação.

- É indispensável que o homem faça, cada, anoitecer, o mundo ilusório do seu ego sensório-mental, para que possa amanhecer o mundo verdadeiro do seu Eu espiritual. A isso se chama cosmo-meditação.

“Quem perder a sua vida por amor do Cristo, ganhará sua vida”! (Mt 16, 14).

VII. Como se realiza a integração do ego no Eu:

- A integração se realiza pela

a - Experiência MÍSTICA com Deus. Verticalidade.

b -Vivência ÉTICA com os homens. Horizontalidade.

- A integração no Deus-Essência no Deus-Amor é realizada pela Experiência Mística que, no Evangelho, chama-se o Primeiro e maior de todos Mandamentos:

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças” (Mt 12, 30).

- A integração no Deus-Existência se faz pela Vivência Ética, que o Nazareno chama de Segundo Mandamento:

“E o Segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses” (Mt 12, 31).

- A natureza infra-humana está incluída nessa vivência ética, num algo (a natureza), também essencial, mas diferenciado da humanidade.

• Para cima: o amor para com Deus, o Pai.

• Para todos os lados: a fraternidade para com todos os homens.

• Para baixo: reverência e respeito pela natureza (Gaia, a Mãe Terra)

A Redenção total do homem se resume nesses três itens.

1º - “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças” (Mc 12, 30).

- Eis a Experiência Mística.

2º - “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12, 31).


- Eis a Vivência Ética.

- Para que alguém tenha experiência mística com Deus tem que criar em torno de si mesmo um ambiente propício. uma atmosfera em que possa brotar e medrar a condição dessa experiência: amor.

IX. Fatores básicos

• Fé - Antes de tudo, deve o homem sintonizar-se com a realidade do mundo invisível, sem que com ele tenha experiência direta. Consiste isso numa permanente atitude de humildade, de sinceridade, receptividade, no senso de vacuidade (vazio) do ego físico-mental, certo de que uma plenitude (cheio) de Deus lhe possa vir ao encontro.

“Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá” (Ap 22, 4).

“Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal” (Mc 5, 34).

• Vida - Fé vivida! A fé nunca passará a ser experiência direta com Deus, se ficar no terreno meramente intelectual ou teórico. É necessário que ela se encarne na vida total do homem. No dizer de Santo Agostinho: “fé que atue pelo amor”.

• Perseverança - No Evangelho de Lucas, Jesus diz:

"É pela vossa perseverança que mantereis vossas vidas" (Lc 21,19).

No Evangelho de Mateus a expressão é esta:

"Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mt 24, 13).

Já no discurso missionário Jesus fizera a mesma afirmação, ao predizer as perseguições e conflitos a que estarão sujeitos os Apóstolos;

“E sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 10, 22).

Dizia um provérbio latino: "Quem começou já fez metade do caminho". Mas há o reverso da medalha: "Não é o que começa bem que merece o prêmio, mas o que termina bem". É a necessidade da perseverança.

No Evangelho de Lucas, Jesus diz:

"É pela vossa perseverança que mantereis vossas vidas" (Lc 21,19).

“Porque necessitais de [perseverança], para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa”. (Hebreus 4, 36).

• Oração - “A oração é algo tão grande que corremos o risco de rebuscar uma definição solene e surpreendente. O velho catecismo diz, com toda a simplicidade, que “orar é falar com Deus”. E, de fato, se uma pessoa põe-se a falar com Deus – com palavras ou sem palavras – movida pela fé, a humildade e a confiança, está fazendo oração. São João Damasceno diz que é “a elevação da alma a Deus”. Santa Teresa de Jesus explica que a oração é “Tratar de amizade com Deus, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama”. Fiquemos, pois, com esta idéia: orar é falar com Deus; ou, se preferir, “um diálogo com Deus, um diálogo de confiança e de amor”, como ensina o Papa João Paulo II, com o fim de adorá-lO, dar-Lhe graças, implorar o perdão e pedir o que precisamos. Falar com Deus, que é o Criador e Senhor nosso, da mesma maneira que falamos com as pessoas que amamos.

- A oração é essencial para o ser humano”.

“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6, 6).

“Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5, 44).


