domingo, 18 de novembro de 2012

Onde estão seus talentos?

Onde estão os seus talentos?




Todos nós temos talentos. Todos, sem exceção. Uns com mais, outros com menos, todavia, Deus nos deu talentos. Deu-nos carismas, potencialidades, dons.

Cabe-nos usar corretamente estes talentos a fim de sermos felizes fazendo a vontade de Deus.

A fim de entendermos melhor, para começar, transcrevemos, abaixo, a Parábolas dos talentos (Mt 25, 14-30 ).

14 Porque é assim como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens:

15 a um deu cinco talentos, a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade; e seguiu viagem.

16 O que recebera cinco talentos foi imediatamente negociar com eles, e ganhou outros cinco;

17 da mesma sorte, o que recebera dois ganhou outros dois;

18 mas o que recebera um foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.

19 Ora, depois de muito tempo veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles.

20 Então chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei.

21 Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

22 Chegando também o que recebera dois talentos, disse: Senhor entregaste-me dois talentos; eis aqui outros dois que ganhei.

23 Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.

24 Chegando por fim o que recebera um talento, disse: Senhor, eu te conhecia, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste, e recolhes onde não joeiraste;

25 e, atemorizado, fui esconder na terra o teu talento; eis aqui tens o que é teu.

26 Ao que lhe respondeu o seu senhor: Servo mau e preguiçoso sabias que ceifo onde não semeei, e recolho onde não joeirei?

27 Devias então entregar o meu dinheiro aos banqueiros e, vindo eu, tê-lo-ia recebido com juros.

28 Tirai-lhe, pois, o talento e dai ao que tem os dez talentos.

29 Porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem ser-lhe-á tirado.

30 E lançai o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.

Deus é senhor dos bens. Dá-os livremente a quem e como quiser. Não nos cabe a nós interrogar os Seus desígnios e pedir explicações. O que importa mesmo é refletir sobre o seguinte: todos temos uma vocação, um Dom, um carisma a por em prática, a atualizar. Uma santidade a atingir. Que não seja a mesma para todos, mas a capacidade de cada um de nós tem de ser usada. E usada a serviços de outros, não de nós mesmos. “O filho do homem não veio para ser servido, mas para servir...” (Mt 20, 28).

Foram distribuídos talentos a todos. De acordo com a capacidade de cada um, mas todos receberam talentos. 1Cor 7 1 – 7.

Todavia, até hoje, parece não havermos entendido não sublime lição, apesar de toda a confiança que o Senhor depositou em cada um de nós. Estamos, cada vez mis, enterrando talentos, tornando tudo mais difícil, escondendo vocação, escondendo Dom, esquecendo amor, prejudicando a vida. Se souber tocar, TOQUE! Se souber cantar, CANTE!

Ao viajar, o Senhor chamou seus servos e confiou-lhes seus bens, dando a um deles cinco talentos, a outro, dois e a um terceiro deu um talento.

Deus experimentou os três, como vem fazendo conosco todos os dias da vida, para ver se somos capazes de usar da inteligência, da vontade e da liberdade que Ele nos deu.

Dois deles, os que receberam cinco e dois talentos, deram de si, usaram da sua capacidade, cresceram, dobraram o que receberam. Foram considerados “servos bons e fiéis”. Valeu a pena o livre arbítrio, valeu a liberdade, porque bem usados em beneficio dos outros. Não faz diferença se um recebeu cinco e outro dois talentos. O que importa é o uso, o emprego dos talentos, a aplicação por inteiro da capacidade recebida. Nada de meios termos, meias medidas. Ser ou não ser, já dizia o filósofo.

Provaram ambos os servos que foram fiéis no pouco e mereceram, por isso, ser chamados de “servos bons e fiéis”. Eles agiram diferentemente dos acomodados, dos indolentes, daqueles que, da janela, vêem a vida passar, lamentando-se:

- “É isso mesmo”; “seja o que Deus quiser”; “o que é que eu vou fazer?”; “é a sina do pobre!”; “não tem jeito”.

5. Reflexão sobre a Parábola no seu sentido geral:

“servo bom e fiel” 5 talentos

“servo bom e fiel” 2 talentos

“servo mau e preguiçoso” 1 talento.

“Tirar de quem não tem e dar a quem tem mais”

6. Mais explicações:

a) talentos, carismas, graça são a mesma coisa

b) Potência e ato. Potencialidade, capacidade de realizar

c) Os talentos que Deus nos deu são potencialidades que devemos transformar em atos:

5 + 5 = 10. Cinco Deus nos deu, 5 nós produzimos. 10 são produtos do dom de Deus e do nosso trabalho, do nosso esforço.

2 + 2 = 4. Dois Deus nos deu, dois nós produzimos. 4 são o produto do dom de Deus e do nosso trabalho, do nosso esforço.

1 + 0 = 1. Um Deus nos deu. Nada produzimos. 1 é o produto do trabalho de Deus. Nada produzimos, enterramos o talento. Somos “servos maus e preguiçosos” aos olhos de Deus e dos homens. Somos parasitas, vivemos às custas dos outros. Até o que temos será retirado!