X. De onde virá o Redentor do homem

• De fora? Ritos, iniciações, dogmas, liturgias, cerimônias formais, leis...

• De dentro? Inteligência, estudo reflexivo, imaginação...

• Auto-redenção espiritual? Do Eu divino, do Cristo Interno, no Deus em nós, do Espírito que em nós faz morada.

“... no qual também vós juntamente sois edificados para [morada] de Deus no Espírito” (Efésios 2, 22).


- Conclusão:

- A redenção vem de dentro do próprio homem, mas não do homem-ego, que é o autor da escravidão e sim do homem-eu, do “Espírito de Deus que habita no homem” (São Paulo).

- Se o “grão de trigo” do homem-ego morrer, então a vida do homem-Eu “produzirá muito fruto”.

- Se o “grão de trigo” do homem-ego não morrer, então a vida do homem-Eu não - Se o “grão de trigo” do homem-ego morrer, então a vida do homem-Eu “produzirá muito fruto”.

- Se o “grão de trigo” do homem-ego morrer, então a vida do homem-Eu “produzirá muito fruto”. Morte metafísica, não morte física, biológica.

- Se o “grão de trigo” do homem-ego não morrer, então a vida do homem-Eu não “produzirá fruto”. Ficará estéril.

A auto-redenção não é ego-redenção. O que eu sou me redime (me salva) daquilo que eu tenho.

Êxodo 3, 13-14: Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem:

Qual é o seu nome? Que lhes direi?

Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais:

Assim dirás aos olhos de Israel:

EU SOU me enviou a vós.

- João 8, 58: “Respondeu-lhes Jesus:


Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”.

Eu sou o Pai, Eu sou o Filho, Eu sou o Espírito Santo. Um só DEUS.
Eu Sou a Santíssima Trindade!

Despertar em si essa vida divina dormente, é isto REDENÇÃO, SALVAÇÃO, AUTO-REALIZAÇÃO, AUTOLIBERTAÇÃO do homem!

Wanda e Tatai

11.09.2012.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Reflexões sobre o Pai nosso


- A oração que Jesus nos ensinou –


A Bíblia foi falada e escrita em aramaico, hebraico, grego e latim. Jesus falava aramaico e a Sua Oração foi ensinada em aramaico.

Dois evangelistas narram esta oração. Lucas e Mateus. Lucas não conviveu com Jesus escreveu baseado nas informações de Maria. Era companheiro de Paulo, médico, de origem grega e de conhecimento literário. É o autor dos Atos dos Apóstolos e o Evangelho, que consta de 24 capítulos.

Mateus conviveu com Jesus e foi o publicano, cobrador de impostos, chamado Levi, que Jesus, vendo-o na mesa dos impostos, chamou, dizendo: Vem, segue-me.

O Pai nosso é a oração perfeita. Foi ensinada pelo Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Não deve ser concluída pelo Amém. que significa Assim seja, como acontece com outras orações. Repita-se: a oração do Pai nosso é perfeita.

Huberto Rohden foi padre. É filósofo, teólogo e metafísico, nasceu em Tubarão, Santa Catarina.

Escreveu cerca de sessenta livros, abrangendo um mundo de idéias e de conhecimentos. Da arte, da ciência, da metafísica, sobretudo religião, numa fé profunda e admirável. É dele a interpretação do “Pai nosso” que estamos transmitindo. É linda e tem sentido. Ele compreende a oração como um requerimento, constante de sete pedidos, sete petições. Três delas dirigem-se ao céu e quatro se assentam aqui na terra.

As três petições vão diretas à Trindade Santa Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Ele a configura numa flor de sete pétalas. Quatro delas abertas na horizontal e três, no centro, dirigidas para o Alto. Ou uma cruz. A haste vertical contém as três primeiras e a haste horizontal, as quatro outras petições. Nesta oração, H. R, explica o que o Mestre quis dizer aos discípulos e a nós, hoje, como conversar, pedir, comunicar-se com o Pai, sempre, toda a vida. São elas o mistério das Três Pessoas distinta num Deus Único. Absoluto, Criador de todas as coisas. Aleluia!

O evangelho de Lucas contém, apenas, quatro petições. A exegese se aplica ao evangelho de Mateus, que viveu com Jesus e a direção de suas palavras era diretamente para os judeus.

Vamos dividir a oração em petições:

- Mateus 6.9-13

9 Portanto, orai vós deste modo:

Vocação – Pai nosso que estais nos céus,

Em aramaico, segundo Gregg Brader em “O Código de Deus”, menciona, em (o aramaico), a expressão que afirma assim: Pai nosso que estais nos céus e na terra. Pai universal que abrange o céu e a terra é Senhor de tudo o que existe.

1ª – Santificado seja o vosso nome;

A expressão Santo encontra-se na celebração eucarística nas oferendas, quando se canta: “Santo, Santo, Santo, seja o nome do Senhor”. Refere-se a Deus Pai. (Isaías),

2ª – venha a nós o vosso reino

Refere-se o segundo pedido a Jesus Cristo quando anuncia que o Reino de Deus está próximo. O Reino de Deus está dentro de cada um de nós. A segunda petição refere-se a Deus Filho. É para o Reino de Deus que se destina toda a nossa peregrinação aqui na terra. O Mestre é que com Seus exemplos de vida, como Homem, Filho do Homem, Verdadeiro Deus, verdadeiro Homem. Ele se nivelou a todos nós, com exceção do pecado.

3ª – seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu;

A terceira petição dirige-se ao Espírito Santo, que é o traço de união entre o Pai e o Filho. Nós somos templo do Espírito Santo, somos a morada de morada de Deus. Todas as nossas ações são dirigidas e orientadas pelo Espírito. Desde inicio da criação do mundo Ele está presente. (Gênesis 1. 2). Interromper e invocar o Espírito Santo. Ele é brisa, fogo, nuvem, sopro, vento, sobretudo, vida.

Estas petições são dirigidas ao alto, parte da terra para céu.

4ª – o pão nosso de cada dia nos dai hoje;

Estamos na haste horizontal da cruz, estamos no chão, na terra, cuidando do corpo, cuidando da vida. Lembra do povo no deserto, na saída do Egito, quando Deus matou a fome dos Judeus lançando do céu o maná. O pão nosso de cada dia simboliza a confiança em Deus de que nos dará o pão todo o dia. Não se justifica guardar, esconder, mil coisas de comer, de beber e de vestir, para um tempo grande. Basta o pão de hoje, amanhã Deus nos dá outro. Tal comportamento de amealhar, ter muito hoje, com medo do amanhã, nos leva à usura, à ganância, ao cruel esquecimento de outros que tanto necessitam e nada têm. Uns com fome e outros com indigestão de tanto comer. Uns nus, outros com guarda-roupas cheios. Confiemos em Deus e nada nos faltará,

5ª – perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;

A compaixão, a misericórdia, o perdão, a piedade fazem parte dos dois maiores mandamentos de Deus, os quais fazem parte da nossa vida diária. Quando São Pedro perguntou a Jesus se deveríamos perdoar sete vezes, o Mestre acrescentou: Devemos perdoar setenta vezes sete e não sete vezes. Significa perdoar infinitamente, perdoar sempre. Todavia nos é imposta uma condição: Assim como a atitude de nós perdoarmos os outros, assim como Deus nos perdoa. Se eu não perdoar os outros. Se não perdoarmos quem nos ofendeu, perderemos a condição de ser perdoados.

6ª – e não nos deixeis cair em tentação;

Explicação rara e compreensível, também de H. R. Em tentação, ser tentados nós somos e a toda hora. O próprio Jesus, antes de começar Seu ministério foi tentado por três vezes e não caiu, não pecou. Continuou fiel ao Pai. O que nos indica a oração é, quando tentados, não cairmos, não pecarmos. Resistir à tentação da inveja, da mentira, da corrupção, da usura, da cobiça das coisas alheias. “Sede perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito”.

7ª - livrai-nos do mal.

Como uma síntese da oração, o sétimo pedido e uma súplica ao Pai que nos afaste das coisas más, que nos livre das tentações do maligno, que seja, eternamente, a nossa proteção. O mal, também, simboliza certos desejos como o sucesso, a usura, a auto-suficiência, o poder, seja ele político, social ou econômico. A mafaldada corrupção. O terrível egoísmo que nos faz esquecer de Deus.