Diante da brilhante lição de amor e de vida, usemos de nossos talentos!

Wanda e Tatai

16.11.2012.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

E a bênção de Deus?



- “Bênção pai; bênção mãe”.

A bênção, pai. Deus o abençoe, filho (a).

A bênção, mãe. Deus o abençoe, filho (a).


Costume salutar, afetivo, sagrado, aos poucos, deixando de ser usado. E, cada vez mais, a família sofre, passa por maus momentos, sentindo a falta das bênçãos. As bênçãos de Deus.

Felizmente, ainda existem as comumente, as expressões valiosas e benditas, como “fique com Deus”, “vá com Deus”, “que Deus o ajude”, “que Deus o proteja, expressões estas que têm enorme validade religiosa, porque nos liga, sempre a Deus. Todavia, a bênção de Deus pedida dos mais jovens aos mais velhos, principalmente, aos pais é de uma importância fundamental no seio da família. Pela manhã, ao acordar, na hora de dormir, quando vão a outro lugar qualquer, sempre, o pedido das bênçãos de Deus. Intimamente, ligadas às bênçãos, as orações matinais e noturnas. Orar, orar sempre, pleno das graças, das dádivas, das bênçãos divinas.

Somos, todos nós, instrumentos. As bênçãos são graças, energia, votos de puro amor de Deus. Elas nos fortalecem, nos tornam vigilantes, acordados para os males que nos rodeiam, cotidianamente. Enriquecem nosso corpo, alma e espírito. Devemos viver sempre abençoados, certos de que Deus está conosco. A bênção pai; a bênção, mãe.
Deus, o abençoe, filho.

Deus, a abençoe, filha.

Assim diz o Livro do Eclesiástico, 3, 8-11:

“Honra teu pai por teus atos, tuas palavras, tua

paciência, a fim de que ele te dê sua benção, e

que esta permaneça em ti até o teu último dia.

A benção paterna fortalece a casa de seus filhos.”

Todos aqueles que abençoam e que são abençoados estão em plena sintonia com Deus. Estão sempre alegres, felizes, com a força e a energia do Espírito. Os caminhos do bem e da felicidade estão abertos, com sinais marcantes da Presença do Pai Nosso, que está no céu e na terra.

A bênção de Deus é parte essencial ao mundo da espiritualidade, ao mundo do amor, da compaixão. Ninguém pode viver sem essa Bênção. Ela se faz acompanhar da oração, da meditação, da Palavra que, em tudo, nos faz forte, perseverante, amoroso, solidário. A Bênção é a própria Palavra de Deus.

Os tempos atuais, modernos, não nos impedem ou devem impedir que prosperem as coisas de Deus. A razão e a fé, de há muito já estão de bem. Razão alguma existe para que as coisas sagradas sejam deixadas de lado. E essas coisas são muitas e continuam sagradas, aqui, ali até os confins do Himalaia. Estão impressas em letras maiúsculas no coração de cada cidadão do mundo, cidadão do infinito.

E tudo começa na família. Da família se espalha pelo mundo inteiro. Tudo o que é bom, tudo o que é de ruim começa na convivência familiar.

Sem censura, permitam-nos dizer quanta falta à conversa normal em família; o diálogo normal entre pais e filhos; os conselhos paternos e maternos, hoje, em desuso; sem nos esquecermos da história de Joãozinho e Maria e a Gata borralheira.

Foi toda essa riqueza substituída pelas mesmices da televisão. E o mau uso das invenções mais extraordinárias que já vimos a Internet, o computador.

Abençoar e ser abençoado faz bem ao coração, à alma, ao nosso ser por inteiro. Quem, por acaso, já se esqueceu desse sagrado costume, que recomece. Quem nunca o fez, comece. Juntos, vamos banhar o mundo das bênçãos de Deus, certos de que, abençoados todos, sem exceção, de já termos a paz, a solidariedade humana, a fraternidade universal. Pois, como disse o evangelista São João:

“Deus é amor”

Este mesmo Deus abençoe nossos leitores e leitoras, amigos.e amigas.


19.09.2012

Wanda e Tatai

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Saudades de Dona Valda

Saudades de Dona Valda

“-Bem aventurados os pobres de espírito,
porque deles é o Reino do Céu.”

(Mt 5,3)




Homenagem especial, abaixo transcrita, terna, meiga e plena de amor, prestada por Denise Teixeira conterrânea e fiel às suas origens.

Valda Pinheiro de Andrade, viúva de José Mendes de Andrade, falecida no dia 20 de setembro de 2012, aos 92 anos de idade, em Salvador, Bahia.

Com seu esposo, pioneiros, juntos a outros líderes, colaboraram, de verdade, para o desenvolvimento da nossa comunidade de Ipiaú.

Os seus filhos, Elaene, Jadelson, José, Laércio, Heraldo, Adilson e Gildo, com suas respectivas famílias, continuam a trajetória dos pais. Amando e servindo, como profissionais, a região em que vivem.