“Jesus, manso e humilde de coração,

fazei nosso coração semelhante ao vosso”.

- Lucas 11.2-4

2. Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino;

3. dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano;

4. e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, mas livra-nos do mal.



Wanda e Tatai

05.09.2012.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Caro Doutor Milton




Bacharel em Direito formado pela UNIME Itabuna – Ba, no dia 24 de agosto de 2012.




Diz-nos o Eclesiastes 3:1

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

Chegou o seu tempo, Advogado Milton de comemorar ou comemorarmos juntos sua brilhante conquista alcançada aos 39 aos de idade.

Não foi fácil conciliar o tempo lidando com a família – a esposa Silvana e seus filhos Milton Neto e Sarah Ellen, quando as obrigações militar sua profissão, bem como os estudos de Direito; todavia com a ajuda indispensável de Deus, você conseguiu brilhante vitória.

Queremos partilhar como amigos e admiradores seu e de seus pais Capitão Milton e Dona Sonia, dando-lhe nossos sinceros parabéns.

Que Deus o ajude e ilumine na sua nova carreira como Advogado.


Abraços cordiais e afetivos de


Wanda, Tatai e família.



Ipiaú, 28.08.2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Formatura de Gedeval

“Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra e Luz para o meu caminho”.

(Salmo 119,105)


Caro Doutor Gedeval,

Deus o abençoe e o ilumine na sua brilhante carreira de Advogado, que ora inicia. Memorável Colação de Grau – UNIME- 24.08.2012.

Na vida, nada acontece por acaso. Nem há um determinismo, para que as coisas aconteçam. Há sempre uma significação oculta, uma razão, a que o psicólogo Jung chama de sincronicidade.

Sem que o percebesse, a Presença de Deus sempre nos acompanha, sempre está conosco.

Cidadão modesto, pequeno comerciante, de natureza introspectiva, vivendo com sua esposa, Virgínia, parecia tudo normal em sua vida. Do trabalho para casa, da casa para o trabalho.

Aos quarenta anos de idade, num estado numinoso, eis que a Lâmpada acende seus pés e lhe mostra um novo Caminho a seguir. Eis a Luz do Espírito Santo, abrindo-lhe novos caminhos.

Inspirado, impelido por uma Energia, sentiu vontade de estudar, de mudar, de transformar-se. Sempre correto em que o que fez, pôs suas coisas em dia, juntou suas modestas economias e, com sua esposa, partiu para Itabuna e iniciou nova vida, arriscando tudo, todavia, sempre sentindo impulso divino e a fé inabalável em Deus.

Aprovado no vestibular, sempre responsável, agarrou-se aos livros, ouvido atendo aos professores, varou por dias e noites, vivendo na raça e na coragem dos perseverantes como Deus n que, após cinco anos de vigília e de sonhos, atingiu a sua meta: Formatura em Bacharel em Direito, UNIME, Itabuna, Bahia, 24.08.2012.

Responsável, caprichoso em tudo o que sempre fez, foi o primeiro aluno da Faculdade a fazer o “Provão” da OAB/BA, antes de formar-se. Isso no ano passado de 2011.

Caro Gedeval, nós todos, da sua família, nos orgulhamos de Você. Seu exemplo, sua tenacidade, sua férrea vontade de mudar, de transformar-se, foi à transcendência, o que na Física quântica. Denomina-se Salto quântico.

Continue amigo dos livros, traga-os debaixo dos braços, pisando na terra e fitando os céus. Seja sempre o cidadão humilde, admirado e estimado por todos os seus amigos e familiares.

E que a

“Lâmpada continue acesa a seus pés

e alumiar-lhe, sempre, novos Caminhos”

Parabéns!

Um abraço bem afetivo de


Wanda, Tatai e Família.

Ipiaú (Ba), 24.08.2012.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mudar ou Morrer,

eis a questão



A questão, real e necessária, é mudar. Mudar, para ser a verdadeira pessoa, o ser humano criado à imagem e semelhança de Deus. Seja homem ou mulher, tem de reencontrar-se consigo mesmo, consigo mesma.

Ninguém nasceu para ser infeliz; ninguém nasceu para ser consumista compulsivo, depressivo, usuário de drogas ou falsear a verdade. O caminho da verdade e único e, só por este caminho, poderemos viver em paz com o mundo. Seja isso, aqui, ali, acolá. O bem e o mal estão em toda parte e as tentações são as mesmas.

Tal assunto nos veio à cabeça, em nos lembrando do ano de 1999; entrando no ano 2000. A história da águia e da galinha, tão bem ilustrada nos livros de Leonardo Boff, “A águia e a galinha” e o “O despertar da águia”.

Comecemos com a velha e conhecida história da águia, muito divulgada por e-mails. Como sabemos essa ave é extraordinária, capaz de vôos altíssimos, o que lhe permite ver o sol de perto e mal algum lhe faz aos olhos, graúdos e reluzentes. Vive em altos penhascos e tem asas bem longas e fortes, além do agudo bico e garras fortíssimas, que lhe permite segurar suas vítimas.

Pois bem, ao chegar aos quarenta anos, já não tem a mesma força para altos vôos. Que faz, então? Sentindo-se fraca, praticamente, agora, indefesa, recolhe-se a um bem alto penhasco e espera, com paciência, que o tempo lhe devolva seus dotes, com os quais nasceu. Aí, começa o ato de mudar. Com um espaço de tempo bem grande, a natureza começa a devolver-lhe os seus dons naturais, dons vindos do instinto natural, comum, também, a todos nós.

No tempo previsto pela própria natureza, cai a casca que lhe envolve o bico, que fica novo em folha. Com o bico, restaurado, consegue, tirar a casca das poderosas garras que, agora, fortes, tira de suas costas as velhas e frágeis penas, tornando-se, a poderosa águia, que era antes. Mudou. Sentindo a confiança que tinha em si mesma. Do alto desse mesmo penhasco, lança-se, confiante e corajosa, dando início a seu novo período de vida. Olha, de novo, o sol de perto e vive mais trinta e cinco anos! A águia mudou, escolheu Viver!

“A águia e a galinha” é uma interessante história narrada por um professor de Gana, na África. Um naturalista, visitando um amigo, foi até o quintal de sua casa e, no galinheiro, avistou uma ave, que lhe não pareceu ser galinha. Acreditou ser mais uma águia que uma galinha, ainda que estivesse no lugar das galinhas, comendo grãos de milho das mãos do dono.

Não se conformando com o que via, confessou ao amigo, sua duvida. Havia no galinheiro, também, uma só ave que não era normal. Águia é águia, voa às alturas e não come milho, como galinha. O amigo, então, lhe explicou. Encontrou essa ave ferida, na estrada e a trouxe para casa, criando-a junto às galinhas. Com a permissão do amigo, o naturalista levou a dita ave, a fim de fazer um teste: águia ou galinha?

Todos os dias treinava a ave, levantando-a ao ar e soltando. Ela caía. Não conseguia levantar vôo. O naturalista falava, incentivava: Voa alto, você é águia, não é galinha! Voa, voa mais alto. Você é águia, não é galinha. A cada palavra de estímulo soltava-a no ar. Ela caía, levantava, tornava a caiar. O naturalista não desistia, voa, voa, mais alto, voa. Já desanimado, quando menos esperava, a águia levantou vôo, voou bem alto, subiu, subiu e perdeu-se nas alturas sumiu. Está perto do sol.

Águia e águia, galinha é galinha. Uma alça vôo, rumo às alturas, a outra, no galinheiro, come milho nas mãos do dono.

Mudar ou morrer, eis a questão!

Todos nós somos águia ou galinha, dada às circunstâncias e os momentos em que vivemos. Todavia, devemos ser águia. Lutar para ser águia, voar alto, atingir metas, alcançar objetivos. Não se trata de ser ambicioso, vencer, simplesmente, vencer, ter sucesso, muito menos procurar sucesso, vitórias aparentes.