Tia Valda

A morte ronda a vida da gente depois dos cinquenta. É angústia desde sempre, alguns experimentam muito cedo, mas quando pessoas mais velhas que fizeram parte da sua infância começam a ir, o corpo sinaliza e começamos a temê-la com mais frequência. Os sonhos de morte são recorrentes e uma tristeza inexplicável nos toma mais do que desejamos.

Na quinta morreu uma pessoa querida, 92 anos, tia Valda. Não sei quem queria ou quer mais bem: se eu a ela ou ela a mim. Era bem querer antigo, de 55 anos atrás, quando nasci. Amiga-irmã de minha mãe, tia de coração. Lembro dela quando eu ainda era muito pequena e fugia para sua casa de muitos filhos. A mesa cheia, eu chegava, menina conversadeira, e todos me tinham carinho. Certa vez, ganhei até um sapatinho alto de número pequeno, da loja da família parede comum a casa, era a loja do pai, senhor Zezinho.

Víamos-nos raramente, mas bastava um encontro para o afeto profundo reviver com o frescor de quem convive sempre.

Tia Valda era o avesso da mulher padrão da época. Contemporânea? Não, era atemporal. Pensava, refletia, não se submetia aos modismos sociais. Era do trabalho, da dignidade, do cuidar da prole numerosa com firmeza e sem pieguices. Era também da alegria. Com os sete filhos na idade de se preparar para a faculdade, surge a necessidade de casa em Salvador. Um apartamento de dois quartos vai acomodar não só a família grande como também filhas de amigos que precisam de moradia para estudar. A solidariedade era sua ética.

Ainda muito jovem sofreu um acidente que a aprisionou durante um ano numa cama. Cuidada pelos filhos, principalmente por Vanda, filha amiga, sobreviveu levando consigo uma limitação física que não a impediu de viver até os 92 anos. Ao contrário, sua imagem transparecia serenidade, força e beleza. Trazia consigo a intensa vontade de conviver, de compartilhar os momentos importantes da família. Viajava horas de avião ou carro para participar de casamento de neto ou homenagem a um filho. Incansável. Sempre discreta. Elegância, distinção e gentileza eram inatas, nada de Socila (antiga escola de etiquetas para moças baianas). Sua opinião sobre o mundo era escutada sem contestação, era oráculo por experiência de vida, sabedoria. Nada de adivinhação.

No trabalho, era perfeccionista, obstinada, não sabia fazer diferente. Os bordados alvos, precisos, vazando bainhas abertas em tecidos rústicos, transformava-os em rendas, construía obras de arte. Os doces de figo e leite impecáveis me foram presenteados cada vez que a visitei. Seus feitos falavam por ela, nada de autoelogio.

No auge do cacau, quando o fruto valia ouro não se contaminou com os excessos advindos dessa lavoura, se manteve com a mesma sobriedade. Sempre a mesma dona Valda escutada por todos.

Quando perdeu seu companheiro e amor de décadas, em luto, passou uma temporada conosco em São Paulo acompanhada de minha mãe que queria ajudá-la nesse momento difícil. Não escutei uma lamentação, sua dor aparecia quando recordava os bons momentos do seu casamento. Presença adorável, disputada por todos. Marido e filhos adotaram tia Valda.

Cinco de abril de 2000, ela fazia 80 anos. No mesmo dia meu pai faleceu. Nos visitou e chorando disse: - "Preciso ir a festa, a família preparou grande comemoração, mas meu coração está sofrendo".

Amiga a toda prova. Divergências políticas não abalaram suas convicções de afeto, sabia em quem confiar.

Sabia querer bem, assim, amada por todos.

Obrigada pela presença nas nossas vidas. Saudades de você.

Denise Teixeira

quinta-feira, 4 de outubro de 2012


Ano da Fé - 2013
Ano C - São Lucas

Carta Apostólica
sob forma de Motu Próprio

- PORTA FIDEI -
-do Sumo Pontífice BENTO XVI
com a qual se proclama o Ano da Fé



O Papa Bento XVI, inspirando-se no 50º aniversário do Concílio Vaticano II (Papa João XXIII / 1962), e do 20º Ano do Catecismo da Igreja (João Paulo II), proclamou 2013, o Ano da Fé, com início no dia 11 de outubro deste ano. Ano C – São LUCAS.

“Pistis (do grego), fides (latim), significa, originalmente, harmonia, sintonia, consonância. Portanto, ter fé é estabelecer ou ter sintonia e harmonia entre o espírito humano e o espírito divino.”

Diante da modernidade que nos envolve, diante das mudanças que ocorrem a cada momento, nossa Igreja necessita acompanhar o sinal dos tempos.

Sem perder sua tradição, sempre com a Presença de Deus, precisa atualizar o sistema da evangelização, dinamizando métodos e dinâmicas, fazendo permanecerem nossos irmãos na Unidade da nossa Igreja, que somos nós mesmos.