Trata-se, muito mais do ser que do ter. Mudar é agir diferente, é tornar-se outro ou outra, é sem perder as referências, esquecer o passado. É começar de novo. E recomeçar. Melhor, ainda, é nascer de novo, é renascer. Como disse o Mestre ao sábio judeu, ignorante das coisas do céu, Nicodemos: Para se atingir o Reino, é preciso nascer da água e do espírito. Na linguagem nossa, virar pelo avesso. Na linguagem da águia mudar o bico, mudar as garras, mudar as penas. Ser água de novo. Ser águia.

Normalmente, há dificuldade de mudança, há uma resistência muito grande em querer mudar. Há uma série de razões, como a preguiça, a indolência, a não perseverança, sendo a mais comum e natural, como se diz: ninguém quer sair da zona do conforto. Isso requer luta, sacrifício, renúncia.

Como se vê, no mundo em que vivemos tudo muda, de uma hora para outra. A ciência e a tecnologia avançam a passos largos. O telefone de ontem e o celular de hoje. A máquina datilográfica de ontem o computador de hoje; o telégrafo de ontem o face book de hoje e, ainda, se resiste a mudanças! Paradigmas de ontem, paradigmas de hoje. Amanhã, quem sabe? Ah! Urgem mudanças, já!

Condições temos para mudar. Meios a nossa disposição não faltam. A águia, dotada do seu instinto animal, sentiu-se frágil, recolheu-se à solidão, deu tempo ao tempo, e mudou. No tempo certo, voltou a ser a mesma águia; forte, ágil, de vôos altos e nobres.

Os  seres humanos, homens, mulheres, que estamos fazendo para mudar, sair do marasmo em que vivemos. Sem eira nem beira, sem norte nem sul, aguardando o estresse, depressão, a morte. Não a morte física, mas a morte metafísica. Os mortos vivos, sem horizontes, perdidos num mundo de tantas e tantas possibilidades. Tudo de novo e de bom estão as nossas mãos, estão pertinho de nós. Reza-nos a todos nós, sem exceção, reaprender a viver, acordar, mexer com a consciência e discernir, usando dos dons que o Espírito nos dotou e começar de novo, recomeçar, chutar o ontem, não avançar para o futuro, mas viver o presente, logo, aqui e agora. E o sol voltara a brilhar, os sonhos serão realidade, tudo em volta será bem diferente. Mudar, ser diferente, dos pés à cabeça, ser outro, ser outra.

Ouvimos, gostamos e gravamos. Uma escola iniciática em que a dinâmica da energia do psiquismo nos abre mil possibilidades de ser, de mudar, de perceber a totalidade em todos nós. A unidade que consiste em sermos Um com o outro, Todos somos Um, pouco importam a distância geográfica, as aparências, o desgastado status social.

Num curso especial de Psicologia, Lúcia Helena, filha nossa, psicóloga, nos mostrou o desenho de um triângulo explicativo, com o qual, concluiremos nosso escrito.



Na linha que se encontra na base, lê-se translação, a indicar um movimento de ida e vinda sem sair do lugar. Tudo igual, ontem, o mesmo sol, a mesma lua, sem brilho, sem luz. A estagnação, o mesmismo. O tédio, a indiferença, o desinteresse geral estão unidos contra nós.

A começar da direita, que se dirige ao vértice do dito triangulo, está escrito: transmutação. Transmutar, mais que mudar. Subir degraus de uma escada, sair do lugar, ir mais longe, ir além.

Não basta mudar, transmutar. Na linha à esquerda desse mesmo triângulo, lê-se, ainda: transformação, acrescido da palavra graças, palavra sagrada, que significa a Presença de Deus. O esforço humano sozinho, a luta, a própria perseverança, por si sós, jamais nos levarão a mudanças ou transformações. São imperiosas, necessárias as bênçãos e as bênçãos de Deus.

Mudar ou morrer!

Mudar. Transformar, viver, vida em plenitude, uns com os outros, cantando um Cântico Novo.

O triângulo fecha-se, completa-se o processo com as expressões sublimes: transcendência, o salto quântico.

Aqui, aí, o resultado, o milagre; Em vez da morte metafísica, a depressão, o estresse, a Vida, a Alegria, a Felicidade, E, renascidos, de mãos dadas com o mundo inteiro, podemos cantar:

“ciranda, cirandinha,

vamos todos cirandar...”



Wanda e Tatai



11.06..2012.