Mais que católicos, somos discípulos e missionários de Jesus Cristo. Os discípulos seguem o Mestre na sua peregrinação, rumo ao Reino. Sempre em fazendo a vontade do Pai. Por isso é necessária a Fé.

Sintonia, harmonia, intimidade entre Deus e os homens. Deus está sempre Presente em nossa vida, todavia, nem sempre estamos à Sua escuta, justificando Aliança que Ele fez conosco. Sua Aliança por meio do Seu Filho, Jesus Cristo.

O Ano da Fé constitui-se numa chamada, numa convocação de todos nós, discípulos e missionários de cristo a animar, cantar, louvar, orar, dinamizar a nossa Igreja Católica, pondo-a rente ao modernismo que nos circunda, tornando sempre viva, atual sagrada, perfeita, a Palavra de Deus.

Deus não tem passado nem futuro. Deus é Agora, Aqui.

São João nos diz (1, 1-3; 14):

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram criadas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.

Deus criou o Universo e tudo o que nele existe. Sua Presença está em todas as coisas. Por mais que evoluam ciência e a tecnologia, há nelas a Presença do Criador. Os próprios cientistas, da Física Quântica e seus criadores, já estão cientes da Inteligência Maior, que é Deus.

A Fé é a sintonia perfeita entre a nossa consciência e vivência com Deus. É a entrega total do nosso ser, da nossa existência ao Pai Nosso. É a certeza absoluta da Sua total Presença em tudo o que somos em tudo o que temos, em tudo o que fazemos.

A Igreja, a Diocese, a nossa Paróquia precisam de nós e após, discípulos e missionários, precisamos da Igreja, da Diocese e da Paróquia. Todos somos Um!

Sem a fé, oração, perseverança; sem a nossa participação ativa na Igreja, não estamos em consonância com a nossa religião, não estamos sendo católicos de verdade. A nossa Igreja precisa de nós e nós precisamos da nossa Igreja.

Como o dom de Deus é pela fé que somos justificados e salvos dos nossos erros, que não são poucos.

Enquanto teve fé, São Pedro andou sobre as águas. Pela fé, os dez leprosos ficaram limpos. Pela fé, cegos enxergaram, paralíticos andaram, surdos ouviram.
 Exemplos de Fé :

Mateus 15-28 – “ Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã.”

Marcos 5-34 -  “Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal.”

Lucas 5-20 – “E vendo-lhes a fé, disse ele: Homem, são-te perdoados os teus pecados.”

Romanos 1-17 – “Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.”

Gálatas 5-6 – “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão vale coisa alguma; mas sim a fé que opera pelo amor” .

Fé é intimidade com Jesus Cristo. Fé consiste na nossa experiência com  o Filho do Homem, ser Seu seguidor e ter Ele dentro do coração. A Fé vem de dentro para fora, do nosso mais profundo intimo do ser, às ações que praticamos todos os dias. Todo dia é dia do Senhor!

2013, eis o Ano da Fé. Como Unidade que somos, vamos participar, ativamente, dos movimentos pastorais, celebrações, eventos da nossa Paróquia, a começar pela Celebração Eucarística, Ação de Graças Maior.
A Ceia do Pão e do Vinho, Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Mistério da Fé!

Wanda e Tatai

                                                   03.10.2012.

sábado, 29 de setembro de 2012

Formatura de Adma

UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA – UNEB


Ipiaú - Bahia

- LETRAS VERNÁCULAS -


Querida Professora Adma


Nossos sinceros parabéns pela brilhante vitória, início de muitas outras que virão na sua vida.

Como se expressou, em sua bela mensagem, dificuldades mil foram superadas, sinal sábio de que, ainda jovem, soube posicionar a inteligência e o esforço de cada dia, e chegar à meta desejada: ser Professora, profissão maior, verdadeiro sacerdócio.

Além do exemplo a sua geração, Você proporcionou a seus pais e irmão, Zinaldo, Arlene e Éder, a seus avós, uma alegria sem par. Sua família, seus amigos, seus colegas de Banco, todos nós que os conhecemos só temos de participar desta festa de amor e de conhecimento. Com Deus, estamos cantando, juntos, cantigas de amor e de paz, sobretudo admirando sua luta, sua dedicação, sua aspiração, o uso correto dos seus talentos.

Menina Professora, Você, com sua vitória, apontou a outros, jovens e adultos, caminhos certos, consoante à Sabedoria de Deus e a sabedoria dos livros. Junção importante e necessária para quem almeja ser feliz e estar em paz consigo mesma, com o outro, com a natureza e com o Pai Nosso.

Parabéns, jovem Professora, Adma.

Feliz colação de grau, diploma debaixo do braço, coração ao Alto e fique com Deus!
Com muito amor,


Wanda, Tatai, Maria Amélia e Família



Ipiaú (Ba), 28.09.2012

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Redenção do homem

Redenção do homem


- A Salvação vem de Deus –

- Palavras iniciais: Este texto foi escrito em 01.08.1984, destinado a “auto-avaliação” - março a julho - do “Curso de Igreja”. Tema básico para Estudo e Meditação.

I.O que nos dizem os apóstolos em Atos 4, 1-16:

“1 Enquanto eles estavam falando ao povo, sobrevieram-lhes os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus,

2 doendo-se muito de que eles ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos,

3 deitaram mão neles, e os encerraram na prisão até o dia seguinte; pois era já tarde.

4 Muitos, porém, dos que ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos homens a quase cinco mil.

5 No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos, os escribas,

6 e Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, João, Alexandre, e todos quantos eram da linhagem do sumo sacerdote.

7 E, pondo-os no meio deles, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes vós isto?

8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Autoridades do povo e vós, anciãos,

9 se nós hoje somos inquiridos acerca do benefício feito a um enfermo, e do modo como foi curado,

10 seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse nome está este aqui, são diante de vós.

11 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta como pedra angular.

12 E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos.

13 Então eles, vendo a intrepidez de Pedro e João, e tendo percebido que eram homens iletrados e indoutos, se admiravam; e reconheciam que haviam estado com Jesus.

14 E vendo em pé com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário.

15 Todavia, mandando-os sair do sinédrio , conferenciaram entre si,

16 dizendo: Que havemos de fazer a estes homens? Porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar”.

“Vivemos num mundo cheio de miséria e ignorância. O dever evidente de cada um de nós é tentar tornar o pequeno canto em que vive em algo um pouco menos miserável e menos atrasado do antes de sua chegada”.

(Aldous Huxley)

II. Contribuição da Filosofia e da Psicologia Transpessoal

Termos básicos:

- Auto = próprio, dentro, por si mesmo - Autoconhecimento, auto-realização, autolibertação, auto-redenção.

- Alo = Exterior, de fora, de outro – Aloconhecimento, alo-realização, alopatia, alolibertação, alo-redenção.

- Eu = Divino, Deus, Divindade Universal, Absoluto, Pai, Jesus Cristo em mim, Espírito Santo, Razão, Intuição, Cristo, Logos, Amor (com letras maiúsculas).

- Ego = Egoísmo, Intelecto, Serpente, Ciência, Lúcifer.

Egolatria (narcisismo) = fazer de si mesmo ídolo, idolatrar-se. Egocídio: matar o ego. Isto é, morte voluntária, morte metafísica.

- Resistência = Energia liberada contra alguém ou contra alguma coisa.

- Adesão = Laço emocional entre minha pessoa e alguém ou alguma coisa.

- Desligamento = Libertar-se de alguém ou de algo. Libertar-se, ser livre, ter autonomia, pensar e agir por si mesmo.

- Cósmico = relativo a Cosmo, Universo. Universal, cristico. Cristo cósmico, o mesmo que Cristo Externo, univérsico, transcendente. Posição diferente do Cristo em cada um de nós, imanente, dentro do homem.

III. O Homem = O ser humano. A pessoa humana. Segundo os Terapeutas da Alexandria, os seres humanos são constituídos de corpo, alma e espírito.

Na Carta de São Paulo aos 1 Tessalonicenses 5, 23, lemos:

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

IV. Características do homem:

- Singularidade, mesmidade, peculiaridade.. Solidariedade. Solitariedade Solidão (querida e compulsiva).

- Cada homem é um ser novo no mundo, chamado a realizar a sua peculiaridade, a sua singularidade. O homem não se repete. É único, original. Só o Eu interno. Uma só consciência.

- “Nós podemos ter filhos. Tendo-os, reproduzimo-los na ESPÉCIE (humana). Todavia, não podemos reproduzi-los na INDIVIDUALIDADE. Cada um filho é um ser humano original, novo na sua individualidade. Não podemos nos repetir nos nossos filhos”.

- Solidariedade = Relação, relacionamento, comunidade, vida em comum.

- Tomando consciência de sua singularidade, do seu “eu”, no ser humano existem duas necessidades vitais:

a) Ser ele mesmo = Eu - sua interioridade plena, sua consciência, sua individualidade (único).

b) Ser para o outro (outra pessoa), ser para a Natureza, ser para Deus = Tu.

b) O ser Eu para si mesmo deixa de existir e não cumpre sua missão no mundo. Com a existência do outro, o tu, já não sou sozinho, somos; já não estou sozinho, estamos = Nós.

V. O Caminho da Redenção

• Só é possível pelo Cristo Interno em cada um de nós.

Em Gálatas 2, 20, São Paulo diz:

“Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora [vivo ] na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.

• Onde dois ou mais estiverem, eu aí estarei.

• “Pois onde se acham [dois] ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18, 20).

• O Reino de Deus está dentro de vós.

Lucas 17, 20 - 21: “Sendo Jesus interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: O reino de Deus não vem com aparência exterio;

nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Pois o reino de Deus está dentro de vós”.

- O pequeno ego (intelecto) deve integrar-se no grande Eu (Deus, o Pai). Inteligência versus Intuição.

VI. A integração do Eu com o ego

- Saibamos, antes:

• O ego é um objeto que o homem tem.

• O eu é o próprio sujeito que o homem é.

- Diagrama ilustrativo








Na primeira figura, o homem se identifica com o seu ego externo (egoísmo) sensorial-mental, sem enxergar a sua realidade interna (egoidade).

Na segunda figura, o homem se identifica com o seu Eu, que integrou em si o seu ego, não o egoísmo ilusório, mas a egoidade real. Na segunda figura persiste o ego em sua egoidade real, desapareceu o ego em seu egoísmo ilusório; não morreu a alma do ego, morreu apenas o seu corpo; a alma do ego é idêntica à realidade do Eu.

É indispensável que o homem faça, cada, anoitecer, o mundo ilusório do seu ego sensório-mental, para que possa amanhecer o mundo verdadeiro do seu Eu espiritual. A isso se chama cosmo-meditação.

- É indispensável que o homem faça, cada, anoitecer, o mundo ilusório do seu ego sensório-mental, para que possa amanhecer o mundo verdadeiro do seu Eu espiritual. A isso se chama cosmo-meditação.

“Quem perder a sua vida por amor do Cristo, ganhará sua vida”! (Mt 16, 14).

VII. Como se realiza a integração do ego no Eu:

- A integração se realiza pela

a - Experiência MÍSTICA com Deus. Verticalidade.

b -Vivência ÉTICA com os homens. Horizontalidade.

- A integração no Deus-Essência no Deus-Amor é realizada pela Experiência Mística que, no Evangelho, chama-se o Primeiro e maior de todos Mandamentos:

“Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças” (Mt 12, 30).

- A integração no Deus-Existência se faz pela Vivência Ética, que o Nazareno chama de Segundo Mandamento:

“E o Segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses” (Mt 12, 31).

- A natureza infra-humana está incluída nessa vivência ética, num algo (a natureza), também essencial, mas diferenciado da humanidade.

• Para cima: o amor para com Deus, o Pai.

• Para todos os lados: a fraternidade para com todos os homens.

• Para baixo: reverência e respeito pela natureza (Gaia, a Mãe Terra)

A Redenção total do homem se resume nesses três itens.

1º - “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças” (Mc 12, 30).

- Eis a Experiência Mística.

2º - “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12, 31).


- Eis a Vivência Ética.

- Para que alguém tenha experiência mística com Deus tem que criar em torno de si mesmo um ambiente propício. uma atmosfera em que possa brotar e medrar a condição dessa experiência: amor.

IX. Fatores básicos

• Fé - Antes de tudo, deve o homem sintonizar-se com a realidade do mundo invisível, sem que com ele tenha experiência direta. Consiste isso numa permanente atitude de humildade, de sinceridade, receptividade, no senso de vacuidade (vazio) do ego físico-mental, certo de que uma plenitude (cheio) de Deus lhe possa vir ao encontro.

“Eis o soberbo! A sua alma não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá” (Ap 22, 4).

“Disse-lhe ele: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz, e fica livre desse teu mal” (Mc 5, 34).

• Vida - Fé vivida! A fé nunca passará a ser experiência direta com Deus, se ficar no terreno meramente intelectual ou teórico. É necessário que ela se encarne na vida total do homem. No dizer de Santo Agostinho: “fé que atue pelo amor”.

• Perseverança - No Evangelho de Lucas, Jesus diz:

"É pela vossa perseverança que mantereis vossas vidas" (Lc 21,19).

No Evangelho de Mateus a expressão é esta:

"Aquele que perseverar até o fim, esse será salvo" (Mt 24, 13).

Já no discurso missionário Jesus fizera a mesma afirmação, ao predizer as perseguições e conflitos a que estarão sujeitos os Apóstolos;

“E sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt 10, 22).

Dizia um provérbio latino: "Quem começou já fez metade do caminho". Mas há o reverso da medalha: "Não é o que começa bem que merece o prêmio, mas o que termina bem". É a necessidade da perseverança.

No Evangelho de Lucas, Jesus diz:

"É pela vossa perseverança que mantereis vossas vidas" (Lc 21,19).

“Porque necessitais de [perseverança], para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa”. (Hebreus 4, 36).

• Oração - “A oração é algo tão grande que corremos o risco de rebuscar uma definição solene e surpreendente. O velho catecismo diz, com toda a simplicidade, que “orar é falar com Deus”. E, de fato, se uma pessoa põe-se a falar com Deus – com palavras ou sem palavras – movida pela fé, a humildade e a confiança, está fazendo oração. São João Damasceno diz que é “a elevação da alma a Deus”. Santa Teresa de Jesus explica que a oração é “Tratar de amizade com Deus, estando muitas vezes tratando a sós com quem sabemos que nos ama”. Fiquemos, pois, com esta idéia: orar é falar com Deus; ou, se preferir, “um diálogo com Deus, um diálogo de confiança e de amor”, como ensina o Papa João Paulo II, com o fim de adorá-lO, dar-Lhe graças, implorar o perdão e pedir o que precisamos. Falar com Deus, que é o Criador e Senhor nosso, da mesma maneira que falamos com as pessoas que amamos.

- A oração é essencial para o ser humano”.

“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6, 6).

“Eu, porém, vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5, 44).


X. De onde virá o Redentor do homem

• De fora? Ritos, iniciações, dogmas, liturgias, cerimônias formais, leis...

• De dentro? Inteligência, estudo reflexivo, imaginação...

• Auto-redenção espiritual? Do Eu divino, do Cristo Interno, no Deus em nós, do Espírito que em nós faz morada.

“... no qual também vós juntamente sois edificados para [morada] de Deus no Espírito” (Efésios 2, 22).


- Conclusão:

- A redenção vem de dentro do próprio homem, mas não do homem-ego, que é o autor da escravidão e sim do homem-eu, do “Espírito de Deus que habita no homem” (São Paulo).

- Se o “grão de trigo” do homem-ego morrer, então a vida do homem-Eu “produzirá muito fruto”.

- Se o “grão de trigo” do homem-ego não morrer, então a vida do homem-Eu não - Se o “grão de trigo” do homem-ego morrer, então a vida do homem-Eu “produzirá muito fruto”.

- Se o “grão de trigo” do homem-ego morrer, então a vida do homem-Eu “produzirá muito fruto”. Morte metafísica, não morte física, biológica.

- Se o “grão de trigo” do homem-ego não morrer, então a vida do homem-Eu não “produzirá fruto”. Ficará estéril.

A auto-redenção não é ego-redenção. O que eu sou me redime (me salva) daquilo que eu tenho.

Êxodo 3, 13-14: Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem:

Qual é o seu nome? Que lhes direi?

Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais:

Assim dirás aos olhos de Israel:

EU SOU me enviou a vós.

- João 8, 58: “Respondeu-lhes Jesus:


Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou”.

Eu sou o Pai, Eu sou o Filho, Eu sou o Espírito Santo. Um só DEUS.
Eu Sou a Santíssima Trindade!

Despertar em si essa vida divina dormente, é isto REDENÇÃO, SALVAÇÃO, AUTO-REALIZAÇÃO, AUTOLIBERTAÇÃO do homem!

Wanda e Tatai

11.09.2012.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Reflexões sobre o Pai nosso


- A oração que Jesus nos ensinou –


A Bíblia foi falada e escrita em aramaico, hebraico, grego e latim. Jesus falava aramaico e a Sua Oração foi ensinada em aramaico.

Dois evangelistas narram esta oração. Lucas e Mateus. Lucas não conviveu com Jesus escreveu baseado nas informações de Maria. Era companheiro de Paulo, médico, de origem grega e de conhecimento literário. É o autor dos Atos dos Apóstolos e o Evangelho, que consta de 24 capítulos.

Mateus conviveu com Jesus e foi o publicano, cobrador de impostos, chamado Levi, que Jesus, vendo-o na mesa dos impostos, chamou, dizendo: Vem, segue-me.

O Pai nosso é a oração perfeita. Foi ensinada pelo Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Não deve ser concluída pelo Amém. que significa Assim seja, como acontece com outras orações. Repita-se: a oração do Pai nosso é perfeita.

Huberto Rohden foi padre. É filósofo, teólogo e metafísico, nasceu em Tubarão, Santa Catarina.

Escreveu cerca de sessenta livros, abrangendo um mundo de idéias e de conhecimentos. Da arte, da ciência, da metafísica, sobretudo religião, numa fé profunda e admirável. É dele a interpretação do “Pai nosso” que estamos transmitindo. É linda e tem sentido. Ele compreende a oração como um requerimento, constante de sete pedidos, sete petições. Três delas dirigem-se ao céu e quatro se assentam aqui na terra.

As três petições vão diretas à Trindade Santa Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Ele a configura numa flor de sete pétalas. Quatro delas abertas na horizontal e três, no centro, dirigidas para o Alto. Ou uma cruz. A haste vertical contém as três primeiras e a haste horizontal, as quatro outras petições. Nesta oração, H. R, explica o que o Mestre quis dizer aos discípulos e a nós, hoje, como conversar, pedir, comunicar-se com o Pai, sempre, toda a vida. São elas o mistério das Três Pessoas distinta num Deus Único. Absoluto, Criador de todas as coisas. Aleluia!

O evangelho de Lucas contém, apenas, quatro petições. A exegese se aplica ao evangelho de Mateus, que viveu com Jesus e a direção de suas palavras era diretamente para os judeus.

Vamos dividir a oração em petições:

- Mateus 6.9-13

9 Portanto, orai vós deste modo:

Vocação – Pai nosso que estais nos céus,

Em aramaico, segundo Gregg Brader em “O Código de Deus”, menciona, em (o aramaico), a expressão que afirma assim: Pai nosso que estais nos céus e na terra. Pai universal que abrange o céu e a terra é Senhor de tudo o que existe.

1ª – Santificado seja o vosso nome;

A expressão Santo encontra-se na celebração eucarística nas oferendas, quando se canta: “Santo, Santo, Santo, seja o nome do Senhor”. Refere-se a Deus Pai. (Isaías),

2ª – venha a nós o vosso reino

Refere-se o segundo pedido a Jesus Cristo quando anuncia que o Reino de Deus está próximo. O Reino de Deus está dentro de cada um de nós. A segunda petição refere-se a Deus Filho. É para o Reino de Deus que se destina toda a nossa peregrinação aqui na terra. O Mestre é que com Seus exemplos de vida, como Homem, Filho do Homem, Verdadeiro Deus, verdadeiro Homem. Ele se nivelou a todos nós, com exceção do pecado.

3ª – seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu;

A terceira petição dirige-se ao Espírito Santo, que é o traço de união entre o Pai e o Filho. Nós somos templo do Espírito Santo, somos a morada de morada de Deus. Todas as nossas ações são dirigidas e orientadas pelo Espírito. Desde inicio da criação do mundo Ele está presente. (Gênesis 1. 2). Interromper e invocar o Espírito Santo. Ele é brisa, fogo, nuvem, sopro, vento, sobretudo, vida.

Estas petições são dirigidas ao alto, parte da terra para céu.

4ª – o pão nosso de cada dia nos dai hoje;

Estamos na haste horizontal da cruz, estamos no chão, na terra, cuidando do corpo, cuidando da vida. Lembra do povo no deserto, na saída do Egito, quando Deus matou a fome dos Judeus lançando do céu o maná. O pão nosso de cada dia simboliza a confiança em Deus de que nos dará o pão todo o dia. Não se justifica guardar, esconder, mil coisas de comer, de beber e de vestir, para um tempo grande. Basta o pão de hoje, amanhã Deus nos dá outro. Tal comportamento de amealhar, ter muito hoje, com medo do amanhã, nos leva à usura, à ganância, ao cruel esquecimento de outros que tanto necessitam e nada têm. Uns com fome e outros com indigestão de tanto comer. Uns nus, outros com guarda-roupas cheios. Confiemos em Deus e nada nos faltará,

5ª – perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido;

A compaixão, a misericórdia, o perdão, a piedade fazem parte dos dois maiores mandamentos de Deus, os quais fazem parte da nossa vida diária. Quando São Pedro perguntou a Jesus se deveríamos perdoar sete vezes, o Mestre acrescentou: Devemos perdoar setenta vezes sete e não sete vezes. Significa perdoar infinitamente, perdoar sempre. Todavia nos é imposta uma condição: Assim como a atitude de nós perdoarmos os outros, assim como Deus nos perdoa. Se eu não perdoar os outros. Se não perdoarmos quem nos ofendeu, perderemos a condição de ser perdoados.

6ª – e não nos deixeis cair em tentação;

Explicação rara e compreensível, também de H. R. Em tentação, ser tentados nós somos e a toda hora. O próprio Jesus, antes de começar Seu ministério foi tentado por três vezes e não caiu, não pecou. Continuou fiel ao Pai. O que nos indica a oração é, quando tentados, não cairmos, não pecarmos. Resistir à tentação da inveja, da mentira, da corrupção, da usura, da cobiça das coisas alheias. “Sede perfeitos como o vosso Pai celestial é perfeito”.

7ª - livrai-nos do mal.

Como uma síntese da oração, o sétimo pedido e uma súplica ao Pai que nos afaste das coisas más, que nos livre das tentações do maligno, que seja, eternamente, a nossa proteção. O mal, também, simboliza certos desejos como o sucesso, a usura, a auto-suficiência, o poder, seja ele político, social ou econômico. A mafaldada corrupção. O terrível egoísmo que nos faz esquecer de Deus.

“Jesus, manso e humilde de coração,

fazei nosso coração semelhante ao vosso”.

- Lucas 11.2-4

2. Ao que ele lhes disse: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino;

3. dá-nos cada dia o nosso pão cotidiano;

4. e perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em tentação, mas livra-nos do mal.



Wanda e Tatai

05.09.2012.



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Caro Doutor Milton




Bacharel em Direito formado pela UNIME Itabuna – Ba, no dia 24 de agosto de 2012.




Diz-nos o Eclesiastes 3:1

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

Chegou o seu tempo, Advogado Milton de comemorar ou comemorarmos juntos sua brilhante conquista alcançada aos 39 aos de idade.

Não foi fácil conciliar o tempo lidando com a família – a esposa Silvana e seus filhos Milton Neto e Sarah Ellen, quando as obrigações militar sua profissão, bem como os estudos de Direito; todavia com a ajuda indispensável de Deus, você conseguiu brilhante vitória.

Queremos partilhar como amigos e admiradores seu e de seus pais Capitão Milton e Dona Sonia, dando-lhe nossos sinceros parabéns.

Que Deus o ajude e ilumine na sua nova carreira como Advogado.


Abraços cordiais e afetivos de


Wanda, Tatai e família.



Ipiaú, 28.08.2012